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Afinal, onde canta o Sabiá?

Ouvindo alguns sucessos do meu tempo de criança e juventude, bossa nova era um dos meus preferidos, me vejo de calça curta, sentado na calçada da Prefeitura, com um talo de mamão, uma caneca de alumínio, com água e muito sabão, soprando o canudo, feito do talo, e soltando bolas, bolinhas e bolões como hoje as crianças, da geração Luna e Felipe, meus netos, fazem com brinquedos comprados em lojas especializadas.
Porque me lembrei desta peraltice ouvindo música? Fácil explicar. Na música, interpretada pela Dóris Monteiro, diz: 'Sentado na calçada com canudo e canequinha...' e nada mais do que um verso deste para me levar, como gosto, de volta ao meu passado na minha Miracema. 
Certo dia, postando meus contos e crônicas no Facebook, alguém contestou um texto escrito parodiando Gonçalves Dias. 'Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá..' e o amigo disse que o sabiá não canta em palmeiras. 
Tudo bem, onde canta o sabiá? 
Tenho certeza de que não era nas palmeiras do nosso jardim de Miracema. Tudo bem, não importa se o sabiá não canta nas palmeiras do Jardim de Miracema, mas nós cantamos em prosa e verso as palmeiras e a beleza de nosso jardim. 
Afinal, onde canta o sabiá? Não interessa onde a ave maviosa irá mostrar seu canto, o que importa é que eu me lembro por onde passei, com quem dividi as brincadeiras no jardim e arredores, alguém que me lê neste momento, já brincou com a tal canequinha, o tal canudo de talo de mamão? 
Alguém já desceu o velho morrrinho da igreja Matriz em uma casca da tal palmeiras onde não cantava o sabiá? Pois é, Luna e Felipe, meus netos, nem seus pais, Gisele e Ralph, não desceram de lá esfregando o bumbum na grama, mas podem ter certeza que toda esta nova geração já botou o traseiro em uma prancha, em uma praia de Natal, no Rio Grande do Norte, no famoso skibunda e devem ter sentido a mesma sensação que eu e minha turma sentimos ao descer no morro da Matriz deslizando em uma casa da palmeira onde não canta o sabiá. 
E afinal, onde canta o sabiá? No morro, onde hoje está construído o Calvário. subíamos com alçapões e gaiolas tentando 'caçar' um sabiá e, podem acreditar, eu jamais botei um na gaiola, não que não quisesse, mas sim por nunca ter conseguido êxito em minhas caçadas. mas ouvi, fiquei emocionado e nervoso com o canto da ave citada por Gonçalves Dias em seu poema famoso. 
Se o sabiá não canta mais nas palmeiras de nosso Jardim de Miracema o mesmo não posso dizer da lembrança, que ainda estão vivas nas memórias de quem viveu o ápice de Miracema, claro que não tinha Internet, TV em cores ou joguinhos em celulares, como estes que alegram os dias de Luna e Felipe, meus netos, e acredito que é por isto que tínhamos tempo de ouvir o sabiá cantar nas palmeiras de nosso Jardim de Miracema. 4
Se não tínhamos toda a modernidade da geração 2016 nós podíamos viver mais intensamente, pelo menos naquele tempo as águas do Ribeirão Santo Antônio eram nadáveis (aff, posso usar isto?) e se não fossem navegáveis para barcos maiores, era o melhor lugar para descer da Usina Santa Rosa até o Pontilhão do Rosa navegando em uma boia de câmara de ar das grandes ou das médias e nas orlas era possível ouvir o canto do sabiá, não nas palmeiras do nosso Jardim de Miracema, mas sim nas árvores ou nas matas que margeavam o Santo Antônio. 
Quem ouviu o cantar do sabiá que se manifeste, quem não teve este prazer e acredita que sabiá não canta nas palmeiras do nosso Jardim de Miracema, que me perdoe, eu ouvi e ouço até hoje em meus pensamentos o canto do sabiá. 
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A nuvem do Polaca

A turma lá de cima parece que está com saudades da bola e com inveja daqueles que por aqui ficaram e fazem a festa neste final de ano. Sentado em sua nuvem particular, com mulatas, samba e um campinho particular, Jair Polaca mandou uma mensagem para Milton Cabeludo e o convidou para um papo cabeça no seu cantinho. 

Cabeludo foi e levou com ele o Juarez Beiçola e outros contemporâneos e no caminho pegaram o Pernoca e o Lauro, que estavam no entorno da nuvem do Silvinho, que tinha saído para visitar o pai, Maninho, que em outra parte observava os craques que chegavam para conversar com São Pedro.

Maninho foi localizado e levado para a nuvem do Polaca, que neste momento fazia uma ligação para o Gérson Coimbra já que a coisa fugiu do controle e precisava de uma organização no reduto. Seu Gerson chegou, botou a casa em ordem e começou a delegar poderes, mas para isto precisava da ajuda do Clarindo, que não fora localizado até aquele momento.

E a noticia do encontro se espalhou rapidamente e foram chegando os craques para uma pelada triunfal. Pintinho, com seu passo lento e tranquilo, chamou o Nenenzinho, que bateu uma mensagem para o Edil e todos seguiram rumo a nuvem do Polaca na maior prosa. O Nenenzinho queria saber se depois poderia colocar a fantasia de 'mulinha' e sair pelas nuvens dançando e chamando a velha turma do 'Fogaréu'. Nada disto, gritou o Cosme, se quiser samba terá que convidar o Zé do Carmo também e ele está preocupado é com o futebol de hoje. Samba é para o carnaval e é, comigo mesmo. O Mocinho e o Fota já estão de sobreaviso, disse o garoto que na terra ajudava o pai no comando da Unidos no Samba e Na Cor. 

E os peladeiros foram chegando pouco a pouco, sem chuteiras, sem lenço ou documentos e o anfitrião já estava com seu livro de ouro rodando pelas nuvens e já tinha apanhado uns trocados com o Jamil Cardoso, Zé Carvalho e Nilo Lomba, seus amigos da prefeitura. E na passagem pela ala dos prefeitos o Maninho chamou o Olavo Monteiro para dar uma forcinha no meio campo de seu time, que teria, segundo ele, alguns craques da capital, levados pelo Caixa D'agua e com o aval do Luiz Linhares, que a esta altura já fazia movimentação política no local.

O trio do Rink, Silvinho Moreno, Valcir Leite e Marcone Daibes, se animou e também armou uma lista de convidados, João Moreno e seu sobrinho Joltran, dois craques das peladas do Ginásio, se apresentaram imediatamente. A pelada prometia e ao que parece já tinha gente demais e faltava um homem para apitar. Pensaram em trazer um árbitro de outra nuvem, bem neutro, mas não tinham grana para levar um destes famosos e o jeito foi entregar o comando para o Rosário Mercante, que pelo menos tem crédito e sempre foi daqueles caras sérios quando apitava nos campos de grama aqui na terra.

Dirigentes demais reunidos e Caixa Dágua queria fundar uma liga das nuvens, mas foi rechaçado pelo Luis Delco, mais novo no pedaço, que não queria um estranho no ninho e por isto foi chamar o Salim Bou-Issa para organizar a coisa, mas Altair Tostes passou rápido no espaço destinado as autoridades, bateu o martelo e decretou que a reunião seria entre colunas e o Farid Salim e seus manos José, Nacif e Jofre, cuidariam da alimentação enquanto o jovem Gustavo Rabelo cuidaria das camisas e das súmulas.

A turma se espalhava pela nuvem do Polaca, onze para cada lado e um punhado de reservas esperando vez no entorno do pedaço e aos poucos os dois treinadores foram chegando ao time correto e a festa estava pronta para ter o seu começo.

Faltou espaço aqui e na nuvem do Polaca. Muitos queriam entrar em ação e o jeito foi fazer um torneio, tipo aqueles antigos Torneio Inicio, e a bola rolou macia durante todo o dia de Natal.
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Um craque chamado Genuíno

Certo dia, em uma conversa de botequim, me perguntaram: - O Genuíno jogou tudo isto que você fala ou é mais uma das suas histórias?

Sem medo de ser feliz respondi: - Tudo isto mais dez por cento, não vou querer dizer o óbvio, que se jogasse hoje estava no Real Madrid com sucesso de Cristiano Ronaldo, mas digo que no tempo dele, tanto na região quando no Estado do Rio, não tinha atacante do seu talento e com seu faro de gol.

Tá boa a explicação ou quer mais? Eu disse, há alguns dias, no Facebook, que eu joguei futebol e fui artilheiro por onde passei, alguém pediu provas, como aquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo, o Pedreira. Renato Borges, que não me viu jogar e apenas ouve meus causos, queria foto, videos e o José Maria de Aquino queria testemunhos ao vivo e a cores.

E quanto ao Genuíno, há alguma contestação para quem o viu jogar? Algum dos amigos, que viveram nosso tempo, discorda da minha opinião que ele, o Genuca, foi realmente um dos maiores jogadores do seu tempo na terrinha na região e no Estado do Rio?

Aos mais novos, aqueles que não viram Genuíno em campo mas viram Edmundo, o Animal, podem traçar um paralelo entre ambos, e aos mais jovens ainda, que não viram sequer Edmundo em ação, mas hoje veem Cristiano Ronaldo, podem colocar no mesmo patamar sem medo de ser zoado por quem viu o nosso craque em campo.

Claro que os tempos são outros, o CR7 joga com bola de qualidade extra, em gramados extraordinarios, vive do futebol e para o futebo, seu uniforme é o que há de mais moderno em confecções esportivas e o nosso, digo, o do Genuíno, no seu tempo, a bola era pesada, pintada com tinta a óleo para parecer ser uma bola branca, as chuteiras eram feitas de couro duro, com travas de pregos e outro tipo de couro mais duro ainda, e as camisas, meias, calções era pesadíssimos e a medida que o suor aumentava o peso dobrava.

E então, porque Genuíno e tantos outros que sempre elogio por aqui não foram ganhar a vida jogando futebol em um clube da capital? Perguntaria um de vocês. A resposta é tão fáci como somar dois mais dois. O que ganhava um craque do Flamengo? Um craque do Vasco? Um bom jogador do Botafogo ou Fluminense naquela época? O mesmo ou quase a metade do que Genuíno ganhava por aqui trabahando na padaria do seu pai ou fazendo seus negócios com farinha ou produtos para panificação.

Genuíno, além de um craque, era um fominha juramentado, tipo Cristiano Ronaldo, passar bola não fazia parte de sua agenda, mas há excessão, quando ele tirava um colega no pontapé (aquele bolo de cinco pessoas com números dos atacantes) ele procurava o cara até ele fazer o gol de abertura do placar. Bom camarada, bom coração, amigo de fé e leal, mas em campo era chato e cheio de marra.

Duas histórias para ilustrar o nosso papo de hoje em homenagem a Genuíno Siqueira Magalhães. A primeira aconteceu no Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, em um jogo amistoso entre Miracema x Operário/Palma, numa tarde de domingo, e a segunda, no Estádio Irmãos Moreira, pelo campeonato de Miracema, em jogo Asssociação x Flores.

Caso Um - Genuíno na arquibancada, assistindo ao jogo, entra no pontapé e sai com o número 7, camisa que estava com o Jucão. Primeiro tempo encerrado, zero a zero, e na volta para o segundo tempo quem aparece em campo, ele, Genuíno, no lugar do Jucão.

Preciso dizer que ele fez o gol e levou a grana da aposta? Sebastião Amaral ainda tentou argumentar, mas não havia razão, o gol foi legal e a regra diz que quem entra no lugar do que leva o número no sorteio fica valendo.

Caso dois - Aconteceu entre mim e ele, no Campo do América. Perdi dois gols e ele brigou comigo, coisa que não era do seu feitio, ele sempre reclamava que a gente não dava passe para ele, e, neste jogo, ele me encheu de bolas e dizia, 'vá lá, faz o seu, você é artilheiro'.

E, depois de tantas bolas com açucar eu fiz o gol de abertura do placar e ele me abraçou e disse: -Caramba, até que enfim, agora se vira porque não vou te dar mais bola com mel e açucar, ganhei o pontapé e agora é pra valer.

Este é o Genuíno, craque dentro e fora de campo, gente boa, pai exemplar e um marido muito bom para a Rita, sua esposa e que o 'aguenta' há quase cinquenta anos.

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Ainda há esperanças para a terrinha

Tenho falado muito pouco sobre o sucesso do basquete feminino de Miracema, do trabalho excepcional de Carlinhos Bessa, falo quase nada sobre a excelente trajetória de Duda Fingolo Tostes a frente da Secretaria de Cultura da cidade, fico devendo uma prosa sobre estes miracemenses, dignos de todos os elogios da coluna e dos leitores, mas confesso que não foi por falta de conhecimento de tudo o que estes dois fazem em serviço dos jovens da terrina, sei o que são capazes e sei também do sucesso de ambos. 

O nosso basquete, que tinha como grande referência o trabalho do professor Nézio e suas 'Ferinhas' e, mais recentemente do título estadual do Bola Laranja e do sucesso nacional e internacional de Micaela Jacinto, agora Miracema se firma no estado como celeiro de craques e o maior ganhador de títulos das categorias de base do basquete feminino do Rio de Janeiro, tudo isto graças a dedicação e empenho de um cara que admiro muito e confio no seu potencial, o professor Carlinhos Bessa. 
E nosso lado cultural, como anda? Aqui também houve mudanças de paradigmas, o Duda Fíngolo Tostes chegou com a grande responsabilidade de substituir um cara, que reputo ser um grande mestre da cultura da cidade, Marcelo Martino. Duda começou de mansinho, buscando acertar os ponteiros e procurando apoio, e... de repente, explodiu com seu talento nato e mostrou para a cidade o que é capaz de fazer com pouco recurso e com muita inteligência. 
Miracema entrou no mapa cultural do Estado graças ao Duda, transpôs o Atlântico e foi mostrar o que temos e que podemos ter na Argentina, busca levar a cultura e nossas tradições a todos os eventos nacionais e ganhou o carinho e o respeito da cidade com trabalho e dedicação, como nosso outro personagem da coluna de hoje, Carlinhos Bessa. 
Me dá alegria, me dá prazer esta mudança de assunto do nosso papo de hoje, deixo de lado os causos da bola, deixo de falar de nossos ídolos do passado e narro um momento atual de nossa Miracema, que todos pensam estar estagnada e 'morta' para o esporte e para a cultura, e, quando aparecem estes monstros, isto mesmo, Carlinhos e Duda são nossos 'monstros sagrados' modernos e nos enche de orgulho e de certeza de que nem tudo está perdido na nossa Miracema. 
Como sempre tem que haver um porém, só espero que os mandatários da cidade não confundam o esporte e a cultura com política e não exijam destes dois modelos de cidadãos comprometimento partidário ou político em próximas eleições e que eles, Duda e Carlinhos, não se envolvam em campanhas para que o futuro de centenas ou milhares de jovens, que acreditam que terão futuro no basquete ou na arte, não perca em breve as suas referências.


 

E o Xerife se foi - Adeus Waldir

No meu tempo de bola ele não era conhecido como Waldir do Táxi (foto/Dois Estados), era simplesmente Waldir ou até Waldir Chocalho, herdando, como todos os irmãos, o apelido do irmão bom de bola, Chocalho, e era um dos melhores zagueiros/zagueiros que passaram pelo futebol de nossa Miracema.

Em campo o cara era uma fera, amedrontava todos os atacantes e ditava ordem e respeito na zaga do Tupã e depois na Associação, que nasceu da fusão entre o Tupã e o Esportivo no início dos anos 1970, mas fora dele Waldir era um oposto daquilo que se via em campo, alegre, simpático, educado e dono de um sorriso que contagiava quem estivesse por perto dele.

Pra vocês, amigos que não conheceram o zagueirão/xerife do Tupã, eu vou contar apenas um caso, acontecido entre mim e ele, em um jogo no campo do América, quando eu 'briguei' com o pessoal da Associação e fui disputar o Torneio Rio x Minas pelo Miracema FC, do meu inesquecível e saudoso amigo Jair Polaca.

A Associação havia vencido o Atlético Palmense e nós, do Miracema, derrotamos o Operário, também de Palma/MG, e a decisão seria entre os times da cidade, no Estádio Irmãos Moreira, aquele que citei acima como Campo do América, que era reduto do Waldir e toda turma do bairro famoso por ter grandes jogadores e famílias de bons de bola, entre eles todos o Augusto de Souza e, o mais famoso, Célio Silva, que veio depois de Orlando Fumaça, também saído do Campo do América.

E lá rolava a partida decisiva entre Miracema x Associação, zero a zero encravado e o Waldir espanando tudo e todos. Ninguém entrava na área e por ali só bola alta, meus companheiros, e eu claro, tínhamos respeito e um pouco de medo do xerifão, que limpava a área como poucos, mas cá prá nós, também sabia jogar fácil quando queria, tinha bom domínio de bola e uma categoria peculiar da família Souza.

Mas lá pelos 40 do segundo tempo um destes cruzamentos do Thiara, lá da ponta direita, caiu na meia lua, ali fora da área, e subimos eu e o Waldir, e fui mais feliz e mandei no canto, meio sem jeito e muito sem querer, uma bela cabeçada e saco. Gol do Miracema. Gol do título. Porém, tem sempre um porém, quando fui comemorar o Waldir estava no chão, sangrando, com a mão no rosto e olhando duro pra mim.

Corri e o Polaca percebeu e me tirou do jogo na hora em que Waldir saia também para ser atendido fora de campo com um baita corte no supercílio. 'Te pego depois camarada', dizia ele ameaçando. E o jogo acabou, comemoramos e eu sempre de olho no amigo e companheiro de sempre, respeito é bom e a gente gosta.

Depois daquele jogo eu quase não cruzava com ele, havia um certo receio de que pudesse ter briga ou coisa parecida. E um dia, em um treino da seleção, nos encontramos e parecia que nada havia acontecido. Ele chegou pra mim, dando gargalhadas, e disse: 'Ainda está borrando de medo? Larga isto, é coisa do jogo, você não me agrediu naquele dia foi apenas um lance sem querer, vamos em frente e pode voltar a falar comigo, gosto de você e somos amigos.

Este era o amigo Waldir Augusto de Souza, o Waldir do Táxi, que nos deixou na semana que passou devido a problemas sérios de saúde em Itaperuna, onde estava internado no Hospital São José do Avaí.

O futebol da região está em luto fechado e daqui, deste meu espaço, envio aos Souza o meu profundo pesar por esta perda, que é de todos nós amigos e companheiros do Waldir Augusto de Souza.


 

Ninguém quer ser reserva

O mestre José Maria de Aquino, aproveitando a 'deixa' da reclamação de Michel Bastos, meia do São Paulo, contra o treinador Osório, ao ser substituido, contou, em seu blog, um caso de acontecido com Aymoré Moreira e um outro, com Zagalo, nas seleções de 1962 e 1970.E, pagando o gancho do meu eterno guru, conto dois causos, acontecidos comigo, no futebol de Miracema, bem mais humilde e excepcionalmente menos famoso do que os dois professores citados e a seleção do Brasil, que naquele tempo era respeitada, amada e seguida pelo torcedor. O primeiro ato eu ainda era jogador, creio até que já contei aqui, meu treinador me botou em campo lá pelos 30 minutos do primeiro tempo e me disse: 'Estamos perdendo por 2x0 e não podemos ficar na defesa segurando o resultado, vá lá, jogue pelo lado esquerdo e seja o que Deus quiser'. 

Entrei, dei conta do recado, fiz dois passes para os dois gols de empate, ainda no primeiro tempo, e no segundo tempo, antes dos cinco minutos, marquei o gol da virada. E, lá pelos dez minutos do segundo tempo, vi um garoto aquecendo e comentei com o Genuíno. - Agora vamos golear, o garoto vai entrar e vamos aproveitar o cansaço desta defesa pesada. Genuíno concordou comigo e até trocamos ideia de como íamos jogar a partir da entrada do rapaz; porém, tem sempre um porém, quando percebi o treinador me chamava aos gritos dizendo que quem iria sair seria eu. Parei no meio campo, tirei a fita que prendia meu cabelo, naquele tempo ainda os tinha e era um pouco comprido, não bonito como o do Thiara, mas na moda, tirei a camisa, o calção, a meia e a chuteira, que era do time, e coloquei tudo no meio campo e jurei nunca mais jogar com aquela camisa.

Quem jogou comigo sabe quem são os personagens, que evitei falar por aqui porque são meus amigos queridos até hoje. O segundo ato foi no meu único jogo como treinador, nos anos 80, e aconteceu em Aperíbé, onde Miracema não conseguia um resultado positivo em jogos oficiais ou amistosos. O Maninho me convidou para ser treinador da seleção de Miracema, ou seria Associação, meu caro José Luiz da Silva? E quando convoquei a turma ouvi assim:- Guguta não vai querer ser reserva neste time, e o Tachinha, onde é que você vai escalar, na defesa ou no meio campo. Você convocou um monte de meias e vai ter dificuldade para definir os titulares. Conversei com o Zé Luiz e fizemos um trato. Zé, vou escalar todo mundo como fez Zagallo na Copa do México e vamos pra cima do Aperibé lá na casa deles. Escalai um ataque com Beto, Ronzê, Guguta e Biluzinho, todos atacantes de alto nível, botei Tachinha no meio campo, com total liberdade para defender, criar e atacar, Fernando, Tindê, Dilico e Luiz Carlos na defesa e Dequinha formando o meio sem o tal de cabeça de área específico. Vou resumir: Em menos  meia hora estávamos goleando por 4x0 e o Aperibé nem mesmo tocava na bola e nosso time sobrava em campo.

Eles jogaram, literalmente, a toalha e o jogo terminou antes dos trinta minutos, não houve como prosseguir, mas pelo menos não teve a tão esperada briga, que sempre acontecia nos jogos entre Miracema x Aperibé. E a turma do contra não gostou, dizia que no jogo de volta ou nos outros jogos seria loucura escalar o time deste jeito, e então conversei com o pessoal e como ninguém queria ser reserva eu, treinador de um jogo apenas, resolvei abandonar a carreira e fiquei com um jogo, uma vitória, quatro gols pró e nenhum contra. Melhor assim né mesmo, afinal eu também jamais gostei de ser reserva, mas no meu tempo só tinha fera jogando e era obrigado a esquentar banco para eles.  

Lembrando um tal 7x1

E nesta onda de aniversário do 7x1 da Alemanha, ano passado, em Belo Horizonte, os coleguinhas das tevês fechadas fizeram um apanhado de um punhado de goleadas, pelo mesmo placar, por este mundo imenso mundo da bola. Acharam 7x1  na Champions League, no Campeonato Português, no Campeonato Alemão e até aqui, na Copa do Brasil.

E eu, não tenho nenhum 'causo' com este imenso placar de 7x1? Fui buscar na memória, só na memória mesmo porque não tenho nada anotado ou fotografias que contem minha história na bola, por isto o leitor tem que acreditar no que digo ou perguntar a um dos meus parceiros dos anos 60/70 para saber da realidade dos fatos aqui citado.

A goleada que achei foi contra o juvenil do Tupan, eu ainda jogava pelo Vasquinho, do meu amigo Edson Barros, que era comandado pelo Bizuca, na época acumulava dupla função, era goleiro do primeiro time e treinador do juvenil e a história que me vem a cabeça é mais ou menos assim, não esperem relato fiel afinal são quase cinquenta anos passados e não há como ser exato na narração.

Me lembro que na pelada de quinta-feira, no campinho de grama da piscina, onde hoje está a nova sede social, a pelada foi das mais animadas e eu não conseguia fazer um golzinho sequer, o zagueirão adversário parava todo nosso ataque, que naquele dia tinha o Emerson Gouveia, hoje executivo da Leader Magazine, o Carlinhos Silveira, que na época eu chamava de Ramos Delgado devido a sua classe para jogar na zaga e hoje é um excelente médico pediatra na terrinha.

E o zagueiro, que naquele dia não deixou a turma andar, dizia que no domingo repetiria a atuação no clássico pelo campeonato municipal de juvenis, não deixaria eu pegar na bola e mostraria quem era ele e o Bizuca teria que leva-lo para o Vasquinho. Sabem quem é hoje este zagueiro? O conceituado médico Almir Amim, meu amigo particular, que naquele tempo era apenas o Mizinho, e sabem o que aconteceu no domingo?

Vocês já devem ter percebido, certo? Isto mesmo, o placar do jogo foi aquele mesmo de Alemanha 7 x Brasil 1, ou seja, Vasquinho 7 x Tupan 1 fora o show de bola de minha turma, que tinha um ataque arrasador, jogávamos no estilo Santos FC, com cinco jogadores na frente e arrebentávamos quem vinha pela frente.

Confesso que só me lembro do Mizinho e do João do Neto, o João Faria nos dias de hoje, e que fiz três dos sete gols e que nosso ataque tinha Thiara, Cacá, Adilson, Júlio e Pintinho, quem viu sabe que não era para bobear com esta turma, que não tinha adversário nos gramados da região, às vezes fazíamos jogo duro contra o Operário, que foi nosso vice por dois anos consecutivos e tinha um ótimo juvenil, organizado pelo incansável e hoje saudoso, Juvenal Parente.

Foi um tempo em que as manhãs de domingo eram aproveitadas para os campeonatos da cidade e época de grandes jogadores na cidade e em todo Norte Fluminense, algums hoje contam histórias, como eu conto aqui no blog e no jornal Dois Estados, outros escutam os causos admirados e tristes por não fazerem parte deste espetáculo que parava a cidade em dias de jogos no Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros.

E quem foi campeão naquele ano? Sem mais delongas eu digo que foi o nosso Vasquinho e tem até foto para comprovar nosso título. Um tempo de acumular histórias e causos para que pudéssemos contar quase cinquenta anos depois. Certo Dr. Almir Amim?


 

Onde estão os campinhos de peladas?

Durante a exposição, aqui na terrinha, Nilton Nepomuceno me parou e perguntou: - Você já viu que não temos mais campinhos de pelada em Miracema?

Olhei para o lado, estávamos diante de dois que acabaram faz um tempão, o do Colégio Estadual, onde joguei a última pelada como morador de Miracema, e que havia onde hoje estão alguns prédios da nova Avenida Luiz Fernando Linhares, em frente ao Parque de Exposições. 

O Nilton tem razão, se olhassemos para cima veríamos o 'Carrapichão' lá no morro, onde a turma da Rua da Laje corria atrás de bola nos bons tempos em que ainda podíamos fazer esta 'arte', e se seguíssemos em frente entraríamos no mais famoso de todos, o campo do Ginásio, onde surgiram talentos incríveis como Genuíno, Júlio, Thiara e onde a dupla de saudosos amigos, os irmãos César e Marquinhos Linhares, eram estrelas diariamente. 

E no sábado seguinte, véspera do Dia das Mães, me encontro com o dileto e fraterno amigo, Antonio Carlos Monteiro, o Monteirinho, em um bar no Mercado Municipal, que me pergunta praticamente a mesma coisa: - Onde os garotos de Miracema jogam suas peladas nos dias de hoje? Acabaram com todos ou quase todos, confere? 

Viu, Nilton Nepomuceno, não somos só nós dois que pensamos assim, na cidade os peladeiros estão sem rumo e sem pouco, e por falar em pouso, o Monteirinho me lembra que no Campo de Aviação se realizada excelentes peladas, mas tinha um lugar especial, onde o Di Breu eternizou como o 'estádio' do seu Alvorada, onde eu, João Campeão, Hudson Oliveira e Fernando Nascimento, entre tantos outros, inclusive o saudoso e querido amigo, o craque Lauro Carvalho, subíamos nas madrugadas para o treino e para as peladas de verdade. 

E o que é agora o lugar, que chamávamos de Buraco da Égua? Por lá não tem nem uma placa, a mais simples possível, para lembrar o Alvorada ou o Osvaldo de Aquino, o popular Di Breu, e por lá hoje está construído o Estádio Luiz Fernando Linhares, ou simplesmente Ferradurão, de propriedade do... do... E aí, de quem é o Ferradurão? De quem era o Buraco da Égua? Do Bandeirantes? Da família Mercante? Da Família Linhares? 

Sei lá, só sei que pelo menos o lugar ficou para o futebol e se não tem peladas da madrugada teve belos jogos do Brasil, agora chamado Bandeirantes, e até hoje ainda é usado para se jogar futebol e não subiram edifícios ou abriram ruas em seu lugar. Obrigado ao dono do local por aproveitar tão bem um espaço que era sagrado em meu tempo de peladeiro.

E fomos, eu e Nílton, no breve papo diante do portão de entrada da Exposição, lembrando onde tinha um campinho de pelada e o que é hoje, e no sábado seguinte, no Mercado Municipal, eu e Monteirinho continuamos a saga de descobrir onde teve e o que é aquele velho e amado campinho de pelada. E você, já teve um lugar sagrado para suas peladas? Onde era? O que é hoje? Me mande pelas redes sociais para podermos continuar o nosso papo por aqui. Facebook agora é um bom lugar para motivar minhas crônica, conto com vocês. 

 

 

Dia do Jornalista: Comemorar o quê?

Na semana passada se comemorou o 'Dia do Jornalista' e não havia muito o que comemorar, principalmente por aqui, na intrépida e formosa Campos dos Goytacazes, onde o profissional desta área é menos valorizado do que o peso dos chilenos, mas talento não faltam e muitos estão na fila de espera por empregos decentes ou já migraram para outras profissões em áreas completamente divergente da escolhida pelo recém saído ou pelos antigos ou formandos mais antigos. O dia é triste e me faz voltar ao tempo e relembrar duas passagens, destas que denigrem a profissão e que deixam enraivecidos aquele amante das letrinhas ou das latinhas. Vejam se tenho ou não razão com meu comentário ácido e revoltado com o estado lamentável do jornalismo nosso de cada dia.

 Final de curso, um jovem talento sai para sua busca de emprego após estágios, não remunerados, pelos jornais e emissoras de rádio e televisão da região. Dois meses passados e a primeira porta abre para o jovem jornalista, cheio de ideias e com um tesão louco para trabalhar e começar a ganhar seu rico dinheirinho.- Olá, disse o rapaz se apresentando ao dono do jornal, sou Antonio da Silva (nome fictício) e venho me apresentar para o trabalho. - Olá, tudo bem? Respondeu o ditador (ops, o dono do jornal) você pode começar hoje, mas vou avisando, não há assinatura de carteira, não pagamos o salário base da categoria e você terá que atuar em todas as áreas do jornal. Certo?- Não. Muito obrigado, preciso de trabalhar para sustentar minha família, que gastou uma nota preta para me formar, não sou joguete e não aceito este regime ditatorial que vocês insistem em adotar na cidade, retrucou o rapaz. O até logo e um muito obrigado foi o que ele ouviu na despedida e em seguida foi para os cursinhos da cidade para se preparar e hoje é serventuário da justiça, concursado, não exerce a profissão e nem gosta de ouvir falar que passou quatro anos na faculdade em busca de um futuro e do seu ideal.

 Esta outra passagem, que conto aqui agora, acontece comigo, em um veículo famoso e que tem grande audiência nos canais especializados nas tevês por assinatura deste país varonil. Me apresentei para um teste, indicado por um grande amigo, e antes mesmo de ser chamado eu já ameaçava abandonar o barco. Um dos candidatos, hoje famoso, me perguntou se eu queria mesmo fazer o teste, perguntei o por que da pergunta e a resposta veio na bucha, sem medo de me aborrecer ou desmotivar:- Aqui homens de sua faixa etária (tinha eu quase sessenta anos) não são aproveitados e nem são chamados para conversar, você é exceção, mas se tivesse um corpinho bonito de uma moça, ou músculos sarados de um rapagão, ou alguém para garantir o 'teste' estaria contratado, mas como não tem nada disto pode tirar o cavalinho da chuva. Não achei aquilo arrogante, sou fã do camarada até hoje e torço por ele, que aliás passou no teste por aceitar o mísero salário oferecido, e por ser competênte e dinâmico chegou onde está atualmente, e tinha a certeza de que ele estava certo, afinal era, e sou, telespectador assíduo do canal e vejo as mediocridades florescerem a cada temporada e os bons saindo atraídos por melhores salários e condições de trabalho. 

Voltando ao nosso jornalismo doméstico vou logo dizendo que me dá uma profunda tristeza em ver meu filho, também formado no ramo, optar por ser bancário (concursado do Banco do Brasil) por não ver oportunidades de viver dignamente, me perdoe os companheiros, nesta profissão, só sobrevive quem tem dois ou três empregos para garantir o leite das crianças e o pão nosso de cada dia. No rádio... bem deixa prá lá, vou falar demais e posso magoar muitos amigos bacanas.  

A despedida da Associação Atlética Miracema

Como tudo na terrinha tem um fim, há anos vejo a destruição do nosso patrimônio e a queda de nossas empresas e indústrias, a notícia da venda da Associação Atlética Miracema e sua extinção como clube e time de futebol, não me pega de surpresa e sim com a certeza de que é mais uma tradição que morre por falta de interesse das autoridades e da população de nossa cidade. Fui atleta da Associação em seus primeiros dias de vida, só não fui sócio na época por não ter grana suficiente para cobrir as mensalidades, mas frequentei o clube social, fiz parte da sua história e hoje me sinto órfão com a triste notícia recebida na última passagem pela terrinha, na semana que passou.

 O que me alegra um pouco é saber que alguns sócios, como Maurício Monteiro e José Luiz da Silva, ainda lutam desesperadamente para quitar a dívida pendente salvar o clube da extinção, porém, tem sempre um porém, as notícias que me chegam dão conta de que a situação é irreverssível e nem mesmo uma possível ajuda da CBF, como pleiteia Maurício Monteiro, na desesperada missão de salvamento, poderá livrar a AAM da bancarrota. Onde anda o Operário? Que notícias me dão do Miracema FC? E o Bandeirantes, ainda sobrevive? O Esportivo e o Tupan encerraram suas atividades e se fundiram para nascer a Associação e hoje também já faz parte de um passado rico em histórias e pobre de presente e de futuro, assim como um dia acabaram o Sereno, o Flamenguinho, o Vasquinho e tantos outros tradicionais ou não.

 O pior é que a sociedade aceita tudo isto numa boa, com a tranquilidade de quem não está nem aí, aliás, e a propósito, não é só o futebol que vive do passado em Miracema, nossos cinemas se foram, nossos clubes se exinguiram, nossas indústiras desistiram da cidade e o comércio está cada dia mais acéfalo, principalmente na principal rua da cidade, que um dia foi formosa e intrépida e hoje vide de alguns sobreviventes corajosos e insistentes. Em um bate papo no BDF, do meu amigo Sebastião, fiquei sabendo da venda do Estádio Irmãos Moreira e veio logo a dúvida na minha cabeça quando alguém falou que morria a tradição da AAM. Qual a dúvida? O que ficará na memória do miracemense, o Campo do América ou o Estádio Irmãos Moreira? O que seria mais tradicional, o primeiro ou o segundo? Eu, particularmente, apesar de viver o início da AAM, fico com o Campo do América, que tem mais histórias gravadas na memória dos moradores do bairro onde está localizado e daqueles que viveram seus dias de glória. 

Tudo bem, penso eu como Poliana, pode surgir ali um belo condomínio ou um residencial de alto nível que servirá para valorizar ainda mais aquele canto simpático de Miracema ou ainda acreditam que com a salvação do Estádio Irmãos Moreira o futebol da cidade estará a salvo? Tenho certeza de que em dois ou três anos ninguém se lembrará da AAM como não lembram da Usina Santa Rosa, da Fábrica de Tecidos, do Bar Pracinha, do Bar do Zé Careca, do Hotel Assis, do Hotel Braga e outros patrimônios da nossa rua Direita, que um dia foi centro histórico e hoje apenas guarda uma história.  

Viajando por aí


Viajo nas minhas crônicas como se no local estivesse. Converso com meus amigos, virtuais ou não, nas páginas do Facebook ou aqui nos meus blogs, como se a meu lado estivessem nestas aventuras deliciosas que são as viagens ao redor do Brasil e do mundo. São milhares de fotos observadas, guardadas e tratadas com muito carinho em arquivos especiais para que eu, semanalmente, passe por eles e viaje novamente por cada um dos destinos que passei.Lembro, como se fosse hoje, a primeira viagem, claro que a primeira ninguém esquece, e foi para um lugar maravilhoso, o sul do país, Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e a capital, Porto Alegre, além de dar uma chegada por dois dias em Curitiba.

Inesquecível e maravilhosa, na época, 1992, a Soletur ainda estava no auge e nos proporcionou uma grande aventura, um ônibus de luxo e um grupo bem homogêneo, pasmem, fui escolhido o homem mais bonito da delegação, imaginem o restante. Conto esta viagem ao Sul como se a primeira fosse, mas um grande turístico foi vivido em 1981, passeio oferecido pelo tios Frederico e Yone, que nos ofereceram uma estadia por 30 dias em Cuiabá, com direito a visita ao Pantanal, ao Rio Quente, a Chapada dos Guimarães e outras aventuras maravilhosas ao lado dos primos cuiabanos e paduanos.

Aliás, e a propósito, preciso encontrar estas fotos para resgatar estes momentos maravilhosos vividos naquele cartão postal do Brasil, onde voltei dois ou três anos depois mas com menos tempo e com um programa completamente diferete do realizado em 1981, mas mesmo assim valeu a pena, afinal não é todo mundo que pode comemorar seu aniversário ouvindo uma guarânia ao som de um conjunto especialmente contratado pelos amigos, né mesmo?O futebol, através do rádio campista, me proporcionou outras boas viagens, mas o turismo aqui foi esquecido, porém, tem sempre um porém, quem nasceu paraser andarilho andarilho será eternamente e por estes cantos e campos que passei sempre sobrou um tempinho para uma foto ou para   um passeio rápido pelas cidades de Minas Gerais, São Paulo, praticamente todas as cidades do nosso interior fluminense e outros estados por onde Americano, Goytacaz e Rio Branco jogavam.

 Cada viagem uma história, cada cidade um causo ou uma novidade gostosa, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pernambuco, nosso nordeste espetacular, suas praias, sua comida, sua gente decente e hospitaleira, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, culturas diferentes e estilo europeu, praias e montanhas do Espírito Santo, os capixabas se orgulham deste território bonito e calorento e nós, turistas fissurados, vivemos no ir e vir das praias deste estado vizinho e aconchegante. Trabalhar na pista do Estádio Alair Correia, em Cabo Frio, no verão, é sofrer com o calor de rachar, mas curtir as praias e o mar de água gelada daquela região faz um bem danado, né mesmo? Imagine você, de calça, tênis, camisa de gola em pleno sol de 40 graus? Imagine agora este mesmo cenário com você de sunga, sem camisa, um boné e uma cerveja gelada na mão? Gostou, né mesmo?Esta semana me disseram que o Estado do Rio tem aproximadamente noventa cidades, só com nome de santo deve haver uma dezena ou mais, e, quando eu estudava, haviam apenas 42 municípios, hoje, só com a letra S tem mais de vinte e por ai eu ando sempre e conheço 80% destes municípios e muitos graças ao futebol e ao rádio campista. Conservatória, Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e a Região dos Lagos, incluindo aí as praias da região, são os pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro e por aí andei cantando, sentindo frio, tomando um bom vinho e degustando um ótimo queijo e curtindo o sol nosso de cada dia. Oh! Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais, não é assim que cantava o presidente Juscelino? Verdade, que maravilha é um passeio pela região do ouro, onde praticamente começou o Brasil, Ouro Preto, Tiradentes, São João Del Rey, Mariana e da Congonhas, que beleza são as obras de Aleijadinho, que bonito é saber que por lá se cultiva a tradição e o turista volta sempre pensando na próxima viagem pela região.São Paulo e sua exuberante economia, Ribeirão Preto com seu chope tradicional, uma chegada até lá tem que ter uma visita ao Pinguim para sorver o que dizem ser a melhor cerveja do Brasil. Franca e sua moda couro, Sertãozinho e seu hoquei sobre patins.Araraquara e seu belo estádio da Fonte Luminosa, Campinas do Brinco da Princesa e do Moisés Lucareli, dois estádios quase centenários e que marcam a vida de um repórter esportivo, Limeira e seu basquete e a lembrança de um título paulista da primeira divisão, Itu e sua grandeza e sua Schincariol, eita São Paulo bom de viajar, estradas novas e bem conservadas, mas com um pedágio bem salgado. Bahia de todos os deuses, da Catuense e da rivalidade que surgiu entre este time e os times campistas, Bahia de Castro Alves, da Praia de Itapuã, do Elevador Lacerda e dos amigos miracemenses que por lá fincaram raízes, certo Jaime Barreiro e Chiquinho de Assis?Brasília foi a última capital brasileira que visitei, relutava ir até a Capital Federal, mas um dia ouvi de um amigo, no Armazém do Lenílson: 'Você conhece o mundo e não conhece a nossa capital? Isto é uma vergonha', então aceitei o convite do amigo José Luis da Silva por lá fiquei cinco ou seis dias, e, com certeza, gostei muito do que vi, principalmente da boa companhia da família Silva. Meu Noroeste Fluminense, que conheço na totalidade, foi meu berço por longos trinta e cinco anos e em cada uma das cidades que formam a região eu tenho um pedacinho de história para contar e muitas lembranças guardadas em meu chipp de memória. Foi por ali que tudo começou e por ali que comecei a gostar de ser um andarilho, foi por ali que passei as primeiras férias, na minha querida Laje do Muriaé, foi por ali que me casei, em Santo Antônio de Pádua, foi por ali que girei jogando futebol e transmitindo jogos da Copa Noroeste de Futebol pela nossa Princesinha do Norte. Eita Brasil bonito e hospitaleiro, por aí ando e por aí andarei enquanto vida eu tiver. 

Uma pelada com cara de pelada

 

Domingo pela manhã, no Estádio Irmãos Moreira, em Miracema, que na intimidade é chamado de Campo do América, cerca de 40 amigos se reúnem para a pelada semanal a partir das sete da manhã.

Até aí tudo bem, é rotina em cidades do interior ou nas grandes cidades deste país, onde o futebol é religião e os campinhos são os tempos onde se juntam os "deuses" da bola para um "racha" ou uma exibição, como diz o Laelson, nosso diretor do Dois Estados, craque nas horas vagas ou aos domingos.

Antes de entrar no mérito da postagem, que tem o objetivo de mostrar o que fazem quarenta ou mais veteranos, segundo os organizadores a principal característica para o cidadão ser aceito no meio é ter mais do que quarenta e cinco anos e não estar atuando profissionalmente em qualquer time do Brasil, digo isto porque um peladeiro gaiato falou que se a turma que estava no Botafogo e foi dispensada recentemente, poderia reividicar um lugar entre eles.

Você conhece o Campo do América? Não? Então eu te dou uma dica, nem mesmo nos bons gempos do Tupã ou da Associação, que ali mandavam seus jogos e treinavam semanalamente, a turma de jovens jogadores aguentava correr naquela imensidão de gramado, segundo o inesquecível e saudoso Alcir Fernandes de Oliveira, o Maninho, o gramado mede 130 x 75, há controvérsias, uns dizem que á maior outros dizem que é menor.

E é por aí que entra o inusitado da pelada dos quarentões, cinquentões e sessentões reunidos aos domingos, no famoso campo da Av Nilo Peçanha, em Miracema, são quarenta ou mais peladeiros inscritos e, como me diz o dentista Celestino Tostes, o Tininho:

- Quem chega joga independentemente de quantidade, você conhece o gramado de lá e sabe que vinte para cada lado, com a turma beirando os sessenta, ou como eu, afirma, já passaram dos sessenta faz um tempão, e tem dia que tem dezoito, no mínimo para cada lado, conta o craque dos anos sessenta Celestino Tostes.

Perguntei se havia algum craque do nosso tempo, eu e Tininho jogamos juntos no Vasquinho, no Esportivo e na Associação, e a resposta veio rápida: - Acho que não, você deve conhecer o Onofrão, zagueiro do nosso tempo, e deve ter ouvido falar do Elias, que conta que já jogou futebol e mostra um pouco de qualidade, e o seu diretor Laelson Barros, que antes era um velocista e hoje corre pouco mas ainda dá conta do recado, arremata o meia.

Fui conversando e fiquei sabendo de alguns detalhes interessantes sobre a pelada, que tem goleiro fixo, um deles o meu amigo Alan Patrick, que precisa levar o tio Roney da Kiskina para uma exibição por lá, tem árbritragem e até comissão disciplinar, os caras, após a pelada, se reúnem na porta do estádio e decidem a punição que o infrator deve levar por cometer falta considerada grave.

No final do papo Celestino me disse:

- Para encerrar, você precisa ver o Juquinha do Matadouro fazer gols, continua o mesmo, reclama de tudo mas quando a bola chega ele resolve sempre, mas se deixar dominar...

Este é realmente uma pelada que faz juz ao nome, uma autêntica pelada.

 

 

Como está o nosso futebol?

Meu amigo Moacyr Junqueira, não o saudoso médico e político e sim seu neto, meu parceiro de peladas do ginásio, do Clube XV e dos disputados jogos de futebol de botão nas varandas de sua casa ou em outros 'estádios' lê um comentário meu, lá no Facebook, sobre um imaginário jogo entre Flores x Comércio, e pergunta: - Este time do Comércio foi passageiro ou durou algum tempo?

Boa lembrança, meu caro Fumaça, o Comércio tem boas histórias, tem aquela passagem do Sebastião Belisca, que narrei em uma crônica especial, quando ele, zangado com uma goleada sofrida, creio que para este mesmo Flores, chutou contra suas próprias redes, um gol contra antológico, e por suas fileiras passaram alguns jogadores sem muito brilho, mas com muita garra e era difícil de ser batido quando tudo dava certo.

Os campeonatos da cidade, promovido pela Liga, que teve por algum tempo o comando do comerciante Gerson Coimbra, e em seguida o Alcir Fernandes de Oliveira, o Maninho, eram disputados acirradamente e me lembro, quando ainda juvenil, dos bons clássicos entre Tupan x Miracema, Vasquinho x Operário, Miracema x Esportivo, Flores x Paraíso, isto lá nos anos 1960, e as arquibancadas do velho Estádio Municipal viviam apinhada de torcedores.

O Comércio, meu caro Moacyr, era um dos figurantes e existiu um curto tempo, como foi o caso do Vasquinho, criado pelo Edson Barros e 'adotado' pelo Clarindo Chiapini, e depois encampado pelo Esportivo, que voltou ao futebol após algum tempo adormecido. Bons campeonatos e os distritos, Flores e Paraíso, traziam times excelentes e faziam grandes jogos com os times da cidade e ainda estão até hoje jogando por ai.

O deputado Luis Fernando Linhares deu asas ao Brasil EC, que mais tarde se transformou em Bandeirantes, creio que por uma obrigação da legislação esportiva, que não permitia na época a formação de time com o nome do país, e sua rixa com a Associação Atlética Miracema, que como sabem os amigos e leitores, nasceu de uma fusão entre o Tupan e o Esportivo.

E o DER? Fez bons times mas teve também vida curta. Quando formado por funcionários da empresa estatal era um saco de pancadas e,quando abriu as portas para 'extranhos', tudo mudou e começou a dar trabalho, principalmente quando formou sua base, nos campeonatos da cidade, com jogadodores oriundos de todo o noroeste fluminense, mas também sucumbiu como tantos outros que tiveram passagem efêmera pelo nosso futebol.

E nos dias de hoje, quantos times jogam os campeonatos da cidade? Quem são os nossos craques? Quem é o time bam bam bam de Miracema? Eu não sei informar aos que me perguntam e nem sei se ainda jogam no Ferradurão ou no Campo do América, que depois passou a ser Estádio Irmãos Moreira, da AAM.

E as peladas onde são jogadas? No salão apenas e deve ser muito escondido, porque não vejo a garotada correndo atrás de bola no Rink e nas quadras dos colégios até que pode ser, mas não tem jogos intercolegiais acirrados como os bons duelos Miracemense x Nossa Senhora das Graças do nosso tempo, meu caro Moacyr, e por isto não posso te responder exatamente sobre o futuro do futebol de Miracema.

Espero que nas próximas já podemos ter mais assuntos na pauta e voltamos então aos temas preferidos dos leitores do nosso Dois Estados.

 

Personagens de minha vida

Sentado a sombra do pé de jambo, em um banco bem confortável e solitário, apenas o jornal do dia, comprado na banca Souza, ao lado da Matriz, me fazia companhia. Olhava para o jornal e ouvia o canto dos pássaros, que ainda reinavam no cercado inaugurado pelo prefeito José de Carvalho com pompa e orgulho.

Nem prestava atenção na leitura e, se me perguntarem qual foi a manchete que me chamou a atenção eu não sei lhes dizer, sei que minha imaginação fluía e meu pensamento viajava para bem longe ou para um passado bem distante e batia uma saudade incrível de alguns personagens marcantes da cidade, como Altivo Linhares, chamado de Capitão por seus seguidores, mas que foi um dos 'monstros sagrados' de nossa terra, sem ele Miracema talvez fosse um pouco diferente nos dias de hoje, tinha ideias avançadas apesar de ser considerado um ditador.

Me lembro de cada um destes políticos em épocas distintas, do Jamil Cardoso me lembro sempre quando o tema é Exposição Agropecuária e Industrial da cidade, que a cada ano que passa se mostra mais cansada e inexpressiva, mas foi ele, Jamil Cardoso, que deu o pontapé inicial na festa e botou Miracema no roteiro rural do Brasil.

Salim Bou-Issa, outro controvertido e eficiente prefeito da cidade, me vem a mente nos períodos de carnaval, sua dedicação a festa era total e as nossas escolas de samba eram prestigiadas por ele e sua equipe de governo com força total, as ruas ganhavam um colorido especial e nosso festejo de Momo esteve entre os cinco melhores do Estado do Rio por longos anos.

Homens distintos passaram pela Prefeitura de Miracema e, por morar em frente e por ter uma família movimentando um bom bar, freqüentava o edifício municipal com liberdade de ir e vir com qualquer prefeito, com qualquer Juiz de Direito, ali também funcionou o Fórum de Miracema, e transitava pelos cartórios como se neles trabalhava.

Meus papos com os irmãos Moreira, Nilson e Luiz Carlos, não se resumia ao futebol nosso de cada dia, eles, apaixonados pelo Tupã EC, eram amantes do esporte mas também proseavam comigo sobre diversos assuntos e eu, atentamente, ouvia as histórias do Nilson sobre aviação, outra grande paixão do filho do seu Ninico Moreira.

Vi, e convivi, com todos os chefes dos cartórios, como seu Ivo, que depois deixou o cartório para Orestes Rossi, seu Newton Moreira, com quem até hoje ainda tenho prosas legais, na terrinha, com os irmãos Brandão, Célia e Cleir, e por ali conheci muitos personagens que ajudaram a fazer a história da cidade, como o Zezinho, tio dos irmãos Roque e Antonio Carlos Monteiro, o Jorge Monteiro, pai do Jorginho Banerj e irmão do Olavo Monteiro, outro prefeito que deixa saudade e que cuidou da cidade como se sua filha fosse.

E lá estava eu, admirando o jardim, olhando o nosso Rink, minha principal fonte de recordação, e de longe assistia crianças brincando no parquinho, que um dia foi meu parque também e, bate saudade danada, por minha cabeça passa a imagem de um homem bonachão, personagem de minha infância, de um coração maior do que seu filho Batista Chapadão, quem, da minha geração, não ganhou um afago carinhoso do seu Ademar Barbosa?

E, quando o sol já esquentava meus pés a realidade tomou conta de mim. Dei um até já para o pensamento e um até breve para o nosso jardim, meu ponto de reflexão mensal e meu suporte de memória e criador de textos saudosos como este de hoje.

 

Surpresas na mesa de sinuca

 

Meu amigo Bicudo cada dia me surpreende mais e a cada conversa nossa eu aprendo um pouco mais sobre ele ou fico sabendo de mais uma novidade do gajo da portaria. Ontem, ao sairmos para comprar o pão nosso de cada dia, Bicudo me pergunta sobre Miracema:

- Como vai aquela terra? Gostava muito de ir até Miracema para jogar sinuca e teve época que passei vários dias por lá, hospedado no Hotel Barros, pertinho da  Estação de Trem desativada e por lá conheci um excelente parceiro de salão, o Archimedes, dono do lugar.

Viu só como o mundo é pequeno? Bicudo, porteiro do meu prédio, também conhece a terrinha e conta coisas maravilhosas por lá vividas em sua juventude.

- Gostava de uma aposta e ganhava alguma grana nas mesas de bilhar ou sinuca, como queiram, mas não conheci seu pai, infelizmente, este bar que você falou (dizia a ele sobre o bar do meu avô, em frente a Prefeitura, que tinha mesas de sinuca) eu não conheci, não deve ter sido do meu tempo, certo?

Certo, Bicudo, as mesas do vovô Vicente foram vendidas para o Zé Careca e deve ter sido por lá que você jogou com Archimedes e seus companheiros de 'vida' ou bolo, como chamamos a disputa mais animada das mesas do bar do Careca.

Fui relatando os nomes da turma que por lá jogava mas o Bicudo só se lembrava do Archimedes Barros, sabia até que ele tinha sido vereador, era um cara que não levava desaforo para casa mas, segundo ele e eu também assino em baixo, tinha um bom coração e as vezes, esquentado, falava o que não devia, mas no fundo era um ótimo camarada.

Falando em bolo ou 'vida', como queiram, recordo da última vez que joguei, apostado, uma partida de sinuca, lá no bar do Zé Careca, e fui surpreendido, no final, por um encontro que não desejava ter acontecido de jeito nenhum.

Eu e uma boa turma jogávamos, matando aula, e na animação esquecemos da hora e de voltar para casa, já passava das onze da noite e nem sequer olhamos o relógio. Bola na caçapa, bola defendida e lá íamos nós jogando e colocando alguma grana no bolso. O tempo passava e ninguém percebia ou olhava o relógio, mas eis que, lá pelas tantas, eu senti que o clima estava bom para mim, ganhara as quatro últimas partidas e me animei:

- O jogo tá bom, né mesmo? Ouvi alguém falar comigo e não prestei atenção em quem falava e nem respondi.

- Mata esta, na caçapa do meio, e vamos embora agora, sem falar mais nada e quietinho, falou a voz a meu lado.

E, quando encapei a bola, recebi a grana do parceiro percebi que aquela voz era do meu pai, nervoso ali no banco, que viera me buscar após perceber que não chegara em casa ou alguém 'dedurado' minha presença na mesa de sinuca apostada do Careca.

Fiquei branco. O medo tomou conta de mim, meu pai estava com cara de bravo e pensei no pior. Porém, tem sempre um porém, para minha surpresa, nem um grito, nem uma ofensa e nem uma ameaça de surra ou qualquer coisa parecida, meu pai foi severo na bronca, foi explicando, do Careca até a minha casa, os malefícios do jogo e as conseqüências das apostas na vida da gente, ele, exímio jogador de sinuca, nunca quis saber de apostas e daí pra frente nunca mais joguei 'vida' e sinuca só de brincadeira, de vez em quando.

 

Uma semana sem assunto é assim

Sabe aquele dia em que você recebe a comunicação do chefe sobre o envio da coluna e não tem sequer uma vaga noção sobre o que escreverá ou o que pode escrever para cumprir o compromisso? Sim, estou vivendo esta situação novamente e o Nelson Barros, compreensivo que é, me aguarda e me dá vinte e quatro horas para eu me restabelecer mentalmente, sair do ritmo de Copa do Mundo, que vivo desde 12 de junho, e voltar ao mundo dos normais.

Pensei comigo na hora que vi o email de cobrança do Nelsinho: Vou falar de Copa do Mundo e fazer uma análise sobre a atuação do Brasil na competição. Nada disto, o jogo do Brasil, decisivo, pelas quartas de finais, será na sexta-feira e a edição do Dois Estados só circulará depois disto. O que dirão os amigos se escrevo sobre a vitória brasileira e no campo não tenha acontecido isto? O que dirão os amigos se falar sobre um time 'chorão' e no dia do jogo a turma entrar com tudo e vencer?

Viu só? Dilema que tenho que resolver por aqui mesmo, sem falar de seleção brasileira, sem falar em Copa do Mundo e tentar arrancar de dentro da cabeça um pouco da história, que todos gostam de ler por aqui, mas confesso que está difícil sair para o papel. Vou pensando, procurando e tentando repassar todas as conversas que tenho na terrinha com companheiros tentando me dar dicas do que escrever.

- Adilson, você tem que falar no Milton Cabeludo. Adilson, e o Braizinho, vai falar dele quando? Penacho, você não falou no meu irmão, que foi craque de bola. Adilson, você falou na família do Pedrinho e não falou na família do Bilu. Viu só? As cobranças as vezes são injustas, quantas vezes eu contei aqui histórias dos meus ídolos Braizinho e Milton Cabeludo? Quantas vezes eu contei aqui histórias de craques que nunca sequer jogaram futebol de verdade para agradar ou ver a felicidade de uma certa pessoa amiga. Já falei da Família Souza, a família do Pedrinho, e já falei também na família do Bilu.

Estas pessoas que me cobram as vezes são injustas ou não acompanham as edições do Dois Estados como devia, mas tudo bem, eu aceito as cobranças, afinal são vocês, meus leitores e amigos,que me inspiram e me dão motivos para continuar escrevendo e contando as coisas da nossa terrinha, me sinto bem dedilhando o teclado e pensando sobre o que contar na edição do nosso jornal quase trintão.

Hoje, por exemplo, enchi o espaço com baboseiras, sei que muita gente vai guardar o jornal sem ler o segundo parágrafo, mas outros, como meu velho e bom amigo Antonio Carlos Monteiro, o nosso Monteirinho velho de guerra, irão ler até o final e comentarão comigo, na próxima viagem a Miracema, sobre as dificuldades de contar por aqui, toda semana, sobre as coisas da terrinha.

E o que ninguém cobra é o que prometo para as próximas edições, falar de um cara que aprendi a gostar, admiro muito e que faz da nossa Miracema o seu porto feliz, vou contar, com a ajuda do Monteirinho, é claro, um pouco sobre este excepcional cidadão Amaro Cordeiro, que merece todo meu respeito e toda minha admiração.

E, como um último recado, por favor continuem me cobrando novos personagens, continuem me dando dicas sobre o que escrever, continuem me oferecendo temas para as próximas colunas, afinal quem faz o texto sou eu mas quem idealiza e torna mais fácil a escrita são vocês, amigos da terrinha e companheiros leais e bacanas nas visitas que faço a Santa Miracema.

 

CASARÕES, PRAÇAS E O AERO CLUBE

Hoje, me perdoem aqueles que esperam a semana para ler sobre as coisas do futebol, vou mudar um pouco a prosa e falar - também - de resgate do passado, está na moda este termo depois da queda da Praça das Quatro Jornadas, em Campos. Para quem não sabe a PMCG derrubou a tombada praça da cidade para erguer um novo espaço, cujo custo no momento é o que menos nos interessa - dizem que foi 46 milhões de reais - e o que nos preocupa, como diz Paula Virgínia, em sua coluna no Monitor Campista: Quanto custaria para retornar o que foi derrubado?

Em Miracema vimos a reforma do Estádio Municipal de Miracema ser concluída e, além de mantida toda a arquitetura da época da construção Foram recuperados os locais destruídos pelo homem e pelo tempo. Esta consciência deveria estar presente também quando destruíram o Teatro Trianon, em Campos, e a Praça da Matriz -principalmente o Coreto - em Miracema, onde a tradição, além da beleza dos lugares, deveria ser preservada.

Passeando pela minha Miracema, principalmente agora quando a máquina fotográfica digital é uma febre mundial, fotografo e mostro em um site especial todos os locais preferidos por 10 entre 10 miracemenses. Nestes passeios eu me decepciono a cada cinqüenta metros, os casarões estão em estado de conservação lamentável. Recebi uma mensagem de um amigo dizendo que alguns destes casarões estão com seus destinos traçados pela justiça, pendengas judiciais correm as soltas e impedem a municipalidade auxiliar na reconstrução. Tá legal, eu concordo, mas espero atitudes com aqueles que não estão embargados pela justiça, como o Aero Clube de Miracema, que pelo visto está um pouco maltratado pelo tempo apesar de ser tratado com carinho pelos seus administradores atuais.

Recordo-me da visita do velho Solon, cronista antigo e que saiu da terrinha há mais de quarenta anos. Quando passamos pelo Aero Clube, hoje Casa da Amizade do Rotary Clube de Miracema, ele deu uma parada, suspirou forte e deixou sair um comentário que, sinceramente não esperava. -Aqui tive grandes decepções. Deixou escapar o visitante ilustre. Sem querer entrar no mérito eu apenas fiz um murmurado -O que?- Fingindo não estar entendendo nada daquilo.

-Simples, meu caro Dutra. Aqui, neste salão, ajudei muito ao amigo Zébinho -meu pai tocava o bar do clube- e aqui tentei dançar, como no Primavera, mas sempre fui rechaçado pelas moças e moçoilas da cidade, dizia Solon com misto de tristeza e saudade. - Aqui, continua ele, as mesmas meninas que me agarravam nas matinês do Primavera -onde se fazia o melhor baile de carnaval da cidade- vestidas e escondidas em palhaços, me ignoravam e fingiam não me reconhecer. Lamenta Solon, que não quis prolongar o assunto, chamando-me para continuar o passeio.

Entendi a colocação do amigo, principalmente porque também vivi, pouco é verdade, aqueles bons bailes do Primavera e concordava com Solon, um mulato bonito, pobre financeiramente, naquela época, mas rico em idéias, em inteligência e em amizades. Pensei que tudo isto pudesse ter acontecido comigo, mas felizmente o Aero Clube é um dos lugares em que a alegria, para mim, sempre foi um pouco maior do que as tristezas, prá falar a verdade posso ter saudades, mas jamais vivi um momento triste naquele clube.

 

Adeus meu amigo Calil


Hoje foi embora um pedaço de minha história. Morreu Calil Saluan Neto, o homem que me fez locutor comercial, apresentador de comícios, incentivou minha carreira no rádio e confiou em mim para ser o seu narrador de textos da sua famosa CSN Publicidades, a pioneira em publicidade volante em Miracema.
Parece que foi ontem né mesmo? Eu, ainda imberbe, visitava a casamata do Jardim de Miracema para ouvir Geraldo 'Mocinho' Brandão, Nicanor 'Amigo da Onça' Bastos e Jorge 'Ripada', que comandavam o som da praça e me aceitavam por ali como um penetra amigo.
Um belo dia Calil me perguntou: 'Você canta direitinho, gosta de ficar falando e por isto acredito que será um bom locutor, quer experimentar?' 
E aí, meu caro amigo, já saudoso, Calil Saluan Neto, eu aceitei o convite, fiz o teste e lá fomos nós, com o baita Fernandel, narrar os textos da campanha política da Arena, isto já chegando o ano de 1972, na campanha de Salim Bou-Issa para a Prefeitura da cidade. 
Campanha política, campanha do Bazar Leader, na época ainda sonhando em ser grande e se transformar neste império de hoje chamado Leader Magazine, e minha voz estava por todos os lados da cidade, até nos convites de enterro, que por sinal eu não gostava de fazer e deixava por conta dele, Calil, botar aquela voz rouca e feia para funcionar.
Um amigo fraterno, me lembro do nascimento do Ralph, meu primeiro filho, quando ele chegou com um belo carrinho de bebê e dizendo que o moleque iria ser meu orgulho, e não se enganou meu amigo, tenho um baita orgulho do meu primogênito, e aquela bela garrafa de vinho, que você levou e não bebeu? Ficou lá em casa por algum tempo até que apareceu alguém para dividi-La comigo e você não participou.
Nas últimas viagens a terrinha eu não reconheci o meu bom amigo, estava amargurado, triste, parecendo deprimido, aliás notei isto desde o falecimento da sua amada Zelina, e cheguei a comentar com o filho José, lá na Leader, que estava  preocupado com ele e fiquei sabendo que a preocupação era de todos na família.  
Calil Saluan Neto era daqueles extremos, ou você gosta ou você não gosta, eu o amava como um amigo fraterno e respeitava sua condição de vascaíno, não apaixonado, e na política fizemos juntos a sua campanha para vereador e o vi chegar ao lugar que sonhou um dia ocupar, a vereança, mas que não gostou muito da casa pois seu amor era o samba e a sua Unidos no Samba e Na Cor, a escola rival do Chacrinha, do inesquecível Jair Polaca.
Um dia ele me chamou no canto, assim que saí de Miracema, e disse que a Escola iria me homenagear e eu, Adilson Dutra, seria o enredo do ano. Tirei de sua cabeça a ideia e como senti que ele estava querendo apenas me fazer um agrado, pensamos em outros nomes e confesso que não sei qual foi o homenageado porque não fui no período na Terrinha e não sei como é que a Unidos no Samba e na Cor saiu naquele ano.
Meu amigo Calil Saluan Neto, não tenho palavras para dizer o quanto você foi importante para mim, no quesito locução e não tenho como agradecer tudo o que fez para que eu seguisse em frente e conquistasse meu espaço no rádio do nosso Estado do Rio de Janeiro.
Onde quer que você esteja neste momento, receba o meu muito obrigado e as filhas e filhos o meu pesar profundo pela perda do pai carinhoso e do amigo espetacular. Vá em paz.

Domingo de prosa, futebol e vinho

 

E Bicudo, após ver comigo o Gre x Nal, via Premiere FC, resolveu ficar para assistir o clássico carioca, que mesmo esvaziado pelo Botafogo e complicado por Dorival Jr, prometia ser daqueles interessantes e, para o meu parceiro, motivo para zoar os vascaínos da Gonçalves Dias. 


- Será que Dona Marina não vai se aborrecer se eu continuar aqui e filar uma carne assada que sobrou do almoço? Perguntou Bicudo antes de resolver ficar na poltrona e ver o clássico do Maracanã. 


Como Marina deu sinal verde e o vinho servido agradou ao amigo, demos um pulo até a padaria para comprar um pãozinho para complementar a carne assada e então sentamos para ver Botafogo x Vasco, mas confesso que ao ver a escalação do time alvinegro, que estava com oito reservas em campo, muitos garotos da base, até relutei em ver e gostaria de assistir ao jogo do Cruzeiro, no Couto Pereira, contra o Coritiba. 


No tempo em que abri o vinho, peguei a carne e parti o pão o Botafogo fez 2x0, duas falhas do goleiro vascaíno, e o Bicudo me disse: - Não tira não, vamos zoar o Edu e o Mazinho na boa, sem tripudiar, mas é de lei, né mesmo?

 

E o jogo deixou a impressão de que os garotos do Fogão dariam uma sova no time abatido e perdido do Vasco da Gama, e o primeiro tempo terminou com aquele 2x0 conquistado em menos de dez minutos e na volta do intervalo eu disse ao Bicudo: O Vasco voltou com Juninho e algo me diz que vai ter troco, Dorival aprontou alguma para Osvaldo. 


E não deu outra. Foi um tempo quase totalmente dominado pelo Vasco e o Reizinho mandou ver, deu passe para o primeiro gol e e criou a jogada do gol de empate e por pouco não decidiu o jogo no último lance, uma falta maravilhosamente defendida por Jéferson, aos 49' do segundo tempo, que poderia decretar a virada vascaína. 

 

- Bem, Dutra, acho que valeu a pena, mas eu não vou a pizzaria com a patroa, este vinho me subiu a cabeça e posso falar bobagem por lá, e, como aprendi contigo que zoar é legal mas tripudiar não vale a pena, eu vou deixar para falar de futebol só amanha, afinal o Menguinho quebrou a cara lá em Belô e só nós perdemos na rodada.

 

E lá foi meu amigo, hoje companheiro de poltrona, para casa um pouco prejudicado pelo vinho chileno, que degustou de forma exagerada durante os noventa minutos de Botafogo 2 x Vasco da Gama 2 e eu, feliz por ter visto um bom jogo, começo a fazer as contas para entender a zona do rebaixamento, que tem agora o Vasco, Criciúma, Ponte Preta e Náutico e Fluminense, Bahia e Coritiba pedindo pelo amor de Deus para fugir dali. 

 

Faça as contas e "seque" adversários


A rodada do Brasileirão, no final de semana, vai ser daquelas que prendem o torcedor na poltrona da sala, diante da tevê, com uma calculadora na mão, a tabela do campeonato na outra e a cabeça pensando em tudo, menos em rebaixamento, e para isto será preciso muita torcida e algum sangue frio para aguentar o sábado e o domingo fazendo contas e 'secando' adversários diretos.
Veja o que está programado: Logo no sábado o Fluminense, que anda namorando a zona da degola, enfrenta o Goiás, no Serra Dourada, com responsabilidade de vencer para não descer mais um pedaço da escada perigosa, e logo depois vai 'secar' a Ponte Preta, que já está no Z4, no jogo contra o Botafogo, no Maracanã, às nove da noite.
O Náutico, que é o lanterna, pega o Coritiba, que não trocou de técnico e não quer descer ribanceira abaixo como vem fazendo nas últimas rodadas, fechando o sábado de futebol da Série A do Brasileirão.
E no domingo tome de confrontos diretos, a começar pelo Maracanã, onde o Flamengo recebe o Criciúma e não pode nem sequer pensar em empate, tem que bater o Tigre para subir algumas posições e derrubar o time catarinense. O Vasco vai a Salvador pegar o embalado Bahia, e aí amigo, o bicho vai pegar para os vascaínos, Ney Franco diz que quer Libertadores e Dorival Jr disse que não quer cair. E aí?
Em São Paulo também tem briga para fugir da degola, no Canindé jogam Corinthians, isto mesmo o Timão também corre risco, e dependendo dos resultados do final de semana pode até ficar próximo a zona de rebaixamento, que chega dar calafrios no Fiel porque já conhece o roteiro da segundona. 
Do Atlético Mineiro (32pg)  oitavo colocado, ao Criciúma (25pg) décimo sétimo colocado, a diferença é de apenas sete pontos e isto quer dizer que em dois tropeços ou duas vitórias tem gente trocando de posições com tranquilidade. Vitória, Bahia, Corinthians e Coritiba, todos com 31pg, Fluminense, 30pg, Portuguesa, 28pg, Flamengo e São Paulo, 27pg, Criciúma, 25pg, Vasco, 24pg, estão praticamente embolados e na segunda-feira faremos as contas novamente.
Pra fechar: Ponte Preta, 19pg e Náutico, 10pg, tem que vencer, vencer, vencer e vencer, caso contrário a degola é realidade.

As previsões do profeta Bicudo

Nada mais normal do que uma ida a padaria, numa segunda-feira de manhã, com o sol querendo sumir e a temperatura de primavera chegando na cidade. Nada mais normal, para mim, é claro, do que ter a companhia do Bicudo até a fila do pão e sua conversa sobre Flamengo, futebol e agora, que beleza! Bicudo tem também um Smartphone e acompanha meus pitacos aqui no nosso blog. 


E agora vai ser danado de ruim, e já começou hoje, Bicudo resolveu dar pitaco nos meus pitacos e mandou hoje uma cobrança, que acho que será a primeira de muitas: 


- Dutra, diz ao seu amigo Categoria que nem Vasco nem Flamengo vão cair, mas para tomar cuidado que a coisa pode desandar para o lado deles.


Não entendi, se Vasco e Flamengo não cairão como é que pode desandar para os vascaínos? Foi a pergunta que mandei de volta para meu novo pitaqueiro. 


- Seguinte, o Flamengo tem o Criciúma e o Vasco tem o Bahia, os dois no domingo, a Ponte pega o Botafogo, no Rio, e o São Paulo joga com o Grêmio no Morumbi. Aí é que mora o perigo, eu disse que as coisas podem desandar para eles, os dois, Vasco e Flamengo, meu caro Dutra, porque se não vencer o Criciúma, no Maracanã, pode pegar informações com tricolores, alvinegros e vascaínos sobre como é jogar a Segundona.


Análise, que eu pensava que viria uma grande bobagem, está correta. O Flamengo tem adversários do seu nível nas próximas rodadas e o clássico contra o Vasco, no Maracanã, pode definir quem é que vai sofrer até o final do Brasileirão para fugir do rebaixamento. 


- Você dá só uma olhada na tabela, só os próximos três ou quatro jogos, e verá que dificilmente a dupla carioca vai escapar de um sofrimento maior, se não vencer no domingo eu te digo que teremos o 'Clássico dos Milhões' na Série B do ano que vem. Finalizou Bicudo, o novo profeta do futebol.

 

Quatro cariocas e quatro destinos em campo



Quatro cariocas em campo, pelo Brasileirão, e quatro destinos diferentes em campo. A saga começa hoje, 18:30h, no Maracanã, com o Fluminense, que começa a sonhar com zona de Libertadores, enfrenta o Coritiba, que está em declínio técnico após um ótimo começo, sabe que precisa vencer para continuar pensando que pode melhorar na tabela com os garotos lançados por Luxemburgo.
E amanhã outros três destinos podem começar a ser sacramentado: No Maracanã, quatro da tarde, o Botafogo precisa se recuperar da derrota de quarta-feira, em Belo Horizonte, e bater o Bahia passou a ser obrigação de quem pensa em título. Os alvinegros sabem da dificuldade de alcançar o Cruzeiro, mas pensam também que o time mineiro vai ter osso duro em São Paulo, contra o Corinthians, e podem encostar um pouco mais na Raposa.
E dureza mesmo é a saga do Vasco da Gama, em Belo Horizonte, na Arena Independência, contra o Atlético Mineiro, que está batendo uma no cravo outra na ferradura, ou seja, ganha uma e perde outra e segue sua campanha irregular no Brasileirão 2013. Ganhar lá é complicado e só uma vitória sobre o Galo, em seu terreiro, poderá devolver a confiança aos jogadores do Vasco e, consequentemente, começar uma reação na tabela.
E por fim a partida do Flamengo, na Arena Pernambuco, contra o Náutico, que não vence há muito tempo e tem apenas nove pontos na tabela, e pode transformar um pesadelo a atual fase do rubro-negro carioca. Uma vitória do Timbu pode massacrar de vez estes jogadores, condenados por Mano Menezes por falta de comprometimento ou uma vitória do Flamengo pode devolver a alto estima e começar, como o Fluminense, a sonhar com algo diferente do que Zona de Rebaixamento.
E o torcedor, cá de longe, acompanha tudo isto na telinha da tevê e sofre ou vibra de acordo com o que acontecerá neste final de semana boleiro. Boa sorte!

Mano medrou ou se apequenou?


Não vou prolongar o assunto, no meu ponto de vista a saída de Mano Menezes foi um ato covarde do treinador, que se apequenou por medo de um rebaixamento, que seria exclusivamente por sua culpa, afinal foi ele quem indicou Chicão e André Santos, foi ele quem inventou o esquema inútil e que não soube administrar o time em campo ou fora dele.

Mano Menezes tinha a aprovação de 90% dos rubro-negros quando chegou, ficou com 70% após alguns resultados ruins, e ontem, no final do jogo, já tinha contra si quase 100% dos que antes aplaudiam sua contratação. 

Sua passagem pelo Flamengo deverá ser apagada do seu currículo e da memória do torcedor, nunca ha história deste clube se viu um técnico com tanta antipatia por um trabalho e um  cidadão sem a menor força para caminhar lado a lado com seus comandados.

Mano foi covarde, foi medroso e sujou tudo aquilo que realizou durante anos em sua vitoriosa carreira, e será muito mais grave se realmente acertar com o Corinthians nos próximos dias, como parte da imprensa anda apregoando, mas duro mesmo é ver a sua empáfia para explicar o inexplicável. 

E Paulo Pelaipe, aquele que indicou Walace, Marcelo Moreno e outros mais, quando é que sairá? Acho que Elias voltará a jogar bem, pois há algum tempo anda sumido e dormindo sobre os louros de duas ou três atuações de gala com a camisa rubro-negra, será que foi ele a razão da saída de Mano? Será que ele e Léo Moura sabiam que algo de podre estava acontecendo? 

 

Goleada e show dos astros na Champions


Parecia que os caras da Uefa Champions League, principalmente os grandes astros do Real Madrid e do PSG, estavam pensando no Brasil e nos milhões de  trabalhadores, que deixam o serviço por volta das cindo da tarde, e fizeram um primeiro tempo frouxo, Galatasaray 0 x Real Madrid 0, por exemplo, foi de uma morosidade e mediocridade incrível, assim como foi Olimpiakos 1 x PSG 1 em suas primeiras etapas. 
E nos outros seis jogos também não vi muita movimentação no placar, 1x0 ou 0x0 era a tônica dos jogos da primeira rodada da fase de grupos do maior e melhor campeonato de futebol do planeta bola. Porém, tem sempre um porém, o segundo tempo, já com os citados milhões de brasileiros diante da telinha das tevês pelos bares, restaurantes e lojas de suas cidades, a situação mudou e os astros resolveram mostrar o verdadeiro valor de sua arte. 
Cristiano Ronaldo resolveu jogar mais a vontade e levou o Real Madrid a uma goleada incrível sobre os turcos do Galatasaray, marcou três gols e deu um passe açucarado para Benzema, que marcou dois, fazer um dos seus. Bale, que entrou no segundo tempo, cobrou uma falta que resultou em gol e o garoto Isco, craque da nova geração da Espanha, completou o placar de 6x1, todos os gols no segundo tempo.
E a fartura de gols não ficou restrita ao estádio de Istambul, na Turquia, na Inglaterra Manchester United x Bayer Leverkusen também marcaram seis gols, 4x2 para os ingleses, em noite de Rooney, que fez dois e ainda deu um passe perfeito para Valência marcar um dos quatro da goleada, que foi completada pelo holandês Van Persie. 
E tome de gols, desta vez na Grécia, onde o novo rico PSG passou como quis pelo Olimpiakos, que abriu 1x0 e não segurou a turma de Ibrahimovic, mas o brilho nas redes foi dos brasileiros, Tiago Mota (2) e Marquinhos fizeram gols e o uruguaio Cavani completou a goleada por 4x1 dos franceses, que tiveram uma legião de brasucas, Tiago Silva, Marquinhos, Tiago Mota, Maxuel e Lucas.
O Benfica, com um gol de Luizão, venceu o Anderlecht, em Lisboa, por 2x0 e manteve a tradição de sempre começar bem na Champions. E a Juventus, que é líder do Italiano, foi a grande decepção da abertura ao empatar em 1x1 com o mediano Copenhague, que é a zebra do seu grupo.
Fechando aquele comentário de que o primeiro tempo foi ruim e o segundo ótimo, vamos ao jogo da Alianz Arena, em Munique, onde o Bayern fez 3x0 no CSKA, de Vitinho, mas aqui o time alemão jogou muito mal o primeiro tempo e fez 2x0 e fez um bom jogo no segundo tempo e só ampliou para 3x0. No último jogo da rodada vitória fácil do Manchester City, que finalmente fez uma boa estreia na Champions League, jogando fora de casa, na República Checa os Citizens venceral o Vitória Pizen por 3x0 e largaram bem no Grupo D.  

O show da Champions vai começar


O mundo já está de olho na Champions League, o maior e mais rico campeonato de futebol do planeta bola. A partir desta terça-feira (17/09/13) a bola já está rolando e para muito, é a verdadeira Copa do Mundo de futebol, afinal estarão desfilando pelos gramados europeus, e pelas telinhas de televisão de todos os continentes, os melhores e mais bem pagos astros do futebol do mundo.
A primeira rodada, por exemplo, tem em ação Cristiano Ronaldo e Garret Bale, ambos do Real Madrid, duas das maiores transações de todos os tempos, que enfrentam logo mais, 15:45h, no horário brasileiro, via Espn, o Galatasaray, na Turquia, e com todos os ingressos vendidos pode bater mais um recorde de arrecadação.
Ainda hoje, no mesmo horário, só que você verá no Canal Sportv+, da Sky, o atual campeão Bayern Munique, agora com Pep Guardiola e sem os reforços contratados, os dois maiores nomes, Tiago Alcântara e Gotzze estão contundidos e fora de combate por algumas rodadas, mas tem a mesma base e contra o CSKA, de Moscou, o novo time de Vitinho, ex-Botafogo, querem provar que são reais candidatos ao bi-campeonato da Champions League.
E amanhã tem Neymar/Messi pelo Barcelona, na estreia do time catalão contra o outrora todo poderoso holandês Ajax, no Camp Nou. É ou não é uma atração imperdível para quem, como eu e você, somos amantes do bom futebol e da arte dos craques envolvidos na maior competição futebolística do planeta bola? 
O Milan repatriou Kaká, mas o craque brasileiro não estará em campo na quarta-feira, na estreia do rubro-negro milanês, o meia se contundiu na re-estreia e para por dois meses ou mais. Tem Robinho, que está em baixa e querendo voltar a brilhar, no jogo de estreia contra o Celtic, em Milão, mas seria suficiente para tirar o foco do jogo do Barcelona? Você escolhe.
São 63 brasileiros jogando a Champions League e todos, eu disse todos, os grandes craques que estarão na Copa do Mundo 2014, no Brasil, começam esta semana a desfilar pela nossa telinha de tevê e nos dizer: 'Eu vou arrebentar aí no país de vocês no ano que vem'. 
Estamos esperando.

Domingo de emoções ou...

A vitória do Fluminense, ontem à noite, no Maracanã, botou uma 'banana' nas mãos de Flamengo e Vasco, que jogam hoje contra a Ponte Preta, em Campinas, e São Paulo, em São Januário, e a dupla carioca precisa vencer para acompanhar o tricolor na fuga do rebaixamento e pensar um pouco mais alto neste segundo turno do Brasileirão.


Flamengo com sérios desfalques, Leonardo Moura e Elias não jogam, tem missão complicada contra a Macaca, no Moisés Lucarelli, a Ponte venceu o rubro-negro no turno e está na zona do rebaixamento e com riscos de queda iminente, e isto pode até ser um fator de vantagem para os cariocas, que estão mais acima na tabela e já podem respirar um pouco mais aliviado.


No Rio o confronto é briga direta pela vaga no indesejável grupo dos quatro da zona de rebaixamento, o Vasco, 24pg, enfrenta o São Paulo, 21pg, e quem perder fica na incomoda posição de ocupante do Z4, e só o tempo dirá quem vai acompanhar o Náutico, que hoje enfrenta o Vitória, outro desesperado, na Série B do ano que vem.


Se o sábado teve muito futebol e pouca emoção, que ficou restrita ao jogo do Maracanã entre Fluminense e Portuguesa, o domingo promete ser diferente, tem estes três confrontos citados acima e outros bem interessantes, como Grêmio x Atlético Mineiro, que vale G4 para os gaúchos e fuga definitiva do Z4 para os mineiros, e Botafogo x Santos, que para os alvinegros de cá vale muito mais do que Libertadores, vale ficar próximo ao Cruzeiro e sonhar com o título da temporada. J


Corinthians x Goiás e Criciúma x Internacional fecham a rodada de oito jogos neste domingo e que tará muito controle remoto pifando, afinal zapear a procura de um bom espetáculo será complicado, tem muito cardíaco que usará o controle remoto para fugir da carga emocional da tarde deste domingo bonito, de sol claro e forte e sem nuvens no céu, bom para dar um pulo na praia e curtir o dia com a família antes de encarar a poltrona e a televisão para ver seu time jogar pelo Brasileirão.

 

Seleção joga hoje e daí?


Voltando ao nosso papo de bola do dia a dia, aqui no Dois Estados, estivemos ausente devido a sobrecarga de trabalho do companheiro Nelson Barros, que está tentando de tudo para aumentar a força do nosso jornal, e nada melhor do que um assunto polêmico, que gosto de debater a vontade lá no blog e nas esquinas da vida, que é a seleção do Brasil.
E logo mais, em Boston, Estados Unidos, o time de Felipão entra em campo e eu pergunto: E daí, vai mudar alguma coisa na sua vida esportiva? Um joguinho chinfrim, contra Portugal, que não terá o seu grande jogador, Cristiano Ronaldo,  e a Amarelinha terá um punhado de jogadores medianos, ou ruins, que estão sendo testados por seu treinador.
E até agora a pouco eu pensava que nem mesmo a platinada Globo estava esquentando com o jogo lá na terra do Tio Sam, mas me enganei, logo depois da novela, a que não tem Amor a Vida do pobre telespectador honesto e de vida normal, tem Brasil x Portugal na telinha da poderosa e suas afiliadas por todo o país, além é claro de transmissão no Sportv, espero que não tenha o mega mala Luiz Carlos Júnior e seus parceiros fieis na transmissão.  Eu não mereço, você também não. 
Mas eu botei lá no título que a seleção joga hoje, e daí? Daí porque tem jogo valendo alguma coisa pelo Brasileirão, tanto na A quanto na B, tem Eliminatórias da Copa na Europa e aqui na América do Sul, inclusive um decisivo Paraguai x Argentina, que se der o time de Messi eles se garantem aqui no Brasil, em 2014, e tem Colômbia x Equador, que pode dar vaga aos colombianos.
E o Brasil vai fazendo amistosos, ganhando uns Euros aqui, uns dólares ali e depositando sempre nas contas de Ricardo Teixeira e Sandro Rosselli, ex-presidente da CBF e atual presidente do Barcelona, que são 'donos' dos amistosos da sua, da nossa, a deles, a que um dia foi imaculada Seleção do Brasil.
E por isto eu pergunto: A Seleção joga hoje, e daí?

Domingão de Botafogo x Flamengo


O clássico deste domingo já teve 'freguesia' do Flamengo, a devolução dos 6x0, que marcava com uma faixa as arquibancadas do Maracanã, foi o marco definitivo para a mudança do 'freguês', e o que era uma soberania alvinegra reverteu para um reinado rubro-negro.
A história de Flamengo x Botafogo é bonita, já contei por aqui diversas vezes o andamento de muitos destes jogos, muitos vistos ao vivo, com Garrincha de um lado e Dida de outro, poucos trabalhando, se fiz três clássicos pelo rádio foi um exagero, e muitos, mas muitos mesmos, ouvindo Jorge Cury, Waldir Amaral, José Carlos Araújo e outros famosos narradores do rádio.
Porém, tem sempre um porém, foi a televisão que me fez assistir a grande maioria dos jogos dos tempos modernos, mas cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, exceto aquele timaço do Flamengo, nos anos 80, e o Botafogo, dos anos 60, daí prá frente nada me empolgou e nem mesmo os jogos dos anos dois mil me encantam ou me fazem sair de casa para ir ao Maracanã ver os craques atuais.
Eu falava na 'freguesia', lá no primeiro parágrafo, e para ilustrar conto prá quem se interessar que hoje, no Brasileirão, o Flamengo tem 18 vitórias contra 9 do Botafogo e 24 empates, números que provam que o empate é o resultado mais provável para o jogo desta noite (18:30h), no Maracanã.
Ah! Você quer saber na somatória geral dos jogos qual é a estatística?  268 jogos disputados, 793 gols marcados. 99 vitórias do Flamengo e 415 gols, 83 vitórias do Botafogo e 378 gols, e 86 empates, e esta vantagem só foi conquistada após a geração Zico entrar em campo, porque na geração Garrincha só dava Botafogo em decisões ou não. 
Quem é favorito para o clássico? O líder do Brasileirão é o Botafogo, mas em clássico não tem favorito, sempre há uma mística muito especial para estes confrontos entre os grandes do Rio de Janeiro, no último jogo, pelo Carioca, o Botafogo venceu por 2x0 na semifinal da Taça Guanabara 2013.

Zé João vai cantar para os anjos



Hoje, pela manhã, estava brincando com meu novo passatempo, gravando músicas e passando para o pen drive, e ao pegar uns discos, Cds claro, na estante dos mais antigos, me vi ainda guri, lá na terrinha, ouvindo os grandes seresteiros da cidade e caminhando lado a lado com um deles, a voz mais bonita entre todos que encantavam as noites, e comentei com Marina.
- Como será que está meu amigo Zé João? Marina respondeu que as notícias que chegaram, quando estávamos por lá, na semana passada, não eram nada agradáveis e o Zé estava bem debilitado, segundo informações do seu filho, Chico, que encontrara com ela.
Ouvi Altemar Dutra, Agustin Lara, uns tangos, uns boleros e gravei um CD co Carlos Alberto, que tinha um dos boleros favoritos do meu professor de matemática, meu amigo e um grande admirador da boa música brasileira. Pense cá comigo, será que meu mestre sairá desta para ouvirmos, novamente, nossas canções na porta do bar do Julberto?
Não deu tempo nem mesmo para gravar a décima música no pen drive, o Ralph me ligou e me informou: 'Pai, acabei de ouvir o convite para o sepultamento do professor Felicíssimo, será às quatro da tarde e vou fazer o possível para te representar por lá'.
E o prazer de gravar acabou, mas confesso que continuei ouvindo as serestas, busquei os Cds herdados do Zebinho, ou seja, Silvio Calda e seu 'Chão de Estrelas', Nelson Gonçalves e sua maravilhosa canção 'Boemia', e até Francisco Alves fui buscar para homenagear meu velho e querido amigo José João Felicíssimo, que partiu hoje e cantará, com sua voz maviosa, para os anjos que o receberão lá no andar de cima.
E o Flamengo perde um fanático torcedor, o Tupã, se ainda existisse, perderia um grande zagueiro, e Miracema perde um ex-vereador, meu primeiro voto foi para ele, em 1970, quando foi o vereador mais votado do município, e o ensino perde um mestre fantástico, duro, bonachão e sábio ao ensinar a matemática para os leigos e para os não amantes da matéria, como eu, que o fiz sofrer tentando me ensinar os mistérios matemáticos.
A Alcione e seus filhos e netos, o meu mais profundo sentimento e tenham certeza que a saudade será grande e difícil de preencher neste coração já cansado de sofrer com perdas dos grandes amigos e companheiros.

Uma quarta-feira divertida

 

Me diverti, e muito, assistindo a três jogos nesta quarta-feira boa de bola. Isto mesmo, praticamente assisti a todos os noventa minutos, de cada um dos jogos de ontem, com o controle remoto nas mãos e zapeando a cada saída de bola de Olímpia x Atlético Mineiro, Flamengo x Asa e Corinthians x São Paulo, e, aliás, foi uma volta ao tempo em que colocava duas televisões na sala para ver dois jogos diferentes.

 

Só que desta vez minha mulher não me chamou de louco, estava ocupada tomando conta da neta, e nem desta vez estava alucinadamente a serviço de jornal algum, apenas me divertia com as lambaças de Ronaldinho Gaúcho, que não acertou nada até ser, merecidamente substituído pelo Guilherme, com a fragilidade do time do Flamengo, que teve dificuldades para passar pelo fraco Asa, e com a fase negra do São Paulo, que perdeu mais uma e vê o abismo bem perto de seus pés.

 

Na semana passada, quando também tivemos três jogos, dois repetidos ontem e o Galo apenas jogando contra um outro adversário, pela mesma Libertadores, fixei o olhar e a tevê no jogo de Belo Horizonte, e não me arrependi, o Atlético fez uma ótima partida e foi para a decisão para os pênaltis, mas será que agora, com outra derrota por 2x0, diante do Olímpia, mais experiente do que o News Old Boys, a história se repetirá? Tenho cá minhas dúvidas, mas dizem que o título do Galo Doido está escrito há mais de mil anos atrás. Veremos.

 

Na outra quarta-feira, jogando em Arapiraca, o Flamengo custou para achar o ritmo e suou um litro certo para vencer o Asa, em seu território. Ontem venceu de novo, mas mesmo ouvindo Mano dizer que o time está se acertando, na hora que cruzar com um do mesmo porte, ou 'de nível', como ele disse ontem após a partida, será muito complicado para o rubro-negro, que fez 1x0, levou o empate e achou um gol quase no final do jogo. Muito pouco para quem acredita que pode chegar ao título.

 

Se o São Paulo, no jogo em casa, na semana passada, já tinha feito um baita fiasco diante do Corinthians, na tal de Recopa Sul Americana, ontem foi bem pior. O novo técnico, Paulo Autuori, mudou algumas peças mas o time continha sem nenhum nexo e uma presa fácil para qualquer adversário e mesmo o Timão não fazendo uma bela partida mereceu o placar de 2x0 e afundou ainda mais o tricolor em sua crise sem precedentes nos últimos vinte anos. Vem coisa brava por aí, preparem-se tricolores. 

 

FLA VENCE A PELADA DE BRASÃLIA

Depois de um primeiro tempo, que pode até ser considerado de razoável para bom, o Flamengo fez um gol, o Vasco tentou, o árbitro foi bem e os dois times correram e provaram que profissionalismo não falta aos dois elencos, o segundo tempo de Vasco e Flamengo pode ser definido por uma frase do meu amigo Serginho Leite: 'Sinceramente, era para tirar três pontos de cada um. Que pelada!'


Concordo plenamente e Mano Menezes é um dos responsáveis pela má qualidade do Flamengo nos últimos vinte minutos, claro que Carlos Eduardo ainda não está bem fisicamente e Gabriel vem de uma forte gripe, mas as duas alterações, principalmente a entrada de Val, pode ser considerada em má hora. Já do outro lado, no Vasco da Gama, Dorival Jr tentou todos os trunfos que tinha no banco e, como se sabe, não poderiam mesmo mudar nada no jogo.


Lá pelos 25' do segundo tempo narrador e comentarista do Canal Premiere, Júlio e Roger, começavam a fazer a matemática do clássico e fui ao Twitter para dar o recado contrário ao pensamento deles, que aquela altura já consideravam o Flamengo vencedor do jogo e já operavam a tabela com o rubro-negro já somando três pontos e encostando no Fluminense e Corinthians, todos com nove pontos. 


O placar daquele momento, 1x0 pró Flamengo, é um dos mais perigosos dos clássicos e, mesmo com o Vasco inferior e lutando para encontrar o seu melhor momento, a hora não é de fazer comemorações ou comentários de vitória antes do apito final, principalmente quando se tem uma zaga como a que tem Mano Menezes e se defendendo de maneira acovardada em um momento perigoso do jogo. 


Foi mesmo um segundo tempo sofrível, que poderia ser sacado na exibição do VT da partida e nem mesmo a edição dos melhores momentos terá um ou dois lances de destaques. Nem acréscimos deveríamos ter no tempo final e Graziani Maciel Rocha, que foi um bom comandante para Flamengo 1 x Vasco 0, mas o cara deu mais quatro minutos parecendo estar gostando de sua atuação. 


Ih! Rapaz, a fase de Rafinha está mesmo em baixa, entrou apenas para ganhar aquele minutinho que todo treinador gosta de ganhar no finalzinho dos jogos. 

 

FLA VENCE A PELADA DE BRASÃLIA

Depois de um primeiro tempo, que pode até ser considerado de razoável para bom, o Flamengo fez um gol, o Vasco tentou, o árbitro foi bem e os dois times correram e provaram que profissionalismo não falta aos dois elencos, o segundo tempo de Vasco e Flamengo pode ser definido por uma frase do meu amigo Serginho Leite: 'Sinceramente, era para tirar três pontos de cada um. Que pelada!'


Concordo plenamente e Mano Menezes é um dos responsáveis pela má qualidade do Flamengo nos últimos vinte minutos, claro que Carlos Eduardo ainda não está bem fisicamente e Gabriel vem de uma forte gripe, mas as duas alterações, principalmente a entrada de Val, pode ser considerada em má hora. Já do outro lado, no Vasco da Gama, Dorival Jr tentou todos os trunfos que tinha no banco e, como se sabe, não poderiam mesmo mudar nada no jogo.


Lá pelos 25' do segundo tempo narrador e comentarista do Canal Premiere, Júlio e Roger, começavam a fazer a matemática do clássico e fui ao Twitter para dar o recado contrário ao pensamento deles, que aquela altura já consideravam o Flamengo vencedor do jogo e já operavam a tabela com o rubro-negro já somando três pontos e encostando no Fluminense e Corinthians, todos com nove pontos. 


O placar daquele momento, 1x0 pró Flamengo, é um dos mais perigosos dos clássicos e, mesmo com o Vasco inferior e lutando para encontrar o seu melhor momento, a hora não é de fazer comemorações ou comentários de vitória antes do apito final, principalmente quando se tem uma zaga como a que tem Mano Menezes e se defendendo de maneira acovardada em um momento perigoso do jogo. 


Foi mesmo um segundo tempo sofrível, que poderia ser sacado na exibição do VT da partida e nem mesmo a edição dos melhores momentos terá um ou dois lances de destaques. Nem acréscimos deveríamos ter no tempo final e Graziani Maciel Rocha, que foi um bom comandante para Flamengo 1 x Vasco 0, mas o cara deu mais quatro minutos parecendo estar gostando de sua atuação. 


Ih! Rapaz, a fase de Rafinha está mesmo em baixa, entrou apenas para ganhar aquele minutinho que todo treinador gosta de ganhar no finalzinho dos jogos. 

 

Só Nelson, o Rodrigues, explica

 

O grande cronista brasileiro, Nélson Rodrigues, aquele que foi proibido aqui no Theatro Trianon, em Campos, já dizia nas suas colunas em O Globo, no século passado: 'Estava escrito há quinhentos anos' ou 'o sobrenatural de Almeida atacou novamente'.


Só chamando pelo mestre da crônica diária, o dramaturgo do povo, para encontrar palavras para escrever sobre a imponderável vitória do Galo sobre o News Old Boys, ontem, na Arena Independência, quando por duas, três, quatro ou mais vezes tudo esteve perdido e a torcida estava a beira de um colapso nervoso.


Teve de tudo no terreiro do Horto, gols perdidos, pênaltis não marcados pelo árbitro encomendado, lances de sorte, ou falta de sorte, decisão por pênaltis, desespero nos erros de Jô e Richarlisson, alívio nos erros dos argentinos, explosão na cobrança de Ronaldinho Gaúcho e delírio na defesa de Victor.


Defesa de Victor. Isto te lembra alguma coisa? Claro, foi mais um capítulo desta saga do Clube Atlético Mineiro em busca do inédito título da Libertadores, foi ele, o Victor, que no último lance do jogo contra o Tijuana, nesta mesma Arena Independência, que libertou o torcedor mineiro de um infarto fulminante defendendo uma penalidade máxima cobrada por um mexicano, que até agora se lamenta profundamente chorando em berço não esplêndido. 


Galo Doido. Galoucura. Galo bom de briga. Galo na final da Libertadores e decidindo o título em casa, provavelmente diante de setenta mil pessoas, no Mineirão, contra um mediano time do Olímpia, do Paraguai, e repetindo o primeiro parágrafo: 'Está escrito há quinhentos anos, Galo campeão da Libertadores, o Sobrenatural de Almeida está a seu lado'. 

 

E agora, Anderson Silva?


Gosto de lutas, qualquer tipo de luta, do mesmo jeito que gosto de música sertaneja universitária e dos pagodeiros 'mela cueca', ou seja, nadica de nada. Porém, tem sempre um porém, o excesso de exposição na mídia e a força dos 'idolos' das lutas e da música junto a imprensa brasuca, me fazem ficar ligado e até ouvir ou assistir alguns segundos das brigas e das 'canções' destes idolatrados brasileiros.


Ontem recebi diversos convites, entre estes um do genro, para assistir Anderson Silva, que é empresariado pela empresa do Ronaldo Fenômeno, contra um lutador americano e fui estudar o convite lendo o currículo do 'gladiador' corintiano, ou seria patrocinado pelo Corinthians, sei lá. Olhei o repertório de lutas e vitórias, o cara estava invicto até a madrugada de ontem, e é um dos mais cotados para comerciais na tevê.


Claro que não aceitei, não faz o meu gênero olhar agressões mesmo que seja em um troço chamado de esporte por todos na mídia. Esporte? Será que eu penso diferente ou o mundo mudou? Isto, nos tempos do Coliseu de Roma, não era chamado de esporte e sim de brigas para entreter o povo faminto e sedento por sangue e vinho.


Fiquei em casa assistindo dois musicais no meu novo brinquedo, um Blu-Ray Play, e na tela estavam Frank Sinatra, Tom Jobim, Tonny Bennet e outros monstros da música internacional, que me fizeram até esquecer que tinha Portuguesa x Cruzeiro, no Brasileirão, ou esta tão badalada briga entre Anderson Silva e o americano Weidnan.


Da janela ouvi um grupo correndo para o restaurante, próximo ao meu edifício, porque o espetáculo estava começando, tem gente que trocou o pacote da tevê a cabo para ter a luta ao vivo e no exato momento em que acontecia, dizem que a Globo só passou o vídeo tape após o programa Altas Horas porque não tem o direito da exibição. 


E menos de cinco minutos depois ouvi uma conversa de que o brasuca tremeu, que o Anderson esnobou e fez 'palhaçada' tipo Mike Tayson, mas não sabia o resultado do combate de Las Vegas. Então, com o controle remoto nas mãos, fui até meu laptop para saber do resultado da 'briga' entre o brasuca invicto e seu desafiante. 


E o que li, no globoesporte.com, foi o mesmo que ouvi dos jovens na rua após a briga no octógno: 'Com uma atuação taticamente perfeita Weidman nocauteou Anderson Silva a 1 minuto e 18 segundos do segundo round'. Hoje, pela manhã, vi o tape da briga e cheguei a mesma conclusão, Anderson Silva esnobou o americano, debochou do rapaz e levou o troco que todos os debochados merecem, o nocaute. 


Lutar daquele jeito só teve um, o famoso Cassius Clay, depois Muhamad Ali, o gigante do box mundial, e agora estou lendo que Anderson Silva pode aposentar e mudar de carreira após se recuperar das pancadas no rosto.

 

E viva o Brasil!

 

E a festa foi realmente como eu gostaria de ter visto, um belo jogo de futebol, uma nação feliz, um craque finalmente consagrado e um goleiro recuperado perante a opinião dos seus críticos. Felipão é mesmo um técnico de seleção da CBF e um cara com um talento para agregar um grupo que ninguém possui neste mundo da bola. O treinador arrumou a casa, bagunçada pelos próprios patrões, deu dignidade a camisa amarela, que estava desbotada, chamou a responsabilidade para ele e deu no que deu.


Agora pela manhã, na já famosa fila do pão, Marcinho me pergunta se gostei da seleção ou se estava triste com a derrota da Espanha. Respondi que sou mesmo admirador do futebol espanhol e que tenho minhas cismas com a CBF, deixei claro que não é contra a seleção do Brasil desde há muito tempo, minha birra, e de muita gente amiga, é contra tudo o que aconteceu e acontece no Circo Brasileiro de Futebol. Ele, Marcinho, entendeu e aceitou minhas ponderações.


Só não imaginava que um torcedor, deve ser flamenguista, que quando me ouviu encher Fred de elogios, dizendo que é um dos três maiores atacantes do mundo, mandou de lá: 'Já estou de saco cheio de ouvir tudo isto deste cara, torci contra ele ontem e vou torcer sempre'. Ué, eu é que sou do contra? Se o moço torceu contra o Fred torceu contra o Brasil e do que adianta ele estar com a camisa da seleção em plena manhã de segunda-feira?


Na hora do jogo, vi a decisão no apartamento de minha filha, não deu nem mesmo para me posicionar na cadeira ou no jogo, o gol de Fred, daqueles que só artilheiros de alta qualidade fazem, já mostrou quem iria mandar no jogo. O time de Felipão, que dominou a Fúria fazendo o mesmo jogo deles, ou seja, marcando o campo todo e jogando em velocidade com bom toque de bola.


Várias peças foram fundamentais, como Luiz Gustavo e Paulinho, excelente meio campo brasileiro, Oscar, inteligente e que ajudou a botar os espanhóis irritados, eles não estão acostumados a ser coadjuvantes, e Júlio César, com o auxilio luxoso de David Luiz, que não deixou acontecer o empate e irritaram ainda mais o time da Espanha.


Belo jogo, belo espetáculo nas arquibancadas, bela tarde de manifestação pacífica, que misturou ódio pela CBF e amor ao Brasil, como eu sinto e demonstro por aqui, e, principalmente, bela tarde para calar aquele rapaz, lá de Miracema, que na quinta-feira, no Bar do Cabeção, dizia para todos que Neymar era um cabeça de bagre. Como diria o poeta Milton Leite: 'Que Beleza!'


Falar do jogo? Nada disto, você ficou vendo o Fantástico ontem e ouviu Galvão Bueno falar, com seu ufanismo exagerado, tudo aquilo que os dois comentaristas, Casagrande e Ronaldo, não puderam falar, Galvão não deixou. Falar do jogo? Nada disto, você viu o espetáculo e viu toda a festa do torcedor por este Brasil afora e isto sim é que eu gostaria de ver e nada mais me interessa.

 

Meu pitaco sobre as manifestações



Lendo agora cedo, naquela leitura matinal obrigatória, a coluna de Arnaldo Jabor, em O Globo, relendo meus comentários, no início das manifestações, lá no Facebook, reparo uma coincidência, só vista em quem viveu aquele período negro, que os jornalistas da época denominaram 'Anos de Chumbo', o pensamento sobre as infiltrações de rebeldes, baderneiros, bandidos e 'paus mandados' nas passeatas e provocando desordens por onde passam.


As coincidências começam no título, 'Foi um rio que passou em minha vida', o nome de uma canção dos anos 60, de Paulinho da Viola, que marcou nossa geração e foi tema de uma conversa no Face logo que os jovens brasileiros iniciaram a movimentação, via Internet, para mobilização contra corrupção e da falta de segurança, saúde, educação e transporte público.


Eu dizia, na ocasião, que tinha uma outra canção do Paulinho da Viola, que definia bem os políticos corruptos brasileiros, 'Dinheiro na mão é vendaval', e falava das fugas com dinheiro na cueca e com políticos travestidos de mulheres para fugir da Polícia Federal nas barreiras sul americanas. 


Jabor lembra que nossa reclamação era tímida, apenas queixosa, mas sem manifestação pública do que pensávamos, até que a juventude resolver acordar o gigante adormecido e aí, lembra o cineasta e comentarista político do Globo e do Estadão: 'Meu Deus! Não podemos nem roubar em paz, esta corja tem que ficar azucrinando o ouvido da gente', mais ou menos assim se manifestou o autor do texto citado neste post, ironizando os políticos corruptos do Congresso Nacional.


É a pura verdade, o gigante acordou e tem apenas um adversário, os infiltrados que tendem e tentam transformar o processo pacífico de manifestação em tumulto generalizado para que o resto da população, aqueles neutros ou inertes ou aproveitadores, apareçam e digam 'Eu não falei que era baderna?'


Então amigo manifestante, o recado dado logo no início do movimento, para que tomassem cuidado com os baderneiros, que pode ser seu amigo, seu companheiro infiltrado a mando de seus líderes, está mais do que válido, Jânio de Freitas, veterano e excelente colunista do Estado de São Paulo, também chama a atenção para isto em sua coluna de hoje, Vozes x Vozes que alerta a população para ficar ao lado dos pacifistas.

 

Fifa avisa: Vai "melar" a Copa

O governo Lula, que assinou o contrato com a Fifa para a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo/2014 no Brasil, jamais imaginava que brasileiros e brasileiras recusariam, anos depois, e que seu projeto, populista e irresponsável, fosse rejeitado em praça pública ou teria o veto da população do país.


Desde o início desta já famigerada Copa das Confederações, que só tem sentido para que a Fifa lucre absurdos Euros ou Dólares, o povo foi as ruas e pediu um basta no superfaturamento das obras dos estádios, onde foram gastos todas as previsões para o custo total, que incluía melhorias em aeroportos, cidades sedes e outras benfeitorias, que ficariam como legado da Copa.


O Governo Dilma, que acreditou estar dando circo para o seu eleitor, viu cair em seu colo a "bomba" solta naquele palco, lá na Suíça, onde Lula, Cabral e outros políticos irresponsáveis, fizeram festa ao lado de Pelé e outras estrelas comemorando a Copa do Mundo no Brasil. 


Nem cinco anos se passaram e o arrependimento deve estar batendo no peito do ex-presidente, que sequer botou sua cara na janela ou nas ruas, como fez costumeiramente durante suas campanhas e seus dois governos.


Onde está o Presidente Lula? Onde estão seus assessores, que batiam palmas para todas as ações do mandatário mor do PT? Sumiram sem dar nenhuma explicação, como sumiram os líderes do movimento de 1964, que deixaram o país pelas portas do fundos e não assumiram o caos que provocaram com suas ações destemperadas.


O povo foi às ruas e disse, com ações desorganizadas e improvisadas: "Chega de corrupção, chega de imposição, o brasileiro cansou das arbitrariedades e das falcatruas". A Fifa entendeu e hoje, em todos os grandes veículos, exceto a globo.com, estão estampadas manchetes pessimistas quando a continuidade da Copa das Confederações.


A Itália foi a primeira a avisar: "Se não voltar a calma e a ordem vamos nos retirar no final de semana", Blatter já está na Europa, foi a Turquia ver a abertura do Mundial Sub-20,. mas já deixou o recado: "Se não melhorar o clima a Copa vai parar".


Tudo isto é desejo do brasileiro? É, pode ser, e se for para o bem do país que pare a Copa das Confederações e se cancele a Copa do Mundo no Brasil. Prejuízo? Bem, o prejuízo do povo vem sendo somado há anos e não será mais um que irá piorar o nível de educação, saúde e de transporte do brasileiro classe média baixa. 


Será que o Governo Dilma recebeu o recado e vai dar um basta na corrupção que reina neste país desgovernado?

 

Meu amigo Bruno Rangel, o goleador da Série B

 

Não estava muito afim de ver os jogos da Série B, ontem à noite, preferi ver o empate da Argentina, lá nas alturas de Quito, contra o Equador, e depois a vitória do Uruguai, em Caracas, sobre a Venezuela, resultados que praticamente colocaram nossos vizinhos na Copa do Mundo no Brasil. A Argentina já carimbou pelo menos a repescagem, falta apenas garantir o primeiro lugar, que poderá ser contra o Paraguai, na próxima rodada, e os uruguaios praticamente acabaram com o sonho dos venezuelanos em jogar a sua primeira Copa do Mundo.


Mas eu dizia que tinha rodada da Série B, completa por sinal e eu não estava com interesse nela, mas dois motivos me levaram a começar dar uma zapeada pelos canais Premiere, o jogo Sport x Bragantino, onde Bruninho, ex-Americano, vestia a dez do time paulista e o gol, logo no início do jogo, em Chapecó, de Bruno Rangel (foto acima), um garoto amigo e educado, que saiu de Campos para ganhar o mundo da bola e me deixa vibrando com seu sucesso na Chapecoense, campeã catarinense de 2013.


Bruno Rangel abriu o placar contra o Payssandu e eu me fixei no canal que transmitia a partida para ver o atacante, ex-Goytacaz e Americano, e saber se realmente a fase é boa ou apenas os gols estão surgindo naturalmente. A fase é mesmo espetacular e o rapaz fez os três gols da bela e emocionante vitória da Chapecoense sobre o Payssandu, que após estar perdendo por 2x0 conseguiu o empate, aos 45' do segundo tempo, e levou o terceiro gol logo um minuto depois. Bruno Rangel 3 x Payssandu 2 e ponto final.


Se eu vi os outros jogos? Não. Não zapeei, não me interessei e só vi os gols no intervalo do jogo da NBA, onde o San Antônio Spurs sacudiu o Miami Heat lá no Texas, e pude ver a vitória do Palmeiras, em Natal, por 2x0 sobre o América, que o time de Bruninho, o Bragantino, bateu o Sport por 2x0 lá no Recife, e que o Joinvile assumiu a vice-liderança e mandou o Guaratinguetá para a zona de rebaixamento ao vencer por 3x1, no interior de São Paulo.


Foram dez jogos, que marcaram a quinta e última rodada deste semestre, a Série B, como a Série A, só volta em julho após a Copa das Confederações e tem a Chapecoense líder, 16p, Joinvile, 15pg, Palmeiras e América Mineiro, ambos com 12pg, na zona de classificação.

 

Pausa para meditação?

 

É, uma parada para descansar os olhos e a mente do futebol se faz necessária, bendita hora que chegou esta Copa das Confederações, que nos dará quase trinta dias de folga futebolística, eu pelo menos vou escolher o que ver e dar uma boa reciclada nos meus livros, meus filmes e nos passeios pela cidade ou arredores.


E já vai começar por hoje, mesmo sabendo que tem Eliminatórias aqui no nosso continente pegando fogo, que tem Brasileirão Série B querendo pegar no tranco, mas nada disto está me chamando muito a atenção, exceto aquele jogo em Caracas, entre Venezuela x Uruguai, que vale mesmo alguma coisa, o resto é figuração e não dizem  nada ao meu interesse do momento.


Tem o que na Série B? Chapecoense x Payssandu me parece uma boa opção, às sete e meia da noite, mas me poupe de ver ou indicar Oeste x São Caetano, no mesmo horário, ninguém merece. Pode ser que até dê uma espiadinha em Ceará x Figueirense, dois times que já foram habituais na Série A, mas que hoje nem mesmo entre os quatro da B estão. Guaratinguetá x Joinvile só vale mesmo para conferir se o JEC está mesmo assanhado e merece estar no G4 da Série C, pois ver os noventa minutos deve ser bem desinteressante.


Outros dois ex-frequentadores da elite, Avaí x América Mineiro, poderia ser o jogo indicado, mas com a saturação de futebol na tevê eu vou passar em branco, como também passarei por América/Natal x Palmeiras, aliás o Verdão não está valendo nem uma zapeada, está em fase negra, que não larga do pé do Porco, e o time potiguar está, que me perdoe o amigo Leandro Sena, uma draga danada.


Então, o que sobrou? Nada. Vou ver um bom filme logo mais à noite e após Venezuela x Uruguai eu vou ler um bom livro, que já está em minha cabeceira há alguns anos.

 

Dinamite no Barça e Adilson Dutra na Globo

 

Esta festa do Barcelona, para receber Neymar, me faz voltar trinta e três anos no meu tempo e me encontrar no Estádio Ferradurão, em Miracema, para ver um dos melhores jogos da década, Seleção de Novos do Rio de Janeiro x Seleção de Miracema, que por falta de outras opções no calendário esportivo do país, levou a cidade do Noroeste Fluminense as rádios Globo e Tupi com seus narradores, comentaristas e repórteres de ponta.


A pedido do Maninho, presidente da Liga e meu amigo particular, fiquei com a incumbência de receber as equipes de esportes da Globo e Tupi e leva-los para o almoço, no Restaurante Ele & Ela, na Rua Direita, e neste papo surgiu a conversa com Edson Mauro, narrador da Globo, e daí a um convite para ajudar Alberto Rodrigues, comentarista, na sua análise na pré-hora, durante e depois da partida, que por favor, não me perguntem quando ficou pois não anotei nada na minha prancheta e esqueci completamente.


Foi um dia deslumbrante para este escriba, que já fazia parte do timaço de repórteres da Campos Difusora, levado pela dupla Barbosa Lemos e Aloísio Parente, e já com alguma intimidade com o microfone esportivo, mas o pitaco, provocado pela apresentação de Neymar, no Barcelona, tem algo a ver com este jogo citado, porque as duas emissoras cariocas enviaram suas equipes principais até Barcelona, na Espanha, onde Roberto Dinamite estreava pelo time catalão.


Festa armada no Camp Nou, que naquele tempo tinha o nome invertido, a imprensa chamava-o de Nou Camp, e Roberto fez dois gols e encantou a torcida, que acreditava que o novo ídolo estava surgindo no azul/grená da Espanha. Ledo engano, três meses depois, com apenas mais um gol na artilharia do Campeonato Espanhol, Dinamite regressava ao Vasco da Gama e os espanhóis, através dos jornais esportivos da época, diziam que ele fora a maior decepção de todos os tempos no clube catalão. 


E este que vos fala, lá na minha Miracema, ouvia Jorge Curi direto do Camp nou e comentava Seleção de Miracema x Seleção de Novos do Rio de Janeiro pela Rádio Globo ao lado do espetacular Edson Mauro, Alberto Rodrigues e Loureiro Neto. Bom demais para o meu currículo e péssimo para o então esperançoso Roberto Dinamite aquele 21 de janeiro de 1980.

 

O melhor da segundona está em Pádua

 

Na Segundona Rio a bola rola pelos gramados do interior e o principal jogo da rodada será em Santo Antonio de Pádua, Estádio Waldo Carneiro Xavier, onde o Paduano recebe o América, líder e forte candidato ao acesso, querendo subir na tabela e atrapalhar os caras que estão no G2 do Grupo A.


O Paduano tem 7pg e uma vitória encosta no América, que tem 10pg e um jogo a mais do que o Trovão Azul do Noroeste. Motivação é que não falta para o alvianil de Pádua, que ainda está invicto na Taça Corcovado e parece que fez acordar a torcida paduana neste segundo turno. 


O jogo começa às 15h e o América já chegou a Santo Antonio de Pádua, está hospedado no Hotel das Águas, próximo ao Estádio Waldo Carneiro Xavier.


Por aqui não tem jogo neste final de semana, Campos está vazio no quesito futebol, o Goytacaz está de folga e o Americano estará em Cabo Frio tentando segurar o tricolor da Região dos Lagos, que ainda não se firmou na competição e busca recuperação após a derrota na última rodada para o Tigres, em Los Larios, enquanto o Americano vem de uma vitória sobre o Mesquita, em Campos.


O líder do Grupo A, o Barra da Tijuca, bota a liderança em jogo em Três Rios, contra o América local, e corre o risco de perder a ponta para o Bonsucesso, que joga contra o Serra Macaense, na Rua Teixeira de Castro.


Ceres e Tigres e Mesquita e Barra Mansa completam a rodada do Grupo A enquanto no Grupo B também dois jogos, Artsul x Sampaio e Portuguesa x Angra completam a sétima rodada do returno.

 

Vai começar o Brasileirão 2013

Uma semana para que os vinte clubes brasileiros se aprontem e comecem a definir quem é quem no elenco para o Brasileirão, que começa no próximo sábado, como sempre a CBF fazendo uma tabela complicada e ingrata para quem joga e assiste, logo de cara tem dois cariocas jogando no mesmo dia, Vasco x Portuguesa, às 18:30h, em São Januário, e Corinthians x Botafogo, no Pacaembu, naquele horário ingrato de 21h de um sábado.


Mas deixemos de lado as lambanças da CBF, que é coisa natural, parece até que os homens de lá trabalham demais e não tem tempo para pensar um pouco mais naquilo que é mais rentável para os clubes, para eles e mais gostoso para o torcedor, o Campeonato Brasileiro de Futebol. 


Quem ainda está envolvido na Libertadores, caso exclusivo de Fluminense e Atlético Mineiro, que jogam neste meio de semana partidas decisivas, não vai dar tudo na estreia, e por sinal ambos jogam com paranaenses, o Flu recebe o Atlético e o Galo pega o Coritiba no Paraná, e é quase certo que entrem 'meia boca' nas primeiras rodadas.


E quando o campeonato esquentar muitos clubes, olha a CBF aí de novo gente, ficarão sem seus principais jogadores, novamente Atlético Mineiro e Fluminense estarão prejudicados, porque seus melhores jogadores estarão jogando a Copa das Confederações. Eita calendário que não toma jeito, e, repito, é muita gente atoa na CBF para não pensar nestes pequenos detalhes.


E Flamengo e Santos fazem, o que todos estão dizendo, o melhor jogo da rodada e o escolhido para inaugurar o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, com cada um levando uma boa grana, não divulgada pelos organizadores, mas uma dúvida ainda está no ar? Neymar jogou ontem a sua última partida oficial pelo Santos FC? Respostas para meu e-mail.


Botafogo, campeão carioca 2013, eu já disse acima, vai pegar o campeão paulista 2013 e como andará o Timão neste jogo de abertura do Brasileiro? Terá Paulinho, que está sendo negociado para Europa, terá Romarinho? Que anda em negociações com um time alemão. Terá o capitão Alessandro? Que anda as voltas com as reclamações da torcida. Enfim, qual será o Corinthians no Brasileirão? O Botafogo nós já sabemos, vai ter que provar que o Carioca vale alguma coisa e não é só um campeonato para testes. 


Vasco da Gama é pura incógnita. Qual será o time que Autuori vai botar em campo? Eu e o torcedor vascaíno queremos saber, mas isto só no sábado, seis e meia da noite, contra a Portuguesa, poderemos começar a entender. Dizem que é um dos candidatos ao rebaixamento, mas tradição é tradição e não podemos deixar de reconhecer que Paulo Autuori está começando a montar seu time e pode dar trabalho.

 

Felipão já tem uma família


Felipão apostou nos seus nomes e não dos críticos ou analistas de plantão. Rechaçou Ronaldinho e Kaká e apostou na juventude de Jadson, Oscar e Bernard, o que me agrada e me espanta. O técnico manteve seu princípio 'família' ao justificar a ausência de alguns nomes, como o de Ronaldinho, questionado logo na primeira pergunta da coletiva.


'Este é o grupo que observei durante os últimos jogos ao analisar a performance de grupo, aproveitamento nas partidas e na entrega dos atletas durante as competições', ao falar em grupo a gente sente que R10 está fora justamente neste quesito. Kaká não se discute assim como Pato, ambos não conseguiram se firmar em seus times e não vivem bom momento.


Não discordo de Felipão sobre o tema, mas Leandro Damião e Hulk não são jogadores que possam vestir a camisa famosa da CBF e também não vivem um momento de glória, muito pelo contrário, são contestados em seus times como R10 é contestado quando joga pela seleção.


Jean na lateral direita é a única surpresa, mas esta já estava sendo aguardada e já fora anunciada pelo treinador, e no mais sem questionamento, apenas a ausência de Ramires, do Chelsea, considerado o melhor segundo volante da Europa, pelos técnicos ingleses, e a inclusão do reserva do Bayern, Luis Gustavo.


São 23 nomes e apenas um, Hulk, não me agrada e não me convence, então o treinador está no caminho certo e que todos nós torçamos para que tudo encaminha de acordo com os objetivos traçados pela comissão técnica.

 

Muitos gols e supremacia do Galo no domingão

 

O que nos era oferecido, via rádio, pelo tiriri tiriri da Rádio Globo e pela voz do ótimo plantonista, Jairo de Souza, hoje nos é apresentado ao vivo, com imagem e som de todos os gramados brasileiros, via televisão, via Canais Premiere. O futebol ficou mais próximo de nós e com o controle remoto na mão podemos sentir mais de perto a emoção das decisões dos estaduais brasileiros.


Movido pela ótima fase vivida pelo Atlético Mineiro, pela excelência do futebol de Ronaldinho Gaúcho, e pelo ótimo comando de Cuca, que faz o Galo Mineiro jogar um futebol envolvente, ofensivo e goleador, centralizei minha transmissão no Estádio Independência, via Canal Premiere HD.


Enquanto via o show do Galo dava uma zapeada em Corinthians x Santos, no Pacaembu, no Sportv HD, mas o jogo de São Paulo estava restrito a apenas um time, só o timão jogava, e por isto pouco passei por lá, e, por sorte, o jogo em Minas começou mais cedo eu pude ver o gol de Paulinho, lá no Pacaembu, no final do primeiro tempo.


No intervalo, o que antes só era possível, como disse no primeiro parágrafo, via Jairo de Souza, pude ver os gols da goleada do Vitória sobre o Bahia, dos gols do Coxa sobre o Furacão, em Curitiba, do Santa Cruz contra o Sport, no Recife, e saber como andavam os jogos decisivos no Paranã, no Ceará e outros estados onde a bola rolava de forma decisiva nos estaduais 2013.


Voltei para o segundo tempo disposto a sair de Minas e me centralizar em Salvador, mas o Galo fez o segundo, fez o terceiro e a Raposa estava 'mortinha' em campo, voltei correndo para o Indendência e fui olhar o show de bola da turma de Cuca e, castigo, perdi o melhor do jogo em São Paulo, onde o Santos melhorava, André perdeu uns dois gols e os zagueiros resolveram suplantar os atacantes, Paulo André fez 2x0 Timão e Durval foi as redes para diminuir para o Peixe.


Enquanto isto, lá em Salvador, Joel Santana via seu Bahia tomar a segunda goleada, na nova Arena Fonte Nova, para o grande rival Vitória, que não teve pena do tricolor e enfiou sete cocos sem dó ou piedade, 7x3 é placar de pelada, mas para ser campeão o Bahia terá que reverter este saldo lá na casa do Leão. Difícil, né Natalino?


E  o controle ia zapeando pelos canais que mostravam as decisões: Em Curitiba o Coritiba fazia 3x1no Atlético Paranaense e botava a faixa no peito: no Recife, lá na Ilha do Retiro, o Santa Cruz confirmava o título sobre o Sport e gritava é Tri Campeão, em Criciúma o time da casa batia a Chapecoense por 2x0 e vai para a decisão jogar por um empate em Chapecó.


E no Pacaembu a frase de Dracena, após o final do jogo com a vitória do Corinthians por 2x1, diz o que pode ser o jogo na Vila Belmiro, no próximo domingo: 'Agora é nossa vez de ter a torcida do nosso lado', realmente, a torcida do Timão faz a diferença no Pacaembu. E lá, em Santos, o que definirá é o saldo de gols nas duas partidas e não tem este negócio de gol fora.


E para matar a saudade do Jairo de Souza, Amaro Lírio, Carlinhos Manhães e outros plantonistas maravilhosos, entrei no Placar Uol, via celular, para acompanhar todos os resultados da rodada deste domingo.


Que beleza! Diria Milton Leite, o melhor do momento na tevê brasileira, o domingo de decisão por este país que um dia foi o 'país do futebol', um show de gols que vou começar a rever agora, nos programas esportivos dos canais especializados das operadoras detevê por assinatura, e como teve gols no domingão do futebol! 

 

Futebol é momento? Então botemos Cuca na CBF

 

Vem aí, na próxima semana, a convocação da seleção da CBF que jogará a Copa das Confederações, e, lembrando o que Pelé disse, há pouco mais de um mês, indicando a base do Corinthians para Felipão, e recebendo deste a resposta de que seleção é momento, abro o espaço aqui no blog para uma discussão de momento: Seria então a hora de fazer do Atlético Mineiro a base da seleção?


Quem, neste ex-país do futebol, joga um futebol melhor do que o Galo Doido, de Cuca e Ronaldinho Gaúcho? Quem, neste país cinco vezes campeão do mundo tem melhor conjunto, estrutura tática e um conjunto mais compacto do que o Clube Atlético Mineiro?


Tá certo, Ronaldinho Gaúcho não joga bem na seleção, dirão os críticos do R10, que Bernard ainda é jovem e que Jô e Tardelli são dois loucos que nunca se firmaram. Mas não foi Felipão mesmo, o conceituado e idolatrado ex-técnico de futebol, quem disse que futebol é momento? Então seria hora de testar a base do Atlético Mineiro com a camisa da CBF, certo?


Sei que irão apenas dois ou três do time mineiro, Réver, Ronaldinho e Bernard, e, possivelmente o lateral Marcos Rocha, mas daí a serem titulares ou formar base do time de Felipão vai uma distância muito grande e duvido muito que isto possa acontecer.


Não vivo uma relação de amor pela seleção brasileira, muito pelo contrário, minha relação está mais para ódio do que paz, porém, tem sempre um porém, jamais torci contra ou desejei que o time brasileiro seja derrotado, mas a situação de momento me faz pensar justamente o contrário, que não vença para não dar margem aos que por lá estão se sintam prestigiado.


Não concordo com Felipão no comando, com Parreira gerenciando, com Murtosa auxiliando e com Marim presidindo, sou do contra mesmo e só mesmo pedindo aos céus para que percam esta Copa das Confederações para que mudemos alguma coisa na CBF e no futebol do Brasil.

 

Paduano empata na Ilha do Governador

 

Não fui ao jogo lá na Ilha do Governador, onde o Paduano foi heroico e conquistou um ponto super importante para sua permanência na Segunda Divisão do Rio. O Trovão Azul, motivado pela bela vitória, em casa, sobre o Artsul, no último sábado, fez uma partida taticamente perfeita e foi premiado com um gol, aos 43' do tempo final, que fez justiça ao que se viu dentro de campo, segundo meus observadores na Arena Luso Brasileira.

Foi um jogo bem movimentado, a Lusa dominava as ações e buscava liquidar a partida ainda no primeiro tempo. O Paduano, jogando com inteligência, não dava espaços e fazia com que o adversário sofresse contra ataques perigosos e ver o goleiro Borges, da Portuguesa, se tornar personagem importante na partida.

O segundo tempo começou e parecia que o mundo iria desabar para o time de Santo Antonio de Pádua, logo aos três minutos a Portuguesa chegou ao gol com Márcio Gomes e começou a atacar insistentemente a procura do segundo gol, mas esbarrou na vontade do time alvianil e no esquema tático falado acima, a Lusa ia com tudo e sofria contra golpes mortais, em um destes Clodoaldo acertou a trave de Borges e em outra oportunidade Renan Carioca jogou fora a chance do empate.

Foi um bom jogo e o empate, conquistado só nos últimos cinco minutos, foi justo para o que fizeram Portuguesa e Paduano e agora, com moral mais elevado, o Trovão Azul espera receber o incentivo de seu torcedor, que anda meio sumido do estádio, e apoio do poder público, que não dá a mínima para o tradicional clube da cidade.

O Paduano tem 4pg, folga na quarta rodada, na quinta faz três pontos (WO) contra o Juventus e só volta a folgar na sexta rodada, e só entra em campo, coisas da Ferj, no dia 25 de maio,contra o América, no Estádio Waldo Carneiro Xavier, em Santo Antonio de Pádua. 

 

Fogão campeão e Timão na final

E não mudou o panorama dos dois jogos do domingo, claro que falo sobre os que vi zapeando de dez em dez minutos ou quando acontecia um lance importante ouvido pelo rádio, via internet e os resultados foram justos e perfeitos e ainda estou esperando as cobranças de pênaltis, no Morumbi, para saber quem vai a final contra o Santos, mas abaixo eu já saberei e darei o pitaco do fechamento.


No Morumbi a chatice foi até o final do jogo, e que jogo ruim de ver lá na casa dos tricolores paulistas, e cá no Sul Fluminense até Seedorf, o grande craque do campeonato, também vacilou e aumentou a esperança dos tricolores cariocas ao perder um pênalti, mas cá prá nós, o time de Abel Braga não teve força física e nem um planejamento tático para sair vencedor do clássico. 


Aqui pela Rua Formosa já se ouve os primeiros foguetes comemorativos ao título da Taça Rio e do Estadual 2013, são os alvinegros cariocas comemorando, justamente, o seu vigésimo título do Rio de Janeiro e provando que Osvaldo Oliveira foi mesmo uma aposta correta da diretoria, que apostou no talento do técnico contra a vontade do torcedor.


Botafogo comemorando o título em todo Brasil e lá em São Paulo as cobranças de penalidades máximas continuavam. Rogério bateu primeiro e foi para o gol tentar pegar uma das cinco do Corinthians. Mas pelo visto até na hora dos pênaltis vai ser difícil sair do empate entre São Paulo x Corinthians.


Seedorf sai de campo aplaudido e ovacionado pelos torcedores, em Volta Redonda, e Ganso, lá no Morumbi, volta a ouvir vaias após atirar nas nuvens o seu tiro da marca do pênalti, o terceiro do São Paulo.


No Rio Abel Braga também era xingado e vaiado e Ney Franco recebia o mesmo tratamento no Morumbi. Técnicos consagrados e vitoriosos, mas a vez é mesmo de Tite e de Osvaldo Oliveira, este passou pelos mesmos problemas mas foi apoiado, como disse acima, por Maurício Assunção.


E no final da tarde, início da noite de domingo, volta olímpica no Estádio da Cidadania e em São Paulo, como eu já contei no paragrafo anterior, o empate persistia, Alessandro perde o pênalti e a decisão fica nos pés dos consagrados Luis Fabiano e Alexandre Pato.


E para tristeza do José Maria de Aquino e do Leandro Dutra, o Fabuloso mais uma vez decepcionou e jogou nas mãos de Cássio a última cobrança do tricolor paulista. Pato vai para a bola, ajeita e olha para Rogério Ceni, que adianta e pega, mas finalmente o árbitro acerta uma no Morumbi, mandou cobrar novamente.


E lá vai o Pato patati, patacolá, diria Toquinho, corintiano roxo, mas lá vai Pato para cobrar e Rogério a catimbar. 'Vou pegar', diz o goleiro, mas não pegou. Gol de Pato e Corinthians na final contra o Santos. 

 

Festa para uma velha senhora


Hoje a minha Miracema completa mais um ano de sua trajetória brilhante e vitoriosa, neste 3 de maio de 2013 a Princesinha do Norte faz 77 anos e se mostra uma senhora elegante, cheia de charme e, ao que me parece, como aquelas velhas senhoras dos anos 50, auge da soberania financeira da cidade, quando o café, o arroz, o gado de corte e leiteiro, as indústrias e o comércio eram fortes e levavam prosperidade a cidade.
Há quem diga que esta velha senhora, chamada Miracema, também tem um aspecto daquelas mesmas elegantes senhorinhas, que após verem os barões do café e do arroz fracassarem após anos de sucesso, não se atualizaram e viveram sempre à sombra daqueles dias de fartura e prosperidade.
O tempo passa e o futuro não chega a Miracema, parece que está longe e não quer embarcar nesta viagem para fazer da velha senhora uma dama de fato e de direito. Sou do tempo em que a cidade ainda respirava um ar de certeza, mas saí quando vi a incerteza tomar conta do meu pensamento e não acreditar que aquela senhora, naquele tempo não tão senhora assim, chegava a casa dos 50 anos, e até hoje não me arrependi.
Certo dia, conversando com amigos no espaço de festas Green Park, do amigo João Leitão, ouvi de uma companheira uma frase que cito sempre por aqui.
- Miracema está regredindo, precisamos fazer algo para recuperar a alto estima do miracemense.
Olhei a Cíntia Mercante, autora da reclamação acima, e comentei com os que estavam a meu lado na roda de miracemenses, uns ausentes e outros que ainda habitam a cidade, e dei uma cutucada para provocar.
- Quem dera se regredisse no tempo, principalmente aos anos 60, quando todos nós acreditávamos ter um futuro brilhante para aquela jovem senhorinha. Nos anos 60 as indústrias estavam a todo vapor, a pecuária era uma grande fonte de renda, o comércio pulsava e estava regionalizado, o povo feliz tinha emprego e não se falava em brigas políticas, exceto aquelas de sempre, em época de eleições.
Não fui entendido por alguns, que achavam que voltar ao passado era sonhar e regredir, mas completo, eu gostaria de retornar ao tempo em que a Usina Santa Rosa, a Fiação e Tecelagem São Martino ainda exportava, a Casa Marcelino era uma potência, o Rei dos Barateiros era referência regional, nossos bailes eram mais bailes e nossos clubes muito mais freqüentados.
Aí alguém fez cara de que gostou e o papo continuou, cada um apresentando uma proposta diferente e inteligente, mas que ficou por ali e foi varrida quando os funcionários do Green Park varreram as sobras do churrasco e enxugaram o que restou de nossas lágrimas. 
Parabéns Miracema, que você encontre seu caminho e que seu futuro, e de seus filhos, seja brilhante como foi no passado não muito distante. 

Maracanã: Uma nova velha casa do futebol

Não vi a reabertura do Maracanã, no sábado que passou, tinham outros jogos mais decentes para serem vistos e uma pelada, liderada por dois caras que não marcaram época no mais famoso estádio do mundo.
O jogo-teste, como querem os organizadores, não me chamou a atenção, principalmente porque faltou os dois maiores personagens do estádio, que como os mosqueteiros, poderiam ser três: Zico, Pelé e Romário, não necessariamente nesta ordem, mas no meu ponto de vista são os três maiores vencedores do velho e charmoso estádio Mário Filho.
Vivi intensamente o reinado do antigo Maracanã, aquele construído em 1950, justamente no em que nasci para o mundo o Maraca nasceu para o futebol. Vivi um outro momento no pós reforma, já como jornalista/radialista as visitas ao estádio eram profissionais e a paixão clubística já tinha sido deixada de lado.
Vi grandes jogos, grandes times, grandes seleções, grandes jogadores, extraordinários craques e muitos pernas de pau, verdadeiros cabeças de bagre que até viveram momentos de ídolo, como Fio, Michila, Tinteiro e Onça, para não ferir a dignidade dos torcedores de outros clubes fico apenas com os que critiquei e elogiei nos tempos de arquibancadas com a camisa do Flamengo.
Presenciei jogos memoráveis, o primeiro foi em 1963, Campeonato Carioca, quando o Fluminense precisava vencer o Flamengo para levar o título e Marcial, meu primeiro ídolo da camisa 1, segurou até o pensamento de Valdo e Escurinho, que se fartaram de perder gols diante da muralha que veio de Minas Gerais.
Assisti a despedida de Pelé, o último jogo de Garrincha, o adeus de Zico, mas as goleadas históricas entre Flamengo e Botafogo, aqueles dois 6x1, um a favor e outro contra, e o 6x0, que marcou a revanche final contra os alvinegros eu não tive o prazer de ver, mas no último teve um represente dos Dutra, o Ralph foi lá e carimbou a vitória do nosso Flamengo sobre o eterno e grande rival.
Vi nascer o ídolo vascaíno, Roberto Dinamite, contra o Internacional, como vi também o milésimo gol de Pelé, contra o Vasco da Gama, na noite de 19 de novembro de 1969. Vi ingleses, iugoslavos, franceses, portugueses, vi o campista Didi e o miracemense Célio Silva, o paduano Jair Marinho, e os irmãos Moreira comandando, do banco destinado aos treinadores, comandarem Flamengo, Fluminense e Cruzeiro. 
Foi lá que a nossa Rádio Princesinha, lá de Miracema, marcou época como a primeira do Noroeste Fluminense a narrar um jogo do velho Maracanã, eu, José Luis da Silva, Chico David, Welington Ronzê e Chiquinho Titonele estivemos presentes e contamos a vitória do Botafogo sobre o Fluminense naquela tarde memorável de domingo de sol e calor.
Foi lá que joguei, comentei, reportei e narrei jogos dos campeonatos Brasileiro e Estadual, foi lá que conheci gente maravilhosa como Denis Menezes, Washington Rodrigues, Jorge Cury, Valdir Amaral e papeei com João Saldanha, Ruy Porto e tantos outros cronistas da velha e nova geração como Eraldo Leite, Loureiro Neto e Kléber Leite, foi lá que conheci o único amigo do rádio carioca, que não está mais ao nosso lado, Danilo Bahia, hoje uma grande saudade.
Maracanã velho de guerra, hoje todo remodelado, bonito, enfeitado e cheio de novidades, mas garanto que o que faltará ao nosso eterno Maraca é o charme das gerais e a simplicidade do torcedor, que não será mais vista pelas cadeiras e sociais do novo estádio, a Fifa não quer este tipo de gente na Copa 2014, mas tenho fé que no futuro a CBF e a Ferj irão dar aquele jeitinho brasileiro e retornar esta gente maravilhosa ao convívio com sua casa. 
Eu vou lá num jogo qualquer do Brasileiro porque Copa do Mundo eu vou mais longe, quero ver alguns jogos lá em Cuiabá ao lado dos amigos de Mato Grosso.

Quem vai a Miracema levante a mão!


Amanhã saio para Miracema, tem mais uma Exposição Agropecuária na cidade, e antes de partir tenho que passar no Vicente, meu barbeiro favorito, para dar uma aparada no cabelo e acertar a barba de um jeito que só ele sabe fazer. O ritual de viagem é legal, gosto de chegar à terrinha bem vestido, cheiroso e com um ar jovial, a turma cobra e fica me olhando atravessado e tem gente até que controla meu peso e minha silhueta.
Chegar a Miracema na Exposição sempre foi muito gostoso, principalmente quando todos os amigos por lá se reuniam e as noitadas na Barraca do Bode sempre foram daquelas inesquecíveis, porém, tem sempre um porém, não estou encontrando reciprocidade no convite feito, via Facecebok e Twitter, e me parece que meus amigos desta vez faltarão ao encontro.
Uns dizem que o 1o de maio será no meio de semana e feriado na quarta-feira complica o enforcamento, outros dizem que o desfile neste dia, sendo no meio de semana, tira mais de trinta por cento do desejo de visitar a terrinha. Concordo com os dois, mas e os amigos aposentados, que desculpa dará para não chegar à Miracema neste período?
Ainda dá tempo, vamos arrumar as malas e sair pelas estradas e fazer um reencontro de muitos amigos lá pela cidade, que apesar de não estar oferecendo muito pelo menos tem o que a gente mais gosta, um jardim para matar a saudade da infância, uma Rua Direita para recordar os tempos de juventude e uma casa para matar a saudade da família.
Estava em dúvida se iria na terça-feira para aceitar o convite do Duda Fíngolo e participar do desfile cívico/escolar/militar em homenagem ao 77o aniversário de emancipação  da nossa cidade, pensava em ir na sexta-feira, feriado só na terrinha, é o dia do município, mas pelo que estou sentindo já confirmei a ida amanhã, à noite, com parte de minha turma, a outra , a que trabalha, vai esmo na sexta-feira em tempo de pegar carona com alguns amigos e sentarmos todos na Barraca do Bode.
Como eu disse acima mandei recado para todos pelo face e aqui neste espaço faço a nova convocação: Quem vai a Miracema no final de semana levante a mão! Estou esperando por lá, combinado?

Sou um mutante da bola


Não adianta ligar, passar mensagem de texto, botar no Facebook ou Twitter que não vou me aborrecer com os amigos ou blogueiros que me seguem por aqui. A goleada do Bayern, esta noite lá em Munique, não abalou em nada meus sentimentos futebolísticos, muito pelo contrário, me deixou feliz por assistir a um ótimo jogo de futebol e ver nascer o que será o melhor time do mundo nos próximos meses.
Sentimento de amor pelo Barcelona? Não. Eu tenho é sentimento de amor pelo futebol e o Barcelona me fez feliz por alguns anos e me tornou  um fã do seu time de sonhos. Estou ferido no orgulho de torcedor? Não, muito pelo contrário, já disse, e repito, eu sou Flamengo e na Europa eu sou mutante e meu coração fica com quem tem um futebol bonito para mostrar.
Já fui Napole, no tempo de Alemão, Maradona e Careca, já fui Milan, quando Van Basten, Gulit e Baresi davam as cartas, já fui Benfica, quando Eusébio e Coluna eram os caras, já me vi torcendo pelo Sampdória, de Cerezzo, pelo Roma, de Falcão, e até pelo Porto, de Jardel e Carlos Alberto.
Mas cá prá nós, mesmo sabendo de toda potência e de todo o histórico fenomenal de sua trajetória, ainda não me vi torcendo pelo Real Madrid, tenho uma de suas camisas, como tenho a do Manchester City, sem gostar de Roberto Mancini, uma do Manchester United, sou fá de carteirinha de Sir Alex Ferguson, já torci pelo Arsenal, de Wenger, tenho uma bela camisa 14, do Henry, e mais uma vez repito, sou mutante quando o assunto é torcer por um time europeu.
Amanhã, em Dortmund, vou ficar tranquilo para torcer pelo Borussia, que tem um futebol ofensivo e bom de se ver, contra o Real Madrid do craque genial Cristiano Ronaldo e do arrogante e nojento José Mourinho, que me faz cada dia mais não gostar do time merengue, mas aceitar as zoações por isto? Não, nem me abalo, vejo o futebol europeu com prazer de quem assiste a um ótimo filme em alta definição ou em terceira dimensão. 
As vezes me vejo horas e horas acompanhando as discussões sobre a grande rivalidade, entre os brasileiros, quando o assunto é futebol da Champions League, é um tema interessante e só não entro na pilha dos torcedores de ocasião, que como eu já rodaram de time em time e amanhã estarão exaltando, como eu, o novo melhor do mundo, possivelmente o Bayern Munique. 

O que fez o Botafogo?

Botafogo foi o melhor time do turno, campeão com mérito. Botafogo fez a melhor campanha do returno, sete vitórias em sete jogos. Botafogo fez o maior número de pontos corridos entre os dezesseis participantes, 37 pontos ganhos. Botafogo está a dois empates do título da Taça Rio e, consequentemente, do título estadual de 2013.


E aí, o que é que a Ferj e a Globo acham disto? Nada importante, o Fluminense tem mais prestígio e mesmo sem empolgar ou fazer a melhor campanha geral, foi escolhido pela emissora mandante do campeonato e carimbada pela entidade que organiza a tabela do Estadual 2013, para jogar no horário nobre de domingo, reservado aos melhores do turno, em detrimento a tudo o que foi dito no primeiro parágrafo deste tópico.


Não me assustaria se acontecesse algo desagradável no dia de hoje, nos tapetões da Ferj, caso o Fluminense não vencesse o Bangu na tarde de ontem. Tenho certeza absoluta que, em caso de derrota do tricolor o Flamengo entraria com aquele recurso, cujo advogado Michel Assef, disse não ter fundamento algum, e a Ferj anularia o jogo do rubro-negro contra o Bangu e o Flamengo estaria se candidatando a um lugar na semifinal da Taça Rio e ao jogo do domingo.


Os 'deuses' do futebol felizmente não dormem e não deixam estes absurdos acontecer e, agora passado do susto, podemos apenas dizer que a Globo não gosta do Botafogo e a Ferj assina embaixo de tudo aquilo que vem de lá da sede da Platinada. 


Estão dizendo por aí que a Ferj rasgou o regulamento e outras coisas mais, porém, tem sempre um porém, o que vem de lá não me surpreende e tudo é possível quando o assunto é interesse financeiro ou agradar a quem manda de verdade no campeonato estadual do Rio de Janeiro.

 

Mais um domingo perdido

Se o sábado foi daqueles terríveis, para quem gosta de futebol, o domingo parece que terá o mesmo caminho. O Carioca tem jogos que não valem nada, exceto a definição de quem será o primeiro ou segundo colocado no Grupo B da Taça Rio, em dois jogos desinteressantes.


O primeiro destes terá o Fluminense, com reservas, contra o Bangu, em São Januário, nova casa do tricolor das Laranjeiras, e o segundo, em Bacaxá, onde o Resende tentará contra o Boavista permanecer na liderança do grupo e levar vantagem para semifinal do returno.


Tem Volta Redonda, já classificado em segundo lugar no Grupo A, contra o primeiro da chave, o Botafogo, que também mandará a campo os reservas que não estão atuando com regularidade. E, para fechar a rodada sem sal e sem graça, tem Friburguense x Quissamã, em Nova Friburgo, para ser assistido por meia dúzias de abnegados torcedores do tricolor da serra.


Um campeonato mal organizado, inchado e desgastado com a participação de dezesseis times, oito deles sem a menor condição de jogar um futebol profissional, e com jogos medíocres enchendo a rodada de péssimo futebol. O torcedor não é trouxa e levou as bilheterias e as arquibancadas o maior fracasso de renda e público dos últimos cinquenta anos.


E não há esperança de dias melhores, ano que vem a dose se repetirá e o fracasso já é visto desde já aqui onde onde um dia chamaram o campeonato de 'O mais charmoso do Brasil'. Charme para mim é outra coisa e não esta coisa que chamam de campeonato. 

 

Flu e Grêmio jogam a sorte na Libertadores


Fluminense e Grêmio jogam na noite desta quinta-feira com objetivos iguais, um empate contra Caracas e Huachipato, para garantirem um lugar na segunda fase, o primeiro mata-mata, da Libertadores 2013. O tricolor carioca joga no Rio, em São Januário, diante de sua torcida e Abel Braga vai manter o time que perdeu do Flamengo, exceto a entrada de Welington Nem no lugar de Michael, e o gaúcho terá uma pedreira lá no Chile e terá o time quase completo, apenas Cris, o zagueiro, está fora de combate.
Nenhum dos tricolores pode perder, o melhor para os dois seriam dois empates, que garantiriam o Fluminense, em primeiro com 9pg, e Grêmio em segundo, com 8pg, mas como toda a matemática tem que ser explicada não custa nada fazer uma outra análise.
Empate do Fluminense, no Rio, e vitória do Huachipato, no Chile, o time chileno termina em primeiro e vai com vantagem para o mata-mata com o Grêmio eliminado. Vitória do Fluminense elimina qualquer possibilidade de perder a primeira colocação e uma derrota o elimina definitivamente pois o Caracas vai a 9pg e tanto Grêmio como Huachipato tem saldo de gols melhor do que os cariocas.
Mas cá prá nós, bem baixinho, perder uma vaga na Libertadores jogando em casa, contra um adversário da Venezuela, mesmo que o futebol da terra de Hugo Chaves esteja em evolução, é para fechar as portas e começar tudo de novo sem pensar jamais em Libertadores.
Não acredito nesta zebra, o Fluminense é bem superior e só não digo que tenho certeza porque o futebol é jogado e o lambari é pescado, mas aqui no Rio vai ser difícil o Caracas aprontar, o mesmo eu não garanto para o Grêmio, no Chile, tenho minhas dúvidas até que possa conseguir o tão sonhado empate e aí o Luxemburgo terá que procurar um outro pouso.

Coluna de luto: Morreu Marilza Nele Macedo Silva

O cinza do domingo, que foi nublado e chuvoso, se transformou em negra e silenciosa a segunda-feira, 15 de abril de 2013. Faleceu minha querida amiga de infância, juventude e vida adulta, Marilza Nele Macedo da Silva, esposa do meu amigo/irmão, e pitaqueiro mor de nossas colunas no blog e no Dois Estados, José Luiz da Silva, que eu chamo de Categoria.


Marilza estava internada no Hospital da Unimed, em Vitória, tentando se recuperar de uma infeção pulmonar, e, apesar de todas as tentativas, não resistiu e veio a óbito nesta madrugada, por volta das duas horas, e seu sepultamento será realizado em Miracema, sua terra natal, logo mais, por volta das 17 hora.


Neste momento de dor não há palavras que possam ser transmitidas ao Zé Luiz, ao Holden ou a Clarissa, marido e filhos, apenas a solidariedade e um abraço fraterno na família. A lembrança será eterna, mas a dor da ausência também vai durar até o fim de nossas vidas.

 

Hoje tem Fla x Flu, vai encarar?

Se Vasco e Quissamã apresentaram um futebol abaixo da crítica, que saudade dos bons jogos pelos estaduais do Rio, neste domingo, em Volta Redonda, Flamengo e Fluminense podem repetir o quadro e aborrecer os mais otimistas dos torcedores rubro-negros e tricolores, afinal é um mero amistoso e não há nada em jogo além da rivalidade entre eles.


Este Fla x Flu de hoje me parece que vai repetir a chatice do GP de F1 corrido na China, nesta madrugada, nada de emoções, nada de interessante e nada de decisão, Felipe Massa é o Flamengo da F1, acha que pode ir longe mas sempre chega na posição intermediária e tem gente que acredita nele.


Quantas histórias já vivenciamos neste tradicional clássico, Sollon me lembra dos bons jogos da década de 60, quando ele ainda jovem invadia o Maracanã com sua máquina fotográfica, bloquinho de papel e caneta em busca dos melhores ângulos e das melhores reportagens para seu jornal. 


- Hoje, diz o veterano jornalista, não dá para ver o Fla x Flu nem mesmo nestas telas gigantes, com imagens em alta definição, o jogo não define nada e a imagem do meu rubro-negro está desgastada, completa.


Acordei cedo e procuro por informações sobre o Fla x Flu nos sites especializados enquanto assisto o GP da China, mas nas páginas iniciais destes veículos eu só encontro resultados e comentários das lutas da noite passada ou sobre a vitória de Fernando Alonso na F1, nada do clássico em Volta Redonda.


Continuo procurando para ter algo para comentar sobre o time que Jorginho vai mandar a campo, sobre o que pretende Abel Braga esta noite lá na Cidade do Aço. Imagino que o Flamengo vá jogar com um atacante e um punhado de gente no meio campo e o Tricolor vai com um mistão caprichado para poupar os melhores para a decisão da vaga na Libertadores.


Bicudo, o porteiro do meu prédio, estava uma fera ontem à tarde: - Seu Dutra, Ramon vai jogar, este Jorginho é louco, que jogo tem na mesma hora do Fla x Flu? Não tem como assistir um jogo em que este cara esteja atuando.


Tem razão, Bicudo, se Ramon for a solução a coisa na Gávea anda mesmo de cabeça pra baixo e Jorginho está mais perdido do que cego em tiroteio. E anote aí, meu caro amigo, não tenho dúvidas quando ao favoritismo do Fluminense e, como disse o Sollon lá no Facebook, vem goleada por aí. Será?

 

Um pouco de história em quinze dias


Estamos de saída, eu e Marina, para mais um dos nossos giros anuais por este mundo de meu Deus, não sei se desta vez terei no roteiro um jogo de bola ou uma visita a um estádio daqueles chamados de famosos, os países que visitarei não são assim tão empolgantes, em termos de futebol, e na mais famosa cidade que passarei, Berlim, o Hertha, time da casa, amarga uma segundona alemã há algum tempo.
Não sei se terei tempo para uma prosa com os amigos e seguidores nestes próximos quinze dias, se depender da minha programação faltará tempo e folga para escrever qualquer coisa ou uma visita ao computador, mas na certa enviarei fotos (alô Duda) para que minha turma acompanhe os meus passos, gosto de ter a companhia de vocês, e saborear comigo os destinos de mais um passeio por aí.
Um amigo me perguntou, agora pela manhã, como farei para ver ou acompanhar os jogos do Carioca/2013 ou as partidas da Segundona, que tanto gosto. Nem pensar, não terei a mínima vontade de ver os jogos do Cariocão, que por sinal não merecem ser vistos por nós, fissurados em futebol, e a resposta do torcedor está no tamanho do público presente aos estádios e na audiência das tevês fechadas ou abertas.
Gostaria de chegar no meu primeiro destino, Praga, hoje e não amanhã, para ver, pelo menos via televisão, o jogo entre as seleções da Armênia e da República Theca, que pode marcar a reação da seleção visitante no Grupo B, mas vai dar para ver as reações nas praças e nas aglomerações em frente as bancas de jornais, o europeu, como nós brasileiros, também gosta de ler manchetes em pé no meio da praça.
Mas uma coisa podem ter certeza, vou ouvir muitas músicas gostosas, daquelas que me fazem sonhar e navegar no tempo, como as valsas vienenses, as polcas polacas e, quem sabe, poder assistir a um concerto em Varsóvia, com Chopin como referência, ou um dueto de violino & celo em qualquer sala de música de Viena? Tudo é perspectiva e com possibilidade de acontecer, basta não ter a neve que está sendo esperada para os próximos dias, que aliás já está caindo pelo Leste Europeu.
No roteiro oficial está incluída uma visita a Auschwitz, o mais famoso campo de concentração e de eliminação de judeus, construído pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, mas podem ir todos do ônibus e me deixem quieto, com meu lamento e minhas orações para os judeus exterminados pelos cruéis homens de Hittler, não tenho coragem para ver de perto tanta recordação ruim, nem mesmo para uma foto de lembrança.
Falando de lembrança uma é certa de trazer na bagagem e na memória da máquina fotográfica, a visita a casa e a igreja onde nasceu e se formou padre o nosso querido Papa João Paulo II, a nossa passagem por Wadowice e Cracóvia, em terras polonesas. Isto sim é um ótimo convite para visitação e não aquele negro passado que é narrado em Auschiwtz, certo?
A ponte Karlos, dizem os poetas, é um lugar inspirador e feito para os casais de namorados, vou conferir e levar o tal cadeado para amarrar na ponte e fincar mais uns cinquenta anos aos lado de Marina e poder fazer novas viagens agradáveis como a que vai começar nesta terça-feira, 26 de março de 2013.
Muro das lamentações não está na pauta, ele fica no outro lado do mundo, em Jerusalém, mas outro muro famoso, derrubado nos anos 80, e que até hoje é um dos locais mais visitados do mundo, o Muro de Berlim, está na programação e tem, podem ter certeza, uma atenção especial deste velho escriba, que curte a história mundial e gosta de ver de perto os monumentos históricos e famosos.
O tempo está curto, já me chamam lá embaixo para seguir viagem, uma viagem que terminará em Paris, mas antes disto, já que falei em monumentos famosos, uma tarde será marcada para sempre, pois no penúltimo dia da viagem, 9 de abril, estaremos no Portão de Brandeburgo, em Berlim, para conhecer mais um pouco da história de um povo marcado pelas guerras e pelas reconstruções históricas.
Fiquem com Deus e que Ele nos acompanhe na ida e na volta.

O porre do Antenor


Na padaria encontro Antenor, o churrasqueiro vascaíno, que segundo Geraldo é o mais chato entre os chatos torcedores. O cara está no canto, vestido com a camisa do Goytacaz e com uma cara de ressaca daquelas que você descobre, a cem metros de distância, que o porre da noite foi daqueles inesquecíveis.
O rapaz está com um jornal nas mãos e ninguém ousou perguntar o motivo da manguaça, muitos já sabiam do motivo, a derrota do Vasco na noite de ontem, para o Nova Iguaçu, que deixou Antenor completamente desnorteado, afinal teria que encarar seus adversários e era a segunda porrada da semana, me parecia demais para o pobre churrasqueiro chato e intragável torcedor.
O cara é unanimidade no bairro, mas hoje pela manhã estava digno de pena, o seu estado era lastimável e, de certa maneira, triste, Antenor pode ser um chato, quando torcedor, mas gente fina, quando apenas churrasqueiro, e por isto o Edmar foi até a ele e perguntou se precisava de ajuda.
O rapaz, com aquele lampejo de educação, disse: 'Viu só, Mazinho, estão me gozando, mas o Globo está provando que não houve jogo, o Vascão só joga logo mais, não tem nem resultado do jogo aqui e este pessoal fica me zoando desde ontem à noite, viu o Goytão?' 
O Mazinho pegou o jornal e comentou: 'O jornal realmente é de hoje e não tem nada sobre Nova Iguaçu 2 x Vasco 0, por isto que o cara endoidou?' Nada disto, disse eu, o cara endoidou foi com a vitória do Goytacaz, na noite de ontem, com o gol de Clodoaldo, no último minuto, e emendou depois de ver o Vasco derrotado e pirou de vez, é melhor leva-lo ao PU para tomar uma glicose na veia.
Pobre Antenor, foi para o Posto de Urgência quase inconsciente e sem saber a verdade: 'Será o doutor vai deixar eu ver o jogo logo mais?'  Fiquei sabendo que o moço chegou ao PU desmaiado e em coma alcolica e a última pergunta, antes de desbar,  foi sobre a hora do jogo do Vasco contra o Nova Iguaçu. 
Não falei ainda com os meus amigos vascaínos, mas pelo que vi eu já tenho a certeza de que foi realmente um jogo para esquecer e que o Antenor, quando voltar a realidade, terá uma lição a ser executada na íntegra: Não vale a pena beber, sofrer ou brigar por um um simples jogo de futebol, há sempre um dia depois do outro, depois do outro, depois do outro e assim por diante. 
Hoje é o Vasco, ontem foi o Flamengo, antes foi o Botafogo e um dia voltará a ser o Fluminense o causador de porres homéricos como este do Antenor na noite/madrugada/manhã desta quarta para quinta-feira. 

Sollon detona Dona Patrícia e Robinho

Um domingo que está com cara de domingo, sol claro e forte, ressaca de uma noite mal dormida, não foi de noitada como nos velhos tempos, foi insônia mesmo, provocada por um bom sono à tarde enquanto via a goleada do Botafogo sobre o Quissamã em um jogo que só botafoguense, como Dona Bilu, pode ter gostado,  e logo cedinho uma ligação, no fixo, me tira da cama.


- Dutra, já lestes a coluna de Renato Maurício do Prado, no O Globo? 


Quando disse que estava sendo acordado pelo toque do telefone e que não tinha nem descido para pegar o jornal na portaria, o velho jornalista mandou de lá o desabafo contra tudo e contra todos.


- Absurdo, o cara dá uma no cravo e outra na ferradura. Tudo bem que ele pegue no pé da Dona Patrícia, pior presidente de todos os tempos lá no Flamengo, que "pendurou" o clube em dívidas e compromissos inimagináveis e que reclame dos R$ 700 mil pagos a Dorival, mas dizer que Robinho é solução para o rubro-negro ou qualquer outro time brasileiro é brincar com nossa inteligência.


O companheiro relembrou a boa passagem de Jorginho pela Gávea, como jogador, mas traçou o perfil do técnico, com inteligência e com jeito de quem sabe das coisas, e chegou a conclusão de que ele, Jorginho, não é o técnico ideal para trabalhar no seu time.


- Dutra, o Jorginho é um cara durão, sério, evangélico e que não gosta muito de liberdade e de samba e, com aquele jeitão dele, durão e professoral, não vai dar certo de jeito nenhum no futebol brasileiro, vai cair como Dunga caiu na seleção, em desgosto com dirigentes, jornalistas e seus comandados.


Eu ainda acho que Dorival poderia ter continuado, falei com Sollon, que retrucou e me convenceu com números, retirados da mesma coluna de RPM, que o técnico não foi vitorioso no Flamengo, ficou em 11o lugar no Brasileiro e não jogou a final de uma Taça Guanabara tão esvaziada quanto o Campeonato Carioca deste ano onde o principal concorrente, o Fluminense, não estava nem pensando em jogar mais a sério.


Desliguei dizendo que iria aproveitar o sol bonito e claro que fazia na cidade e levaria a neta, Luna, até o Jardim São Benedito para passar o domingo em família.

 

América x Americano 34 anos depois

 

Americano x América, quinze e trinta, Estádio Manoel Viana de Sá, em São João da Barra, um negócio diferente me dá aqui no peito e sinto, com toda certeza, uma tristeza profunda com a situação destes dois tradicionais times do futebol do Rio de Janeiro, que um dia protagonizaram jogos incríveis e participaram de decisões de turno e de título final.


Para este escriba é o jogo mais marcante em toda sua trajetória no rádio, foi minha estreia nos microfones da Campos Difusora, em 14 de fevereiro de 1979, e marcou definitivamente minha trajetória pelo rádio esportivo. Foi neste dia, uma quarta-feira, que Luiz Cândido Tinoco, narrador e apresentador do Bate Bola, na Difusora, acreditou em mim e delegou-me o direito de ir ao Hotel Pálace cobrir o time carioca.


Foi legal, creio que já contei aqui, encontrei duas pessoas amigas, o técnico Joubert Meira e o médico Fernando Biari, que conheci em São Januário, ele era um dos craques do timaço de basquete do CR Vasco da Gama, e meu trabalho foi facilitado pelos citados e despertou interesse do pessoal da Difusora, principalmente um dos sócios, Pereira Júnior, que autorizou minha estreia no jogo das 21h no Godofredo Cruz.


Fui para pista, como repórter volante, ajudado por Pessanha Filho, lenda viva do rádio brasileiro, e incentivado pelo quase conterrâneo Té, paduano e amigo de longa data, que era o ídolo do Americano no final dos anos setenta. Fiz meu trabalho na reportagem até as duas equipes entrarem em campo para um jogo dramático e disputado palmo a palmo.


Alguns momentos antes chegou a notícia ruim, que infelizmente me favoreceu, o pai do comentarista Luiz Mário Concebida, titular absoluto da Difusora, havia falecido e Aloísio Parente, a fera internacional da narração, me chama a cabine e me diz: 'Menino, você está todo assanhado e por isto vai comentar o jogo para nós, tem problema?'


Claro que não e lá fui eu, tremendo que nem uma vara verde, assumir o posto de comentarista da Campos Difusora, a maior emissora do interior fluminense. Nada a temer, eu conhecia bem os dois times e sabia o que fazer pois era ouvinte assíduo das rádios cariocas e tinha certeza de que me daria bem analisando um jogo entre Americano e América pelo Estadual do Rio de Janeiro.


Resumindo, para não ficar muito longo o papo, o Americano venceu por 1x0, gol de Té, cobrando pênalti, e foi muito aplaudido pelos alvinegros que lotaram o Godofredo Cruz naquela noite bonita de verão. 


Todo mundo feliz e o Parente me pergunta: - Este Americano pode até ir mais além do que imaginamos?

- Pode, respondi, mas este time do América não é parâmetro, está em má fase e não vai aguentar o Fluminense no sábado, se jogar como hoje leva uma goleada do tricolor no Maracanã.


Fizeram cara de espanto, onde já se viu um cara, que vem da roça, chegar aqui e falar uma bobagem desta? 

Sabe o que aconteceu no sábado? Fluminense 6 x América 1 e quando cheguei, para fazer Goytacaz x São Cristóvão, no domingo, meu prestígio estava em alta e fui contratado imediatamente.


Hoje tem Americano x América, mas sem o brilho das estrelas daquele jogo de fevereiro de 79 e lá em São João da Barra os tradicionais frequentadores da Elite do Rio estarão se enfrentando pela Segunda Divisão. Dá ou não dá uma dor no peito?

 

Pitaco sobre a Champions League

 

Estive o dia inteiro analisando o que virá por aí na Champions League, conversei com amigos, recebi ligações do Jofrão, triste pela eliminação do Porto, passei pelo Armazém do Lenílson, onde a televisão também fica ligada nos jogos da Europa e troquei um dedo de prosa com a patroa, que gosta de ver esta fase da competição. 


Estudei a possibilidade e ouvi, atentamente, todos os comentários dos especialistas dos canais esportivos das tevês fechadas. Não serei radical, como o Arnaldo Ribeiro, da Espn, que já indicou seus favoritos e nem sequer deu um toque para explicar o motivo de suas escolhas, foi pela camisa e pela tradição. 


Li Mauro Beting, no Lance, Juca Kfouri, na Folha de São Paulo, ouvi a turma do Sportv e cheguei, depois de algum tempo, a conclusão que todos, sem exceção, jogaram como Arnaldo Ribeiro, com a camisa e pelo passado dos grandes times como Barcelona, Real Madrid e Dortmund, mas quando chegou a hora de analisar Bayern x Juventus todos ficaram no muro e assim, como disse Marina, até ela dá seus pitacos nas grandes mídias.


Vou começar falando de PSG x Barcelona e não vou cair no lugar comum de dizer para vocês, que me seguem, que o time catalão é favorito porque tem o melhor time, maior tradição ou coisa e tal, o que dá vantagem ao Barça é o desfalque de Ibra, principal jogador do time francês, que vai cumprir suspensão, mas Lucas, Lavesi, Tiago Silva e Tiago Mota tem que ser respeitados, a velocidade do ataque do PSG é um incômodo para os espanhóis. 


Galatasaray x Real Madrid é daqueles jogos que todos, inclusive este que vos fala, colocaria os merengues na semifinal, porém, tem sempre um porém, o time turco é bom dentro de casa e Drogba está louco para encerrar a carreira com chave de ouro. Então, para ilustrar o papo, quem sabe este duelo não esteja sendo preparado para ser a grande surpresa das quartas? Aposta suas fichas no Real Madrid? Eu jogo a metade a outra eu reservo para o Galatasaray.


Juventus x Bayern Munique - Eis o jogo em que todos, eu disse todos, estão no muro e não falam em favorito, mas euzinho aqui, cheio de marra, não tenho nem receio de apontar o Bayern como o meu favorito para o confronto e também para o título. A derrota para o Arsenal, em casa, deu um 'tapa de luva' nos alemães e vão olhar os próximos jogos com mais rigor e seriedade.


Outro alemão e um outro espanhol, ambos sem a luz dos patrícios e companheiros dos campeonatos nacionais. Se for indicar um favorito entre Málaga e Borussia Dortmund eu, claro indicaria o campeão alemão, mas aqui entra um fator que por certo estão esquecendo os meus companheiros analistas mais famosos, ou melhor, famosos né mesmo? O Málaga é a surpresa e joga descompromissado porque acham que ele já chegou onde deveria. Aí é que mora o perigo e pode ser a grande zebra das semifinais.

 

Habemvs Papam e vem da Argentina

 

O novo Papa era para um dos mais jovens escolhidos pelo Conclave em todos os tempos, segundo os especialistas 'um garoto' em relação aos seus antecessores; e os comentaristas vaticanistas dizem que estava na hora da Igreja Católica escolher um homem moço, com ideias novas, disposto a dar a igreja uma cara jovial e respeitada.


Porém, tem sempre um porém, foi escolhido não um brasileiro e sim um argentino, Cardeal Jorge Mário Bergório, 76 anos, surpreendendo a todos os especialistas e a todos da Igreja, mas deixando bem claro que sobre ele paira uma esperança muito grande de continuidade do trabalho de Bento XVI.


Enquanto eu via, e ouvia, a banda da Guarda Suíça, que trabalha na segurança do Vaticano, ouvia os comentários dos padres convidados pelas tevês brasileiras e dava uma olhada no desfile elegante e simbólico dos Carabineres Romanos, que são os adjuntos da tradicional guarda suíça no Vaticano.


Anunciaram a resultado final da eleição por exatamente às 7.07h, hora da Itália, e a expectativa sobre o anúncio demorou por volta de quarenta e cinco minutos, tempo previsto para a saída do cardeal responsável pelo anúncio do novo Papa chegar até a sacada da Igreja de São Pedro, na praça principal do Vaticano.


O novo Papa é esperado por milhares de pessoas, oriundas de todos os países católicos do planeta, e eu, especialista em esporte e não em eleição papal, me emociono por estar na torcida por Dom Odilo Scherer, como todo brasileiro católico ou não no momento.


No  intervalo entre o anúncio, via fumaça branca e badalar dos sinos, na Capela Sistina, e a chegada do encarregado do anúncio oficial, na sacada da Igreja de São Pedro, o entorno da basílica ficou repleta de católicos italianos, que saíram de suas casas para ver de perto o tão esperado anúncio do substituto de Bento XVI.


Agora, após anunciado o nome do Cardeal Berbório, Arsebispo de Buenos Aires, como Papa Francisco  eu vou pesquisar um pouco mais, enquanto assisto Bayern Munique x Arsenal, pela Champions League. 


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O "cala boca" de Osvaldo Oliveira

Não escrevi sobre o pré-jogo do Engenhão, onde Vasco e Botafogo decidiriam a Taça Guanabara em um jogo único e com a vantagem dos vascaínos de levarem o caneco com um simples empate. Não escrevi porque achei o tema 'demissão do Zaluar' seria muito mais importante para nós, aqui do Norte/Noroeste Fluminense, onde a Segundona ganha destaque e o Paduano, lá no Noroeste, e o São João da Barra, cá no Norte, venceram e alegraram seus torcedores. 


Porém, tem sempre um porém, como um futeboleiro persistente e fanático, vi o jogo com os olhos críticos de crítico e isento de torcer por Vasco ou Botafogo e com a responsabilidade de escrever o que vi e senti nos noventa minutos decisivos e aguardados com expectativa pelos dois lados envolvidos na decisão.


O primeiro tempo foi um fiasco, jogo feio, truncado e mal apitado, não que tenha havido favorecimento para A ou B, mas Wagner Nascimento parou demais a partida marcando faltas bobas e não deixando a bola correr, com cinco minutos de jogo já havia assinalado dez faltas, muito além da média normal de um jogo de campeonatos europeus.


Se o primeiro tempo foi fraco tecnicamente o segundo tempo, após o gol do do Botafogo, que na minha modesta opinião poderia ter sido assinalado um impedimento de Vitinho, que atrapalhou Alessandro, goleiro do Vasco, estando em posição ilegal, mas o gol que seria o empate do Vasco foi muito bem anulado e árbitro e assistente acertaram.


Mas eu já estava falando do segundo tempo, principalmente após o gol de Lucas, que deu o título ao Botafogo, o jogo pegou fogo e ficou elétrico até os minutos finais, com o Vasco pressionando e tentando achar o merecido empate no jogo decisivo. Não deu, o ataque voltou a falhar e Bernardo sentiu o clima e discutiu com Carlos Alberto o que motivou um baque técnico no grupo vascaíno.


Gostei do segundo tempo e fiquei pregado diante da telinha e nem sequer zapeei, como no primeiro tempo, para o derby dos paulistas, onde o jogo foi daqueles São Paulo x Palmeiras irritantes e dignos de desligar qualquer possibilidade de acompanhar.


Venceu o Botafogo, que se qualifica para a final do campeonato, caso não vença também a Taça Rio, e Osvaldo Oliveira deu um cala boca espetacular nos torcedores, será mesmo que são torcedores? Que infernizaram sua vida durante todo o primeiro turno do Carioca 2013 e provou que é realmente um dos grandes treinadores que temos neste ex-país do futebol.

 

Norte e Noroeste agitam a Série B Rio

O sábado vai movimentar a região, Goytacaz, São João da Barra e Paduano jogam em casa e Americano e Serra saem para pegar adversários difíceis fora de seus redutos. É a terceira rodada da Série B do Rio, que já mostra uma cara do que será este primeiro turno e deixa a impressão de que o equilíbrio será mesmo a tônica até a última rodada.


O adversário do Goytacaz, Cabofriense, era daqueles considerados 'pule de 10' antes do início da competição. O tricolor da Região dos Lagos gastou uma bela grana e investiu em veteranos, segundo Ermê Sollon em ex-jogadores que querem se manter em atividade, e tropeçou nas duas primeiras rodadas, empate em São João da Barra e derrota, em casa, para o América.


Portanto, seguindo a lógica, não é lá tão favorito assim, mas se a turma do Goytacaz pensar desta maneira vai sentir um drama depois do jogo, Ramon e seus companheiros sabem de bola e dos atalhos para recuperação e os alvianis que se cuidem, a Cabofriense vem mordida no sábado.


O Americano vai até a Costa Verde pegar o Angra dos Reis, que ainda não venceu na competição, dois empates, e viajará motivado pela boa vitória, de virada, sobre o São João da Barra na quarta-feira, em Quissamã. Acácio está otimista e o torcedor, que tem se manifestado positivamente nas redes sociais, também acredita em um bom resultado em Angra dos Reis.


Aqui no Manoel Viana de Sá, o São João da Barra vai buscar a primeira vitória na Série B 2013, o tricolor vem de dois resultados ruins, empatou em casa e levou uma virada do Americano, e precisa mostrar que não foi considerado um dos favoritos as semifinais do turno por acaso. Tem time para vencer o Mesquita, que perdeu apertado para o América (1x0) e venceu o Paduano pelo mesmo placar na última rodada.


E prá finalizar este Paduano, derrotado nas duas partidas jogadas, precisa dar a volta por cima e vencer, no Waldo Carneiro Xavier, sua casa, o Tigres do Brasil, que ainda não venceu, os três pontos do time da Baixada foram conquistados em um WO sobre o desistente Juventus. O Trovão Azul precisa de um gás e a torcida espera que chegue neste sábado a tão sonhada vitória na Segundona. 

 

 

Fluminense: Soberba ou final do ciclo?

 

Estou lendo as estatísticas em O Globo, sobre o jogo de ontem, no Engenhão, e fico admirando como é que estes jornalistas ainda acreditam que chutar a gol é sinônimo de domínio absoluto de um jogo. 


Diz a manchete: 'Fluminense chuta três vezes mais a gol e mas empata com Huachipato'. Será que o moço, autor da manchete e do texto, viu o mesmo jogo que eu vi? A manchete deveria ser diferente, com um teor crítico maior: 'Fluminense tropeça na soberba e lucra com um empate no Engenhão'.


Que tal esta: 'Ciclo vitorioso do  tricolor está se encerrando e empate foi bom negócio', mas não, eles preferem não justificar o injustificável para não ficar mal na fita diante dos ídolos das Laranjeiras e continuar tendo livre acesso aos jogadores, comissão técnica e ter a certeza que não serão vetados quando encontrarem os craques em algum lugar público do Rio de Janeiro.


O torcedor tricolor sabe onde estão os erros, eles reclamam nas redes sociais e fazem comentário nos bares e nas esquinas da vida. A diretoria tricolor sabe onde estão os erros e não comentam com medo de fomentar uma crise interna que pode complicar a classificação para a segunda fase, que mesmo com este tropeço não me parece impossível.


O erro do Fluminense é esta soberba exagerada, que faz acreditar que tem um time perfeito e imbatível, mas seus torcedores sabem que a zaga é uma das piores do país e só se saia bem porque a fase era mesmo incrível e vencedora. O ataque é excelente e as opções do banco, para meio campo e ataque, são as melhores possíveis, mas continuar vencendo com Gum, Leandro Euzébio, Anderson, Digão, Carlinhos, Edinho e outros menos votados seria realmente algo sensacional.


Ontem, no Engenhão, 'São' Diego Cavaliere novamente trabalhou em excesso e foi o responsável direto pelo empate, sua última defesa, em chute cruzado do atacante chileno, foi com aquela mão salvadora, a mesma que ajudou o tricolor a ficar com o título do Brasileirão 2012, mas qual o motivo que leva a imprensa a não bater em Abel Braga quando erra, aliás vem errando sistematicamente, ou em qualquer outro ídolo tricolor?


A estatística pode até ter sido favorável ao Fluminense, mas nada justifica a péssima partida do time contra o fraco campeão chileno ontem, no Engenhão, onde o empate pode até ter sido o castigo que mereceu por apresentar tanta soberba nas arquibancadas e dentro das quatro linhas. 


 

Onde está o público amante do futebol?

 

Um debate que está vigorando há mais de um ano e não chegamos a uma resposta oficial ou a um ponto final na discussão. O que faz o público se afastar do estádio brasileiro? Ingresso caro; violência; espetáculo ruim; trânsito ou transportes coletivos ruins; ou todos as respostas anteriores?


Chego a conclusão de que a televisão paga chegou para salvar os clubes e, em contra peso, salvar o torcedor do sofrimento de ir ao estádio para ver um jogo de futebol do seu time. Sábado, no Arisão, encontrei um clima de paz, tranquilidade e um ambiente propício para ver uma partida do naipe que foi Goytacaz x Americano.


Porém, tem sempre um porém, não sei se perdi o costume de assistir jogos das arquibancadas, há mais de trinta anos que não frequento este setor do campo, você sabe que devido ao meu trabalho no rádio e no jornal sempre estive à beira do gramado, nas cabines ou até mesmo na tribuna de imprensa, tive dificuldade de ver o jogo sentado, no lugar que escolhi e por isto fiquei rodando todo os setores buscando um lugar livre para eu me acomodar.


E sabe o que aconteceu? Os lugares nos degraus de cima estavam todos ocupados e quem estava nos degraus de baixo não viu o jogo, meu caso, pois o público se aglomerou nos alambrados ou ficou de pé nos primeiros e segundos degraus e... prejuízo para quem estava ali, no segundo debrau, como eu e não viu sequer dez por cento do tempo de jogo.


Mas não é isto que queria contar aqui, o que pretendia complementar era que em um fim de semana com três grandes clássicos brasileiros, dois no Rio e um em São Paulo, este jogado no Morumbi, com capacidade para 80 mil torcedores, o que daria 120 mil pagantes nos dois estádios dos clássico, e, o público somado em Fluminense x Vasco, Flamengo x Botafogo e Corinthians s Santos só chegou a metade deste total, ou seja, 50 mil pagantes.


Muito pouco para quem um dia foi chamado o país do futebol, certo? Então eu pergunto: O que está acontecendo com o torcedor brasileiro, será que desistiu definitivamente de ir ao estádio para prestigiar seu time? Seria a violência? Seriam o trânsito e o transporte público ruins? Repito as perguntas e gostaria de ter a resposta. 


 

O Galinho e sexagenário: Parabéns, Zico

 

Zico completa hoje sessenta ano de vida e destes quarenta e cinco foram dedicados ao Flamengo e, pelo menos quinze, foram de idolatria pura do torcedor rubro-negro para com ele, o maior ídolo da Gávea de todos os tempos.


Daqui vai o meu abraço fraterno para o Galinho, com quem encontrei dezenas de vezes e não tive a felicidade, como meu filho Ralph, de ter uma foto ao seu lado, no meu tempo de repórter era preciso chamar o Juscelino Cheque para fotografar ou então ficar sem o registro de uma entrevista com um grande craque.


Mas ainda é tempo, quem sabe ainda encontro o craque por aí e  peço o favor a ele de posar a meu lado para uma foto para a posteridade? Creio que este seja o desejo de mil entre mil torcedores do Flamengo e fãs do Galo.


A mídia brasileira deu todo ênfase ao aniversário de Arthur Antunes Coimbra, o programa de ontem, na Espn Brasil, Loucos Por Futebol, é daqueles imperdível e, quem tem a opção, para gravar e guardar em um lugar muito especial, Dudu Monsanto e sua turma fizeram um programa espetacular e o Galo estava realmente solto e com o bico afiado.


Liguei para o velho Sollon e perguntei a ele qual o presente que daria ao Zico neste dia 3 de março de 2013: 'Vou ao Engenhão, mesmo sem poder sair de casa, para ver uma vitória do Flamengo, que é o melhor presente que o nosso Galinho pode ganhar neste aniversário de sessenta anos'.


Creio que este seja o desejo de todos os flamenguistas neste domingo, bater o grande rival e encarar o Vasco da Gama em mais uma final de Taça Guanabara. Mas aí são outros quinhentos e outra história, que conto no tópico acima. Agora é hora de dizer: Parabéns Zico, obrigado por tudo que fizestes pelo futebol e para o Flamengo.

 

Eram 21, são 20 e podem ficar 18 na Segundona Rio

Vai começar a Segundona Rio e os pequeninos e pobres times do interior ou do entorno da capital vão ficando pelo caminho. Antes de começar a festa o Rio Branco anunciava que estaria fora se não mudassem as regras do jogo, não mudaram e o Róseo Negro campista avisou, no início do mês, que está desligado e prefere voltar a Terceira, um dia qualquer, do que ter mais prejuízos jogando este deficitário campeonato.


Eram vinte e um e ficaram vinte na disputa, dez em cada grupo, e muitos acharam ruim com a decisão do Rio Branco, de Campos. Agora, faltando apenas uma semana para o início da Segundona Rio, mais dois jogam a toalha e outros poderão fazer o mesmo no decorrer da competição, sinal que nem tudo são flores na Federação de Futebol do Rio de Janeiro.


O Imperial, de Petrópolis, já avisou que está fora e o Barra da Tijuca pode ser o próximo. Qual o motivo? Taxas absurdas e patrocínio zero para que o clube se mantenha na disputa. Sabem quanto custa jogar uma partida, em casa, pela Segunda Divisão do Rio? O mínimo de R$ 4 mil o que é altíssimo para um Paduano, por exemplo, que luta desesperadamente para montar o time e arcar com o pagamento de salários e despesas de viagens.


Sabem quando custa, ao torcedor, ir ao estádio para ver, por exemplo, Imperial x Barra? R$ 20,00, isto mesmo, vinte reais é o preço de ingresso exigido pela Ferj, o que revoltou muita gente por aqui, que esperava pagar dez reais para ver Goytacaz x Americano e terá que desembolsar vinte pratas para ver o clássico campista.


Se vale ou não vale não sou eu que vou dizer, mas o torcedor não tem esta grana sobrando para ver jogos medíocres da segundona, claro que o clássico campista é uma exceção a regra, mas convenhamos, é muita grana para um espetáculo pobre na maioria das vezes.


E tem um outro detalhe, muito interessante por sinal, a maioria dos estádios não tem autorização para receber público em seus jogos e os times, mais uma vez, ficam privados de fazer 'caixa' nos jogos em que tem mando de campo. Quem aguenta tanto prejuízo acumulado?


Faltam cinco dias para abertura oficial do Estadual da Segunda Divisão do Rio de Janeiro e querem ter certeza do que estou comentando? Deem uma chegada na página oficial da Ferj e procurem o Bira, que é o Boletim de Registro de jogadores, e veja quem seu time inscreveu e está liberado. Olhe que muitos estão em exigências e os clubes não tem grana para pagar as taxas cobradas pela entidade que manda e desmanda no futebol do Rio de Janeiro.

 

Kevin pode virar herói se culpados forem punidos

 

Que o acidente em Oruro, um grupo de torcedores do Corinthians atirou um rojão em direção aos bolivianos, matando um garoto de 14 anos, seja o marco para que a polícia, com rigor e sem protecionismo, impeça outras "fatalidades" nos estádios de futebol por este Brasil afora.


Não sei quem foi o culpado ou quem vai levar a culpa, mas o rojão, que deveria ser atirado para cima e para longe dos torcedores nas arquibancadas, foi atirado em linha reta, direto nos torcedores do San José, onde estava o menino Kevin, que infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu.


Que o acidente abra os olhos das autoridades e já no próximo dia dois de março, quando teremos em Campos o clássico ferrenho e tradicional, no Arisão, possamos ir e vir com tranquilidade e sem medo de uma tragédia nas arquibancadas onde estarão torcedores do Goytacaz e do Americano.


Há alguns anos venho comentando que tenho medo de ir aos estádios, fui ao Morumbi no ano passado, para ver um jogo de uma torcida apenas, e não me arrependi. Fui ao Engenhão para ver um clássico carioca e não tive coragem de adentrar ao estádio, voltei antes mesmo de tentar comprar ingressos.


Assusta ver um pré-jogo no entorno de qualquer estádio. Assusta ver a aglomeração de qualquer torcida, principalmente quando se tem o incentivo da mídia, que provoca em seus veículos diários pela internet, televisão, rádio ou jornal, o bando de loucos ou outra qualquer torcida organizada, que se sentem protegidos,  e tudo  pode acontecer, até a hora em que um jovem é retirado sem vida de um estádio e o mundo inteiro se assusta.


Fatalidade? Creio que sim, mas porque o rojão foi disparado em linha reta e não para o alto, como manda a boa educação? Premeditado? Não creio. Não posso acreditar que este grupo de torcedores queria matar ou ferir gravemente, mas a impunidade, financiada por parte da diretoria e da mídia corintiana ou de qualquer outra agremiação, pode levar a culpa nesta hora. Se houvessem punições em outras confusões ou badernas não estaríamos hoje chorando a morte de Kevin. 

 

E Jofre agora é saudade


E agora, o que fazer sem Jofre Geraldo Salim? E agora, como ficarão as solenidades oficiais da cidade? E agora, como ficarão os amigos, a família, os políticos da cidade? Morreu o último baluarte, o último guerreiro, o último separatista, que um dia doou seu sangue e seu suor para ver Miracema livre e independente segundo seu caminho de paz e crescimento.
Agora é saudade e meu grande incentivador, amigo e confidente está indo para encontrar sua Lenira, sua Pingo e seus amigos separatistas, que a seu lado levaram a vida inteira construindo coisas boas para toda a família miracemense.
Meu bravo Jofre Geraldo Salim, que deixa como herança o amor pela terra em que nasceu e uma folha de serviços prestados impagáveis e pequena demais para caber em um discurso de despedida. Meu amigo Jofre, se por acaso cruzar com o seu contemporâneo Zebinho Dutra aí por cima, diga a ele que Miracema está bem triste sem você por aqui.
Nem sei o que dizer neste momento, as palavras estão saindo sem conferir ou sem olhar com aquele olho de águia que sempre coloco nos meus textos, as lágrimas descem, o papel toalha seca meu rosto e meus olhos, e os dedos correm pelo teclado enquanto a mente procura no chip um arquivo mais pessoal para falar desta figura ímpar que é, e sempre será, Jofre Geraldo Salim.
Me lembro bem quando me sentei em sua loja, aí na Marechal Floriano, pedindo conselhos para seguir em frente a minha carreira no rádio e no jornal, ao lado do Michel Salim, outra saudade doída para todos nós, ele usou apenas uma frase:
- Vá embora, meu filho, você aqui será sempre o filho do Zebinho e o neto do Vicente, vá embora que você será o Adilson Dutra que sempre quis ser.
E assim eu fiz, no dia seguinte fui ao meu gerente, lá no Banerj, e pedi para que aceitasse a minha transferência para Campos, e, quando disse que foi o Jofre que me incentivou, um outro amigo, que fez parte de minha vida e hoje é saudade, João Martins Moreno, fez de tudo para que a transferência fosse concretizada.
Nas minhas viagens até a terrinha jamais passei sem uma prosa com o Jofre, exceto agora, nos últimos meses, em que pouco fui até lá e pela impossibilidade de descer até a Marechal Floriano para ver e conversar com seus fás e amigos. 
Não dá para continuar, a memória falhando e a emoção tomando conta do meu peito, é preciso cuidado e dosar a pressão, que neste momento está acima da média apesar da medicação, e para fechar esta pequena homenagem ao, que considero, o maior miracemense de todos os miracemenses, envio daqui o meu fraterno abraço ao Mano Jofrinho e a Tânia, e através destes dois abraço pesarosamente a toda família Salim.
Seja feliz onde você estiver, meu amigo, irmão e companheiro Jofre Geraldo Salim

Finalmente um vencedor no clássico

E Flamengo e Botafogo ficaram com inveja do que Palmeiras e Corinthians fizeram no Pacaembu e nos brindaram com um eletrizante jogo de futebol no início da noite deste domingo, eu via tevê e quem foi ao vivo, no Engenhão, degustou um bom programa para o fim de noite.


O Flamengo começou mordendo e logo aos 3' fez 1x0 e foi pressionado pelo Botafogo, que buscou o empate com a liderança do espetacular Seedorf, mas Cáceres estava atento e fez uma ótima marcação, sem violência, sobre o holandês e Felipe, em duas oportunidades, salvou seu time de levar o gol de empate ainda no primeiro tempo.


O jogo foi elétrico, com os dois times procurando o gol e Rafinha, apagado no primeiro tempo, só foi luzir na etapa final, quando não tinha mais a companhia de Carlos Eduardo, que foi muito modesto em sua estreia, o que já era esperado, e com a entrada de Rodolfo o novo xodó do Flamengo explodiu e levou pânico para zaga alvinegra.


Seedorf continuou dando cartas, mas seus companheiros não entenderam que ele queria jogar um Poker e estavam jogando um buraco com jogo de trinca, aquele que qualquer buraqueiro oficial não admite em hipótese alguma. Com o gringo anulado o Flamengo deu as cartas no meio campo e só não goleou porque não teve competência e porque Hernane saiu contundido, baleado por Bolívar, que o acertou em três lances e nem amarelo levou.


Mesmo perdendo chances seguidas eu não acreditava que o Flamengo fosse vencer o jogo. Lá pelos 30' do segundo tempo eu comentei com Marina, que via o jogo a meu lado: Isto é Flamengo x Botafogo e o empate é a tônica deste jogo e pode chegar a qualquer momento.


E lá foram as chances desperdiçadas, a primeira com Hernane, a segunda com Ibson, a terceira com Rafinha e a quarta com Rodolfo, a melhor de todas, mas o Botafogo estava vivo e chegando, mas desta vez a defesa do Flamengo não deu bobeira e o clássico teve um vencedor após nove empates consecutivos.

 

Te vejo por aí e vai ser bom te ver outra vez


Quanto riso... Quanta alegria... Mais de mil palhaços no salão! É, hoje não temos mais riso, alegria nem palhaços nos salões. A Máscara Negra não esconde mais o rosto do Pierrô Apaixonado ou sequer é vestida pelos Foliões em Devaneios. 
Sei lá, creio que é nostalgia demais ficar todo ano batendo na mesma tecla e dizer que bom era o carnaval de outrora. Mentira. Bom é o carnaval de hoje, quando estou presente cantando as mesmas marchinhas e os mesmos sambas que animaram os salões do Aero Clube e do Quinze, lá na terrinha, e do Automóvel Clube e Regatas Campista aqui na intrépida Campos dos Goytacazes.
De que adianta eu chegar por aqui, cantar "Me dá um dinheiro aí" ou "Cabeleira do Zezé", estarei dando ênfase a saudade e a vontade louca de voltar a ter meus quinze anos e passar pela Rua Direita com minha fantasia de nada, um mascarado improvisado ou ir desfilar na Escola de Samba do Chacrinha, do velho saudoso Jair Polaca, ou deixar o Polaca zangado e sair pela Unidos no Samba e na Cor, do bom amigo Calil Saluan Neto. 
Cantar o samba do Fernando Nascimento, composto para a Unidos de Todas as Cores, da Piscina, que saiu por dois anos consecutivos e depois, como o próprio carnaval, adormeceu, mas o samba "Dona Ermelinda, a Redentora", até hoje, sem saudosismo nenhum, está na memória de muitos que viveram e vivenciaram aquele desdobramento lá na Marechal Floriano.
A poderosa genitora, Dona Ermelinda,  bem que poderia voltar aqui e dar um grito de independência para este carnaval, que um dia já teve Zé Faca, Mané Badeco, Gesnê, Nenezinho e tantos outros foliões inveterados, que deixaram marcas impagáveis nas ruas da cidade e na história do carnaval de Miracema. 
Eu tenho certeza de que uma destas marchinhas, que fizeram sucesso nas décadas 60 ou 70, será cantada em verso e em prosa por este locutor que vos fala: "Foi bom te ver outra vez..." Vai ser muito bom ver você, outra vez, pelos bares da cidade, mesmo que a fantasia não seja a mesma ou o bloco não esteja nas ruas. 

Pitacos sobre Flamengo e Seleção

 

Gostei da escalação de Felipão para o jogo desta quarta-feira, em Londres, contra a Inglaterra, mas como todo bom analista tenho pelo menos uma crítica, Fred vive um melhor momento que Luis Fabiano e poderia ser escalado como titular, mas em um todo o time está redondo, do jeito que Mano Menezes tentou fixar como titular e tem a presença de Ronaldinho Gaúcho com a camisa 10.


Enquanto tenho elogios para Felipão vejo que vou criticar Dorival Júnior, que não terá Cáceres, na seleção paraguaia, e pretende usar um dos brucutus que tem a disposição, Amaral ou Aírton, em vez de deixar Ibson e Elias como volantes de bom passe e boa saída de bola, e usar um meia, pode ser Cléber Santana, na vaga do paraguaio.


Deixo claro que o jogo é contra o Friburguense, no castigado gramado do Estádio Cláudio Moacir, em Macaé, e por isto é preciso jogadores com intimidade com a bola e com um nível de inteligencia bem acima da média para tentar fugir da retranca do tricolor serrano, que já engrossou contra o Fluminense e vem motivado por uma boa campanha até aqui na Taça Guanabara.


Ouço reclamações sobre a marcação do clássico Fluminense x Vasco para o sábado de carnaval e às vésperas da estreia do tricolor na Libertadores, na quarta-feira de cinzas, na Venezuela. Uai! A tabela saiu em novembro e desde lá já se sabia deste jogo no sábado e ninguém reclamou de nada com os homens da federação, e, se reclamaram, não adiantou coisa nenhuma e o jogo foi mantido.


Voltando a seleção de Felipão e ao time que vai enfrentar a Inglaterra, só para terminar: Júlio César, Daniel Alves, Ronaldinho e Luis Fabiano que se cuidem, esta pode ser a última chance do quarteto de veteranos, que juntos e misturados aos jovens Neymar, Adriano, Davi Luiz, Dante, Oscar, Paulinho e Ramires, podem até render o esperado pelo técnico, mas insisto, com Fred seria bem melhor.

 

Vasco tropeça e Fogão vence no domingo

O controle remoto é um grande aliado do torcedor da poltrona, que fica alucinado quando tem dois ou mais jogos no mesmo horário. Zapeia para Vasco x Bangu, zapeia para Macaé x Botafogo, dá uma zapeada em XV Piracicaba x Palmeiras e a gente fica louco com tantos jogos ruins e sem graça como principais opções. 


Como gosto de fazer neste momentos, me ligo dez minutos em cada um dos jogos escolhidos, hoje foram os dois das 19:30h pelo Carioca, e até que aqui perto, em Macaé, o jogo começou bem legal e me parecendo ser o escolhido como principal a ser visto.


O Macaé fez 1x0, poderia ter feito 2x0 se o árbitro João Paulo Arruda, um daqueles veteranos que deveriam pendurar o apito, marcasse o pênalti de Jéferson sobre Anderson Manga antes do Botafogo chegar ao empate com o craque Seedorf. 


Enquanto isto, em São Januário, o Vasco sofria para tentar passar pelo Bangu, que fechadinho na defesa incomodava nos contra ataques em velocidade explorando o grande buraco na zaga do Vasco, principalmente em cima de Dedé, que esteve em outra jornada bem abaixo daquilo e ele apresentou nos dois últimos anos.


Em Macaé o jogo caiu no segundo tempo, talvez devido ao calor ou a chuva que começou a cair de leve na cidade e então dei uma fixada no controle remoto no jogo de São Januário, onde o Bangu fez 1x0 com Hugo, que já passou por Goytacaz e Americano, e se fechava ainda mais na sua defesa.


Gaúcho, o técnico vascaíno, tentou de tudo mas insistiu com Tenório e deixou Leonardo no banco, preferiu Marlone na vaga de Bernardo mas a mesma inoperância do jogo contra o Flamengo se repetia no ataque vascaíno.


A bolinha passou pela tela do Canal Premiere e avisava que tinha gol do Botafogo, Seedorf de novo, desta vez de pênalti, que desta vez o Arruda viu e marcou, e depois outro gol de Seedorf, outra vez de pênalti, e o Macaé Esporte segue na sua luta contra o rebaixamento apesar de Toninho Andrade dizer que não será desta vez que cairá com o alvianil praiano.


Voltei para ver os minutos finais de Vasco 0 x Bangu 1 justamente na hora em que Leonardo acertava uma bela cabeçada, aos 44' do tempo final, e acertava a trave de Getúlio Vargas. Azar, grita o vizinho, mas a plaquinha do árbitro reserva indica mais quatro minutos extras e a expectativa era intensa no prédio do outro lado da Formosa. 


E não é que Dedé, sozinho dentro da pequena área, para desespero do vizinho, jogou fora a última chance de empate que o Vasco teve na partida. Sofrimento e desespero tomam conta e Dedé nos minutos finais foi um centro avante em busca do empate. 


Bangu vence e o Vasco volta a viver momentos de incertezas nos bastidores. Botafogo vence e a torcida parece deixar Osvaldo Oliveira em paz nos próximos jogos. 

 

Um jogo de vinte erros

 

E o festival de erros, que assombrou o primeiro tempo, continuou na etapa final de Flamengo e Vasco, e os gols foram surgindo e os nervos da torcida, tanto nas arquibancadas do Engenhão, nas poltronas das salas deste Brasil afora e nas mesas dos bares em cada esquina onde uma televisão estivesse ligada no Canal Premiere, que mostrou o jogo em PPV para todo país.

A saída de Rafinha, extenuado após marcar o quarto gol do Flamengo, a entrada de Renato Abreu, na vaga de Ibson, e a atitude do Vasco após tomar mais um gol com falha coletiva de sua defesa, mudaram o panorama do jogo, que ficou mais equilibrado e com mais jeito do Vasco chegar ao empate do que o Flamengo chegar a mais um gol.

O jogo dos "Vinte Erros" ainda estava vivo e até pareciam cenário de futebol lá da minha terrinha, Miracema, em jogo do Operário sob a batuta do treinador Jairzinho, que quando seu time ia mal dizia: "A defesa não defende, o meio de campo não campeia e o ataque não ataca".

Você, meu caro Jairzinho, se tivesse comentando este jogo pelos canais Premiere, certamente diria isto para as duas defesas, que não defenderam nada, mas pouparia o ataque do Flamengo, que pelo menos deixou quatro bolas nas redes do Vasco da Gama, mas não foi por falta de oportunidades,oferecidas pelo meio campo e defesa do Flamengo, que também não chegou aos quatro gols neste jogo dos vinte erros.

Agora o Vasco pega o Bangu, em São Januário, e o Flamengo vai jogar com o Nova Iguaçu, neste mesmo Engenhão, no que deve ser o o jogo da Globo.

 

Clássico dos milhões?


Clássico dos milhões, assim foi chamado, nos anos dourados do futebol brasileiro, este jogo desta quinta-feira, no Engenhão, entre Vasco x Flamengo, ou Flamengo x Vasco, para não dar a impressão de que um é maior do que o outro, e não é mesmo, mas também para encher alguns espaços porque o que tem a comentar sobre o jogo, com os elencos de hoje, é muito pouco e, se não formos buscar no tal 'anos dourados' assunto para preencher a coluna, será difícil de sair algo de bom para meu amigo do outro lado da telinha ler ou discutir comigo.
Um dia vimos Vavá de um lado e Dida do outro, mas adiante Zico e Roberto, há alguns anos Bebeto e Romário e agora, como diria aquele personagem de um humorismo global, agora é só chorar e lamentar Hernane de um lado e Éder Luis do outro, com Ibson e Bernardo armando jogadas no meio campo. 
'Traga meus sais', diria a madame de outro humorista desta mesma aldeia global, porém, tem sempre um porém, esta é a nossa realidade e nem me venha com o velho ditado de 'quem não tem cão caça com gato', a prova de que o  torcedor não está feliz com o que lhe é oferecido, nos dias atuais, está nas roletas dos estádios, não na grana arrecadada, mas o público que passa por ali para adentrar aos estádios.
Flamengo x Vasco foi apelidado de 'Clássico dos Milhões' porque era o maior captador de público pagante dos jogos brasileiros, superando Fla x Flu ou Palmeiras x Corinthians, e que levava aos cofres vascaínos e rubronegros grana suficiente para pagar salários de suas estrelas por alguns meses.
Hoje, com o Engenhão suportando apenas 43 mil torcedores, é bem difícil se ver lotação completa nos clássicos cariocas e nesta quinta-feira não será diferente, teremos por volta de 20 mil pagantes porque o Vasco está invicto e o vascaíno vê a chance de tripudiar em cima do grande rival, que está em formação e sem um time de assustar o adversário ou animar seu torcedor.
Gostei do horário, claro que é um absurdo termos um jogo entre pequeno x grande no horário nobre de domingo, mas sete e meia da noite, de quinta-feira, é bem melhor do que aquele terrível e infeliz horário de dez horas, que é um chute no sono e no dia seguinte do torcedor/trabalhador.

Branco detona a base da CBF

Não tenho hábito de assistir o Bem Amigos, não gosto do estilo do programa e nem dos seus participantes, mas ontem, zapeando enquanto a Fox Sports fazia seu intervalo comercial, me deparei com Branco, o ex-lateral da Seleção, espinafrando, como gostava de dizer meu saudoso pai, a Seleção de Base da CBF, e olha que o moço já esteve por lá e conhece muito bem o assunto que falava.


E, apesar do Luiz Carlos Júnior no comando, segui ouvindo o desabafo do hoje treinador Branco, deixo claro que ninguém abriu a boca para interromper, o que foi muito bom porque assim pude continuar ouvindo a bronca do ex-jogador.


'Eu que eu vi no Sul Americano Sub-20 foi de envergonhar, eu fiquei envergonhado e não vi ali uma equipe, um grupo e sim aquilo que todos já disseram, e é verdade, sobre os garotos mimados e que se acham estrelas', foi a primeira denúncia de Branco que ouvi.


E seguiu: 'Hoje um garoto já se acha só porque fez um ou dois jogos no profissional, coloca um brinco, passa gel no cabelo, anda de carro importado e se esquece do principal, que é jogar futebol de bom nível', completou o ex-lateral do Fluminense.


Aí o Luiz Carlos Júnior abriu a boca para uma pergunta qualquer e voltei para o Fox Sports Rádio, com João Guilherme, Rodrigo Bueno e Paulo Lima, três talentos que fazem um ótimo programa e sem estrelismo, apesar da boa marra do Rodrigo Bueno, o diferenciado. 


E agora cedo, no site globoesporte.com, fico sabendo que Branco também falou sobre Bebeto e o chamou de um bom garoto mas sem experiência para assumir um cargo, que já foi seu, tão importante no futebol brasileiro.

 

Voa dinheirinho: Resende x Vasco às 9 da noite

 

A Ferj foi ingrata com quem gosta de futebol, o único jogo transmitido pela tevê, pela Taça Guanabara, neste sábado que amanhece com cara de que ficará nublado ou chuvoso, está previsto para às 21h, isto mesmo, nove horas da noite, e será o grande "clássico" Resende x Vasco da Gama, em Volta Redonda, para que alguns loucos por futebol possam comparecer e aumentar a média negativa de público pagante nos estádios fluminenses.


Tem outros clássicos entre os pequenos, como o que será jogado no Estádio Cláudio Moacir, em Macaé, entre Macaé Esporte e Quissamã, quando os dois únicos representantes do Norte Fluminense se encontram em busca de reabilitação e encontrem a primeira vitória no Estadual. O jogo começa às 17 e tem previsão de venda de um mil ingressos. 


O líder do Grupo A, Friburguense, pode levar este mesmo público pagante ao Estádio Eduardo Guinle, também às 17h, onde enfrentará o Audax, invicto e buscando continuar sua trajetória inesperada neste início de campeonato. Frizão vem no embalo e pode continuar sonhando com uma final de turno se vencer os duelos contra os iguais em casa, como fez na primeira rodada contra o Bangu.


Outro clássico regional será travado na Baixada Fluminense entre o Nova Iguaçu e o Duque de Caxias, ambos sem vencer na Taça Guanabara e já ameaçados pela degola. Quem vencer respira e um empate bota os dois de mãos dadas na "seção desespero". Jogo também às cinco da tarde no Estádio Jânio Moraes, em Nova Iguaçu.


Como se vê o sábado está propício a uma olhada em outras competições, principalmente os Nacionais da Europa, onde sempre tem um bom jogo transmitido pelas TVs fechadas ou então, para quem comprou pacote completo dos estaduais, dar uma olhada em São Paulo x Atlético Sorocaba, pelo Paulistão, que também começa às cinco da tarde.


E depois vem um aqui e posta que sou pessimista e que bato muito na Ferj, porém, tem sempre um porém, marcar um jogo entre Resende x Vasco, para nove da noite, é uma brincadeira de mal gosto, ou não é?

 

Agora é só provar que é craque


Fim da novela e o site oficial do Flamengo anuncia o acerto com o meia Carlos Eduardo, sonho de consumo de cinco grandes clubes brasileiros e, que em nota oficial divulgada terça-feia, em sua página no Twitter, já revelava que estava tudo encaminhado para um final feliz com o rubro-negro da Gávea.


Mesmo com o caixa zerado e com compromissos financeiros que minam todas as reservas atuais e futuras do caixa do clube, o Flamengo fez um acordo com o Rubin Kazan, com os agentes e com o atleta, que se sente feliz por poder atuar no por dezoito meses e tentar recompor sua carreira, cerceada devido a uma grave contusão que o afastou dos gramados por quase um ano.


Cinco reforços, dois de alto nível, dois para compor o elenco e uma aposta foi o que a diretoria liderada por Eduardo Bandeira de Melo pode oferecer a Dorival Júnior, que dentro de alguns dias poderá ter também um atacante de ponta para substituir Vagner Love, que voltou para o futebol russo.


Quem seria este atacante? Fala-se em Kurany, ex-seleção alemã, em Kléber, atualmente no Grêmio, e a Paulo Pelaipe, profundo conhecedor do futebol sul-americano, pode tirar um nome de uma jovem promessa do continente da cartola e completar o primeiro ciclo de contratações do Flamengo.


Dorival tem um time esboçado com muitas caras novas, principalmente na defesa onde apenas o goleiro Felipe e o lateral Léo Moura permaneceriam, Walace e Luizão formariam o fundo de zaga e João Paulo ocuparia a lateral esquerda. No meio campo está a grande mudança, Elias, Gabriel e Carlos Eduardo podem ser nomes certos e resta saber quem ficaria na proteção da zaga, o tal volante, e quem seria o companheiro de Gabriel na linha ofensiva. 


A partir de hoje as especulações ficam em torno do novo camisa 9. Quem será o substituto de Vagner Love?

 

Foi uma zebra em Madureira?

Depois de oito anos o Flamengo voltou a Rua Conselheiro Galvão e viveu o mesmo drama dos jogos por lá disputados nos anos dourados, de chumbo ou amargos da centenária história rubro-negra, o Madureira sempre foi um osso duro de roer jogando em casa ou no Maracanã, a história conta que sempre foi um adversário duro a ser batido pelo Flamengo mesmo nos anos da turma de Zico. 

 

O Estádio Aniceto Moscoso é um caldeirão, mas antes que reclamem alguma coisa o tal caldeirão é formado pela própria torcida do Flamengo, e nem mesmo o gramado, antes horrível e impraticável, não pode ser o responsável direto pelo mal futebol apresentado pelos comandados de Dorival Júnior.


Tudo bem, o gramado é pequeno, quatro centímetros abaixo do exigido pela Fifa, porém a largura é a oficial, 68 metros, e nem assim os laterais e falsos pontas conseguiram chegar a linha de fundo e fazer jogadas típicas para furar um possível ferrolho armado pelo Madureira.


Quando Ibson fez o gol, que abriu o placar no Aniceto Moscoso, li várias mensagens otimistas na rede social (Facebook e Twitter) dizendo que o volante reencontrou seu futebol e que agora iria mostrar o seu talento escondido desde quando saiu da Gávea para o futebol português.


Durou pouco este amor renovado, após o gol de empate, pênalti do garoto Felipe Dias, lateral que jogou no lugar de Ramon, e logo depois substituído por Renato Abreu, improvisado mais uma vez naquele lado do campo.


Calor, campo pequeno, retranca, nada disto pode ser considerado responsável pelo mal futebol do Flamengo, a temperatura estava em torno dos 28 graus, o campo, eu já disse, não é tão pequeno assim, e não houve retranca alguma por parte do tricolor suburbano, o que faltou foi mesmo um jogador que definisse o jogo e levasse o Flamengo a uma vitória convincente contra mais um dos pequenos que sonham ser uma zebra neste primeiro turno.


Hernane, o salvador da pátria contra o Quissamã, não rendeu e saiu como vilão porque não marcou e nem incomodou a defesa do Madureira. A defesa rubro-negra não conseguiu ser forte o suficiente para impedir um predomínio do ataque suburbano em grande parte do jogo e o meio campo, pobre meio campo que um dia teve Andrade, Adílio e Zico, e é melhor não fazer comparações porque será covardia com estes meninos que estão começando suas carreiras.


E o pior de tudo foi a arrecadação da partida, um público pagante de 2.100 torcedores e uma renda que não dá para pagar as despesas com concentração do Flamengo, R$ 59 mil, o que mostra que o profissionalismo passa muito longe da Ferj e dos seus filiados.


Ouvi logo depois do jogo: 'Se o Flamengo não contratar ninguém é candidato ao rebaixamento no Brasileirão'. Eu completei: Só no Brasileirão?

 

Briga de Gato x Rato

Nem acabou Botafogo x Duque de Caxias e eu já estou por aqui, escrevendo sobre o jogo e já botando minhas dúvidas no ar: O Botafogo é o melhor dos grandes ou o Duque de Caxias é o pior dos pequenos? No meu ponto de vista é uma briga de gato x rato. 

Quem puder responder me mande mensagem no local determinado, aqui abaixo, mas por favor não me venha com lugar comum como 'estamos na primeira rodada', ou 'o Fluminense jogou com o time reserva', ou 'Flamengo e Vasco estão em fase de montagem do elenco', aceito apenas a única lógica, 'os pequenos são todos iguais'. 

O Botafogo fez 3x0 no primeiro tempo e poderia ter feito cinco ou seis que estava 'barato' para o Duque. A diferença de qualidade é visível a olho nu e não há como segurar os grandes com estes elencos baratos, feitos apenas para jogar o estadual e dispensar logo após se não conseguir classificação para uma das competições nacionais. 

Lá no Engenhão, depois da parada técnica, a bola está correndo tranquila e macia no bom gramado do estádio, cortado à moda europeia.  Tá todo mundo elogiando. Bom para o time de Osvaldo Oliveira, que toca a bola de pé em pé, fazendo o tempo passar, tem mais jogo na quarta-feira e a turma está voltando das férias e da pré-temporada.


Ah! A moça lá do site fimdejogo.com.br disse que tem um torcedor se esgoelando nas arquibancadas do Engenhão, louco para aparecer na telinha da Globo, gritando 'fora Osvaldo' com toda força do seu pulmão. 


Fora Osvaldo? O Botafogo joga fácil e com um bom padrão de jogo e só não botou sete ou oito porque puxou o freio no segundo tempo com medo de perder mais um jogador no início do campeonato, Renato saiu contundido ainda no primeiro tempo.

 

Em campo os grandes favoritos


A primeira rodada da Taça Guanabara se completa neste domingo com três jogos, um no interior, Macaé x Volta Redonda, e dois na capital  envolvendo Botafogo, contra o Duque de Caixas, e o Fluminense, contra o Nova Iguaçu. 
Com os resultados de sábado, quando dois dos quatro grandes jogaram e venceram, a responsabilidade de tricolores e alvinegros aumenta ainda mais e qualquer tropeço pode ser uma dica negativa para chegar a decisão do primeiro turno.
Às 17 horas, no Estádio Cláudio Moacir, o Macaé Esporte recebe o Volta Redonda em um dos melhores clássicos do interior na atualidade. O time de Toninho Andrade é favorito por jogar em casa e ter mantido a base do ano passado, quando o alvianil praiano fez ótima campanha na Série C do Brasileiro e só não subiu por falta de sorte na fase final do mata-mata. Cravo Macaé Esporte sem medo de errar.
No mesmo horário, no jogo da Rede Globo, o Fluminense pega o Nova Iguaçu, em São Januário, com o time misto e apresentando ao seu torcedor duas das quatro contratações para a temporada, Welington Silva e Rhayner, que formarão a ala direita do tricolor contra o Laranja da Baixada. Flu favoritaço. 
O real candidato ao título da Taça Guanabara, Botafogo, estreia em casa contra o Duque de Caxias, que vem de uma boa campanha na Série C do Brasileiro mas perdeu boas peças do seu elenco, devolvidos ao Boavista no final da temporada que passou. 
Seedorf está escalado e Osvaldo Oliveira mantém a base do ano passado e tem ainda o reforço do zagueiro Bolívar, que veio do Internacional. Mais um grande favorito nesta primeira rodada.

Dia do Treinador


Hoje é Dia do Treinador e seria interessante eu chegar por aqui e escrever dois ou três tópicos sobre os Irmãos Moreira (Aymoré, Zezé e Airton), meus conterrâneos e vitoriosos em suas carreiras. 
Porém, tem sempre um porém, prefiro deixar o papo sobre os irmãos de lado e falar dos amigos que fiz por estes longos anos correndo atrás dos 'professores' na passagem com os microfones e as canetas que marcaram minha carreira de repórter esportivo.
A melhor impressão de um treinador ficará gravada para sempre, e digo de passagem,  o personagem em questão não é e nunca foi meu amigo pessoal, foi uma entrevista apenas, que abriu as portas para um repórter iniciante na Rádio Campos Difusora. 
Obrigado Joubert Meira, que dirigindo o América, em jogo contra o Americano, me proporcionou o primeiro ótimo momento na carreira, o Luiz Cândido Tinoco gostou de nosso papo e abriu as portas da emissora para o jovem chegado de Miracema.
O primeiro amigo foi Antonio Leone, um carioca, campeão brasileiro com o Bahia, que viveu um ótimo momento no Goytacaz. Leone me ouvia e trocava bons pitacos dentro e fora do Arisão. Tivemos um bom relacionamento de amizade, pena que perdi o contato com ele assim que saiu de Campos, coisa da bola, fato que se repetiu com José Maria Pena, hoje no Atlético Mineiro como um dos homens da base do Galo, e Paulo Massa, que andou pelo Equador e não sei por onde anda.
Denilson, o Rei Zulu, substituiu Antonio Leone no Goytacaz e nas mesas de bares da Pelinca. O treinador, ex-craque do Fluminense e Seleção Brasileira, gostava de contar seus casos e 'causos' e tinha em mim seu grande ouvinte e fornecedor de material para novas conversas. Por anda Denilson?
Bons amigos foram forjados em poucas conversas, como Toninho Andrade, que não conviveu comigo em momento algum, não dividimos nem mesmo um copo de cerveja em qualquer mesa de bar, mas o respeito mútuo e o reconhecimento de nossos trabalhos, nos uniu e sempre que temos oportunidade trocamos um dedo de prosa. 
Amizade que dura até hoje, entre os treinadores que convivi à beira do gramado, são com os campistas Carlos Barreto, Paulo Marcos e João Luiz, os dois últimos ainda encontrei dentro das quatro linhas defendendo Americano, Goytacaz ou Rio Branco, e até hoje temos nossos momentos de prosa e troca de ideias.
A nova safra, como Branco e Mauro Rodrigues, também me foi apresentada como jogadores e artilheiros por onde passaram, e, por falar nisto, onde anda Índio, o Cacique do Parque, figura carismática e querida por todos os repórteres dentro e fora das canchas esportivas?
Entreveros diversos, um destes um pouco mais sério e envolveu Luis Antonio Zaluar, que hoje retorna ao Goytacaz, mas sanado com sabedoria e deixado de lado, afinal a vida é curta e a bola rola mansinha e redonda, mas estes fatos isolados não atrapalharam e não deixaram marcas e nem mesmo as ofensas de um treinador nervoso e obscuro, que prefiro não citar o seu nome, afinal ele não venceu e nem mesmo prosseguiu a carreira, mancharam o bom relacionamento deste que vos fala com todos os mestres da bola que hoje são homenageados.
Sei que esqueci de um punhado de treinadores e que seria muita pretensão minha dizer que a melhor entrevista foi com Mário Jorge Lobo Zagallo, à beira do túnel do visitante, no Arisão, que já contei em prosa e verso, mas o grande amigo, sem dúvida alguma, foi formado também no Arisão e hoje está longe da bola, meu companheiro de comentários Carlos Lírio Barreto, hoje na Rádio Absoluta.

Falta muito pouco para o Estadual 2013


Faltam apenas dez dias para a rodada inicial do Estadual do Rio 2013, que pela primeira vez, desde que houve a fusão das federações, o Americano FC, de Campos, não estará envolvido na competição, fez péssima campanha nos dois últimos anos e em 2012 "conquistou" o direito de jogar a Segunda Divisão do Rio, que começa em março e terá, logo de cara, o grande rival doméstico pela frente, Goytacaz x Americano abre a Segundona 2013.
A região não ficou dependente do Macaé Esporte, o Quissamã conquistou, no campo e no tapetão, o direito de jogar a Série A e sua estreia não poderia ser melhor para dar repercussão nacional ao alvianil da terra do coco, o Quissa, como é carinhosamente chamado por seu torcedor, vai ao Engenhão enfrentar o Flamengo, com reservas, no jogo que abre a Primeira Divisão 2013.
Ontem, ainda em Guarapari, conversava com meu companheiro de Rádio Princesinha, meu repórter e comentarista de Categoria, José Luiz da Silva, e analisávamos as possibilidades de cada um dos grandes neste Estadual 2013. Não encontramos outro favorito que não fosse o Fluminense,  já montado e com um elenco recheado de estrelas e com bons reforços chegando nas Laranjeiras. 
Concordo com o amigo quando diz que, mesmo contratando "sobras" de Cruzeiro e Atlético, o Vasco pode fazer um time enjoado e que pode repetir o sucesso de outros times desacreditados que foram formados em São Januário e no final "deu caldo". Os jogadores que chegam, principalmente aqueles já rodados como Pedro Kem e Leonardo, podem reencontrar o bom futebol no Vasco da Gama.
Ainda não sei qual será a do Flamengo neste Estadual, será que pretende o título ou vai usar a Taça Guanabara para fazer laboratório? Em ambos os casos, se não chegarem nomes de peso para o meio campo e ataque, vai dar no mesmo a participação será pífia e claro que irão jogar a culpa em Dorival Júnior.
Resta o Botafogo, que no início da semana anunciou Bolívar, zagueiro veterano e com uma sequencia de lesões que impediram a sua contratação, no ano passado, pelo Flamengo. Qual Bolívar é esperado no alvinegro? Aquele que foi campeão e capitão do Inter em várias conquistas ou o Bolívar do ano passado, que visitou a enfermaria colorada ao longo do ano?
O ataque do Glorioso pode dar conta do recado, jovens jogadores como Bruno Mendes e Henrique estão com crédito com Osvaldo Oliveira e Anderson Aquino terá a chance de se firmar após passagem sem muito brilho no Coritiba.
Vai começar a festa no dia 19 de janeiro e até lá vamos ler, ouvir e ver muita gente dando pitacos e muitas especulações ainda estarão em pauta. Até já. 

Feliz Ano Novo


Leio e ouço um punhado de pedidos e promessas para o ano que acaba de começar. Leio o ouço, dos amigos e seguidores das redes sociais, que 2013 será diferente e que tudo vai mudar. Eu pergunto: Mudar o que? Tudo será igual, a hora terá sessenta minutos, o dia vinte e quatro horas, o mês terá trinta ou trinta e um dias, claro que fevereiro tem menos dois ou três dias, e o ano trezentos e sessenta e cinco dias para que tudo se repita como uma rotina gostosa ou ruim, aí depende apenas de você.
Novos prefeitos chegam hoje prometendo uma virada no cenário político de sua cidade, as mesmas promessas vociferadas quatro anos antes pelos que hoje estão deixando o cargo. Novas diretorias de seus clubes favoritos estão assumindo, como no Flamengo, prometendo, como no Vasco e Botafogo, dias diferentes e campanhas melhores do que esta que vimos no ano que chega ao fim.
As areias das praias, em todo o litoral brasileiro, abarrotadas de pessoas necessitadas de um algo mais para entrar em um novo ano, como se isto realmente fosse mudar o rumo de sua vida e lhe dar mais força para trabalhar, mais coragem para enfrentar o dia a dia e 'cair' do céu toda aquela ajuda necessária, como o tal prêmio da Mega-Sena, acumulado em 244 milhões de reais.
Leio e ouço um punhado de promessas, como aquelas de que 'Vou parar de fumar', 'vou entrar em regime completo', 'vou arrumar um emprego e virar o jogo', tá bem, eu também já prometi muita coisa e pedi ajuda divina para encarar um destes sessenta e três anos vividos intensamente com ajuda divina e dos amigos e da família, mas esperar apenas, sem fazer correr para pegar o que vier pela frente? Você não irá acontecer em 2013.
Eu estou por aqui, em algum canto deste litoral brasileiro, fazendo jus ao que plantei durante meu tempo de trabalhador ativo e consciente de que só trabalhando conseguimos realizar nossos sonhos e desejando a você tudo de bom neste ano que acaba de nascer.

Amigos e amigas.

Amigos e amigas, seguidores e seguidoras deste blogueiro seguidores deste blogueiro sem compromisso com o roteiro traçado e não cumpridor de suas promessas de viagens por aí afora, principalmente quando o assunto é Miracema ou região Noroeste Fluminense.

Ontem retornei da 'terrinha', de forma antecipada, devido ao excesso cometido nos dois dias que por lá passei, excesso dos bons, claro, principalmente quando o assunto foi cerveja estupidamente gelada, do Snob's, pois a Kiskina ficou devendo neste quesito, faltou a Boa e não houve previsão de estoque para sustentar os cervejeiros de Natal.

Porém, tem sempre um porém, as justificativas que encontro para a fuga do roteiro, previamente traçado por mim e Marina, estarão sendo jogadas nos amigos, que como o Ademir Tadeu, domingo, e Paulinho e Luis, ambos Leitão, na segunda-feira, além é claro do papo narrado aqui abaixo lá no Snob's, no sábado, me tiraram do sério e me deram um prazer tão grande que esqueci do mundo e me perdi no papo gostoso com estes moços maravilhosos e suas conversas fantásticas.

Nem sei se cabe desculpas por não cumprir o prometido, acho que não, a turma que não recebeu o meu abraço vai entender que não foi por falta de interesse ou por desprezo, apenas faltou um pouco mais de horas no meu dia, vinte e quatro horas não foram suficientes para cumprir a agenda, principalmente porque na casa da mana Eliane estava tudo preparado para as tardes e os finais de noite, e até o cunhado Arthur por lá apareceu.

Desculpas e justificativas...

Fiquei devendo uma visita ao BDF, amigo Sebastião o esquema furou e desta vez não foi culpa do Renato Caveari e nem do Zé Souto, o primeiro cumpriu a palavra e foi até o Peixe para um dedo de prosa, e o segundo está preparando o seu futuro em Paraíba do Sul, desta vez a culpa foi do tempo curto, tá legal?

Também não dei um pulo no Armazém do João para cobrar aquela divida, lembram da aposta meus caros Marcelo e João? Mas lá, cá prá nós, perguntem ao Nortinho, o calor é bravo e com a temperatura beirando aos 50 graus à beira do balcão, fica difícil de encarar.

Fiquei devendo, ih... a coisa vai engrossar, a tradicional visita a Santo Antônio de Pádua para ver os amigos, entre estes o Paulo Roberto, que está em férias em solo paduano, e os primos queridos lá na casa do Marquinho/Deca. Fiquei devendo e aceito as broncas e com um detalhe, a Vivo me deixou sem telefone e nem um contato eu pude fazer. Vergonha...

E para aqueles, que não liguei na noite de Natal, a desculpa acima está valendo também, tudo bem? Podem ter certeza, a fuga mais cedo no dia do aniversário DELE, saí quase de 'madrugada' rumo a Campos justamente para que a saúde não fosse prejudicada, estava complicado encarar mais uma jornada etílica/conversativa na terça-feira natalina.

Abraço a todos e um grande ano para os amigos e amigas, seguidores e seguidoras deste pitaqueiro apaixonado pela família e pelos grandes amigos que me cercam.

 

Papo no balcão do Snob's

Sabe aquelas conversas de botequim, regadas a um bom chope e a uma boa companhia? Claro que sabe, você é cobra neste tema e está sempre pronto para um dedo de prosa nos bares da vida e, com seus amigos, zoarem uns aos outros quando seus times estão por baixo na tabela de um campeonato qualquer.

Fim de ano é pródigo nestes encontros e o meu começou ontem, no Snob's, aqui na 'Terrinha' e a prosa, se valesse apenas a presença física, seria covardia. Porém tem sempre um porém, os quatro flamenguistas do balcão se renderam a um único tricolor presente no papo, que justificou a sua soberania com os dois títulos nacionais, em três anos, e o Carioca 2012 na coleção.

Sem contestação. Tentamos mudar o rumo da conversa quando chegou um botafoguense, mas os donos do estabelecimento, tricolores ferrenhos, fizeram coro as esnobações do Sérgio, que sentiu seguro com a presença do sogro Francisco, e seguiu com sua explicação sobre a qualidade do seu time.

Difícil é conversar com quem faz da prosa um monólogo ou não tem condições de se expressar sabiamente. Fácil é papear, mesmo discutindo, no bom sentido, futebol em situação adversa e os debatedores são de nível elevado e de educação refinada, como o nosso 'adversário' do sábado no Snob's

Foi o primeiro dia de uma folga de final de ano e a primeira prosa sobre futebol e, tenho certeza, serei exigido demais nos próximos dias e terei que explicar a situação vivida no momento pelo Goytacaz, sobre a nova diretoria do Flamengo, a crise no Vasco e a superioridade do Fluminense no futebol do Rio de Janeiro, isto sem falar sobre a fantástica torcida do Corinthians, que a mídia quer fazer a maior do mundo de qualquer maneira.

 

Pitaco sobre Libertadores 2013

Eu pensava que não tinha mais nada para comentar até o Natal, o mundo da bola está desativado momentaneamente e somente na Europa a bola vai rolar até no domingo, ante-véspera do Aniversário Dele, porém, tem sempre um porém, o sorteio da Libertadores 2013 chama a atenção e fui obrigado a interromper o recesso para analisar os grupos dos brasileiros. 


O Fluminense, que caiu no Grupo 8, pode ter a indesejável companhia do Grêmio, que joga a pré-Libertadores contra a LDU,  do Equador e, como o São Paulo, que enfrenta o Bolívar, da Bolívia, e ambos sobem mais de 3.000 metros para tentar seguir na competição.


O Atlético Mineiro pode ter o São Paulo em seu Grupo 3 e o Corinthians, que não terá a companhia desagradável de um dos argentinos, tem viagem longa para o México (Tijuana) e altitude na Bolívia (São José) e um encontro complicado contra o Milionários (Colômbia).


O Palmeiras espera pelo vencedor do jogo 1 e pode ter o Tigre como adversário, mas o melhor do Grupo é o Libertad (Paraguai) já que o Sporting Cristal (Peru) está no nível abaixo dos concorrentes.


Então, eu disse que o Fluminense poderia ter o Grêmio e quem seriam os outros adversários do tricolor carioca, além do Grêmio? Os campeões do Chile (Huachipato) e da Venezuela (Caracas) o que deixa certo que os dois brasileiros podem seguir em frente sem problemas. 


Dizem que toda competição de grupos tem um 'Grupo da Morte' e os especialistas em Libertadores estão dizendo que o Grupo 1, com Barcelona (Equador), Boca Juniors (Argentina), Toluca (México) e Nacional (Uruguai) tem tudo para ser este 'pior' grupo.

 

E o Curintia foi...

Um grande time começa com um grande goleiro, passa por uma boa tática e uma dose de sorte que só acompanham os verdadeiros campeões. O Corinthians uniu tudo isto nesta decisão do Mundial de Clubes e encontrou pela frente um time mal escalado, sem sorte de campeões e com três jogadores inúteis jogando uma partida decisiva.

 


Mais do merecida a vitória do Corinthians, que soube tirar proveito da fragilidade tática do Chelsea, provando que dinheiro não é suficiente para montar um time, é preciso saber escolher o comandante e suas principais peças e não ter protecionismo ou preferências por conterrâneos do treinador.

 

 

 

Tite foi o grande nome do Corinthians e responsável direto pela conquista alvinegra, merecida e que pode credenciar o treinador como o melhor do Brasil no momento e Rafa Benitez vai levar com ele mais um fracasso e mais uma demissão.

 


Li, no Twitter, que Cássio poderá ter um busto no novo estádio do Corinthians, em Itaquera, e foi ele, Cássio, que calou o grito de gol dos ingleses e calou a boca de muitos, inclusive este que vos fala, sobre a sua qualidade como goleiro. Cássio foi responsável direto pela conquista corintiana evitando, no mínimo, três chances reais e cristalinas do Chelsea.

 

 

E o Tigre fugiu da jaula

O que aconteceu ontem, no Morumbi, não vejo há mais de vinte anos e só tinha visto em futebol amador, ainda nos anos 80, em Aperibé, quando o time que eu dirigia, Associação Atlética Miracema, vencia por 4x0 antes dos 15 do primeiro tempo, e o alvinegro do Noroeste abandonou o campo sem motivos ou explicações.


Hoje, no século 21 e com o profissionalismo imperando no futebol, é inadmissível uma situação destas e não creio que o Tigre, time quase rebaixado na Argentina, tenha também motivos ou explicações para justificar um abandono de campo, no intervalo de uma decisão de copa intercontinental, contra o São Paulo FC.


Estou procurando justificativas e só encontro bobagens vindas dos jogadores e dirigentes do Tigre, o que mostra um amadorismo não visto nestes anos em que o futebol passou a ser coisa séria e profissional. 


A justificativa que os policiais ameaçaram seus jogadores, como declararam a Fox Sports e a Espn o treinador Nestor Gorosito e o capitão do time, Galmarini, não emplacam e este técnico, Gorosito, já participou de vários jogos em seu país, contra times brasileiros, em que a polícia argentina agiu praticamente da mesma forma e o jogo seguiu até o final.


Estou esperando os programas esportivos da manhã para me inteirar do assunto e tentar descobrir o que levou os jogadores do Tigre, que jogava a final de uma Copa Sul Americana, contra um grande clube brasileiro, a abandonar o campo quando perdia, no intervalo, por 2x0. 


Comemore tricolores, foi muito mais gostoso vencer e ver os adversários correrem de campo como uma criança mimada e desobediente. 

 

Timão vai a final no Japão

Não vi dois terços do primeiro jogo do Corinthians, no Mundial de Clubes, contra o Al Alhy, em Toyota, tive um compromisso inadiável, fui levar a neta (Luna) ao médico (Dr. Petrucci) e acompanhei o primeiro tempo via celular (ouvi a Estadão Espn) enquanto aguardava a vez, já que a secretária da clínica desligou a televisão assim que começou o jogo em Toyota.

Antes de sair de casa acompanhei atentamente a movimentação da turma da Globo, no Bom Dia Brasil, e o entusiasmo de Galvão Bueno, o que não é novidade nenhuma, enquanto as câmeras passeavam pelas arquibancadas do estádio mostrando a multidão de corintianos prontos para gritar "Vai Corinthians" durante noventa minutos.

egundo Leonardo Bertozi, comentarista da Estadão Espn, o jogo foi morno até sair o gol de Guerrero, 1x0 Corinthians, e aí esquentou um pouco, mas não vi nadica de nada e não posso confirmar ou desmentir o bom comentarista da nova geração do jornalismo brasileiro, mas um detalhe chamava a atenção, na sala de espera do consultório, dois ou três pais, que acompanhavam seus filhos, e alguns garotos atentos, estavam com tablets ou celulares plugados no jogo do Japão.

Cheguei à casa quando o cronômetro marcava exatamente 25" do segundo tempo e somente aí fui sentir um pouco a partida, que no meu entender Tite não estava gostando, pois ele sacou Emerson e Douglas para colocar Romarinho e Jorge Henrique em campo tentando sair da incômoda perseguição do Al Alhy em busca do empate.

Se foi merecido? Não sei, não posso afirmar isto pelos detalhes citados acima, vi apenas 20" do segundo tempo e o acréscimo, e o período que vi foi de amplo domínio do time egípcio, inclusive observado por Tite, que fez as duas mudanças para tentar tirar seu time do sufoco que poderia acontecer no final do jogo.


Agora é esperar pelo adversário da grande final de domingo, Chelsea ou Monterrey?  


DETALHE - Eu critique o abusivo apoio e a insistência das redes de televisões, abertas ou fechadas, em torno da presença do Corinthians no Japão, mas quando eu vi, logo pela manhã, São Paulo parando e se aglomerando em bares, clubes e em frente a lojas com telões, e um imenso bando de loucos nas arquibancadas, assistindo ao vivo a primeira partida do time, sinto realmente um treco diferente no ar, foi merecedora toda atenção da mídia sobre o S.C Corinthians Paulista nesta competição da Fifa. 

 

Amor e ódio se confundem


Hoje amanheci furioso, sonhei com Adriano e Fred tomando uma biritas na orla de uma praia qualquer deste Rio de Janeiro maravilhoso e, pasmem, ao lado estavam torcedores tricolores e rubro-negros vaiando e aplaudindo a dupla de atacantes que toma conta do noticiário quando aparecem em um lugar público como uma praia.


Fiquei furioso porque tinha tanta coisa boa para sonhar, até para recordar os bons tempos de repórter entrevistador, poderia até ser com estes dois caras mesmo, fazendo uma boa matéria para o rádio ou para o jornal, mas ter que aguentar, mesmo em sonho, torcidas vaiando jogadores que um dia foram aplaudidos ou aplaudindo aqueles que foram vaiados? Me poupe, sonho, por favor.


Adriano, em 2009, era "deus", ídolo e o maior de todos os tempos, como Fred é hoje no Fluminense o Imperador era para a torcida rubo-negra. Bebia, fugia, fazia farras na sua comunidade e tudo estava divino e maravilhoso, afinal os gols chegavam com facilidade e o título brasileiro escondeu tudo isto.


Fred, em 2012, é o "deus", o ídolo maior e ninguém se lembra que há poucos meses o artilheiro era perseguido nas ruas por parte da torcida do Fluminense porque gostava de umas caipirinhas e sair com suas namoradas em baladas pelas boates cariocas. Hoje, meu Deus, o cara é até incentivado, vide redes sociais, a sair com a filha de Renato Gaúcho, de "pegar" a apresentadora de um evento da CBF e fazer tudo o que lhe era proibido um ano antes.


Vá entender a torcida! Difícil e complicado até para fazer este tipo de comentário, mas foi um sonho e nele eu vi Fred sendo vaiado por flamenguistas e Adriano ser tripudiado por tricolores, e vice-versa, e no calçadão um verdadeiro Fla x Flu para saber quem pegaria mais garotas na areia de uma praia qualquer deste maravilhoso Rio de Janeiro. 


Paixão de torcedor é isto, do ódio ao amor em pouco tempo e quem quiser que se dane. 

 

Goytacaz é de primeira

O Tribunal de Justiça Desportiva, do Rio de Janeiro, decidiu ontem, por sete votos contra dois, que o Quissamã não jogará o Estadual da Primeira Divisão 2013, o recurso do Goytacaz FC, pedindo a vaga do campeão da Segunda Divisão, foi considerado válido e o time campista volta a Elite do Rio após exatos vinte anos de sua última participação na divisão principal do futebol fluminense.

O resultado não surpreendeu a torcida alvianil, que esperava pela vitória no "tapetão" e fez festa durante toda a noite, a partir do quinto voto, quando definiu a vitória no TJD, a torcida se reuniu no Arisão e a comemoração foi até o final da noite desta quarta-feira.

Agora é pensar grande e fazer um time decente para que a imensa nação azul não fique novamente frustrada, como em 1992, quando esta mesma festa foi realizada após a vitória em Nova Friburgo, mas a queda, no ano seguinte, foi cruel e dolorida para o torcedor alvianil.

-Que seja feito um time para chegar pelo menos a brigar por vaga em alguma competição nacional e que se contrate profissionais de nível e em condições de vestir a camisa mais famosa de todo interior fluminense, diz Eduardo Silva, logo após saber do resultado do julgamento, não quero ver o que vi no último rebaixamento, completou Edu.

O Goytacaz está no Grupo  A ao lado de Botafogo, Vasco da Gama, Friburguense, Volta Redonda, Nova Iguaçu, Madureira e Olaria, e como o Grupo A enfrenta o Grupo B, na Taça Guanabara, a estreia do alvianil campista no Estadual 2013 da Primeira Divisão será contra o Flamengo, no Engenhão, na abertura do campeonato, dia 19 de janeiro, um sábado, com transmissão do Canal Premiere em PPV. 

 

 

Empate decepcionante na Bombonera

 

Pouco mais de quinze mil pagantes e uma torcida sem muito entusiasmo, isto foi o que o São Paulo FC encontrou ontem à noite, em Buenos Aires, na famosa Bombonera, e mesmo assim não conseguiu se impor e Luis Fabiano, um dos mais experientes do grupo, encontrou motivo para ser expulso logo aos treze minutos do primeiro tempo deixando o tricolor sem força ofensiva.


Um jogo feio, irritante como o alarme que dispara por aqui na minha rua nas madrugadas ou pelas manhãs, jogo que praticamente decidiu a sorte da Copa Sul Americana, o zero a zero força o Tigre, penúltimo colocado no campeonato argentino, a sair para o jogo na próxima quarta-feira, no Morumbi, para tentar ficar com o título da competição.


Durante os noventa minutos do jogo de ida recebi centenas de twitters e dezenas de amigos comentaram no Facebook sobre a péssima qualidade do jogo de futebol apresentado por Tigre e São Paulo FC, no que concordo plenamente e até o Leandro, que se preparou para ver uma grande decisão, foi para a cama decepcionado com o que viu na Bombonera.


Enfim este é o atual retrato do futebol brasileiro e argentino, sem craques de ponta e sem grana para segurar seus jogadores, Lucas fará sua despedida na quarta-feira, é obrigado a aceitar, de parte de alguns jornalistas/torcedores, que Luis Fabiano é a solução para todos os problemas de gol do tricolor paulista e seleção brasileira. 


Então estamos conversados.

 

Pressão na Bombonera?


Hoje tem uma decisão continental diferente, na Bombonera sem Boca Juniors; em Buenos Aires, sem River Plate ou Independientes, mas com o 'papa título' São Paulo FC jogando a primeira decisão sua na Copa Sul Americana.


Se vou torcer pelo São Paulo? Sim, vou torcer pelo tricolor paulista e tenho cá minhas razões, e não são aquelas falsas razões de que sou brasileiro e torço por time brasileiro, nada disto, não torço por time brasileiro há muitos anos exceto por aquele que você sabe que eu gosto,


Vou assistir a partida ao lado de um sãopaulino roxo, meu filho Leandro, e ficarei feliz com uma vitória do time do Morumbi, assim como ficarão felizes os tricolores em todos os cantos deste país, né mesmo José Maria de Aquino? 


O Tigre, incentivado pela turma argentina, levou o jogo para a Bombonera certo de que encheria o estádio e faria pressão sobre o São Paulo, mas cá prá nós, este time é fraco e sem torcedores de carteirinha e a pressão será aquela conhecida 'pressão Coca-Cola' que acabará logo nos primeiros quinze minutos, afinal quem vai ao estádio é capaz de ter pago para ver Ganso, Lucas, Luis Fabiano, Rogério Ceni e outros brasileiros, que são mais conhecidos por lá do que os caras da casa.


O Tigre é o penúltimo colocado no campeonato argentino e está na final por ter jogado em seu pequeno e acanhado Monumental Victória, sua casa, onde também fez todos os pontos no Torneio Inicial da Argentina onde aliás e a propósito, está virtualmente rebaixado. 


Este Tigre mostrará as garras contra o São Paulo, que jogará com Morumbi lotado o jogo de volta? Aí sim, meu caro blogueiro, a pressão será total em cima dos argentinos.

 

Um novo nome e um novo tempo

Um novo tempo, apesar dos castigos... diz o tricolor Ivan Lins na canção que fez sucesso na década de 80. Um torcedor rubro-negro, após a vitória de Bandeira de Melo, ontem à noite, completaria cantando, em bom tom, "estamos atentos, estamos mais vivos", e eu completaria para eles, ainda seguindo a canção de Ivan Lins, "pra que nossa esperança seja mais que vingança seja sempre um caminho, que se deixa de herança".


Este é o Flamengo pós Patricia Amorim, que sai do clube após três anos de fracassos dentro das quatro linhas e de uma administração voltada apenas para controlar e sanear as finanças destruídas por seus antecessores. Será mesmo Patrícia Amorim a grande vilã rubro-negra?


Só o é porque não conquistou títulos importantes, apenas um reles campeonato carioca, que hoje é apenas um preparativo para o Brasileiro e teve sua importância reduzida nos últimos anos. Patrícia não conseguiu segurar o grande ídolo Zico, detonou o Galinho para ficar com dirigentes odiados pela grande massa de torcedores e seu fim chegou quando despediu Andrade, o técnico campeão Brasileiro de 2009 e não conseguiu montar um elenco de qualidade.


Agora é a hora e a vez de Eduardo Bandeira de Mello, que logo após ser eleito agradeceu a Zico, o seu mais forte cabo eleitoral, e discursou para milhares de rubro-negros que o esperavam para a comemoração em qualquer canto da Cidade Maravilhosa. 


Um novo tempo, apesar dos castigos, apesar do perigo, mas com a palavra do ídolo maior na ponta da língua: "A nova turma irá colocar o Flamengo nos trilhos e um novo rumo será tomado". Será?

 

Pitacos de um domingão de despedida

Não vi Fluminense x Vasco, preferi ficar na companhia do Leandro e assistir São Paulo x Corinthians e zapeando no Gre x Nal e Náutico x Sport, que pelo menos tinham um apelo bem maior do que o clássico carioca, esvaziado pelos tricolores, que colocaram em campo um misto de juniores e reservas e estão lamentando até agora esta decisão, que levou o time a perder a chance de quebrar o recorde de pontos ganhos em um campeonato nacional por ponto corridos.

Não que São Paulo ou Corinthians tenham jogado uma bela partida de futebol, longe disto, mas gostei do que vi, principalmente por parte dos reservas do tricolor paulista, que entraram em campo dispostos a jogar bola e deixar a soberba de lado, que aliás foi a tônica do Timão no jogo do Pacaembu. 

E não me venham dizer que o time está com a cabeça voltada para o Mundial, que começa no dia 6 de dezembro, ou que os jogadores estavam  se poupando. Não. Os jogadores não se pouparam e sim acreditavam que poderiam vencer a qualquer momento e se sentiram bem superiores aos adversários, e aí, meu caro blogueiro, o bicho pega.

O Corinthians viaja hoje, vai para Dubai e de lá para o Japão, onde estreia no dia 12 de dezembro, mas tenho certeza de que, como a derrota do Chelsea, no Campeonato Inglês, a derrota de ontem abriu o alerta geral no Corinthians e pode até ter sido benéfica para um futuro melhor no Mundial de Clubes.

A despedida do Olímpico não poderia ter sido mais desagradável, uma arbitragem sem pulso e bem à brasileira, Héber Roberto Lopes, sempre ele, e falta de compromisso com o torcedor, por parte dos jogadores e técnicos, e Grêmio e Internacional fizeram um jogo para ser esquecido no tradicional estádio gremista, que será trocado a partir de hoje por uma moderna Arena. O velho Olímpico, de tantas glórias, não merecia um jogo daquele.

Merecia sim um Náutico x Sport, que se empenharam até o fim com vergonha na cara e muita luta, principalmente o rubro-negro, tentando fugir do rebaixamento e o alvirrubro buscando a sua primeira classificação para uma competição internacional. Só o Náutico conseguiu, venceu por 1x0, vai para a Sul Americana e rebaixa o maior rival estadual. O Sport amarga mais um rebaixamento e vai jogar a Série B em 2013.

E como disse, não vi nada de Fluminense 2 x Vasco 1 e por isto nada escrevo sobre o jogo, nem mesmo o que li agora, em O Globo, cujas matérias em momento algum valorizam a vitória cruzmaltina e sim a derrota do misto do Fluminense, mas só responsabilizam os jogadores e jamais quem optou por esta escalação. 

E a Lusa se salvou, alguém duvidava?

 

Fim de festa: Rodada esvaziada

 

Hoje ninguém me segura na poltrona para ver Flamengo x Botafogo, despedida de ambos, e que despedida melancólica, do Brasileirão. Depois do que vi no sábado passado, aquele medíocre Flamengo x Vasco, não vou ficar em casa nem que a vaca tussa, vou sair com a patroa e comer uma pizza em qualquer canto da cidade e ouvir uma  boa música para relaxar.

Se em casa ficar, coisa que duvido muito, vou optar por ver Santos x Palmeiras, pelo menos tenho uma motivação maior, ver Neymar jogar e observar o comportamento da torcida palmeirense nas arquibancadas, eles prometem apoio amplo e irrestrito aos jovens jogadores que estão sendo lançados por Gilson Kleina.

Voltando ao clássico carioca os dois técnicos, Dorival e Osvaldo, também estão atrás de novos valores, o Botafogo quer André Bahia, aquele mesmo, e o Flamengo renovará com Léo Moura, Renato Abreu e Cléber Santana, 'garotos' com muito futuro pela frente. Santa diferença!

Antecipo aqui o comentário de amanhã, para o esvaziado clássico Fluminense, de reservas, e Vasco da Gama, recheado de garotos, o que fará com que os apologistas do 'mata-mata' deitem e rolem nas suas crônicas e a Globo, cujo diretor executivo quer acabar com os pontos corridos, vai mostrar e narrador e comentaristas deverão receber instruções para criticar o sistema e fazer apelos ao José Maria Marin para mudar a regra do jogo.

Será uma rodada perdida? Sim, mas em compensação tivemos 35 rodadas muito boas, algumas até excelentes, o que me dá motivo para ser defensor dos pontos corridos, o que precisa é apenas mais um pouco de profissionalismo para que no futuro não tenhamos três equipes, como na Espanha, Portugal, Inglaterra, Alemanha e Itália, disputando o título nacional.

Do jeito que a coisa está andando durante muito tempo Fluminense, Corinthians e São Paulo estarão entre os três primeiros e o restante, exceto um ou dois, bem distante e brigando apenas por vagas em copas paralelas e inferiores.

 

Tempos de vacas magras

 

Estamos acabando o ano futebolístico brasileiro, a partir de segunda-feira só ouviremos sobre política do Flamengo, do Palmeiras, sobre contratações de quem tem dinheiro em caixa ou especulações de quem não tem grana para contratar. As bobagens dos dirigentes serão destaque durante pelo menos trinta dias, prazo para que os atletas profissionais retornem as atividades, muitos terão férias até três de janeiro, e o torcedor tem que aguentar firme até lá para não se aborrecer.

Tá bom, semana que vem começa o Mundial de Clubes no Japão e tem Corinthians jogando em busca do título. Tá bom, mas eu disse que o ano futebolístico brasileiro está chegando ao final e esta participação do Timão no Japão é competição internacional e nada tem com o nosso calendário, aliás o que menos se respeita neste ex-país do futebol é calendário internacional, aqui se joga sempre na contra mão da Fifa e da Uefa, puro jogo de interesses dos cartolas da entidade maior.

Ouvi ontem, no final da noite, de uma fonte bem informada, que a contratação de Luis Felipe Scolari, pela CBF, foi uma imposição da Fifa para que o Brasil, país sede da Copa das Confederações, não ficasse sem um representante no sorteio da competição, que será realizado neste mês de dezembro, só podem representar o país participante o técnico ou o diretor de seleções, por isto a imediata contratação de Parreira e Scolari, figuras conhecidas interacionalmente e que dariam repercussão ao evento que estava bem esvaziado.

Fiquei estarrecido com o discurso, ridículo por sinal, do presidente José Maria Marin, da CBF, conclamando o povo a ficar contra aqueles que não aceitam suas imposições ou atos como este desta semana, demissão do Mano e contratação do Felipão, cheguei a me lembrar dos tempos da ditadura militar, do qual este senhor participou ativamente, e, como lembrou Antero Greco em sua coluna, até daquela frase famosa dos tempos de Médici: Brasil, ame-o ou deixe-o.

Enfim, até janeiro vamos ter que ouvir muita 'abobrinha' e ler muita 'novidade' na mídia esportiva, temos até que dar crédito ao pensamento do torcedor do Goytacaz FC, que acredita piamente que irá jogar a Primeira Divisão do Rio em 2013. Vamos dar tempo ao tempo?

 

É difícil meu caminhar...


Passeando pelo Jardim São Benedito, onde às vezes faço caminhadas ou corto o caminho para ir até a Avenida Pelinca andando e assoviando, encontro o vascaíno Paulo, ainda triste, prá não dizer outra coisa por aqui, com a campanha do seu time no segundo turno do Brasileiro e, muito mais ainda, com as novidades vindas da CBF e com o cenário político nacional.


Paulo é um cara antenado, leva o laptop para seu trabalho e fica de prosa com os amigos e de olho nas novidades vindas via Internet. 'Ontem eu li seu pitaco e gostei quando você comentou sobre a chegada de Felipão na seleção', diz o amigo, que não concorda comigo e acha que Scolari é o nome ideal para dirigir o time do Brasil.


Mais adiante uma nova parada, viu só? Este é o motivo que me levou a comprar um simulador de caminhadas e fazer meus exercícios físicos em casa, não dá para andar sem uma paradinha, que seja mínima, nas andanças até o Centro ou pelo São Benedito. Mais adiante, continuando, encontro Zé Manoel, tricolor daqueles que vestem a camisa, literalmente, feliz da vida: 'Não te vejo desde que levantamos o tetra campeonato meu caro Adilson'.


Verdade, respondi já tentando explicar a minha ausência, mas o gajo não deixou (Zé Manoel tem origem portuguesa e gosta de ser chamado de gajo) nem mesmo eu explicar e já emendou: 'Vamos ao penta em 2013, já acertamos com Ronaldinho Gaúcho e Conca vem para a segunda fase da Libertadores, que já está no papo, falta apenas arrumar a defesa, mas o presidente já disse que vai montar uma sele-Flu de verdade'.


Nem discuti, o cara está em êxtase e merece toda a festa que anda fazendo nas imediações do Jardim São Benedito, segui em frente e finalmente consegui chegar no meu destino final.

 

Flu x Sport é o melhor da rodada

Em circunstâncias normais eu não aconselharia ver Sport x Fluminense logo mais, na Ilha do Retiro e explico: Se não tivesse o apelo que tem este jogo poderia ser um daqueles típicos do a bola rola o tempo passa, porém, tem sempre um porém, o Fluminense quer apagar a derrota de domingo passado, para o Cruzeiro, e mostrar que é o verdadeiro campeão brasileiro e o Sport, por outro lado, tem motivação extra para este jogo, precisa vencer a qualquer custo para não cair ao lado de Palmeiras, Figueirense e Atlético Goianiense. 


É o jogo do ano para o rubro-negro do Recife, que tem 40 pontos e joga de olho na partida do Beira Rio, Internacional x Portuguesa, que o Colorado pode ser o grande amigo e aliado nesta hora difícil para o Sport. Uma vitória do Inter e uma vitória em casa joga a decisão para última rodada quando o clássico contra o Náutico definirá o destino do time na temporada.


Então, assim posto, creio que este seja mesmo o jogo a ser visto logo mais porque os demais, exceto Bahia x Náutico, o tricolor baiano ainda corre risco de rebaixamento, serão amistosos de luxo e serão jogados apenas para cumprir tabela. Os pessimistas de plantão estão sorrindo de orelha a orelha e aqueles que odeiam campeonato de pontos corridos estão se deliciando por aí dizendo cobras e lagartos dos organizadores e da CBF.


Todos os jogos deste domingo começam às 17h.

 

O Mano dos manos caiu

Abri a porta... apareci... a mais bonita... sorriu prá mim. Esta letra, de Dominguinhos, pode definir muito bem o que foi o encontro de Mano Menezes com a Seleção do Brasil. E segue a canção: 'Naquele instante, me convenci, dizia Mano, o bom da vida, vai prosseguir'.


Que nada, meu caro Mano, foi apenas uma doce ilusão, tipo amor de carnaval, que durou até quarta-feira de cinzas e, no seu caso, durou apenas um curto tempo, o suficiente para aparecerem empresários gananciosos oferecendo algo mais para os dirigentes da CBF para colocar um nome que possa fazer mais um pouco do que você fez.


Dona Bilu, minha quase centenária amiga, havia me dito, no verão passado, que Mano Menezes era uma invenção dos paulistas e que seu tempo estava contado, bastava Felipão dar as caras e Marim e Sanches iriam decretar a queda do gaúcho. 


E não é que a senhorinha tinha razão? Mano não vai prosseguir e nem ver o céu azul na Copa do Mundo 2014 e agora os homens estão dizendo que Muricy, Tite, Felipão e mais sete nomes estão sendo analisados e o nome do novo cumpridor de ordens da CBF será anunciado ainda este ano e assumirá em janeiro de 2013 para organizar o time para a Copa das Confederações.


E prá encerrar, ainda com a letra de Dominguinhos, digo que Mano não usufruiu do bom e do melhor e ao invés de abrir a porta a porta se fechou para ele. Para onde vai Mano? 


Ah! Em tempo, Ermê Sollon indica Pep Guardiola para seleção do Brasil. Será que ele aceitaria o convite? Dinheiro é que não falta.

 

Os "manos" venceram ou perderam o superclássico?

Antes mesmo de me sentar e escrever sobre a pelada de ontem, em Buenos Aires, meu amigo/irmão José Luiz da Silva, o Categoria, já mandava um torpedo e dizia tudo o que pensei sobre as seleções da AFA e da CBF, mas fica a pergunta no ar: O Brasil perdeu ou ganhou da Argentina?


Ah! Ganhou nos pênaltis o super troféu, o super clássico, o super isto, super aquilo, é o que interessa, dirão os fãs da seleção de Mano, aqueles mesmos que soltaram foguetes na hora do gol de Fred e das defesas de Diego Cavaliere nas cobranças de penalidades máximas. Ganhou também para aqueles que, no momento do empate, disseram que a seleflu estava em campo e a  virada viria.


Mas a grande maioria dos mortais não gostou, entre estes eu e o Zé Luiz, e creio que você também, mas cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, este não foi um jogo preparatório nem para a Copa das Confederações nem para a Copa do Mundo, pois um time que se presa, que podemos chamar de Seleção Brasileira, jamais poderia ter Lucas, o lateral, Durval, Réver e Fábio Santos ou Carlinhos, como foi escalada pelo Mano Menezes e é por isto que eu digo sempre, é a 'seleção dos manos do Mano'.


Se você discorda aceito seus comentários sobre o tema. 

 

Fair Play: Sim ou não?

 

Antes de comentar alguma coisa sobre os jogos de hoje, pela Champions League, eu gostaria de entrar em um assunto polêmico e muito contravertido, que é o tal de Fair Play no futebol. Aceito que deve ser jogado com educação e com respeito, mas cá prá nós, estava na hora de alguém contrariar a 'regra' e fazer a Fifa repensar no assunto com urgência.


Luiz Adriano, atacante do Shaktar, que perdia o jogo por 1x0 e precisava do resultado, aproveitou a  brecha criada pelo árbitro, que levantou uma bola após paralisar o jogo para atendimento a um atacante do Nordsjaeland, na Biellorúsia, e marcou o gol de empate e recebeu uma saraivada de críticas porque não respeitou o tal Fair Play. 


Não está na regra que tem que devolver a bola para o adversário ou coisa parecida, se estivesse no caderno de regras da Fifa o árbitro não daria bola ao chão. Ah! Manda a boa educação que devolva a bola? A boa educação também condena os pontapés e as manhas para tirar proveito em situações também não previstas na regra, certo? E ninguém as cumpre ou executam.


Sei que foi um lance que a zaga parou, mas parou por que? Por que parou? Se tivessem atentos o Luiz Adriano não entraria livre na área e marcaria o gol, se tivesse na regra o árbitro iria parar o jogo, marcar falta e expulsar o atacante do Shakthar.


Tem jeitinho prá tudo e sempre há punição para que o cara que simular uma falta, que também acho uma palhaçada, recebe cartão amarelo. Se o artilheiro tira a camisa para comemorar um gol recebe o amarelo, mas o zagueiro que dá porrada, cospe, chuta por trás ou agride um adversário é punido também com um amarelo.


Será preciso rever muita coisa no futebol para ficar mais assistível e não é com esta bobagem de Fair Play que o torcedor vai acreditar que o futebol de hoje está bem melhor do que o jogado em décadas passadas.

 

Qual o bom programa do domingo?

Festa do Fluminense no Engenhão e drama do Palmeiras em Volta Redonda. Isto é apenas dois programas do bom cardápio do domingo, que por aqui, no Brasil, só tem jogos decisivos na parte debaixo da tabela, onde Sport e Palmeiras ainda procuram ganhar sobrevida para continuar entre os grandes na próxima temporada.


Concordo quando o tricolor diz que o jogo do domingo será no Engenhão, onde o Fluminense recebe o Cruzeiro para fazer a festa nas arquibancadas e receber a taça no gramado e a grana nos cofres, a CBF dá prêmio em dinheiro para o campeão. Concordo quando os flamenguistas dizem que o jogo do domingo será no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, quando podem decretar a queda de um paulista, o Flamengo enfrenta o Palmeiras e um empate rebaixa o Verdão.


Tem Botafogo enfrentando o Sport, no Recife, e quem disser que este é o jogo da vida do rubro-negro pernambucano e que é o jogo da rodada eu também concordo e assino embaixo, afinal o Sport está na mesma situação do Palmeiras, um empate joga fora toda a temporada e vai tentar se refazer na Série B no ano que vem.


Está vendo só, eu disse que a rodada só será interessante para quem está lá embaixo na tabela e digo mais, de nada valerá para Palmeiras e Sport se O Bahia vencer a Ponte Preta, em Pituaçu, e a Portuguesa vencer o Grêmio, em São Paulo. Porém, tem sempre um porém, se um dos dois (Bahia ou Lusa) perderem hoje e o Sport vencer o Botafogo, sai da frente do Leão porque a chapa vai esquentar nas duas últimas rodadas.


Dizem por aí que a vaga para Libertadores, a última vaga brasileira, também está em jogo, mas cá prá nós, bem baixinho, não acredito que o São Paulo deixe escapar vantagem de cinco pontos para o Botafogo e Vasco nas rodadas que faltam. Hoje o tricolor recebe o Náutico e uma vitória, no Morumbi, acaba de vez com as chances dos cariocas.


Já falei em todos os jogos e deixei por último o confronto dos Atléticos, em Minas Gerais, mas este jogo é apenas um complemento de rodada, o Galo já está na Libertadores e briga pelo vice, que não vale nada, e o Goianiense já está rebaixado. 

 

Primeiro papo de Natal


Estou chegando da rua e já vejo pelas imediações do centro comercial da Pelinca, onde tudo acontece, e no centro nervoso da cidade, ali pelas bandas do calçadão de Campos dos Goytacazes, e já vejo no ar um clima de Natal. No ar foi muito pesado, você pode trocar por vejo nas vitrines das lojas um clima de Natal. Ficou melhor assim? Claro, porque ainda faltam 40 dias para a data magna da cristandade e o clima por aqui ainda não está típico da festa mais dengosa do ano.
O povo ainda está se desrespeitando, o trânsito ainda é caótico e não há pedidos de desculpas pelas batidas, esbarrões, empurrões etc e tal que acontecem no minuto a minuto das nossas saídas ou andanças por aí. As pessoas ainda não sorriem, falsamente, e nem gritam "boas festas" ou "feliz Natal" a qualquer cumprimento que seja. As vitrines já estão preparadas, mas o espírito do povo ainda é o mesmo do carnaval, feriados ou do dia a dia.
Aqui, no meu cantinho, ouço as minhas músicas, aquelas mesmas músicas de sempre, as que eu gosto e não enjôo de ouvir, curtir e saborear cada verso, cada compasso ou cada ritmo de um blues, rock and roll ou a autêntica música brasileira. Ali, nas lojas e nos serviços de som da Pelinca e do Centro, as músicas natalinas já começam a aparecer, timidamente é claro, mas são as mesmas de quando eu era criança pequena, lá em Miracema, não mudou nada a não ser a repetição daquele velho e surrado CD de músicas de Natal da ótima Simone.
E aí, será que irão lançar alguns DVDs ou Cds com nova roupagens de Jingle Bells ou de Noite Feliz ou de Bate o Sino? Quem sabe não aparece a Galinha Pintadinha ou a turma do Patati &  Patata refazendo as letras e colocando molho especial para as nossas crianças pelo menos não se sentirem cansadas por mais um final de ano com as velhas e repetitivas canções?
Já avisei a minha turma que este ano ninguém vai ganhar presente de Natal, estou em recessão financeira e preciso economizar para passear por aí com Marina, mas já comuniquei a todos que, em contra partida, não precisa esquentar a cabeça em presentear o vovô, o papai ou o irmão, deixe só para o meu amigo oculto, na noite de Natal, que tudo ficará muito bem. Sem ida e sem vinda, tá legal assim?
Antes de encerrar o primeiro papo sobre o Natal eu pergunto: Quando será entregue o primeiro cartão virtual, via e-mail, Facebook ou Twitter? Quem será o primeirão a enviar? Estou na espera, tá legal?

Papo sobre o tricolor campeão

A torcida do Fluminense esgotou os ingressos para ver o jogo da consagração tricolor contra o Cruzeiro, no Engenhão, no próximo domingo, em jogo da antepenúltima rodada do Brasileirão, que foi definido na rodada anterior com a vitória deste Fluminense sobre o Palmeiras. 


O Fluminense tem a melhor defesa, melhor ataque, artilheiro, o craque do campeonato e só não tem a melhor média de público do Brasileirão 2012. Seria este o motivo de se ver, com antecedência de três dias, todos os ingressos vendidos e lotação esgotada? Creio que não, a torcida está em êxtase e quer ver de perto o time campeão brasileiro em campo.


O jogo vale alguma coisa para o Cruzeiro, que matematicamente corre o risco de rebaixamento, tem nove pontos de diferença para o Sport (47x37) faltando três rodadas, e o treinador Celso Roth, que está se despedindo, quer 'carimbar' a faixa tricolor para sair sem manchas da Toca da Raposa.

 

 FICA ABEL - Em conversa via celular, com o primo Zé Renato, falávamos sobre a campanha do Fluminense e das perspectivas do seu tricolor para a temporada 2013. Zé estava feliz, comemoravam lá no terraço da residência da mana Angélica com um churrasco regado a cerveja gelada e companhia agradável dos irmãos, a conquista do seu Fluminense FC.


Quando o assunto foi a contratação de Ronaldinho Gaúcho, que pode aparecer nas Laranjeiras já em dezembro para acertar sua contratação, Zé Renato se assustou e disse que não tem lugar para o 'Dentuço' no time. 'Será quebrada a corrente do bem e brilhos de egos irão complicar a vida do meu tricolor', disse-me preocupado o primo Zé Renato.


Ao chegarmos na renovação de Abel Braga, primordial segundo Zé Renato para a conquista da Libertadores, um susto: 'Novecentos mil reais por mês para um técnico? Assim vai quebrar o caixa e não vai ter dinheiro para reforço decente, quando ganharia Ronaldinho?', espanta-se o primo tricolor.


Passei a informação obtida por um companheiro carioca, ligado a diretoria do Fluminense, e alguns torcedores amigos meus se espantaram, como se espantou o Zé Renato, mas hoje, em sua coluna em O Globo, Renato Maurício do Prado confirmou a informação e anunciou que o acerto entre o Fluminense FC e Abel Braga, com este salário de R$ 900 mil mensais confirmadíssimo.

 

Festa para alguns e preocupação para muitos

 

Hoje é aniversário do CR do Flamengo, ou seria no dia 17 de novembro? Tudo bem, o clube comemora nesta data e este ano, como em outros passados, não há muito para ser comemorado ou lembrado por todos os rubro-negros, que aliás andam de crista baixa, para-choques caídos e preocupados com o futuro do chamado 'mais querido do Brasil'.


Faz tempo que a data de hoje é reservada a políticos clubistas, aqueles que estão sempre procurando um cabide no Flamengo para pendurar seus paletós de grifes e suas cartolas que jamais sai um coelho para resolver o problema do clube.


O Flamengo comemora mais um aniversário amargando uma crise interna, que a mídia esportiva diz ser sem precedentes na história do clube, mas cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, nós já ouvimos esta lenga lenga há muitos anos e nada foi feito para que o torcedor ganhe um bom presente no dia do aniversário de seu amado clube.


O que rola na Gávea nesta quinta-feira, 15 de novembro de 2012? Rola politicagem, armações nos bastidores e festa para os cartolas e seus asseclas, para o torcedor, que é o grande personagem do rubro-negro, apenas as sobras e as migalhas como este time montado pela presidente Patrícia Amorim, esta mesma que busca a reeleição para terminar o que começou em 2010, ou seja, levar definitivamente o CR do Flamengo ao fim do poço.


Feliz aniversário Flamengo, feliz dias melhores torcedor do Flamengo. 

 

Brasil x Colômbia é um bom programa


É hoje que tem Brasil x Colômbia? Fiz esta pergunta hoje pela manhã, na fila do pão, e o Geraldo demorou a me responder um sim ou um não. Fiquei tão em dúvida com a dúvida dele que fui até a banca ao lado e comprei o Lance! para tirar a minha dúvida sobre o jogo.


Alguém vai pensar que estou brincando. Não estou de brincadeira e nem sou desinformado, o problema é que o jogo passa na Globo e tem chamadas constantes na emissora platinada, porém, tem sempre um porém, dificilmente assisto a este canal e como nestes três últimos dias dei uma desligada do esporte, fiquei realmente sem ter a certeza do amistoso lá nos Estados Unidos.


Cheguei à casa e abri o laptop a procura de informações sobre a partida e fico sabendo que a CBF anuncia que este é o jogo MIL da seleção, o que é questionado pelo jornalista Jorge Luiz Rodrigues, de O Globo, que acha os MIL jogos da CBF tão fajutos quanto os MIL  gols de Túlio.


Em outro Twitter abre-se um link para que o  Brasil tenha atenção em Falcão Garcia, o novo xodó do futebol europeu, que pode vencer o duelo com a defesa brasileira e levar os colombianos a uma grande vitória lá em Nova Jersey, Estados Unidos, mas vai ser tarefa difícil para o atacante do Atlético de Madrid, a defesa de Mano tem David Luis e Tiago Silva, dois melhores zagueiros do mundo na atualidade.


Dizem por aí que esta seleção da Colômbia é a melhor que montaram por lá em todos os tempos, há controvérsia e estou até pensando em ver o jogo, o horário é que é daqueles pavorosos, dez e meia da noite, talvez dê para ver um tempo, e ao que tudo indica pode ser um bom espetáculo de futebol, duas escolas parecidas e dois esquemas bem ofensivos armados por Mano e Pekerman.


Acho que pode dar samba este jogo logo mais. O que acha?

 

E Don Frederico decidiu: Flu é campeão

Quem acredita em Duende, Saci Pererê, Bruxas, Papai Noel ou outros mitos nacionais ou não, acreditava que o Fluminense não levaria o caneco de forma antecipada neste Brasileirão/2012. O adversário desta tarde, em Presidente Prudente, era o quase rebaixado Palmeiras, que como o Galo Mineiro, único que poderia tirar o título do Fluminense, precisava de um milagre para não cair, de novo, para a Segunda Divisão.


As partidas começaram deixando a impressão de que tudo seria adiado para a próxima rodada, o Galo foi beneficiado por dois erros do péssimo árbitro Elmo Resende da Cunha, de Goiás, que influenciaram no resultado da partida, aliás o moço do apito tentou amenizar expulsando o volante Serginho, do Atlético Mineiro, ainda no primeiro tempo.


Mas vamos ao que interessa, que é o jogo de Presidente Prudente, confesso que não vi o primeiro tempo, fiquei de olho no jogo de São Januário para ver se havia mesmo favorecimento ao Brasileirão, isto mesmo, ao campeonato, porque uma derrota do Galo o título estaria definido com quatro rodadas de antecedência.

Mas não é que fui virar para o jogo do Fluminense, contra o Palmeiras, e o Barcos resolveu dar um molho especial ao jogo marcando o primeiro, quando o placar já apontava 2x0 para o tricolor, e Patrick Vieira, nome de craque inglês, empatou antes dos 20' do segundo tempo.
Ficou bom de ver e comecei a rodar o controle entre os jogos de Prudente e Rio e senti que os gritos na minha vizinhança sumiram e percebi que os fogos pararam de pipocar nos céus da nossa intrépida Campos dos Goytacazes.

Será que os tricolores acreditavam em uma virada do Verdão? O celular toca e o Zé Tricolor diz que a saída do Nem complicou tudo, mas que o título viria ainda hoje. 'O Vasco vai cumprir o seu papel e vencer o Galo Mineiro'.
E aí eu já me perguntava: Saci existe, duende não é lenda, e Papai Noel é mesmo uma realidade? Se o Palmeiras virar eu acredito, pensava aos 26' do segundo tempo e até aceitava o pitaco de um vizinho, vascaíno, que torcia contra o Vasco para que o campeonato não acabasse hoje e que Roberto Dinamite pudesse pedir o boné e ir 'morar em outra freguesia', isto na opinião dele, claro.

Aí, voltando ao celular e ao Zé Tricolor, fico sabendo que o Vasco teve um jogador expulso, agora os dois estavam com dez em campo, e que o Fluminense tem três vitórias a mais do que o Atlético Mineiro (21x18) e poderia perder as próximas partidas que mesmo assim conquistaria o título.
Isto, é claro, se os dois jogos terminassem empatados e terminassem com o mesmo número de pontos, que na minha opinião seria quase impossível o Atlético vencer todas, ainda pega o Botafogo, na penúltima, e o Cruzeiro, velho rival interno, na última rodada, mas que um molho especial está chegando eu tenho certeza, Flu pega o Cruzeiro e o Atlético pega o homônimo de Goiás na próxima rodada.

Se o Fluminense não grita campeão neste domingo o Palmeiras também não cai nesta rodada, o Verdão ainda respira por aparelhos e pode-se salvar da degola se vencer as três e torcer contra Bahia e Portuguesa. O Verdão tem Flamengo, Atlético Goianiense e Santos pela frente nas próximas rodadas.
Ah! Se o Fluminense grita campeão na 35a rodada? Pergunta Marina,Sabe que eu não sei, pergunte lá no Posto Ypiranga, brinquei com a minha esposa e, no justo momento em que fazia as contas e acertava a pontuação com o Grêmio entrando na briga pelo título, a diferença é de oito pontos para três rodadas no minuto que eu escrevia e conversava com ela.

Eu disse era a diferença porque Fred, sempre ele 'el matador', foi lá na pequena área e decidiu o título e botou ordem na casa e escreveu o que todos nós, analistas e apaixonados pelo futebol, já prevíamos desde o final do primeiro turno: Fluminense campeão Brasileiro de 2012, com justiça e sem discussões.
O Palmeiras? Bem a luta ainda continua, mas creio que tirar sete em nove pontos possíveis é muito para quem não fez nada em 35 jogos. Rebaixado ao lado de Figueirense e Atlético Goianiense.

 

Palmeiras: De quem é a culpa?

Desde o início do ano que a imprensa paulista vem colocando um gás especial em cima do Palmeiras, naquele período dirigido por Luiz Felipe Scolari, e eu, cá de longe, venho escrevendo que o time era ruim, com muitos refugos e alguns reforços que não entrariam sequer no meu time de pelada do Ginásio Miracemense. 

Passava o olho na escalação do verdão e o que via? Um bando de jogadores dispensáveis vivendo as custas das cobranças de faltas de Marcos Assunção e dos gols do argentino Barcos, muito pouco para um time dirigido por um técnico campeão do mundo e com um salário astronômico, bem acima da média do que é pago aqui no país.

E o pior aconteceu, Palmeiras campeão da Copa do Brasil e classificação garantida para a Libertadores em 2013. A torcida acreditou que tinha um time competitivo, o técnico se sentiu o tal e os jogadores pensaram que seleção brasileira para eles era uma questão de tempo.

A dura realidade chegou no meio do Brasileirão e a campanha, nove vitórias, dezenove derrotas e seis empates, até o momento, colocam o Verdão do Parque Antártica a beira de um novo rebaixamento e neste momento as torcidas organizadas planejam invadir Presidente Prudente, onde o Palmeiras enfrenta o Fluminense, pensando em agredir, ofender e até... bem, deixa prá lá, eles falam mas eu não tenho nada com isto.

Enquanto isto, em algum lugar deste planeta, Luiz Felipe Scolari e seus auxiliares, estão curtindo férias e gastando o dinheiro que a Sociedade Esportiva Palmeiras, de São Paulo, o paga mensalmente porque seu contrato, rescindido há dois meses, tem que ser pago rigorosamente em dia para evitar problemas na justiça.

E a culpa, no final, será daquele que pegou o bonde andando e descarrilado, Gilson Kleina fez o pior negócio de sua vida trocando a Ponte Preta, estável e segura, por um Palmeiras estropiado pela empáfia de um técnico mediano e que não conseguiu nada após a conquista do Mundial 2002.

 

Nem o velho Sollon acredita no Galo

Segunda-feira é batata, no cair da tarde Ermê Sollon liga no celular para uma prosa sobre os acontecimentos do final de semana no mundo da bola e fatos marcantes acontecidos lá na nossa "terrinha". Ontem, sem muita coisa a comentar lá pelas bandas de Miracema, o assunto predominante, não poderia deixar de ser, foi a conquista antecipada do Fluminense FC.

- Dutra, nem adianta "secar", o Atlético não fará a sua parte e vai entregar o título na bandeja de prata dos tricolores, eu nunca vi um técnico tão pé frio como este Cuca e um time com um perfil do treinador não tem gabarito para virar o jogo.

Tentei argumentar dizendo que ainda estão em disputa doze pontos e o tricolor carioca tem jogos complicados pela frente, mas o velho jornalista dispara sua metralhadora e manda de lá:

- Quais são os jogos difíceis do Fluminense? Palmeiras, que está pedindo para cair? Cruzeiro, que vai entregar o ouro para não ver o Galo ser campeão? Vasco, que não vence ninguém e está totalmente defenestrado do campeonato? Bem, tem o Sport, na Ilha do Retiro, que não quer cair, mas até lá, penúltima rodada, o título já estará em mãos e a taça já poderia ser enregue no salão nobre dos aristocratas cariocas

Nem argumentei, Sollon está coberto de razões e só dei uma olhadinha nos jogos que faltam ao Atlético Mineiro nesta reta final para contra argumentar, só para dar mais tempo na conversa. 

O Galo tem o Vasco, em São Januário, onde tudo pode acontecer, até mesmo uma vitória vascaína para entregar o caneco ao grande rival antecipadamente, ai uma "galinha morta" dentro de casa, o Atlético Goianiense, já rebaixado, o Botafogo, no Rio, querendo uma vaga na Libertadores e o Cruzeiro, no famoso clássico mineiro, no Independência com torcida única e exclusiva dos alvinegros das alterosas. 

- Viu só, se passar pelo Vasco não passa pelo Botafogo, um carioca vai fazer o serviço e completar o que o Flamengo fez tirando cinco pontos do Atlético só para não ser zoado pelos tricolores. Eu nem penso na possibilidade matemática que ainda existe, e concordo com que diz por aí que o título será decidido na próxima rodada. 

E por aí a conversa passou para o Santos, Neymar, Seleção Brasileira até chegar lá na terrinha e, quando chegou, marcamos um encontro para o final de semana, tomara que com um sol quente e um calor de 40 graus, lá na Kiskina, para uma cerveja gelada e uma prosa mais amena rodeada de tricolores campeões. 

 

Comemoração tricolor e reclamação do interior

Me enganei quando disse, aqui no post abaixo, que Vasco e Botafogo poderiam definir os rebaixados ao lado de Figueirense e Atlético Goianiense. O Fogão deixou escapar a vitória nos minutos finais contra o Palmeiras, sempre Barcos sendo o carrasco alvinegro, e o Vasco perdendo, em casa, para o Sport e deixando o torcedor p... da vida com tudo que está acontecendo no Gigante da Colina.


Mas em compensação acertei que o Fluminense seria campeão antecipado e o Coritiba daria, de bandeja, o título para o tricolor carioca. O São Paulo medrou e fez um jogo com duas etapas distintas, uma quando fez o gol de abertura, na bobeira de Gum, e outra quando tomou o gol de empate, numa bobeira de Rafael Tolói, e depois disto os dois treinadores resolveram assumir os seus lados 'retrancas' e fecharam seus times para desagrado do torcedor.


E o Galo não venceu mais uma e fica mais três pontos atrás do Fluminense. Ronaldinho Gaúcho voltou a fazer o trivial e não variado, aquele mesmo repertório que apresentou no Flamengo, e seu time se enterrou em Curitiba e viu o tricolor carioca se distanciando e podendo comemorar o título na próxima rodada.


E por aqui, no futebol doméstico, após uma série de denúncias da diretoria do Goytacaz, que se sente prejudicada nesta Copa Rio, chegou a vez do Americano gritar e ameaçar a Ferj após ver seu time ser 'garfado' dentro do Godofredo Cruz.


Não seria a hora de gritar e pedir a liberdade que tanto sonha o torcedor do interior fluminense?

 

Bem que eu avisei.

 

Bem que eu avisei que o soprador de apito, Sandro Meira Ricci, iria complicar o clássico em Belo Horizonte e que as duas torcidas iriam reclamar do seu trabalho, as duas não, as três torcidas, pois a do Fluminense, interessado na vitória do Flamengo, foi a que mais chiou através das redes sociais.
Deixei para comentar mais tarde, bem depois do final do jogo, queria ler todas as mensagens no Twitter e no Facebook e porque não no meu e-mail? sobre a atuação de Ricci e suas lambanças durante os 99 minutos de jogo entre Atlético Mineiro x Flamengo, realizado ontem, no Estádio Independência.

Presente de filho para pai
Nem vou falar do empate, no meu ponto de vista injusto para o Galo, que dominou grande parte do jogo mas não teve competência para definir a partida e nem sorte dos campeões, coisa que o Fluminense tem de sobra e já pode começar a vestir-se como campeão brasileiro de 2012.
Tenho um amigo mineiro, torcedor do Atlético, que me passou uma mensagem, via celular, ainda no intervalo do jogo: "Amigo, você tem toda razão, Ronaldinho está vivendo de lampejos e seu futebol é tão inoperante quanto a sua incapacidade de mudar de vida". Finalmente vejo alguém concordar comigo, R-49 foi gênio, continua tendo lampejos de gênio, mas o seu futebol já está no ocaso há algum tempo.
O Fluminense botou oito pontos de vantagem sobre o Atlético Mineiro, cinco destes graças ao seu grande rival carioca, o Flamengo, que venceu uma vitoria e um empate, e vencendo o São Paulo, na próxima rodada, não dá para não acreditar que o campeonato acaba antes do final.
Sandro Meira Ricci não deu um pênalti, que eu daria, sobre Ronaldinho, expulsou Welinton Silva imerecidamente, deixou de expulsar R-49 por uma falta desleal sobre Ibson e por uma sequencia de faltas grotescas, e, no final, começou a arrumar faltas nas proximidades da área do Flamengo para tentar minimizar seus erros. Um soprador de apitos de marca maior e corremos o risco de tê-lo na Copa do Mundo 2014. 

 

Última chance para salvar o Brasileirão

 

Os acontecimentos do último sábado, em Porto Alegre, com seu desmembramento ontem, no Rio de Janeiro, me deixam de pé atrás com o futebol brasileiro e convicto de que os tribunais estão mesmo dispostos a derrubar o último muro que impede o torcedor de abandonar as ruínas do esporte e trocar a preferência sobre o esporte favorito do brasileiro.


Quem não viu a mão de Barcos no gol do Palmeiras? Só o árbitro, de frente para o "crime" e que, não sei qual a sua intenção, fingiu não ver e por pouco não cometeu a maior gafe dos últimos meses, pior até do que as mazelas reclamadas por aqueles que não chegaram ao topo da tabela e se dizem prejudicados pelo "apito amigo".


Hoje tem Atlético Mineiro x Flamengo, no Independência, e ao invés de chamarem para o jogo que pode decidir o título em favor do Fluminense, a imprensa, principalmente a Rede Globo, dona do Brasileirão, resolve botar um clima mais tenso no jogo e diz por aí que é a vingança de Ronaldinho Gaúcho contra o Flamengo.


Vingar o quê? Se tiver que acontecer uma vingança seria por parte da torcida rubro-negra, os atleticanos estão felizes com seu novo ídolo e agradecem, penhoradamente, ao Flamengo e a presidente Patrícia Amorim a liberação do Dentuço, não vejo como vingança e vejo até com bons olhos este clássico que um dia já decidiu título deste mesmo Brasileirão e hoje, devido a queda brusca do Flamengo, é um jogo de vida ou morte para um, que quer se manter na briga pelo título, e para outro, que foge do rebaixamento.


Já disse aqui no post anterior, vou abrir o fim de noite assistindo Galo x Urubu, mas se os caras do apito e das bandeiras insistirem em atrapalhar eu vou mudar para o basquete da NBA e ver um espetáculo dinâmico, sério e com equipes profissionais em quadra.


Bem, quem me acompanha sabe, o meu medo é que no apito está o pior árbitro brasileiro dos últimos anos, já disse aqui que ele não é nada do que dizem dele e sim ruim demais e com tendência ao erro para os mais fortes, hoje no caso estou em dúvida sobre quem será prejudicado ou melhor, para quem o moço do apito vai errar. O nome dele? Sandro Meira Ricci, lembra de alguma lambança do soprador de apito? Eu lembro, depois eu conto.

 

Saudosista sim, com muito orgulho


Meus amigos, claro que alguns deles, me cobram modernidade e mais um pouco de gosto pelo presente, uns até chegam a me criticar, abertamente nos botecos da vida, por eu gostar de coisas do passado, cantar músicas de meu tempo, refugar as músicas de  hoje, contar causos da bola dos anos 70 e 80 e falar dos ídolos daquele tempo de ouro no esporte e na música.
As vezes não respondo e canto uma música que me vem a cabeça enquanto, nas rádios ou nos carros que passam pelas ruas, tocam as 'canções' de hoje. Um dia li em um site, destes que recebem release dos artistas desta década, que Luan Santana era um Cauby Peixoto dos anos 2000. Meu Deus! Que heresia! Fui a casa, peguei um DVD do professor e botei para o pessoal ver e ouvir a performance do antigo e pedi aos caras para fazer a comparação.
Silêncio total, claro. E daí fui aproveitando a dica e perguntando se alguém se lembrava de Pelé, Garrincha, Tostão, Rivelino, Zico ou se já tinham ouvido falar em Ademir da Guia, Leandro, Mozer e tantos outros. Silêncio total? Não. Todos sabiam de cor e salteado quem eram estes craques e me deram razão pela primeira vez. Valeu! Dutra, você é o cara.
Sei que estavam de zoação comigo, não sou o cara coisa nenhuma, apenas não gosto de que façam comparações com o meu gosto e não questionem quando digo que hoje não tem música eterna e sim momentânea e descartável e que os ídolos dos nossos filhos são de barro e de barro ruim e não aquele barro bom e batuta que construíram os nossos.
Alguém me perguntou sobre política e, como não é minha praia, eu esquivei e apenas comentei sobre Jamil Cardoso, Ulisses Guimarães, José de Carvalho, Tancredo Neves, Juscelino e alguns expoentes miracemenses ou brasileiros amados por muitos por sua qualidade única, a honestidade e o amor pelo Brasil.
Nem sequer citei os políticos de hoje, não encontrei um que se estabelecesse parâmetro para comparações, mas meus amigos concordaram e o assunto, felizmente, não foi adiante e a música do Cauby Peixoto agradou tanto que esqueceram de pedir para tirar o DVD do aparelho do carro do Eduzinho, que incentivado pelo pai, o Edu Silva, também gosta da boa música do nosso tempo ou do tempo de seus avós.
Viu só, caro amigo moderno e fã dos ritmos de hoje, eu já passei dos sessenta e ainda canto as canções do Roberto, do Nélson, do Erasmo, do Adorinan, do Cauby, ainda guardo na memória os gols de Pelé, Zico, Maradona ou Roberto Dinamite e com certeza tenho no coração e na memória a baita seleção de 1970 e o Flamengo dos anos 70/80. E você, será que vai cantar Rodriguinho ou Luan Santana por muitos anos, vai lembrar destes times de hoje, seja lá qual for a sua preferência, ou da seleção da CBF dos anos 2000?
Espero estar vivo para poder puxar um papo contigo daqui a dez anos, tá legal?

Assuntos da moda


O assunto da moda, para quem é ligado no Jornal Nacional, da Globo, é o furacão Sandy, que chegou nos Estados Unidos provocando um estrago bem menor do que o anunciado, mas é preciso dar destaque, afinal é de notícias como esta que sobrevive o maior jornal televisivo do país. 
No lado esportivo a 'bomba' é o pedido do Palmeiras, ameaçado de rebaixamento, para que se valide o gol ilegal de Barcos, contra o Internacional, no último sábado. Os torcedores, a imprensa paulista e gente graúda, com a camisa verde por baixo da roupa principal, ameaça os árbitros e pedem punição para os que anularam uma jogada ilícita. 
O mundo da bola não tem ética ou vergonha, pedem punição para quem acertou em jogada que lhe atrapalhou e vão para os microfones, após os jogos, pedir a cabeça destes mesmos apitadores quando agem de forma correta e decente. Tá ficando difícil segurar o ego de jogadores e dirigentes brasileiros.
Sobre o furacão, citado no primeiro tópico, chegou com força em cidades americanas, como New Jersey, deixando um rastro de quinze mortes e destruição, porém, tem sempre um porém, felizmente chegou com nível bem abaixo do esperado e o que poderia ser uma catástrofe histórica foi apenas mais um destes fenômenos que chegam nas Américas Central e do Norte neste período. 
Meu amigo Geneci Pestana Alvim está por lá e contou, via Facebook, sobre o Furacão Sandy e disse que está tudo bem com ele e com quem viaja com ele. Ainda bem.
Voltando ao lado esportivo, assunto que gosto e, sem falas modéstia, domino muito bem, este Furacão Sandy pode não ter passado por aqui, mas com certeza um parente dele passou pelo futebol brasileiro e fez estragos no Palmeiras e quase deixou o Flamengo em destroços, afinal o primeiro está prestes a cair e o segundo por muito pouco se salvará da degola e muitos irão colocar a culpa na Sandy, ou seria no Sandy, que varreu os Estados Unidos e deixou marcas por aqui.

Complicou para o Vasco

 

Sobram razões para que o torcedor vascaíno lamente e proteste contra a diretoria do C.R Vasco da Gama, a derrota de ontem, no Pacaembu, para um desmotivado Corinthians, provocou uma nova onda de protestos contra o presidente Roberto Dinamite e, de sobra, contra o treinador Marcelo Oliveira, que no meu ponto de vista é o menos culpado de tudo o que acontece nos bastidores do clube de São Januário.

Meu fiel parceiro do Armazém do Lenílson, Edu Silva, diz que esta situação já era esperada por eles, torcedores cruzmaltinos. "O Dinamite dinamitou toda esperança depositadas nele quando eleito, como artilheiro foi nosso maior ídolo, mas como presidente deixou muito a desejar e destruiu tudo aquilo que ele mesmo plantou no ano passado", desabafa o companheiro debruçado no balcão a espera de mais um jogo do Goytacaz, no Arisão.

"Estou indo para o Arisão e não vou assistir Corinthians x Vasco", disse Edu, ato repetido por um grande grupo de vascaínos, que buscaram no jogo da Copa Rio de Profissionais a justificativa que precisavam para fugir da televisão que exibia o jogo pelo Brasileirão.

Já que o assunto é Goytacaz a gente comenta de passagem que o alvianil da Rua do Gás recebeu a visita do Audax, recém promovido para a Série A do Carioca, e empatou em 1x1 em jogo que terminou com uma confusão generalizada no gramado do Arisão. O resultado praticamente elimina o time campista da fase decisiva da Copa Rio.

Voltando a Corinthians 1 x Vasco da Gama 0, no Pacaembu, uma colocação final: O Vasco perde a chance de brigar pela Libertadores? Não, ainda há chances matemáticas e faltam cinco rodadas para o encerramento do campeonato, mas com estas cinco derrotas consecutivas e a aproximação do Botafogo e o crescimento do Internacional, ficou muito difícil um lugar na competição sul-americana.

 

Pitacos de sábado

Um agitado sábado para quem gosta de futebol ao vivo, direto das arquibancadas, ou na telinha da tevê, no conforto de sua poltrona favorita. Logo cedo tem bola rolando pela Europa e em campo o Barcelona contra o Rayo Vellecano, às 18h, e mais cedo, pelo campeonato inglês, dois jogos envolvendo dois dos principais clubes da terra da Rainha, Arsenal e Manchester City, que enfrentam o Queem Parks Rangers e o Swansea City, respectivamente. 

Aqui na cidade, no Arisão, o Goytacaz recebe o Audax com a responsabilidade de não poder tropeçar, é preciso vencer para seguir em pensando em classificação, que está difícil e não impossível, mas vencer em casa é fundamental e outro resultado será desastroso para o destino do time na Copa Rio de Profissionais.

Voltando a telinha e falando de nossos times brasileiros, sempre um bom programa nos finais de semana, o Vasco pega o Corinthians, no Pacaembu, sob suspeitas de seu torcedor e com um time desfigurado pelas vendas e negociações efetuadas durante a temporada e pela ausência do ídolo Dedé, que está fora do Brasileirão, o zagueiro sofreu uma fratura e só volta em janeiro/2013.

O que esperar de Corinthians x Vasco? Vale apenas pelo espetáculo que ambos podem oferecer ao torcedor que estiver em frente a telinha da Globo ou do Canal Premiere, pois ambos já passam longe do título e não almejam muito além de preparar o time, caso dos paulistas, e de ainda pensar em Libertadores, caso dos cariocas, mas sempre é bom ver um clássico deste nível em uma tarde de sábado, o jogo começa às 16:20h.

O Botafogo também joga logo mais, 18:30h, no Engenhão, contra o rebaixado Atlético Goaniense, e no mesmo horário tem Sport x São Paulo, na Ilha do Retiro, mas prometo que estarei no Park Centro, um shopping da cidade, para prestigiar o amigo Ralph Nunes e sua banda 4.0, que faz show por lá neste mesmo horário.

Se você quer ver um jogo pegado e que ainda pode dar caldo não deixe de clicar no canal que estiver passando Internacional x Palmeiras, que será no Beira Rio, garanto que você encontrará emoções fortes e desespero do lado do Verdão e um futebol mais motivado do lado do Colorado, que venceu o Vasco no meio de semana e entra na briga por vaga na Libertadores. Ao Palmeiras só a vitória interessa para não cair antecipadamente. 

 

Sorte de campeão

Nélson Rodrigues, saudoso escriba tricolor, já dizia: 'Estava escrito a cem anos, Fluminense campeão Brasileiro de 2012'.Se não é obra de seu famoso personagem, o Sobrenatural de Almeida, é obra do destino ou dos astros que iluminam o tricolor carioca, o Fluminense, na noite de ontem, contra o Coritiba, esteve dezenas de vezes para levar o gol de empate ou de uma virada e, em poucos ataques, marcou dois e concretizou três pontos importantes na luta pelo título.


Sem tirar méritos de uma campanha quase perfeita, mas o bafo da sorte é fundamental aos campeões e o Fluminense o tem e leva a sério este quesito na hora da decisão. Diego Cavalieri é, sem dúvida, o grande goleiro do campeonato, mas se levar esta fase até 2014 dificilmente o Brasil perde a Copa do Mundo em seu território.


Algum tricolor poderá crer que estou tirando o mérito de uma conquista e batendo em uma tecla repetidamente, porém, tem sempre um porém, qualquer torcedor, mesmo um apaixonado por um rival estadual ou nacional, terá que se render aos fatos e concordar que a dose de sorte que acompanha o Fluminense FC nesta temporada é a 'sorte dos campeões' e ponto final.


Foi uma vitória justa? Não, foi uma vitória de quem está programado para vencer e com o nome escrito há cem anos nos astros que regem o futebol do mundo.

 

Alegria aqui e crise por São Januário


A noite de quarta-feira foi de felicidade para o Azul do Povo e de tristeza para o Gigante da Colina. Pela Copa Rio, com três gols de Léo Santos, o Goytacaz venceu o Resende, pela Copa Rio, e manteve o sonho e a esperança de classificação. Pelo Brasileirão, em São Januário, o Vasco da Gama perdeu para o Internacional, que marcou duas vezes com Forlan, e ficou mais distante da zona de classificação para a Libertadores.


Se por aqui o presidente Jomar Garcia é aclamado e saudado com ternura pela torcida alvianil o mesmo não acontece lá em São Januário, onde o presidente Roberto Dinamite é xingado, odiado e, se pudesse, deposto pela torcida cruzmaltina.


No Arisão os ídolos saíram de cabeça erguida e saudado pela grande torcida que compareceu para prestigiar o time, já em São Januário o ídolo Dedé saiu de maca, esgotado e, podem acreditar, ouviu-se vaias para o MITO, que falhou gritantemente nos últimos jogos e, principalmente, no jogo de ontem. A pergunta que não quer calar: O mito virou mico?


Agora é torcer por uma imensa combinação de resultados, para o Goytacaz e para o Vasco as vitórias sobre os adversários, nas próximas rodadas, não adiantam em nada em termos de classificação para as finais da Copa Rio ou para a Libertadores, é preciso torcer contra os rivais e esperar pelo futuro de cada um em 2013.

 

De volta a velha rotina

 

A bola rolou desde quarta-feira (17/10/12) e eu completamente desligado de tudo o que diz respeito ao futebol pelo Brasil e pelo mundo. Estava distante do meu laptop, da minha televisão e da minha poltrona favorita, mas perto dos amigos e conterrâneos, Igor e Bárbara Tostes, que me receberam lá em seu lar, doce lar, no interior paranaense.


Vi pouco futebol, afinal saí de casa para me desligar e botar a mente para trabalhar em outras fontes e conhecer novos lugares e nova gente, mas o que vi me chamou a atenção e me deixou feliz com o belo futebol apresentado pelo Atlético Mineiro no domingo, contra o Fluminense, e fica aquela pergunta no ar: A derrota abalou o tricolor carioca?


Foi esta a resposta que dei ao José Souto, que de Paraíba do Sul me liga perguntando minha opinião sobre o desfecho do Brasileirão 2012. O amigo queria saber, ao lado de um tricolor e de um atleticano, quem era meu favorito para a conquista do título e recebeu esta resposta:


Não sei qual o peso que esta derrota para o Galo terá no futuro do Fluminense, pode ter abalado? Não sei, só a próxima partida, contra o Coritiba, vai me dizer o que influenciou na trajetória do time de Abel Braga, porém, tem sempre um porém, continuo dizendo que o Fluminense tem tudo nas mãos para ficar com o título e é pouco provável que o Atlético Mineiro derrube a pretensão dos tricolores.


E o Flamengo? Perguntarão os rubro-negros. O time de Dorival Júnior continua instável com tempo bom em um período e nuvens negras em outros. Não vi um completo Flamengo 1 x São Paulo 0, a opção por um melhor espetáculo, Atlético 3 x Fluminense 2, me fez aceitar a mudança de canal na sala do meu anfitrião e um pedido para que deixasse no jogo do Independência assustou o Igor, que jamais imaginaria este pedido partindo de mim.


Vi boa parte do jogo contra a Portuguesa, na quarta-feira, e me assustei ainda mais com a má fase de Vagner Love, mas no domingo eu deixo para quem viu o jogo completo, com atenção e com olhos críticos, como José Maria de Aquino, que me ligou ontem para saber notícias sobre o terrível acidente com o ônibus da 1001, e no embalo cutucou um papo sobre Flamengo x São Paulo.


Hoje volto a velha e gostosa rotina de assistir minhas partidas de futebol, tem Champions League e Brasileirão Série B, mas com certeza estarei com a mente mais tranquila e aceitando até estes idiotas, que passam pela minha rua com som altíssimo, com músicas horrendas e até mesmo comentaristas e narradores mais chatos do que piada sem graça recebida via e-mail.


Lamento profundamente os ocorridos com os passageiros da 1001, na linha Itaperuna x Rio, e pelos meus amigos e conterrâneos feridos ou falecidos no trágico acidente. Pêsames sinceros a todas as famílias atingidas.

 

O REENCONTRO DAS MENINAS E SEUS AMIGOS


Como minha praia é o futebol eu poderia começar a crônica sobre a festa das Meninas de Miracema e seus amigos escalando uma seleção, uma seleção de meninas maravilhosas, organizadas e dispostas a reviver um tempo vivido com intensidade, porém, tem sempre um porém, se começar a escalar o time vou cometer as mesmas injustiças de Mano Menezes, técnico da seleção brasileira, que sempre deixa um ou dois preferidos e amados da galera de fora da lista.
Assim, como não quero ser crucificado como o técnico da CBF, prefiro render loas as irmãs Kátia e Tânia, que fizeram de tudo para que este evento ficasse marcado na memória de todos os participantes, inclusive com perspectivas de um novo encontro no próximo ano, que promete ser muito mais interessante.
Cheguei a terrinha por volta do meio dia, de sexta-feira, e meu organograma de visita foi totalmente cumprido e executado na íntegra, a começar pela prosa no Snob's, logo na chegada, com Elcier e José, onde fluiu papo sobre o futebol brasileiro, as peladas e os tempos vividos nos campos de grama ou nas quadras de cimento, passamos até pela política atual, mas sem entrar muito em detalhes porque o assunto não é a nossa praia.
A Kiskina bombava e a rapaziada,que chegava a cidade para aproveitar o ferido esticado, já se organizava em grupos e lá estavam minhas irmãs, Patrícia e Celeste, para providenciar a compra das camisas/convite para o Encontro das Meninas de Miracema e seus amigos. Uma cerveja gelada, para descontrair e a lição sobre o que iria acontecer e lá fomos nós em busca dos amigos distantes ou presentes que por ventura estivesse na cidade.
A sexta-feira foi ó primeiro daqueles dois dias inesquecíveis, a música, um capítulo a parte, lá no Espaço Cultural do Clube XV, foi maravilhosa e determinante para que a energia do corpo voltasse a dar ritmo a este sessentão usado, mas não gasto, que entrou na dança com força e com vontade. Começou com a Academia do Chora, ufa... Finalmente consegui ver um show completo da turma, e, no meu ponto de vista, o ponto alto da abertura, o espetacular grupo liderado por Dani Marques, chegado de Niterói para abrilhantar a festa.
Jazz, blues, boleros, MPB clássica e Beth Bruno, como é bom ouvir Beth Bruno, ditando cátedras com sua voz maviosa, afinada e com um repertório de deixar fã de boca aberta espantado com o que via e ouvia da intérprete que hoje faz sucesso nos Estados Unidos e não tem vez na terra dos músicos protegidos por gravadoras interessadas no sucesso momentâneo e no lucro fácil.
Como diz Paulo Diniz: 'Um chope prá distrair', e lá fomos nós para um casamento prá distrair. Um abraço no mano, não o Menezes, mas o Fernando Nascimento, que celebrava o casamento de sua filha Flávia e o encontro com outros amigos, de minha geração, lá no Sítio do Bode, marcou ainda mais a minha passagem pela terrinha neste feriadão dedicado a Nossa Senhora Aparecida.
Churrasco lá no Green Park e mais emoções contidas e sentidas por este coração safenado e feliz. Papo de bola com os tricolores, ainda extasiados com o possível título, com amigos saudosos, uns que não via há algum tempo e outros que só encontro nas páginas do Facebook ou Twitteer.

Apito amigo ou erros grotescos?

Gostaria de postar um comentário elogioso sobre a vitória do Fluminense, esta noite, sobre a Ponte Preta. O tricolor dominou, fez pressão para virar o jogo, em que levou um gol logo no primeiro minuto, e correu atrás do objetivo.

Gostaria de dizer aqui que o resultado foi justo e perfeito para uma partida em que o domínio do Fluminense foi total, a Ponte fez o gol muito cedo e viu seu time se perder pelos consecutivos erros do árbitro Nielsen Nogueira Dias, de Tocantins, que não só influiu no resultado da partida como também na tábua de classificação do Brasileirão.

Gostaria de postar por aqui elogios ao treinador Abel, pela ousadia em sacar Edinho, um zagueiro/volante, para entrada de um atacante, que deu mais poder de fogo ao seu time e jogou a Ponte Preta ainda mais para sua defesa.

Gostaria de dizer aqui que não há 'apito amigo' e que todos os árbitros são ruins ou despreparados para a função, porém, tem sempre um porém, os erros são sequenciais, favoráveis as mesmas camisas e o torcedor, aquele que sofre com derrotas ou comemora vitórias, a cada dia que passa desacredita em torneios ou campeonatos promovidos pela CBF.

Leio por aí, nas redes sociais e nos sites e blogs especializados, a ira do torcedor do Sport, que foi prejudicado em Belo Horizonte, do torcedor da Ponte, escandalosamente atrapalhada no Rio de Janeiro, e chego a seguinte conclusão: As arquibancadas estão vazias não por culpa da crise financeira ou estádios distantes e desconfortáveis, o motivo você, companheiro que me segue por aqui, são outros e muito bem conhecidos por todos nós.

Voltando a realidade


Oba! Acabaram as eleições, aqui não terá segundo turno, e o pobre mortal poderá novamente sentar à mesa do computador sem ser ofendido por gritos histéricos de locutores, que não tem o mínimo de noção de como se faz uma boa propaganda, e livres do horário eleitoral chato e inaproveitável que nos perturbou durante dois ou três meses.
Oba! A seleção da CBF vai jogar esta semana, naquele horário que só desempregado, estudante ou aposentado, como eu, pode assistir, três e meia da tarde logo depois da repetição da novela global.
Oba! Vou ver um jogo da seleção de Mano e entender como anda o time após a goleada sobre a forte seleção da China e da vitória por W0 sobre a Argentina naquele chamado superclássico.
Ih! Não vai dar para eu entender a seleção? Por que? Ah, o jogo é contra o fortíssimo Iraque, dirigido por Zico, que não figura sequer entre os cem do ranking da Fifa? Tudo bem, a seleção do Mano também está em queda livre no tal ranking e não é mais de assustar ninguém, certo? Obrigado pela informação, então eu paro por aqui com os meus obas e vou procurar outra coisa para escrever.
Antes eu deixo a pergunta, que não quer calar: Se o jogo não vale nada e é contra um adversário que não ensinará nada e não influenciará sobre o rendimento do jogador convocado, então porque tirou os caras do Fluminense, Atlético, Santos, Internacional, Vasco, São Paulo, Corinthians e outros times? Tá certo isto ou vou ter que chamar o Macaco Sócrates, aquele do humorístico já citado em pitacos anteriores, para ouvir novamente: 'Eu só queria entender'

Briga de cachorro grande no Engenhão


Brasileirão tem hoje sete jogos, que complementam a 28a rodada. Entre estes estarão envolvidos os três que ainda sonham e brigam por título, ou seja, Fluminense x Botafogo, Grêmio x Cruzeiro e Atlético Mineiro x Figueirense, os três às 18:30h, e outros quatro jogos, que começam às 16h, com transmissão da Globo, entre estes o  destaque maior fica por conta do clássico paulista São Paulo x Palmeiras, no Morumbi.
O torcedor vascaíno fica irado quando não coloco destaque para o jogo do Vasco, mas o sábado reserva um jogo de baixo risco para o time de São Januário, pega o Atlético Goianiense, em Goiás, e para quem pretende se manter entre os quatro primeiros não pode tropeçar no lanterna do Brasileirão. Vasco é favorito absoluto e a Globo, como já disse acima, mostra para todo Estado do Rio.
O que esperar de Fluminense x Botafogo? O Roberto Dandão passou por mim, aqui na Formosa, e disse para quem quisesse ouvir: 'Amanhã (sábado) é dia do Fluminense começar a perder o título, vai dar Fogão na cabeça'. Palavra de botafoguense e há de se respeitar, mas o Lenílson, tricolor confesso, ouviu e soltou lá de dentro do balcão do Armazém: 'Sonha, Roberto... Sonha e espere sentado'. 
O clima é de expectativa e o Roberto pode ter razões suficientes para sonhar com a vitória alvinegra sobre o tricolor e que espera este tropeço é o torcedor do Galo, que pega o quase rebaixado Figuerense, no Independência, com banca de favorito e para continuar na luta por um título que busca há mais de 40 anos, o primeiro e único caneco nacional do Atlético Mineiro foi conquistado em 1971.
Quem vai comendo pelas beiradas e 'secando' o líder e o vice-líder é o Grêmio, que recebe o Cruzeiro, no Olímpico, e como o Galo Mineiro precisa vencer para permanecer pensando em conquistar o Brasileiro mais uma vez.
As fichas estão na mesa e as apostas são altíssimas, e você, bota suas fichas em que escudo: Fluminense, Atlético ou Grêmio.

Bom jogo, bom árbitro e péssimos ataques


Alguém me disse que os dois goleiros, Felipe e Marcelo Lomba, fizeram com que o placar do Engenhão não fosse modificado. Eu, um eterno amante dos artilheiros de todo o planeta bola, fico com a outra opção, ou seja, Flamengo e Bahia não tem jogadores com capacidade para decidir um jogo de bola e por isto não fizeram um golzinho sequer na noite de hoje e o placar ficou em branco.
Jogo bom? Sim, bem movimentado e com boas oportunidades criadas. Jogo agradável? Sim, deu para ficar grudado na telinha os noventa e seis minutos de jogo, não se assuste, o bom árbitro deu três minutos de acréscimos em cada tempo. Ei, cá prá nós, qual o nome deste moço que apitou Flamengo e Bahia? O cara é tão bom que nem falaram o nome dele lá no Canal Campeão.
E se o juiz foi bom, o jogo foi de boa qualidade o que é que eu vou reclamar? Perguntaria o meu amigo blogueiro. O de sempre. Vou reclamar do Íbson, o ridículo, do Dorival Júnior, que não soube administrar o time neste jogo e do horrível ataque do Flamengo e do Bahia que não souberam transformar em gols as chances criadas durante os noventa minutos.
E como é mesmo o nome do árbitro do jogo? 

Vingança dos "deuses"


O que mais me impressionou ontem, naquele risível episódio do cancelamento do jogo entre CBF x AFA, foi a declaração do Diretor de Seleções, Andrés Sanches, que ao ser perguntado sobre os motivos que levaram a AFA realizar o jogo em Resistência, cidade distante de Buenos Aires, mil quilômetros, ele foi lacônico, para não dizer irônico:
'Eu não sei porque o futebol se mistura com política. Marcaram o jogo para o interior para beneficiar um governador e agora acontece este problemão', disse o ex-presidente corintiano, que se esqueceu que seu time foi favorecido pela política ou não foi por isto que o ex-presidente Lula deu de bandeja o Itaquerão para o SC Corinthians Paulista, time que foi comandado pelo novo chefe geral do futebol da CBF?
Companheiros e colegas da crônica e da mídia brasileira dizem que foi um 'mico de ouro' e até mesmo o vexame do novo século. Eu, cá de longe, apenas observando o que estava acontecendo, só fiz um comentário e repito por aqui: Isto é obra dos 'deuses do futebol', que estão enojados com tudo o que está acontecendo no futebol sul americano, é muita gente atrapalhando o que um dia foi chamado de melhor futebol do mundo.
Ouvi por aí e li nas redes sociais, várias versões e vários comentários a respeito do episódio e você, aí do outro lado, também ouviu e leu os comentários falados ou escritos por todos da mídia esportiva e então deve ter tirado a sua conclsuão, eu, cá de longe, já citei o que penso e não retiro uma vírgula: Vingança total

Tem de tudo para todos os gostos


Se prepare para uma quarta-feira daquelas de te deixar pregado na telinha ou então sair mais cedo do trabalhou ou 'matar' o serviço para fugir até ao Arisão ou ao Parque Tamandaré para ver Copa Rio ao vivo e a cores. 
A quarta-feira é super boleira e tem futebol para todos os gostos. Tem Champions League, às 15:45h, na telinha dos canais Espn e Sky Sports, tem Copa Rio, Americano e Barra da Tijuca jogam no Godofredo Cruz e Goytacaz e Macaé se enfrentam no Ari de Oliveira e Souza, e tem, logo mais, a seleção da CBF contra um combinado da AFA, lá na Argentina.

Para alvinegros e alvianis assumidos e apaixonados vale a visita ao seu campo de jogo para ver as decisões dos Grupos A e C da Copa Rio. O Goytacaz só precisa de seus esforços para continuar na competição e o Americano ainda tem que dar uma 'secada' no Serra Macaense, que joga contra o Audax, em Macaé, mas a torcida é para que os dois sigam em frente e, possivelmente, se enfrentem nas fases seguintes para reviver o famoso clássico Goyta x Cano.
Para quem gosta de um futebol de algo nível eu recomendo Ajax x Real Madrid ou Porto x PSG, que no meu ponto de vista pode ser o melhor jogo da rodada, ambos nos canais Espn, e dar uma zapeada pelos outros jogos, principalmente Manchester City x Dortmund, que tem todos os ingredientes para agradar ao mais exigente torcedor.
Sobre o jogo amistoso entre a CBF e a AFA eu pouco tenho prá falar, confesso que quase não li, vi ou ouvi sobre o assunto e cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, se não encontrar um outro joguinho para me distrair sou capaz de ver um bom filme na telinha da TV e deixar de lado esta partida que tem tudo para ser desinteressante e sem graça, afinal estarão em campo a quarta força dos dois países que já foram considerados o melhor futebol do planeta.

Flu com jeitinho de campeão



-- O diferencial do Fla x Flu foi  Íbson x Fred, o Flamengo teve posse de bola, teve maior roubada de bola e um punhado de outras coisas no tal balanço do jogo, como gostam os comentaristas modernos. Porém, tem sempre um porém, Fred teve uma chance e créu, e Ibson teve duas chances e... nada, apenas a irritação do torcedor do Flamengo.

O pior do Fla x Flu, que não passou na Globo e sim no PPV da Globosat, foi ter que aturar os comentários de Paulo César Vasconcelos e a narrativa de Luis Carlos Júnior, que cá prá nós, eu já cansei de dizer que são as maiores malas do jornalismo esportivo brasileiro.

O comentarista insistiu em dizer, durante todo o primeiro tempo, que o Flamengo tinha posse de bola e o Fluminense dava espaço perigoso para o adversário jogar, mas em momento algum foi capaz de dizer que o erro do Fluminense era o posicionamento de Deco e o espaço oferecido não era aproveitado pelo péssimo futebol de Ibson.

Falar com imagem é muito legal, mas o moço lá da televisão esquece que as mesmas imagens chegam para nós, simples telespectadores, e que a gente vê que Tiago Neves não está jogando nada e não merecia seleção, mas o narrador insiste em não ver e a elogiar cada bola colocada, mesmo erroneamente, pelo camisa 10 do tricolor.

Ei, eu tenho que falar do jogo, mas falar do jogo é difícil. Jogo travado no meio campo e sem criatividade alguma. O gol do Fluminense foi lindo, mas Fred teve todo espaço do mundo para pensar, girar e voleiar de forma espetacular porque a defesa do Flamengo estava preocupada com Digão, isto mesmo, com o ridículo Digão.

Ah! O passe de Deco? Sim foi um belo passe, mas não tudo aquilo que o tal de PC Vasconcelos encheu de elogios, o limitado lateral do Flamengo, Welington Silva, fez dois ou três neste estilo,  mas quem estava na área? Ibson, o amuleto do mal.

O segundo tempo não mudou, o Flamengo continuou mandando no jogo e foi pressionando até o pênalti, que não teve como não ser marcado, mas Botinelli mandou nas mãos de Cavalieri e a torcida tricolor pode comemorar o título de forma antecipada quando o árbitro invalidou o gol de Love, que no meu ponto de vista estava atrás de linha da bola.

Um jogo marcado pela incapacidade do Flamengo em fazer ou de criar chances de gols e a certeza de que o Fluminense está no caminho certo para garantir o título, tem tudo a seu favor, inclusive o apoio dos 'céus'.

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Fla bota o Flu na boa


Venceu? Sim, o Flamengo venceu porque foi o melhor em campo e 'matou' o Atlético Mineiro na segunda etapa. Convenceu? Sim, o time convenceu e mostrou que realmente precisava de um toque a mais no meio campo, Léo Moura e Cléber Santana deram este toque, e uma força a mais no ataque, Liédson, melhor fisicamente, ajudou Vagner Love e deu o poder ofensivo que faltava ao time de Dorival Júnior.
Agora, cá prá nós, não me perguntem ou não me falem que este time está pronto para desafios maiores e que pode brigar por título ou em vaga na Libertadores. Falta muita qualidade nas laterais e no meio campo e ainda carece de um maior entrosamento nos três setores do campo.
O Atlético Mineiro não me decepcionou, como disse o velho jornalista Ermê Sollon em ligação após a partida. 'Dutra, me decepcionei com este Galo Mineiro'. Não concordo, eu tenho visto jogos do Atlético e sinto que chegou no limite após conquistas o simbólico título do primeiro turno. Ronaldinho Gaúcho passeia em campo e, quando bem marcado, faz apenas figuração como nos seus tempos de Flamengo. Bernard fez falta, mas o time é limitado, como o do Flamengo, e está no topo por sua bela campanha no primeiro turno.
O Flamengo deu um salto para a décima colocação, 34pg, e com as nove vitórias conquistadas fica a frente da Ponte Preta a a um ponto do Cruzeiro, mas ainda não pode dizer que não corre perigo de rebaixamento, o Sport, primeiro da zona da degola, tem 27pg e ainda faltam doze rodadas para o final do Brasileirão.
No domingo tem Fla x Flu, no Engenhão, e o clássico pode embolar ainda mais o campeonato ou então dar ao Fluminense a folga que precisa para embalar de vez rumo ao título de 2012.

Urubu x Galo: Briga de bicudos no Engenhão


A torcida do Flamengo fez a sua parte, comprou todos os ingressos disponíveis para o jogo contra o Atlético Mineiro, logo mais, 22h, no Engenhão, e diz que vai para o estádio disposta a carregar o time nas costas. Até aí tudo normal, a massa rubro-negra é capaz de operar milagres e fazer a camisa correr sozinha, como dizem os mais fanáticos e crédulos torcedores, porém, tem sempre um porém, o adversário não é uma 'galinha morta' é o Galo Mineiro, forte e vingador, como fala a letra de seu hino.
E o time, com Cléber Santana pintando como novo ídolo, com Liédson prometendo mais gols, com Vagner Love dizendo que os gols perdidos em Goiânia irão lhe motivar a marcar outros mais hoje à noite e com Léo Moura voltando ao time após cumprir suspensão, será que vai corresponder e não dar a torcida a frustração de uma nova derrota em casa?
Dizia meu velho pai, Zebinho Dutra, 'jogo é jogado e lambari é pescado', então tá, vamos esperar para ver se esta turma paga placê e faz o mundo girar ou deixar tudo como antes, no quartel de Abrantes. Ronaldinho Gaúcho é o principal adversário, mas Bernard, o grande craque do time, está fora e isto é um trunfo a mais para o time de Dorival Júnior, mas falando em time, com conjunto e qualidade tática e jogo jogado, o Atlético é mais time e é meu favorito para o confronto de hoje.

Um cardápio interessante no domingão


Qual a melhor opção para este domingo, à tarde, na telinha da TV? Para quem tem os canais a cabo a escolha é difícil. Tem Botafogo x Corinthians; tem Ponte Preta x Vasco e Atlético Goianiense x Flamengo, que também é o jogo da Globo, mas cá prá nós, a torcida tricolor verá Atlético Mineiro x Grêmio, em Belo Horizonte, para 'secar' o Galo, maior perseguidor do Fluminense.
Três bons jogos, e o pior que todos às 16h, para o carioca/fluminense assistir na telinha e quem puder dar uma zapeada, no melhor estilo cinco minutos para cada um, poderá ver o sofrimento do Flamengo, contra o lanterna, lá em Goiânia, e acompanhar o duro jogo do Vasco, em Campinas, contra a Ponte. Sobre o clássico Corinthians x Botafogo tudo pode acontecer no Pacaembu. 
Ainda bem que Atlético x Grêmio será às 18:30h e a gente pode ver o bom jogo do Independência, que não tem favorito mas tem cheiro de grande exibição do Ronaldinho, que anda com os gremistas atravessados e está louco para mostrar que ainda não morreu para o futebol.
São Paulo x Cruzeiro jogam no Morumbi, quatro da tarde, e o maior apelo para este jogo está previsto para mais cedo, é a apresentação de Paulo Henrique Ganso nova aquisição do tricolor paulista. Sobre o Cruzeiro é bom o Celso Roth tomar cuidado, sua cabeça está a prêmio na Toca da Raposa.
E por falar em cabeça a prêmio é bom lembrar que tem gente na Gávea querendo crucificar Dorival Júnior, aqueles mesmos que acreditaram que Luxemburgo e Joel Santana eram os grandes culpados da fracassada campanha do rubro-negro nos dois últimos anos. Eles não enfiam a carapuça de jeito nenhum.

Não vi e não gostei


Conforme havia previsto não vi o jogo de ontem, no Serra Dourada, nem sequer acompanhei pelo Twitter ou Facebook. Explico: Meu relacionamento com a seleção da CBF chegou ao fim e não dá mais para ficar pregado na poltrona ou com qualquer mídia para saber resultado de um jogo que não nos leva a lugar algum.
Qual destes jogadores, que entraram em campo ontem, exceto Neymar, Lucas ou um ou outro como Paulinho e Dedé, estarão nas próximas convocações e possivelmente na Copa de 2014? O que esperar de um time que manda para campo Lucas Marques, Fábio Santos, Thiago Neves ou Jadson?
Podem me criticar e até já disse por aqui que estão me chamando de anti-patriota, mas confesso que não fico nem um pouco preocupado com o que estão dizendo ou o que irão dizer, gosto de futebol sério, bem jogado e com perspectivas totalmente diferentes do que estão me oferecendo para ver quando o assunto é seleção da CBF, ontem foi um mistão frio da Argentina, mês que vem o Iraque e o Japão e depois dizem que teremos a Inglaterra como adversário, aí a história muda e talvez eu abra uma exceção e veja o amistoso.
Mas ontem preferi ver um bom filme, loquei Sissi, a Imperatriz, para ver as belezas da Áustria e imaginar como seria uma viagem por aquele país maravilhoso. Revi a bela e saudosa atriz Romy Schneider, ouvi as valsas vienenses e me deliciei com as imagens dos palácios e campos austríacos.
Sei que a Seleção da CBF venceu por 2x1, um gol em impedimento, que vi agora pela manhã, e com um pênalti aos 46 do segundo tempo, que existiu, e que Mano Menezes foi vaiado insistentemente no Serra Dourada e que Felipão teve seu nome gritado em proza e verso como se ele fosse resolver todos os problemas e como se o problema maior fosse só o treinador do time.
Os erros vem lá de cima, da cúpula, que tem contratos incríveis com empresários e está presa a negócios efetuados desde do tempo do Imperador Dom Ricardo I, o grande.

Champions League: Vai começar a festa


E vai começar o maior torneio de clubes do planeta bola. Vai começar, nesta terça-feira, às 15:45h, horário de Brasília, a Uefa Champions League e duas das maiores forças do futebol mundial estarão se enfrentando em Madrid, no Santiago Bernabeu, Real Madrid x Manchester City, pelo Grupo D, que tem ainda Dortmund x Ajax, que jogam na Alemanha. 
Vários brasileiros estão inscritos, você que acompanha já leu nos sites especializados sobre o assunto, e entre as surpresas está a inscrição, confirmada hoje, de Kaká pelo Real Madrid após uma onda gigante sobre a sua não participação no torneio continental. 
Se me perguntarem sobre os favoritos eu não tenho dúvidas em responder, pela ordem: Barcelona, Real Madrid, Bayern Munique, os dois de Manchester (City e United) e na previsão mais otimista o Chelsea, Juventus ou Paris Saint Germain, este por ter gasto uma fortuna para montar o time e ter grandes estrelas internacionais.
Vários brasileiros em ação, mas não com o brilho de anos anteriores, quando Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e até Maicon e Júlio César, estes dois campeões pela Inter/Milão, brilharam e chegaram até a brigar ou conquistar o título de melhores do mundo. Esta temporada os brazucas são apenas figurantes, como Ramires e Oscar, no Chelsea, Papo e Robinho, no Milan, e apenas um protagonista, Hulk, no Zenit, que cá prá nós, será um participante da Champions League.
A Espn mostrará seis jogos ao vivo nesta terça-feira e mais dois em VT, e, como já disse aí acima, Real Madrid x Manchester City é o jogo a ser visto, passa na Espn Brasil, Montpellier x Arsenal estará na Espn e o jogo em HD, na Espn+ será Paris Saint Gernain x Dínamo Kiev na estreia de Tiago Silva na zaga do time francês.
Faça a sua escolha e bom programa para você que está em férias, aposentado ou em greve e se quiser acompanhar pelos links da Uefa tem ainda outros jogos interessantes como: Dínamo Zagreb x Porto; Olimpiacos x Schalck 04; Málaga x Zenit ou Borussia Dortmund x Ajax. Vale a pena conferir.

E Sollon está na bronca

E  Sollon está na bronca

-- Antes de terminar o primeiro tempo no Engenhão, com o Flamengo perdendo por 1x0, gol de Marcelo Moreno, o celular toca e do outro lado Ermê Sollon já começava a destilar seu veneno e soltar sua raiva pelo que via do seu time na televisão. 


- Isto não é Flamengo, meu caro Dutra. Isto é um arremedo de time e você, com muita precisão, disse há algumas semanas atrás, que é o pior Flamengo de todos os tempos. E ainda botam a culpa no treinador que saiu e querem sacrificar o que chegou.


Quando eu pedia calma ao veterano amigo ouvi que o Sport fazia o segundo gol diante do Internacional, lá em Porto Alegre, e aí, meu caro blogueiro, foi um festival de palavrões, coisa anormal partindo do Ermenegildo Sollon, jornalista do tempo em que palavrão não era assim tão usado como hoje, mas perdoei o velho flamenguista e respeitei sua bronca e seus xingamentos.


- Todo mundo erra quando o Flamengo precisa.Todo mundo vence quando o Flamengo precisa de um resultado. Veja só este Atlético Goianiense, lanterna e sem time de qualidade, vem a Volta Redonda e manda o Fluminense para o espaço. Veja este Náutico, com seus ex-jogadores em atividade, pega o Galo e tira três penas do time de Cuca. Meu Deus, todo mundo vence e só o Flamengo que não ganha de ninguém?


É verdade. Intervalo de jogo e o time de Patrícia Amorim vai acumulando a quinta derrota consecutiva e chegando próximo da zona da degola. Um ponto apenas separa, neste momento, Flamengo do Sport Recife, quatro do Figueirense e sete de Palmeiras e Atlético Goianiense.


Quando comecei a fazer as contas meu amigo Sollon desligou o celular sem sequer se despedir. A coisa tá feia mesmo, o educado jornalista perdeu as estribeiras e já não tem mais paciência nem mesmo para reclamar.


Vou até o Twitter para ler as postagens dos parceiros e encontro várias reclamações e algumas tiradas interessantes, inclusive citações de alvinegros, tricolores e vascaínos, todos que um dia conheceram de perto as amarguras da Segunda Divisão, fazendo figa e 'secando' o adversário na boa nas frases colocadas naquele espaço da Rede Social. 


E revendo os rebaixamentos anteriores fui achar o do Palmeiras, que quando desceu levou um carioca junto, o Botafogo, e a profecia do tuiteiro está prestes a se concretizar: Se o Verdão descer vai levar um carioca, é de praxe.


E aí veio o segundo tempo e com ele o grito de 'raça' por parte da torcida, que estava no Engenhão. Eu, cá de longe, me perguntava: Antigamente pediam jogadores com bom nível técnico e hoje pedem raça? Algo está errado.


Mas o Luxemburgo é rubro-negro de coração e resolveu dar uma mãozinha ao seu amigo Dorival Júnior, tirou Marcelo Moreno e botou um zagueiro para fechar a o meio e o resultado foi  gol de empate, em bela cobrança de falta de Adryan, e o jogo ficou com cara de que o time carioca fosse virar o jogo.


E teve gente comemorando o empate do Internacional, lá no Beira Rio, que permaneceu a diferença de quatro pontos do Flamengo com a zona da degola e no estádio ainda pode-se ouvir aplausos para o empate do time contra os gaúchos.


Tentei ligar para o Sollon, no final da partida, mas o velho jornalista parece que desistiu de ver o jogo ou foi procurar um outro programa para o final do domingo. E não é que o tal de Ricardo Marques, o apitador de fraco nível, resolveu complicar os nervos dos flamenguistas no final do jogo? Ele deu quatro minutos e a torcida aqui perto de casa, nos dois bares que tem TV passando o jogo, gritou desesperada.

 

E a zebra passeou de preto e vermelho

E a zebra passeou de preto e vermelho

E a zebra passeou por Volta Redonda e deu uma chegada até ao Estádio Raulino de Oliveira para pregar uma peça no tricolor das Laranjeiras, que está, até o momento, procurando explicações para o vexame do sábado à noite contra o lanterna Atlético Goianiense.


Sabe aquele dia que ninguém joga nada? Isto aconteceu com o Fluminense na noite de ontem. Sabe aquele negócio de convocação atrapalhar? Isto aconteceu com o Fluminense. Carlinhos, Nem e Tiago Neves, este aliás não merecia ser chamado por não estar jogando nada há muito tempo, apenas desfilaram com a bonita camisa tricolor pelo gramado ruim do Cidadania.


Fred, que forçou o terceiro cartão amarelo no jogo contra a Portuguesa para ficar de fora deste jogo, considerado por muitos como favas contadas, deve estar amargamente arrependido. O artilheiro fez uma baita falta e Abel Braga deve estar se lamentando e xingando até agora as mudanças que ele tentou antes e durante a partida e, que por sinal, não deram certo em momento algum.


Vitória justa? Não sei se posso dizer isto, mas nas partidas anteriores o Fluminense estava sendo salvo pelo ótimo goleiro Diego Cavaliere o maior pontuador do Cartola FC, um jogo interessante do Sportv, e se transformado em grande nome do time nas vitórias apertadas conquistadas nas últimas quatro partidas. 


Portanto o sábado foi o dia da zebra e a 'moça' passeou vestida de preto e vermelho no Estádio Raulino Oliveira e hoje tem muito tricolor clamando a volta de Deco imediatamente.


Enquanto isto, no Morumbi, o São Paulo FC, com grande atuação de Lucas, venceu a Portuguesa por 3x1 e deixou a torcida feliz com o futebol de Luis Fabiano e seus companheiros. 

 

Empate no Engenhão

Botafogo e Internacional fizeram um primeiro tempo de pensar em desligar a televisão ou trocar de canal em busca de algo melhor. Este melhor não seria Grêmio x Náutico porque o nível do jogo era igual ao do Engenhão.


Fim de primeiro tempo e lá estava eu procurando coisa melhor para fazer ou ver na telinha da tevê. Como não encontrei apostei no segundo tempo do jogo e ganhei. Osvaldo e Fernandão devem ter puxado as orelhas de seus comandados e a turma voltou para o tempo complementar com motivação extra e disposta a fazer com que o torcedor, que pagou ingresso para ir ao estádio, e quem estava do lado de cá, também pagando para ver via Canais Premiere, esquecesse os primeiros quarenta e cinco minutos.


Bom segundo tempo e boa apresentação do Botafogo, sem Seedorf, e do Internacional, sem vários jogadores titulares. O jogo ganhou movimentação e o empate foi justo, poderia até ter um maior número de gols que não seria injustiça, mas Forlan está mesmo fora de forma e o time carioca, sem um ataque de ofício, fica a espera de uma jogada de Andrezinho ou Elkson.


Lá no Olímpico não sei se melhorou, como o jogo do Engenhão ficou legal não zapeei mais e só mudei de canal quando terminou Botafogo 1 x Internacional 1 e ainda deu para ver o gol de Kléber, o segundo do terceiro colocado no Brasileirão, o Grêmio fechou o jogo em 2x0 contra o Náutico e se fosse analisar só pelo primeiro tempo foi um placar injusto.

 

Resumão da quarta boleira

 

A quarta-feira do Brasileirão teve presenças de dois candidatos reais ao título, o Fluminense, como já comentei abaixo, e o Atlético Mineiro, que passou com propriedade pelo São Paulo usando o mando de campo e sua fanática torcida, mas teve também a confirmação de que o Palmeiras está mais do que nunca condenado a degola e que o Flamengo faz de tudo para lhe acompanhar nesta ladeira perigosa.

O Flamengo até que suportou boa parte do jogo e ainda teve bons momentos na segunda etapa, mas se  os times que estão na ponta tem jogadores que saem do banco e resolvem a parada, no Flamengo é complicado, saíram os meninos da base e quem entrou? Negueba e Botinelli, e aí a situação ficou complicada. Neymar e Victor Andrade, dois garotos formados na Vila, decidiram o jogo em apenas dois minutos, e isto quando faltavam apenas cinco para o final do jogo.

Em São Januário, na primeira partida sem Cristóvão Borges, fica aquela pergunta no ar: O Vasco venceu porque foi melhor ou o Palmeiras perdeu por que é pior? Fico com a primeira opção. O Vasco tem mais elenco do que o Palmeiras e um esquema de jogo mais audacioso. O time de Luis Felipe Scolari está prontinho prá cair.

As manchetes desta manhã, nos sites especializados, dizem que o Palmeiras está pensando em demitir Felipão. Tudo bem, até que seguraram por muito tempo, mas fica a pergunta: Foi ele quem escolheu Correia e o gordo Daniel Carvalho? Foi ele quem indicou esta turma do interior como reforço? Se foi bota prá fora porque algo está comprometido. 

E nos demais jogos nada de surpresa. O Bahia empatou com o Sport, no Recife, o Coritiba venceu o candidato mais sério ao rebaixamento, Atlético Goianiense, em Goiânia, Corinthians e Ponte empataram e não sonham com mais nada no campeonato, o Cruzeiro continua descendo a rampa com mais uma derrota, desta vez para o sufocado Figueirense, que com esta vitória respira um pouco mais na classificação mas ainda está no Z4

 

Brasileirão: Os quatro cariocas em campo

 

Para atender as exigências da Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão, a CBF marca três jogos dos cariocas para o mesmo horário, vinte e duas horas, para que o sul veja Botafogo x Inter, para o Rio ver Santos x Flamengo e para que São Paulo assista Palmeiras e Vasco.


Absurdo total, completamente diferente do que fazem na Europa ou Ásia ou África ou na América Central, onde os grandes têm seus jogos marcados para horários diferenciados e sejam bem remunerados de acordo com a audiência de cada um, mas deixa prá lá, nosso papo aqui é de bola rolando e vamos falar dos jogo do Brasileirão e da rodada de número vinte e quatro.

 

Começamos por São Januário onde um drama será vivido por Vasco, de técnico novo, Marcelo Oliveira está no Rio para acertar com Roberto Dinamite, e Palmeiras, na zona da degola e com Felipão prometendo ficar no clube em caso de rebaixamento. Quem terá os nervos mais dominados e forças suficientes para fugir da crise? Quem souber domar as emoções vence este jogo sem favorito destacado mesmo o Verdão vivendo um dos piores momentos de sua trajetória.

 

Passando pela Vila Belmiro e mais uma noite de terror para os flamenguistas no Brasileirão. Logo mais o Flamengo tem o Santos pela frente lá na Vila Belmiro e, na lembrança do torcedor, vem aquele jogaço do ano passado, aquela partida fantástica de Ronaldinho, a única em um ano na Gávea, e o gol incrível de Neymar que ganhou até prêmio na Fifa.


Não pensem que tudo se repetirá esta noite, é o jogo da Globo, às dez da noite, o craque santista está a beira do esgotamento físico e o Dentuço agora joga em Minas Gerais e, portanto, as grandes estrelas do jogo de 2011 não estão aptas para repetir o feito, muito embora Neymar é sempre uma fonte segura de bons lances.

 

E terminamos no Engenhão com a pergunta: Qual o Botafogo entra em campo logo mais, às dez da noite, contra o Internacional? Aquele time oscilante e imprevisível do final do primeiro turno ou o time insinuante, com movimentação constante e goleador como o das três últimas partidas do Brasileirão?


Claro que do outro lado estará um tradicional campeão brasileiro e cheio de estrelas de porte, mas Seedorf e cia estão em alta e podem fazer o Internacional voltar para o Rio Grande do Sul sem chances de chegar ao título e com a vaga na Libertadores em risco.

 

Fugindo do horário ridículo e da péssima organização do Brasileirão, o líder Fluminense joga no Canindé, às sete e meia,contra a Portuguesa, com o time completo e com Fred querendo mostrar para Mano Menezes que foi injustiçado com a não convocação

 

O tricolor é mais time que a Lusa e pode deixar o Canindé com aquela diferença de pontos que o Flamengo, naquele jogo atrasado contra o Galo, pode fazer o favor de colocar no lugar no final do mês em curso.


Este sim é um jogo para colocar o favorito em um tópico aqui no blog, queira ou não o treinador Abel Braga o Fluminense é franco favorito contra a Portuguesa, que tem 29 pontos contra 50 dos cariocas, e qualquer outro resultado, mesmo jogando no estádio do adversário, será uma grande surpresa.

 

Bacalhau x Urubu

Cheguei à Campos, voltando de Miracema, por volta das duas horas e dei uma passada pelo Armazém do Lenilson para o tradicional cerveja do domingo, e Manoel, o flamenguista triste e amargurado, reclamava do seu amigo Marquinho, vascaíno juramentado, que ficou a manhã inteira 'plantado' frente a sua mesa, vestido a camisa surrada do seu Vasco da Gama, e a mostrar três dedos nas mãos.
- O que eu faço, meu caro Adilson? Perguntava Manoel olhando fixo para o Marquinho, ainda parado perto do Armazém a espera do jogo contra o Bahia.
- Vou secar o Fluminense ali no bar e logo mais comemorar a vitória do Vasco. Chupa aí urubu!!! Gritava o amigo rival do Manoel que, já irritado, prometia até chegar a violência.
- Não agüento mais, Adilson.
Entrei naquela da turma do deixa disto, chamei os dois e dei uma sugestão que se separassem, afinal o flamenguista estava na boa, sem zoar ninguém,  e o vascaíno estava ali curtindo com a cara dele. E o vascaíno saiu de fininho sem ao menos pedir desculpas ao amigo.
O cara voltou até onde estava e me perguntou o que fazer. Liga não, disse eu, um dia você vai a forra, quem sabe na semana que vem, quando o Vasco pega o Cruzeiro, lá em Minas, e leve uma surra.
Nem houve esta espera, o Vasco tropeçou contra o Bahia, levou uma sova de 4x0, dentro de São Januário, e o Manoel nem mesmo esperou o jogo acabar e me ligou, via celular, dizendo que estava procurando o vascaíno por todos os cantos do bairro.
- Onde este danado viu o jogo? Onde é que ele está? Amanhã vou para frente do supermercado onde ele trabalha, vestido com uma camisa do Flamengo e nem vou dizer nada. Você tem uma camisa do Bahia para me emprestar?
Nem dei corda para o papo e não alimentei a vingança, aliás eu até tenho a camisa do Bahia, mas não vou dar motivo para confusão. 
Agora é torcer para que uma boa noite de sono possa fazer os dois acalmarem e botarem a cabeça no travesseiro e escolher o melhor caminho para esta briga boba.

Fla perde e a galera quer explicações

 

Gilson Kleina é um bom treinador. Dorival Júnior é um bom treinador. Difícil é trabalhar no Flamengo e tentar montar um time com o elenco fraco que tem nas mãos. Fácil é trabalhar na Ponte Preta e montar um time com um elenco fraco que tem nas mãos.

 

A cobrança na Gávea é feito um terremoto enquanto em Campinas a cobrança não passa de uma brisa. Bota este time da Ponte com a camisa do Flamengo, com Kleina no comando, que o rubro-negro vai direto para a Segunda Divisão. Muito duro, mas é a pura realidade. Camisa pesa prá burro.

E assim que botei os pés na padaria o Geraldo me chama no canto e diz:

 

-O que é que eu falo agora, meu caro Adilson Dutra?

Não diga nada, nesta hora é melhor o silêncio e a aceitação da gozação sem criar problemas. Aceite a zoação da turma e deixe de lado esta camisa rubro-negra, que no momento não está merecedora de sua paixão.

 

O rapaz saiu meio de lado e com cara de quem não gostou nada e certo que a turma do 'arco Iris' vai deitar e rolar durante o dia e, principalmente, amanhã, quando o Fluminense pode amanhecer líder isolado do Brasileirão.

 

- Chefia, até o Botafogo venceu, por quê este Flamengo não vence? Quis saber o rapaz, me perdoe que não sei o nome, que toma conta da banca de frango assado na Formosa.

É a fase, meu caro... É a fase. Ainda bem que os outros, que estão lá por baixo, também não venceram e o rebaixamento ainda não é um assunto lá na Gávea, mas do jeito que a coisa anda daqui a pouco os sete pontos que separa o Flamengo da degola já serão descontados.

 

O rapaz saiu apavorado e com cara de quem acreditou no que eu disse, que aliás é a pura realidade. O time é ruim, a diretoria omissa e com certeza irão colocar a culpa em Dorival Júnior e mudar mais uma vez a comissão técnica, como se isto fosse resolver todos os problemas vividos por Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana.

 

Já chegando à casa o Maguinho, porteiro de meu prédio, inteligente e conhecedor do assunto, dispara: Íbson, Negueba, Liedson, Welinton e Cia ltda, é o pior Flamengo de todos os tempos.

 

Fecha rápido o pano senão vem mais cobrança por aí.

 

Sem pit stop

Se na Europa a bola não vai rolar nem hoje e nem no final de semana, por conta da paralisação para os jogos das Eliminatórias da Copa 2014, por aqui, no país da CBF, o campeonato por ela organizado não para nem mesmo quando Mano convoca sua seleção para dois amistosos preparatórios para aproveitar a data Fifa.

Então, que se dane os clubes, lá vamos nós correndo atrás da informação e comentando por aqui o que pode acontecer nos jogos marcados para esta quarta-feira no Brasileirão, principalmente os que envolvem os líderes e os preferidos dos cariocas, que terão três dos quatro participantes jogando logo mais à noite.

O primeiro a entrar em cena é o mais visado pelo torcedor, o Flamengo recebe a Ponte Preta, de boa campanha com Gilson Kleina no comando, no Raulino Oliveira. Dorival deverá fazer um punhado de alterações, principalmente na parte tática com as ausências de Gonzales e Cáceres, ambos a serviço de suas seleções nas Eliminatórias da América do Sul.

Mas parece que as únicas mudanças no time rubro-negro serão estas duas, por motivo de convocação, pois Negueba e Ibson, marcados pela torcida, estão confirmados e Liédson permanece no banco de reservas mesmo com o apelo da grande maioria dos torcedores. Vencer é fundamental para não ver a crise aumentando e por isto o clima para os jogadores deve estar bem ruim. Todo cuidado é pouco para não repetir os velhos vexames.

E, como já venho batendo por aqui há alguns anos, repetindo também os mesmos erros de sempre e não copiando o que há de bom nos campeonatos europeus, a CBF marca Náutico x Vasco para o mesmo horário de Fla x Ponte, ou seja, às 19:30h e o torcedor, que paga uma nota preta pelos jogos em PPV, fica sem opções de uma melhor escolha.

Bem, sobre o jogo no Estádio dos Aflitos, em Pernambuco, o Vasco não encontrará moleza pela frente e também está em situação difícil. O Náutico vem fazendo campanha regular, está no mesmo patamar da Ponte Preta (27pg) e tem o fator campo, lá as arquibancadas não ficam as moscas e o público incentiva o time até o final. Jogo complicado e que tem o Náutico levando a vantagem deste fator campo. 
Fechando a rodada para os cariocas o jogo da Globo, aquele das dez da noite, no Independência, entre Cruzeiro x Botafogo. O time carioca,que sofre para ajustar o inexistente ataque, vai para campo com Seedorf ao lado de alguns garotos, como Gabriel, para tentar mudar a fase negra, que foi afastada um pouco com a vitória sobre o Coritiba. Jogo em que o Cruzeiro é o favorito por jogar em casa.

 

Escolha errada

Estava eu quietinho, no Armazém do Lenílson, quando alguém me perguntou: 'E aí, Dutra, você não vai assistir Inter e Flamengo?' A resposta foi rápida e rasteira: Prefiro ver Barcelona x Valência, pelo Espanhol, não acredito nesta turma do Flamengo e é complicado ficar diante da TV para ver um bando correndo em campo sem saber o que fazer.


Fui contestado e a rapaziada me criticou pela minha opção e então preferi não insistir e fiquei no armazém a espera do jogo lá em Porto Alegre e subi, logo depois, com meu genro Adalberto, para me ligar na telinha do Canal Premiere, que passava o jogo em alta definição, e botar sentido no tal jogo cobrado pelos amigos da cerveja dominical.


Que baita arrependimento. Escolhi o jogo errado, o Barcelona não jogou às 15 horas, como eu pensava, e sim às 16:30 e perdi a chance de ver Messi e sua turma se exibirem no Camp Nou e fiquei no Brasileirão vendo Felipe errar, Welinton entregar e Ramon provocar a ira da torcida deixando escapar uma bola para o gol de empate do Colorado gaúcho.


Poderia ter visto o Real Madrid, também pelo Espanhol, fazer o Granada entender que novato não tem vez no campeonato, mas preferi ver Dorival Júnior insistir com Negueba e Ibson e aprender a lição que Joel Santana cansou de estudar, ou seja, ser treinador do Flamengo é difícil demais e sempre será o culpado por tudo o que acontecer em campo.


Que culpa teve Joel Santana? Que culpa tem Dorival Júnior? Que culpa teve Luxemburgo?  Nenhuma, o grupo é fraco e a direção mais fraca ainda. E Patrícia Amorim diz que será candidata a reeleição no final do ano.


Ah! Tá legal, o Barcelona passou com dificuldade pelo Valência e o jogo não foi lá grande coisa, me dirá quem assistiu a partida, mas pelo menos o time catalão tocou a bola, botou o adversário para correr e administrou o jogo até o final, e, enquanto lá no Beira Rio, o vexame foi completo e eu, aqui na minha poltrona favorita, tive pelo menos a distração de ver a neta Luna correndo de um lado para outro sem pensar que lá na telinha o Flamengo, de seu pai, estava sucumbindo diante do campeão gaúcho.

 

No embalo de sábado


-- É rapaz, ontem eu quebrei a cara e fiz uma crítica errada a 'pobre' CBF e a organização do Brasileirão,  Vasco e Fluminense não jogaram no mesmo horário e sim em horários diferentes, mas prá não dizer que não falei mal eu critico a hora deste jogo Vasco x Portuguesa, nove da noite de um sábado, que é reservado a balada e saída com a família.

Mas tudo bem, o embalo do sábado começou logo cedo, ás 15h, quando os dois campistas, Americano e Goytacaz, jogaram pela Copa Rio, em Campos, o alvinegro enfrentou e empatou com o Volta Redonda, no Godofredo Cruz, em 0x0, e o alvianil recebeu o Quissamã, no Arisão, e venceu por 1x0 e o gol foi de Rafael.

Eu ontem, no comentário da Copa Rio, perguntei: Onde o público será maios, no Arisão ou no Godofredo? E até o momento não recebi informação sobre o borderô do jogo e espero poder ter esta comparação ainda hoje e trarei um breve pitaco para os blogueiros que me seguem por aqui.

E o embalo continuou, desta vez na telinha da tevê, onde vi o Macaé Esporte golear o Caxias (RS) por 4x1 e o jogo ficar esquentado, como todos na Série C do Brasileirão, no final do jogo. Bela vitória do time de Toninho Andrade que segue buscando a classificação e um possível acesso.

E na sequencia, lá pelas seis e meia, já entrando na noite, vi parte de Figueirense 2 x Fluminense 2 e percebi que o Fluminense ainda fez muito, estava com vários desfalques, fato que confirma a minha indicação de favorito ao título para o Tricolor do Rio, cujo elenco é forte e com boas opções para Abel Braga.

Alguém disse que o empate foi preocupante, mas cá prá nós, jogar lá no Scarpeli, com um punhado de desfalques e ainda trazer um ponto? Foi bom demais para o Fluminense que segue na cola do Galo na briga pela liderança do Brasileirão.

Preocupante mesmo foi a atuação do Vasco, que mesmo vencendo por 2x0 a Portuguesa, no Engenhão, no tal jogo das nove da noite (obrigado Ademir Tadeu pela correção). O time cruzmaltino venceu mas não convenceu a sua torcida, fez o básico, contra um adversário que não repetiu as boas atuações anteriores, e venceu por mérito exclusivo da sorte de seus atacantes.

Hoje tem mais sofrimento para a torcida do Flamengo e do Botafogo. Certo? 

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Filme repetido

Sabe aquele dia em que você acorda com um pressentimento e que tem medo de que ele se concretize? Não se assuste, não são previsões horríveis ou de tragédias, são pressentimentos esportivos que meu amigo André, flamenguista e pitaqueiro, estava sentindo e comentou comigo lá na padaria Padoka, ao lado do Braseirinho, novo point da turma do Leandro.

- Hoje é um jogo que o Flamengo gosta de entregar, um time que corre risco de rebaixamento e jogando em Volta Redonda. Parece que já vi este filme antes, comentou André por volta das sete da noite.

Bingo! O Flamengo foi um time apático e sem inspiração, mas cá prá nós, com um meio campo com Ibson e Negueba, correndo de um lado para outro sem noção do que estavam fazendo, e com Vagner Love perdido, de novo, lá na frente, é duro de aguentar, e este filme, meu caro André, eu já estou assistindo há muito tempo.

Um gol de Ibson e logo depois o empate e o treinador bem que tentou, fez uma mudança tática e tentou reverter o quadro no segundo tempo, entrou Liédson no lugar de Cáceres, e Negueba continuou correndo e errando tudo até que mais uma tentativa, com Bottinele, mas outra vez não deu certo e nunca dará. 

O empate até que foi um castigo para o rubro-negro pernambucano, talvez seja por causa da camisa horrível que vestiu seu jogadores na partida de ontem. Tentaram imitar o Corinthians e botaram fotinhas de torcedores, que pagaram R$ 250,00 para ajudar a enfeiar ainda mais os uniformes dos times brasileiros.
E hoje, logo pela manhã, ouvi aqui de cima um grito vindo da oficina do Chakal: 'Se contra o Lanterna foi assim imagine domingo, contra o Inter, lá em Porto Alegre?'

Enquanto isto, no Morumbi... Se o empate do Flamengo, comentado logo aqui acima, foi ruim e criticado por sua torcida, imagine a derrota, por goleada, do Botafogo para o São Paulo, no Morumbi, ontem à noite? Creio que a esta altura Osvaldo Oliveira já tenha saído e procurado um outro rumo, quem sabe até no lugar de Cristóvão, no Vasco da Gama?

Não vi o jogo mas ouvi, cá da minha sala, os pitacos do Leandro, que via a vitória de seu tricolor lá em seu quarto e a cada boa jogada de Lucas, Luis Fabiano e cia ltda, o garoto vibrava e dizia: 'Hoje tá Fabuloso'.

E Ney Franco, segundo o que ouvi após a partida, teve uma grande parcela de responsabilidade na vitória do São Paulo por 4x0. Ele sacou um volante, ainda no intervalo, para colocar um atacante, Osvaldo, que mudou o panorama da partida.
Agora a briga pelo G4 se inverte, o São Paulo está a um ponto do quarto colocado e em crescimento e o Botafogo desce a ladeira, três rodadas sem vencer, e já está na zona intermediária da tabela e praticamente sem chances de título ou de Libertadores.

 

Pitacos do Brasileirão

Não foi como eu esperava, os jogos da noite de ontem, pelo Brasileirão, não me enxeram os olhos e nem me deixaram ligadão em frente a tevê. Não sei se por ter visto um belo jogo mais cedo, Real Madrid 2 x Barcelona 1, ou se porque esperava um pouco mais do líder Atlético Mineiro, bem mais do Santos e muito mais de Fluminense e Corinthians, tidos por este blogueiro como os dois melhores do país na atualidade.

De Coritiba e Internacional não dá nem mesmo para comentar, apenas dá para dizer que os dirigentes brasileiros são cegos, ou burros demais, e não veem o que acontece lá fora antes de contratar ou são fissurados por propinas de empresários que empurram ex-jogadores com facilidade espantosa.

Juan, zagueiro de qualidade indiscutível, viveu dois ou três anos na Roma sofrendo com lesões seguidas e pouco jogou. Forlan, atacante e artilheiro de faro espetacular, há dois anos na Inter, de Milão, sem agradar e sem marcar presença constante nas redes adversárias. Os dois chegam a Porto Alegre com festa e o que aconteceu? Juan já se contundiu e Forlan continua sem marcar  perdendo gols incríveis, como ontem. 

Ah! O Internacional, que contratou os dois com salários altíssimos, perdeu do Coritiba e já estão ameaçando Fernandão, o ídolo que aceitou ser treinador na vaga de Dorival Júnior, cujo pecado deve ter sido não aceitar imposições de dirigentes ligados a empresários.

Já que estou falando em técnico, falando no sul e em dirigentes que gostam de negociar jogadores, me lembro que o Vasco, que se desfez de quase meio time titular, foi a Porto Alegre e perdeu para o Grêmio por 2x0 em um jogo que pelo menos teve boa movimentação. Pior é que os vascaínos dirão que o grande culpado é Cristóvão Borges e não os dirigentes que desmontaram o time.

Ih! Rapaz. E o Palmeiras levou uma nova chinelada e se afunda cada dia mais. Coitado do Big Phil, está vivendo um inferno astral e tem empresários e dirigentes loucos para coloca-lo na seleção da CBF. Portuguesa 3 x Palmeiras 0 sem contestação ou choro de Felipão no final da partida. Sacode legal.

Deixei para o final Fluminense 1 x Corinthians 1 de propósito, porque duas linhas bastam para definir o jogo: horroroso e sem graça e o empate castigou a ambos. Bom mesmo deve ter sido o jogo que não vi, Náutico 3 x Figueirense 2, pelo menos sobrou emoção e a virada foi espetacular, o time pernambucano saiu de um 0x2 para um 3x2 bem legal.

 

"Quarta-feira das boas no Brasileirão"

Já disse lá no blog e repito aqui: A rodada de hoje tem dois jogos importantes e um interessante. O mais importante será jogado no Engenhão e terá como protagonistas Fluminense e Corinthians, dois dos melhores times brasileiros no momento e donos de campanhas distintas neste Brasileirão.

Enquanto o tricolor carioca está na crista da onda e buscando desbancar o Atlético Mineiro, que joga hoje em Belo Horizonte, da liderança, o Timão paulista está lutando para fugir da zona intermediária e começar a incomodar os ponteiros. Não acredito na possibilidade do Corinthians virar o jogo e passar a ser candidato a título, a sua campanha, no inicio do campeonato, foi ruim devido a sua participação ativa na Libertadores, que aliás acabou conquistando com méritos.

Galo e Ponte fazem o outro jogo importante da primeira rodada do returno e como o jogo será no Independência o favoritismo dos mineiros cresce e, segundo especialistas, é de 70% de chances de uma boa vitória. Ronaldinho está jogando um futebol que todos esperavam ver no Flamengo e desequilibrando em favor do Atlético Mineiro. 

O jogo interessante será no Olímpico, em Porto Alegre, onde o Grêmio recebe o Vasco da Gama tentando provar a seu torcedor que está mesmo em condições de disputar o título. O time cruzmaltino vem de uma sequencia de maus resultados e Cristóvão está na corda bamba. Claro que o time de Luxemburgo é favorito, principalmente por jogar em casa e diante da sua torcida, mas o Vasco pode muito bem voltar do sul com três pontos na bagagem.

Pena que Portuguesa x Palmeiras joguem no mesmo horário de Atlético x Ponte, pois este seria um bom jogo para assistir sentado na poltrona favorita. Vai ser gostoso ver o Verdão tentando fugir da zona de rebaixamento e Felipão desesperado á beira do gramado a xingar o árbitro e procurar um culpado para péssima campanha do seu time. Uma vitória da Lusa botará o Palmeiras em polvorosa.

Mais cedo tem dois bons jogos e que podem fazer uma boa preliminar para quem vai ficar grudado na sala ou na mesa de um bar: tem Santos x Bahia, na Vila Belmiro e Coritiba x Internacional, no Couto Pereira. A quarta-feira promete ser das boas.

 

Empate justo no Engenhão

 

O empate, no Engenhão, foi justo e comprovou o que eu disse hoje cedo (veja o pitaco abaixo) e nem Flamengo nem Botafogo mereceram vencer o jogo ruim e truncado, com uma arbitragem bem ao estilo carioca de apitar, ou seja, tentando agradar a gregos e troianos e sem deixar o jogo fluir com velocidade ou com a complementação das jogadas.

Se o Flamengo entrou com um time ofensivo, postado com três no meio campo e com três na linha de frente, o Botafogo entrou com quatro no meio campo e apenas um atacante, que por sinal não é muito do ramo. Equilíbrio que fez o zero a zero o placar justo para um clássico feio e que faz jus a fase de Flamengo e Botafogo no Brasileirão 2012.

O Flamengo, de Dorival Júnior, evoluiu bastante e já tem padrão de jogo que o torcedor já respeita e aplaude. O Botafogo, de Osvaldo Oliveira, também tem um bom padrão porém, tem sempre um porém, não há um atacante de ofício no elenco, o único está contundido, e por isto fica impossível tentar ser mais ofensivo do que foi na tarde deste domingo no Engenhão.

Se no Rio o clássico ficou sem gols e sem emoção em São Paulo foi quente e com três gols no jogo, dois destes de Luis Fabiano e do São Paulo e, claro, o outro foi do Corinthians, que perdeu mais uma e segue sem chance de terminar o Brasileiro entre os cinco primeiros, mas isto não importa, o Timão está na Libertadores e, segundo Tite e sua troupe, isto é o que interessa.

No sul também teve gol, um apenas, mas o suficiente para o Grêmio comemorar a boa fase e se manter no G4 e deixar o grande rival regional mais longe de uma vaga na Libertadores.

Enfim, não deu para ficar zapeando muito, mas o domingo até que foi legal para quem gosta do futebol brasileiro bem jogado. Que dias melhores cheguem para nós, torcedores e amantes do bom futebol.

 

Hora de mostrar serviço

 

Esta rodada do Brasileirão, a última do turno, é a segunda melhor de todas as trinta e oito, só perde, é claro, para a última, que pode ser a decisiva. E eu, não sei se por sorte ou por falta de sorte, estarei ausente dos dois bons jogos de sábado, clássicos no Rio e em São Paulo, porém, tem sempre um porém, por um motivo justo e perfeito.


Hoje é dia de reencontro com a minha turma do Banerj, agência Miracema, que será realizado no salão de festas do Green Park, lá na terrinha, do meu amigo João Leitão. Hoje é dia de reencontrar com um grupo espetacular de amigos, que foram companheiros de trabalho no início da minha carreira benerjiana e com quem muito aprendi. Hoje é dia de tomar geladas a vontade, ouvir histórias e causos e contar e ouvir muita história de boleiro, caçador e pescador.


Bem, vamos ao que interessa por aqui no nosso espaço diário: Hoje é dia de comentar a rodada do Brasileirão, falar dos jogos lá fora, começa o Italiano e o Alemão tem complemento da primeira rodada neste sábado, e os demais campeonatos europeus já estão esquentando e entrando na segunda rodada.


Quem leva logo mais, no Engenhão: Fluminense ou Vasco? Quem se adaptar melhor ao péssimo estado do gramado levará vantagem, mas no meu ponto de vista o tricolor entra como favorito por estar melhor encorpado e ter um elenco forte e com boas peças de reposição. Quem fará mais falta: Juninho ou Deco? Creio que os dois times sentirão a falta dos veteranos craques, mas Deco tem substituto a altura e Juninho não o tem. 


Em São Paulo, no Pacaembu, sou mais Santos contra o Palmeiras que busca a fuga do rebaixamento. O Peixe, embora tenha Ganso jogando a 'meia bomba' e doido prá ir embora logo para o São Paulo, vem se recuperando e o Verdão cai a cada rodada rumo a Segunda Divisão em 2013. Sem pestanejar eu cravo Santos como favoritaço no jogo das seis e meia.


Amanhã, se a cabeça não estiver girando, volto por aqui para comentar os clássicos do domingo. 

 

Por pouco não deu Fogão

Por muito pouco minha previsão, postada no meu blog ontem, sobre Botafogo x Palmeiras não fica totalmente furada. O alvinegro jogou muito bem ou o Palmeiras não jogou nada? Fico no palpite duplo e concordo com quem diz que o Verdão Paulista é o suprassumo da mediocridade e candidato real ao rebaixamento, mas reconheço que o alvinegro carioca esteve em uma boa noite de futebol.

Venceu o melhor em campo e se classificou o pior da dupla. O Palmeiras não merecia seguir em frente na Sul Americana, assim como não merecia o título da Copa do Brasil, o time é ruim e o treinador ganha mais uma sobrevida e aumenta a sua fama de 'copeiro' sem merecimento.

Faltou apenas um gol ao Botafogo ou o Botafogo tomou um gol em momento de descuido? Também fico com o palpite duplo. O time de Osvaldo Oliveira foi aplicado, fez por merecer o 3x1, porém, tem sempre um porém, como no jogo das sete e meia, no Couto Pereira, onde o Coritiba deu mole, aos 44' do segundo tempo, e o Grêmio chegou ao gol que o leva as oitavas da Sul Americana sem merecer chegar.
O tal de gol fora é uma pedra na chuteira de alguns times, seria justo vencer por 3x1 e ficar de fora? Seria justo perder por 1x0 e depois vencer por 3x2 e fica de fora? Justo ou não está no regulamento e regulamento foi feito para ser cumprido mesmo que desagrade, afinal quando entraram na disputa já sabiam como seria a regra do jogo.

 

Clássico se decide no detalhe

 

Um clássico feio, de acordo com o gramado do Engenhão, um clássico sem emoções, de acordo com o público pagante no Engenhão, e um clássico que dá saudade no torcedor de Vasco e Flamengo, que em algum lugar do passado viram jogos espetaculares e times extraordinários em campo fazendo a alegria de milhares de torcedores que deixavam milhões de cruzeiros ou reais nas bilheterias e por isto sempre foi chamado de 'Clássico dos Milhões'.

Jogo dos sete erros e de sete erros que não interferiram no resultado do jogo mas é bom que a gente coloque por aqui alguns deles, como o de Léo Moura, que entrou no rol dos donos dos gols inacreditavelmente perdidos, das alterações equivocadas de Cristóvão Borges, mas felizmente não houve erro de Marcelo de Lima Henrique que pudesse ser justificado por alguns dos dois adversários.

Não gostei do jogo, mas sou obrigado a confessar que o grande responsável pela má exibição dos dois times foi o gramado, até Dedé, um zagueiro clássico e que sabe jogar, teve dificuldades de sair jogando e usar a sua conhecida categoria. Pelo lado do Flamengo, que jogou na defesa grande parte do segundo tempo, há de salientar a evolução de Gonzales e o encaixe perfeito de Cáceres no esquema de Dorival Júnior.

Se foi  um resultado justo? Não creio, mas o Flamengo aproveitou a falha de Fernando Prass e o Vasco não aproveitou a falha de Felipe e assim a bola que entrou definiu o jogo e deu ao Flamengo um pouco mais de paz na semana da última rodada do turno e subiu algumas posições na tabela.

Prá fechar: O Vasco jogou hoje como o Americano, da era Zaluar, com apenas uma jogada no repertória, ou seja, as cobranças de faltas de Juninho como Rondinelli fazia na grande fase do alvinegro campista no campeonato carioca. Muito pouco para um grande time e um grande clube.

 

O domingo promete

Ontem o Fluminense venceu na 'bacia das almas', como diria o cronista/poeta José Nunes da Fonseca. Samuel marcou no final ( 37 do segundo tempo) e o tricolor venceu o Sport e chegou ao topo, ao lado do Atlético Mineiro, e logo mais torce para que o Botafogo 'depene' o Galo lá em Belo Horizonte. 

Se o Fluminense desgarrou e chegou na ponta o Vasco precisa vencer o Flamengo para se aproximar e não deixar a dupla ficar distante dos demais concorrentes. Por seu lado o Flamengo, que foi ultrapassado pelo Náutico, que bateu o Bahia também por 1x0 na noite de sábado, e, claro, não ficar mais próximo do rebaixamento do que de uma vaga na Libertadores.

O castigado gramado do Engenhão vai ser palco do clássico, que um dia foi chamado de 'Clássico dos Milhões' e cá de longe a turma observa uma profunda alteração no astral para esta partida. O Vasco, que a duas rodadas poderia ser cravado como favorito absoluto para o confronto, teve queda de produção enquanto o rival, apesar da derrota quarta-feira para o Palmeiras, está jogando um futebol melhor do que aquele das primeiras rodadas.

Seria o Flamengo favorito para o jogo? Nunca imaginaria ou escreveria coisa deste tipo para analisar um Vasco x Flamengo, que é sempre gostoso de ver e jamais, mesmo estando em situação ruim na tabela, como o rubro-negro no momento, um ou outro pode entrar em campo como favorito. Vencerá o clássico quem estiver com o emocional mais equilibrado, a torcida fará a diferença no Engenhão.
Como o clássico carioca começa às 18:30h dá tempo para ver outro jogo de histórica rivalidade, Santos x Corinthians, na Vila Belmiro, com Neymar prometendo mais um show e a Fiel uma nova mostra de amor e devoção nas arquibancadas. O domingo promete.

 

 

A bola vai rolar pela Europa


Vai começar uma das minhas paixões dos últimos anos, o Campeonato Inglês de Futebol, ou como queiram, a Premier League, que traz para este ano um equilíbrio ainda maior e um seleto grupo de favoritos que ultrapassam os certames anteriores. 
Tudo bem que Liverpool e Arsenal não sejam mais as forças de anos passados, mas o Manchester City e o Chelsea tomaram seus lugares e se incluem entre os 'poderosos' e ricos do futebol da terra da Rainhae o Tothehan se coloca entre estes favoritos e tenta, além de uma vaga na Champions League, uma surpresa de última hora.
Manchester United, pelo investimento que fez em Van Persie, é sério candidato ao título, mas não há como deixar de lado o Chelsea, campeão europeu da temporada passada, e o seu velho e tradicional rival, o Manchester City, campeão inglês 2011/12, como postulantes reais ao título maior da Premier Legue.
Clássicos regionais, clássicos nacionais, clássicos locais e um cardápio de jogos renhidos e dramáticos estão no cardápio deste Campeonato Inglês, que não tem comparativos em outros Nacionais da Europa, e podem até me dizer que o Espanhol é mais bonito, mas lá só temos Barcelona e Real Madri na briga pelo título e os demais jogos são figurativos, e na Itália pode-se repetir a mesma turma de sempre e quase nenhuma surpresa.
A Premier League, que começa neste sábado, já tem praticamente todos os ingressos dos jogos das 38 rodadas já vendidos,em forma de carnê e abertura será às 11h, horário de Brasília, entre Arsenal x Sunderland, no Emirates Stadium.
Manchester City, o atual campeão, estreia no domingo, recebe o Southampton, e a sorte está lançada. Para acompanhar atentamente dois canais brasileiros estarão transmitindo a Premier League, a Fox Sports e a Espn e ambos em alta definição e com dois canais mostrando todos os jogos do 'inglesão'.

Neymar volta com tudo

A quinta-feira boleira só foi pródiga no Brasileirão, vi os três jogos da noite naquele quadradinho da Sky e posso dizer que foram bons jogos e que Neymar e Ganso irão botar o Santos no rumo certo, que o Corinthians voltou a disputar o campeonato e que o Vasco não tem elenco forte para chegar mais longe.

O empate em São Januário, nos últimos minutos, botaram justiça no marcador, o Coritiba não merecia perder e o Vasco não jogou um futebol para sair de campo com três pontos, muito pelo contrário, em certos momentos da partida chegou até a ser dominado pelo Coxa e o gol de Felipe, que fez a virada no marcador, aquela altura do jogo, seria até um presente de grego para o time do Paraná. Justo o resultado de 2x2 e quem viu o jogo, claro que não os vascaínos, deve ter gostado do que viu.

O Santos começou tímido, ainda sem força e pensando que a fase ruim ainda estava em dia, o Figueirense fez 1x0 e mostrava um melhor entrosamento. Porém, tem sempre um porém, bastou Neymar acordar da longa viagem para o Peixe entrar no jogo e fazer o resultado na hora que quisesse.

Gol de Neymar, como sempre um bonito gol. Jogada de Neymar, como sempre resultando em gol. E assim, com a dupla Ganso/Neymar em campo e com Arouca voltando a jogar um bom futebol, nem mesmo a expulsão de Jean, antes dos quinze minutos do primeiro tempo, atrapalhou o Santos e a vitória por 3x1 mostra o retorno ao campeonato e ao Figueirense resta tentar fugir do rebaixamento.

Deixei o clássico Corinthians x Internacional para o final deste pitaco porque foi o pior jogo da quinta-feira,não que tenha sido um jogo fraco, muito pelo contrário, mas foi o mais violento, o mais pegado e o que saiu o menor número de gols, 1x0 Timão, e cá prá nós, o zero a zero seria bem mais correto já que ninguém acertava o gol ou fazia jogada decente no ataque.

 

Pitacos do Brasileirão

Flamengo e Fluminense estiveram em ação, fora do Rio, na noite de quarta-feira e o que vimos foram duas equipes completamente diferentes e em situações totalmente opostas. O rubro-negro se mostrou, novamente, sem padrão de jogo, com jogadores repetindo os mesmos erros da era Joel e os medalhões, como Ibson, fazendo a torcida se revoltar e pedir, definitivamente, a sua saída do elenco.

Mais cedo, em Belo Horizonte, vi um Fluminense aceso, lúcido e buscando a vitória de forma correta, com tática e plano de jogo e a vitória só não veio porque o adversário era bem melhor do que aquele lá de Barueri, que o Flamengo encarou sem ânimo ou qualidade.

Palmeiras 1 x Flamengo 0 é um resultado justo pelo que foi a partida. Cruzeiro 1 x Fluminense 1 é um resultado justo pelo que fizeram Fábio e Cavaliere, dois goleiros que Mano poderia usar em suas convocações mas não enxerga ou seus empresários não deixam

A situação na tabela mostra a verdade nua e crua, o Fluminense luta pelo título, está na vice-liderança e com amplas chances de chegar na ponta, enquanto o tradicional rival está alí, no meio da tabela, mais próximo da zona de rebaixamento do que uma vaga na Libertadores já que título é impossível pensar neste momento.

E a situação do Botafogo neste momento está mais amena com a vitória sofrida e suada diante do Sport, no Engenhão. Seedorf fez gol, o segundo dos alvinegros, mas Osvaldo Oliveira continua vaiado e xingado pelo torcedor. Será que ele é realmente culpado? Quem foi que negociou todos os atacantes do clube? Ah! Tá certo, foi ele quem pediu Rafael Marques e disse que o moço era o artilheiro que o Botafogo precisava. Este negócio de agente de jogadores é um pouco complicado, você não acha?

 

Quarta-feira bem boleira

A quarta-feira promete ser daquelas gostosas para o amante do futebol. Tem seleção da CBF contra a Suécia, no jogo festivo para os suecos e dramáticos para os brasileiros, tem um jogão de primeira qualidade, em Frankfurt, entre Alemanha e Argentina, tem uma boa rodada do Brasileirão, com o prato principal sendo servido às dez da noite, em Barueri, entre Palmeiras e Flamengo.


Ainda é tempo para eu e você nos definirmos e escolhermos o que ver às 15:45h e se existia dúvida na escolha eu já matei a charada: Vou assistir Alemanha x Argentina e deixar Suécia x Brasil como segunda opção. Explico: Qual a grande atração do futebol de hoje? O Real Madrid e o Barcelona, correto? Então, em uma partida que reunirá Kedira, Ozil X Messi e Masquerano a escolha é acertada. Fico com o jogo na Espn.


Ainda bem que à noite, pelo Brasileiro, dá para ver os dois principais, pelo menos para nós, cá do Estado do Rio, pois Cruzeiro x Fluminense, no Independência, será às sete e meia e Palmeiras x Flamengo, na Arena Barueri, às dez da noite. Dá para ver os dois tranquilamente e ainda zapear um pouco pelos Canais Premiere para ver os outros jogos da rodada.


Cruzeiro x Fluminense - Jogo complicado para o tricolor carioca, que mais uma vez não terá Deco, seu principal articulador de jogadas. Não quero dizer com isto que o Cruzeiro seja favorito, muito pelo contrário, se tivesse que apostar minhas fichas botaria no Fluminense, mas jogar no Independência é difícil para os visitantes e a gente já viu isto no sábado, quando o Vasco enfrentou o Atlético. Mas vai ser um ótimo jogo de futebol, assim espero.


Palmeiras x Flamengo - Um desesperado e o outro tentando sair do desespero, assim vejo este clássico a ser jogado na Arena Barueri e o Flamengo, sem os gringos, perde bastante no setor defensivo e volta a ficar vulnerável lá atras. Dorival vai insistir com três atacantes e terá Liedson já mais entrosado e mais bem preparado como opção para o segundo tempo. Tá me cheirando a empate

 

CBF NÃO RESPEITA DATA FIFA

Amanhã será mais um dia de futebol de seleções por toda o planeta bola e adivinhem onde o campeonato não vai parar e os clubes, mais uma vez, serão prejudicados por esta estupida decisão da CBF em não considerar, aqui no país, a data reservada para que as confederações ganhem seus euros e dólares e treinem seus times para a Copa 2014.


Santos, Internacional e São Paulo foram imensamente prejudicados nos Jogos Olímpicos, cederam a maioria dos dezoito jogadores e se ferraram no Brasileirão, mas seus dirigentes não reclamaram e o presidente santista ainda zangou com Muricy por ele ter soltado o verbo contra este absurdo da entidade máxima do futebol brasileiro.


Amanhã é Data Fifa e tem rodada do Brasileirão, que não pode parar porque o calendário não é adequado ao da Europa e é atrelado a competições sul americanas, Libertadores e  Sul Americana, que tem datas reservadas para os joguinhos mequetrefes entre terceira força da Bolívia ou da quarta força da Colômbia, tudo para satisfazer os maiorais e angariar votos para perpetuação no poder destes homens ricos e sem compromisso com a realidade.


Mano Menezes levou 18 jogadores para os Jogos Olímpicos, onde a seleção da CBF disputou cinco jogos e não usou todos os convocados. Agora, para um reles amistoso contra a Suécia, nesta quarta-feira, o técnico chama 22 atletas e desfalcará o Vasco, o Santos, o São Paulo, o Internacional e outros que estarão envolvidos na rodada de amanhã.


Amanhã é Data Fifa e praticamente todas as seleções estarão em ação e por aqui o campeonato não para, como disse acima, e por isto o Flamengo ficará sem Cáceres e Gonzales para o jogo contra o Palmeiras, porque no Paraguai e no Chile, de onde vieram estes jogadores, os campeonatos fazem uma pausa nestas datas para que os clubes não sejam prejudicados. 


Mas aqui no ex-país do futebol, a bola vai rolar e que se danam todos.

 

UM BRASIL QUE FICA DEVENDO


Não esperei a decisão do vôlei para iniciar a coluna deste sábado, o primeiro tempo de Brasil x México, no futebol masculino, já me irritou a ponto de desistir de comemorar qualquer medalha que viesse a ser conquistada pelo time da CBF. 
Mano Menezes se complicou desde a escalação até a maneira de jogar do time brasileiro, mandou mal ao escolher Alex Sandro para o lugar de Hulk, o que mostrou o lado covarde do treinador que sonha em ser o comandante deste time na Copa 2014.
Trinta segundos foi o suficiente para destruir todo o esquema traçado pelo ex-treinador do Corinthians e trinta minutos foi o suficiente para o técnico entender que estava errado e mudar o que planejou com seus auxiliares para enfrentar a 'poderosa' e 'temida' seleção mexicana.
Nem sei se você aí, que me lê neste domingo, saiu as ruas xingando esta seleção que ousa a ser candidata ao título da Copa do Mundo a ser realizada aqui no Brasil dentro de dois anos, mas tenho certeza de que internamente ou bem baixinho soltou tremendos palavrões para desabafar e extravasar a raiva desta geração ruim de bola.
Este time, segundo alguns especialistas, está quase pronto e a maioria destes jogadores, que estão em Londres, é a base do time da Copa 2014, mas cá prá nós, que ninguém nos ouça, é difícil de termos, até lá, alguns destes jovens e promissores atletas olímpicos chegarem em condições de vestir a camisa da CBF em 2014.
Tá legal, perdemos e cadê o espírito olímpico? á legal, conquistamos mais uma medalha de prata. Porém, tem sempre um porém, será que nos convencemos de que existe um time de futebol pronto para o que der ou vier? Será que ainda insistirão com Mano Menezes no comando da seleção? 
Gostaria de escrever algo diferente, com entusiasmo de quem ficou pregado na poltrona assistindo a um  bom jogo de futebol. Gostaria de estar por aqui comemorando com vocês uma medalha e não reclamando do pobre futebol apresentado pelo time brasileiro. Mas fazer o que? Esta é a rotina deste comentarista nos últimos anos, falar sempre em hipótese e nunca em realidade.
Mas será que só eu e você que enxergamos os erros? Será que apenas os 'leigos', como nós, estamos tentando mostrar que o caminho está sendo traçado de forma errada? 
Ah! Sou chato em criticar um time que ganhou medalha de prata? Sei lá, sabe. A turma que conversa comigo no calçadão de Campos e nos bares da vida concorda plenamente com meus comentários nestes últimos anos. E você, concorda comigo sobre o futuro negro desta geração que surge no futebol brasileiro?

Teremos vôlei dourado?

 

Conversava com Marina, minha esposa, sobre as possibilidades do vôlei ficar com duas medalhas de ouro nas Olimpíadas e veio dela a colocação: Por quê não três medalhas? Daqui a pouco os brasileiros Emanoel e Álison entram na areia para definir o ouro do vôlei de praia contra os alemães.

Verdade. Enquanto vejo o massacre das meninas de Zé Roberto contra as japonesas e se habilitando para a grande final contra os Estados Unidos, Marina vai tomando seus calmantes para aguentar, amanhã, a final masculina contra os italianos.

Ela, Marina, só para diante da telinha para ver um bom filme, sua novela favorita, os jornais e, para não fugir a regra da família esportiva, quando o vôlei brasileiro está em quadra seja lá onde for. Uma paixão antiga pelo esporte e chega ser uma torcida tensa e sofrida, como um bom torcedor do futebol nas arquibancadas de qualquer estádio deste planeta bola.
Não acreditava, no meio dos jogos, que estas duas seleções chegassem onde chegaram, mas Marina não, acreditava e confiava nos times de Zé Roberto e Bernardinho e sempre dizendo que vai dar ouro e, no mínimo, duas pratas. Então tá, vamos esperar e torcer por isto.

BRASILEIRÃO - Gostei da vitória do Fluminense, ontem, em cima do São Paulo, mas cá prá nós, que ninguém nos ouça, vi este tricolor paulista, ao vivo e a cores, no domingo, lá no Morumbi, diante do Sport Recife e confesso a vocês que não gostei nadica de nada do que vi. Não que isto tire o mérito da vitória do tricolor carioca, mas foi um jogo difícil só porque faltou o talento de Deco e o tão decantado talento de Tiago Neves é coisa do passado.

O Galo é que anda cantando alto e bem afinado, venceu mais uma, 1x0 no Coritiba, e  se mantém na liderança, um jogo a menos, e com vantagem sobre Vasco e Fluminense, seus principais perseguidores.

 

Teria o Flamengo melhorado?


Não poderia ter um adversário melhor, para o Flamengo, do que este arremedo de time que é o Figueirense, para que voltasse a ter uma vitória no Brasileirão e fugisse do perigo da zona do rebaixamento.
Melhorou o padrão de jogo? Sim, o time me pareceu mais compacto e com uma defesa mais arrumada. Melhorou a chegada ao ataque? Não, o time me pareceu ainda sem um organizador de jogadas e falta um algo mais, que é alguém de peso no ataque, ao lado de Vagner Love, e um jogador criativo no meio para bolar as jogadas ofensivas.
Então está tudo do mesmo jeito? Não, o Dorival botou o Cáceres, sacou Ibson e sem Airton o time ficou mais leve e mais solto. Creio que a solução está mesmo nas pratas da casa e até Negueba, que torcida queria ver longe, deu um jeitinho na chegada lá na frente com sua correria desenfreada.
Agora, cá prá nós, estes árbitros brasileiros continuam complicando e fazendo de um jogo mole de ser apitado um tormento para as duas torcidas. Leandro Vuadem expulsou dois jogadores, um de cada lado, de forma 'brasileira' de expulsar, e quase  botou a perder um jogo que tinha tudo para se transcorrer dentro da normalidade.
MAIS BRASILEIRO - E o Botafogo voltou a dar vexame diante de seu torcedor e logo contra o Palmeiras, que não vencia há algum tempo e está lá na zona do rebaixamento. O Verdão veio ao Rio sem alguns de seus principais jogadores, Felipão montou um esquema cauteloso, o empate seria bom, mas o argentino Barcos entrou de novo na vida do alvinegro carioca e fez dois gols que liquidaram a partida e botaram os alvinegros com a pulga atrás da orelha.
E o Vasco, com seu time arrumado e com um esquema de jogo bem parecido com aquele em que o Corinthians chegou ao título no ano passado, vai vencendo seus jogos e se mantendo entre os primeiros colocados com jeito de quem vai chegar novamente brigando pelo título na última rodada.
Bela vitória vascaína lá no Recife contra o Sport, este mesmo Sport que vi, no domingo que passou, ao vivo e a cores, lá no Morumbi, fazer o São Paulo FC suar um litro certo para vencer a partida. Gostei do que vi lá na Ilha do Retiro e, mais uma vez, Juninho Pernambucano foi o nome do jogo e 'matou' seu ex-time com um gol em magistral cobrança de falta.
E o que foram as vaias para o ídolo Juninho e as tentativas de agressão a família do craque pernambucano? Coisas de vândalos e de gente estúpida, que não sabe separar o homem do atleta profissional. Cadeia é pouco para estes idiotas.
FUTEBOL OLÍMPICO  - Nunca foi tão fácil chegar ao ouro olímpico como neste ano, em Londres. Vejo a luz da medalha de ouro luzir no peito de nossos jogadores e Mano Menezes ganhar uma sobrevida no comando da seleção da CBF para montar o time da Copa 2014.
O adversário não é do Top 5 mas tem que ter muito cuidado ao entrar em campo para a decisão. O México é uma seleção com um forte conjunto e que tem feito boas partidas tanto nos mundiais sub-17 ou sub-21, de onde vem esta seleção que está em Londres para os Jogos Olímpicos. Não é fava contada, mas sim um adversário melhor do que os bons uruguaios e os ótimos espanhóis e será preciso que Neymar e Cia Ltda estejam mesmo com o espírito olímpico embutido no corpo e na alma.

Papo de volta


Um fim de semana sem me ligar no Brasileirão ou Olimpíadas, preferi curtir, com parte da família, um passeio pela terra da garoa, como já contei aqui abaixo, e por isto não me liguei nos jogos do Brasil, em Londres, ou nos que estiveram envolvidos os cariocas, Fluminense, Vasco e Botafogo, pelo campeonato nacional.
Claro que vi a vitória suada do São Paulo, gol sofrido e discutível, contra o Sport, no Morumbi, afinal o final de semana foi reservado para isto, também conto aqui abaixo, e como nosso blog é boleiro e esportivo não posso sumir assim sem deixar de contar como foi a rodada e quem se deu bem na jornada do final de semana que passou.
Quem viu o jogo Brasil 3 x Honduras 2, no sábado, me disse que mais uma vez a nossa defesa 'confessou' e se abriu quando pressionada, não sei se falta algo a Mano Menezes para arrumar a casa ou se é mesmo um time ruim e irregular por falta de jogador capaz de resolver o problema. Minha opinião? Fico com as duas. Não vi e também não gostei.
O jogo no Morumbi foi horrível, teve momentos em que senti falta do meu laptop para ficar tuitando ou facenando durante os noventa minutos, mas teve bons instantes e, me parece, que o que falta a Mano, lá em Londres, eu achei no Morumbi, Rafael Tolói, que teve uma exibição de gala e se portou como um verdadeiro xerifão da zaga tricolor.
Não vi nem mesmo melhores momentos dos outros jogos e por isto não posso concordar com quem me disse que Vasco e Corinthians foi horroroso, que o Fluminense matou a pau lá em Coritiba e que o Botafogo ressurgiu das cinzas e conseguiu vencer o fraco Figueirense lá em Floripa. O que dizer? Nada, tenho mais que concordar com meus informantes inteligentes e conhecedores do futebol.
Hoje estarei ligado na seleção da CBF contra a Coréia do Sul e pelo que tenho lido e ouvido por aí os coreanos serão presas fáceis, mas cá prá nós, bem baixinho, é melhor tomar cuidado com a violência e a velocidade dos asiáticos, que sempre são adversários difíceis para o futebol do Brasil.
Prá fugir um pouco do futebol digo que fiquei triste com a eliminação do Handebol Feminino e fico com a certeza que falta ainda um punhado de coisas para que nossos esportes coletivos, de menor expressão na mídia, tenha sucesso internacional, mas perderam para as atuais campeãs do mundo e olímpica e por isto aplaudo com intensidade.

Barcos afundou o Botafogo

 

Osvaldo Oliveira está perdido ou eu estou sendo severo demais com o treinador alvinegro? Sei lá, o Botafogo trouxe Seedorf como a grande esperança para o segundo semestre e, pensando no Brasileiro e na Copa Sul Americana, que dá vaga na Libertadores/2013, o poupou da partida de ontem, em Barueri, contra o Palmeiras, e o resultado foi o pior possível para o time carioca.

O Botafogo até que começou bem, com Andrezinho ditando ritmo e fazendo as principais jogadas do meio campo, mas bastou um ou dois erros de ataque, principalmente de Elkson, para que o Palmeiras ganhasse confiança e saísse para o jogo e equilibrar as ações no setor de criação.

Se alguém deve ganhar destaque neste jogo, que julgo de regular para razoável, este é o atacante Hernan Barcos, o artilheiro do jogo e principal figura da partida. O argentino fez dois gols e criou as grandes jogadas de ataque do Palmeiras e ninguém na zaga alvinegra conseguiu parar o gringo que deixou o gramado como grande herói do Periquito Paulista.

Foi a primeira participação do Botafogo na Copa Sul Americana e agora, no jogo da volta, no Rio de Janeiro, o Botafogo terá que virar a vantagem de dois gols para chegar a terceira fase da competição, mas pelo que jogou ontem e nos outros jogos pelo Brasileiro, vencer por 3x0 será bem difícil para o time de Osvaldo Oliveira.

 

Pitacos Olímpicos


Não me chamem de antipatriota ou de pessimista, mas a opinião de especialistas em olimpíadas davam como certa a conquista de vinte e três medalhas pela delegação brasileira que está em Londres. Eu, devoto de São Tomé, queria ver primeiro para depois comentar mais abertamente e conversar com meus seguidores de maneira mais efetiva.
Hoje, ao ver Leandro Guilheiro perder a chance do ouro, vi que a realidade brasileira nestes  jogos de Londres é bem diferente daquela traçada na viagem dos atletas e dirigentes, que aliás está em número bem maior do que de competidores, na metade deste mês que está terminado.
FUTEBOL - Para não ser pessimista extremo acredito no ouro do time de Mano Menezes, não pela qualidade do futebol apresentado pela turma de Neymar, mas pela ausência de bons adversários, o melhor já caiu fora, a Espanha, e o restante é figuração e não vejo ninguém para impedir o dourado no peito dos rapazes brasileiros.
VÔLEI - Taí a grande frustração da moçada metida a pitonisa do esporte. O vôlei, grande vencedor olímpico, ainda não emplacou e está difícil de chegar até no pódio. Confio no Bernardinho e no Zé Roberto, dois treinadores de alto nível, mas os dois times estão desgastados e já veteranos demais para segurar as pontas. São grandes jogadores (as) mas tem sempre um porém, os adversários assimilaram todo o nosso trabalho e já jogam de igual para igual com nosso times. 
BASQUETE - Este time brasileiro vai dar caldo no masculino e fiasco no feminino. A turma liderada pelo argentino Mondagno vai firme em busca de uma das medalhas disponíveis, prata e bronze, e me deixou confiante pelo que vi no jogo de estreia contra a Austrália. O feminino não emplaca e voltará mais cedo da Inglaterra.
VÔLEI PRAIA - Aqui teremos medalhas, com certeza, no feminino e no masculino. As duplas brasileiras estão entre as melhores do mundo e duas medalhas virão deste esporte, tenho certeza disto, mas não me perguntem a cor da medalha, tá bom?
NATAÇÃO - Quem esperava ter um saco de medalhas nas piscinas londrinas está decepcionado, eu também, e vamos aguardar César Cielo chegar as suas finais para sabermos quantas o grande campeão botará no peito, pois ele é a única esperança de conquista. O resto ficou na figuração.
Depois falo mais um pouco.

DORIVAL: "Onde fui amarrar a minha égua"

A resposta de Luis Fabiano, artilheiro do jogo desta tarde no Morumbi, com dois gols na goleada do São Paulo sobre o Flamengo, 4x1, foi a melhor definição do jogo: 'Estava faltando alguma coisa para o São Paulo e esta coisa veio hoje'.

Sim, meu caro Luis Fabiano, esta coisa veio hoje e esta coisa é o Flamengo, um time sem a menor qualidade e que, para ser ruim, tem que melhorar muito. Exceção feia ao goleiro Paulo Victor, o grande nome do jogo, o time rubro-negro é um amontoado de jogadores medianos ou de baixo nível ou de veteranos cujo prazo de validade já chegou ao fim.

Uma caricatura de time de futebol é o retrato que posso pintar deste Flamengo que tem um zaga medíocre, um meio campo inoperante e sem qualidade, e um ataque dispersivo e inerte. Suas grandes 'estrelas' estão em decadência física e técnica e o comentário da torcida sobre Léo Moura, Ibson e Vagner Love não podem ser descritos por aqui, um blog sério e com compromisso com a moral e os bons costumes.

Miller, comentarista do Sportv, dizia que faltava o Flamengo poder de criação e de finalização, dá até para concordar com o ex-jogador, mas cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, falta muito mais do que a minha vã imaginação possa entender, falta desde determinação até a organização  dentro e fora das quatro linhas.

E Joel Santana é que pagou o pato. Dorival vai aturar até quando? E, neste momento, o treinador deve está se perguntando: 'Onde vim amarrar a minha égua!'.

PADUANO CAMPEÃO -

Nem tudo foi ruim neste domingo, principalmente para quem é do Noroeste Fluminense e gosta da região e tem uma ligação profunda com Santo Antonio de Pádua. Hoje, domingo de decisão na Terceira Divisão do Rio, deu Azul na cabeça lá em Três Rios e a festa, que já rola solta na cidade devido a Exposição, fica mais completa com o título conquistado pelo Paduano EC com uma vitória por 1x0 sobre o América.

Festa para meu amigo Peixinho, treinador competente e com pulso forte, festa para meus amigos Paulo Joel, zagueiro que um dia fez sucesso com a camisa alvianil, Marquinhos Sambaré, festeiro por natureza, Matheus Mandy, o porta voz das notícias do Paduano, de Zé Renato Azevedo, aquele que me mantém informado das novidades do PEC, e muitos outros amigos paduanos ou não que vibraram com esta conquista.

Festa para os veteranos Homero, Patinho, Robertinho, Euber e muitos outros craques de um passado recente, que honraram a tradição desta tradicional camisa azul, campeão da Taça de Bronze, nos anos setenta, e que agora volta a brilhar intensamente no território fluminense.

Ano que vem o Paduano jogará a segunda divisão do Rio e terá como adversários os tradicionais Americano, Goytacaz, América e Cabofriense, que visitarão Santo Antonio de Pádua e conhecerão a força da torcida da cidade.

 

E Joel levou a culpa

Pobre Dorival Júnior, pobre no sentido figurado de treinador porque na vida real é um homem rico, com salário fora dos padrões brasileiros e que aceitou um desafio bem mais complicado do que todos os seus trabalhos anteriores.

Dorival assumiu o Flamengo em momento duro para o rubro-negro carioca. Um time sem rumo, sem força e sem comando na cúpula do futebol ou de modo geral. A presidente está em Londres, assistindo as Olimpíadas e o time está em outro planeta, longe da Gávea e perdido no tempo e no espaço.

Dorival assumiu o Flamengo em um jogo fácil, pelo menos teoricamente, o adversário era o vice-lanterna e candidato sério ao rebaixamento. Dorival assumiu aceitando opinião de Jaime de Almeida, que com seus anos de experiência no Flamengo tentou incutir na cabeça do novo treinador de que Welington era o melhor zagueiro do elenco e Ibson era o homem que poderia armar o ataque ao lado dos garotos.

Dorival percebeu que Íbson é fraco logo no intervalo e o sacou, será que houve algum problema médico com o meia? Dorival não poderia fazer milagre e se fosse um 'deus' teria seus 'demônios' para atrapalha-lo, tipo Vagner Love e sua má fase, tipo Léo Moura, que fez seu futebol desaparecer com o tempo.

Pobre Dorival Júnior, viu seu novo time ser vaiado pela primeira vez neste Brasileirão e deixou todos nós perguntando: A culpa seria mesmo de Joel Santana?

Ah! Esqueci. Flamengo 0 x Portuguesa 0 no Engenhão.

 

VASCO É LÍDER E NOVO FLA ENTRA EM CAMPO


Perspectivas boas para os jogos de ontem foram jogadas no lixo após a bola começar a rolar no Engenhão e no Olímpico. Vasco e Botafogo fizeram um jogo tecnicamente fraco, dos veteranos em campo somente Juninho teve fôlego e futebol para me convencer, e Grêmio e Fluminense travaram um duelo defensivo demais para este colunista, que esperava um placar recheado de gols.
Vitórias de Vasco e Grêmio, ambas por 1x0, o que mostra o futebol chinfrim e defensivo demais que as quatro equipes apresentaram na noite de quarta-feira, porém, tem sempre um porém, o torcedor gostou do que viu, claro que vascaínos e gremistas, seus times permanecem no G4 e com o Vasco liderando até logo mais, quando o Atlético Mineiro entra em campo para tentar se manter no topo contra o Santos.
A decepção da noite ficou por conta do São Paulo, que perdeu mais uma sob o comando de Ney Franco, 4x3 para o Atlético Goianiense, que após a saída de Hélio dos Anjos começou uma reação e já está fora da lanterna e se aproximando da fuga da zona do rebaixamento.
O bom jogo da noite, que fiquei mais tempo atento na telinha, foi Corinthians 2 x Cruzeiro 0 e se não vender ninguém o Timão entra definitivamente na briga pelo título, é o melhor time do país e mantém o mesmo futebol competitivo da Libertadores. Tá sobrando na turma.
E por falar em Hélio dos Anjos o treinador, que tem cadeira cativa na Primeira Divisão, continua sua campanha sem vitória e após a derrota de ontem, 1x0 para o Internacional, já chega a oitava derrota na competição. 
NOVO FLA?  Chegou Dorival Júnior e o torcedor do Flamengo se anima, como se o elenco rubro-negro fosse dar boas opções ao treinador que chega e a reação será imediata no comando do ex-treinador do Internacional. 
Logo mais é possível até que vejamos alguma motivação do time, que precisava mesmo de uma sacudida, e até uma busca insana pelos três pontos, para provar a torcida que o culpado era mesmo Joel Santana, que deixou o comando após a derrota para o Cruzeiro, no domingo.
Vencer a Portuguesa é mais do que obrigação, seja com Joel ou com Dorival, a camisa é mais forte e o grupo mais bem pago, mas dentro de campo as coisas não acontecer de acordo com a tradição de cada clube é preciso jogar um futebol condizente a esta situação, coisa que o Flamengo não está fazendo já faz algum tempo.
Chegou Dorival Júnior e o torcedor já se irrita com o auxiliar técnico, Jaime, que indica a volta de Welington à zaga e Felipe ao gol do rubro-negro. O que o blogueiro gostou foi a escalação dos jovens da Gávea lodo de saída e isto por ser uma boa opção e um prenúncio de vida longa para Dorival.
O jogo começa às 21 hora no castigado gramado do Engenhão e tem transmissão do Canal Premiere.

DOIS PITACOS DE DOMINGO

JOEL SE DESPEDE À TARDE... Me parece que Joel Santana não queria mais enfrentar a crítica e na minha opinião ele jogou a toalha e desabou, juntamente com seu time sofrível,na tarde de domingo, no Independência, contra o retrancado time do Cruzeiro, que tem o comando de outro treinador com um currículo bem chegado a um sistema defensivo rigoroso.

O Flamengo até que merecia coisa melhor, foi senhor das ações e com maior posse de bola. Porém, tem sempre um porém, com Amaral, Luis Antonio, Ibson e Renato Abreu no meio campo, com Love isolado correndo de um lado para outro, e o garoto Adryan sem receber bolas decentes do quarteto de volantes, fica muito mais complicado.

O Cruzeiro fez 1x0 no final do primeiro tempo, sem merecer, mas a mediocridade do adversário e a insistência do treinador em não mexer no time, e na hora de mudar faz a mudança errada, é sinal de que ele, Joel, não quer mais enfrentar as críticas e a ira do torcedor.

Ibson, no final do jogo, diz que o time tentou fazer o que Joel mandou, mas cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, a atuação do camisa sete do Flamengo foi o espelho do time na atual temporada, totalmente inútil e dispersiva. 

Vitória injusta? Sim. O Flamengo perdeu para ele mesmo lá em Belo Horizonte.

... E A NOITE - Frustrante a estreia de Seedorf no Botafogo? Não. Nada disto, muito pelo contrário, o craque holandês fez o que se esperava dele, Osvaldo Oliveira explicou antes do jogo que o meia teria dificuldades na primeira apresentação com a camisa alvinegra.

Foi uma derrota injusta, como já fora a derrota do Flamengo em Belo Horizonte, mas serve como lição para o treinador, que optou por Felipe Gabriel deixando Andrezinho no banco de reservas. O Botafogo merecia melhor sorte e fez por merecer pelo menos um empate no Engenhão contra o Grêmio.

Já o tricolor carioca, que foi a Campinas, teve a sorte dos campeões e um pênalti no último minuto regulamentar a seu favor. O Fluminense está na cola do líder e, ao lado do Vasco, que venceu ontem, faz a honra do futebol carioca nesta temporada.

E o Bahia, hem? Despediu Falcão e levou Caio Jr para Pituaçu. Na estreia do ex-Flamengo, Botafogo e tantos outros, viu seu time fazer 2x0 e entregar o jogo no segundo tempo. 

 

Futebol neste domingo

Enquanto a turma espera pelos Jogos Olímpicos, que começa dentro de cinco dias, as emoções ficam por conta do Brasileirão, cuja rodada começou ontem e segue neste domingo com o Flamengo em Belo Horizonte, o Fluminense em Campinas e o Botafogo no Engenhão marcando a estreia do já ídolo Seedorf.
Enquanto a bola não rola uma olhada na telinha da Globo, pela manhã, para ver uma prova da Fórmula Um, que há algum tempo não me traz nenhuma emoção, mas como a disputa está acirrada dá para uma espiada antes de sair por aí em busca de uma prosa e de um lugar para bebericar uma gelada ao lado de amigos.
Tem Cruzeiro x Flamengo, via Globo e Premiere, mas pelo visto a audiência global sofrerá um declínio bem grande, afinal o torcedor rubro-negro não anda muito feliz com o rendimento do time de Joel Santana e, mesmo com o aproveitamento dos garotos da base, vejo poucas possibilidades de sucesso jogando no Estádio Independência, em Belo Horizonte, contra o time estrelado.
A festa do domingo está reservada para o Engenhão, onde o Botafogo estreia seu ídolo Seedorf, um simpático craque de futebol e que dará, com certeza, um grande retorno a toda a galera que espera um rendimento acima do normal do seu camisa dez. Seedorf vai ser o responsável pela venda da lotação total do Estádio Olímpico de Engenho de Dentro no jogo contra o Grêmio, de Luxemburgo.
No mesmo horário de Botafogo x Grêmio, 18:30h, tem Fluminense, em Campinas, contra a Ponte Preta, que tem se assanhado bastante nestas primeiras rodadas, tem quatro vitórias e quinze pontos ganhos, e promete complicar a vida do tricolor lá no Moisés Lucarelli. 
Eu sei que o Fluminense anda em paz com a boa fase, sei que o tricolor carioca é um dos melhores times do país, sei que a torcida está em êxtase com a campanha neste Brasileirão e com a dupla Fred/Deco, mas é preciso tomar cuidado com o time de Gilson Kleina, treinador competente e que faz a 'Macaca' ser a surpresa do Brasileirão até o momento.
Esta semana, mais precisamente na sexta-feira, três técnicos foram demitidos, como se estes fossem os grandes responsáveis pelo fracasso de Internacional, Figueirense e Bahia, e não será surpresa alguma que verei, em breve, Dorival, Argel e Falcão comandando um dos outros dezessete times que participam deste Brasileirão 2012.
E por falar nisto é bom a gente ficar de olho em Figueirense x São Paulo e Bahia x Coritiba para saber se os substitutos de Argel e Falcão farão os milagres que os dirigentes esperavam dos demitidos. 
SEGUNDONA - O sábado foi daqueles emocionantes na Segunda Divisão do Rio. Três jogos, envolvendo os cinco candidatos as duas vagas, foram realizados e quem se deu bem na rodada foi o Quissamã, que venceu e foi aos 43 pontos, e joga a última em casa contra o fraco Barra Mansa.
Goytacaz e Audax disputarão a segunda vaga na última rodada. O Goytacaz, venceu o Artsul por 3x2, nova virada, fora de casa, e o Audax passou pelo Serra com facilidade, 3x0, em seus domínios.
A Portuguesa venceu o confronto direto contra o São João da Barra, que será o fiel da balança. O time do litoral norte fluminense receberá o Audax e para classificar o vizinho e rival Goytacaz terá que vencer ou empatar contra o time da Baixada Fluminense.
Ainda indefinido, há muitos anos a segundona não se define na última rodada. O semana será agitada nos bastidores.

Pitacos de sexta-feira

Saí do Arisão, na noite de ontem, na companhia do meu amigo Leonardo Vitorino, técnico de futebol radicado no Catar e que visita neste meio de semana, disposto a ver Flamengo x Corinthians e zapear pelos canais Premiere para assistir algo semelhante ao que vi na Rua do Gás antes, durante e depois da vitória do Goytacaz, sobre o Audax, por 3x2.

Que vã ilusão a minha, ver repetido aquele belo espetáculo nas arquibancadas e no entorno do Estádio Ari de Oliveira e Souza, coisa que só vi nos grandes clássicos cariocas e dos bons tempos em que se podia ir e vir do Maracanã em paz e em segurança.

Mas eu quero dizer é que pouco vi dos jogos, não zapeei como queria, minha visita é fã do Vasco da Gama e meu filho, mais novo, torcedor do São Paulo e, como bom anfitrião e um pai que respeita o gosto do filho, sentei à minha poltrona favorita para ver São Paulo FC x CR Vasco da Gama e, confesso, não me arrependi.

Vi um Vasco forte e arrumado, como no ano passado, e um São Paulo perturbado por algum problema, que não descobri e nem mesmo Ney Franco ainda encontrou, mas com certeza do ex-técnico das seleções de base da CBF deve estar bem arrependido de ter feito a troca oferecida a ele no início deste mês de julho.

Não vi nem mesmo um pedaço do jogo do Engenhão, onde o Corinthians encontrou seu bom futebol e, logo ao chegar à casa, vindo do Arisão, o Flamengo já perdia por 2x0 e a torcida já pedia a cabeça de Joel Santana, como se ele fosse realmente o grande culpado pelos vexames do rubro-negro na temporada que chega a sua metade.

Não vi o Galo ganhar mais uma e Ronaldinho, segundo a imprensa mineira, apresentar um jogo simples, como aquele que fazia no Flamengo, mas assiste de dentro do campo seus companheiros acertarem o pé e atropelarem quem encontra pela frente.

Enfim, não posso me aprofundar em detalhes sobre a rodada deste meio de semana por não ter visto sequer um jogo inteiro, mas o que vi, mesmo com um placar mínimo, vitória do Vasco por 1x0 sobre o São Paulo, até que me deixou feliz com a qualidade do futebol apresentado durante o tempo em que fiquei diante da telinha da tevê.

 

Brasileirão ou Segundona Rio?

 

A quarta-feira, além do retorno dos jogos do Brasileirão no meio de semana, será decisiva para a Segunda Divisão do Rio, que chega a ante-penúltima rodada da fase final e pode ter pelo menos um dos concorrentes ao acesso garantido antecipadamente ou com mão e meia na vaga para a Elite em 2013.
Temos Flamengo x Corinthians, no Engenhão e Santos x Botafogo, no Engenhão, clássicos regionais que outrora foram os mais concorridos do Brasil. Mas, sinceramente, o que está mexendo com a turma aqui do Blog e de toda a região Norte Fluminense é Goytacaz x Audax, que além da rima que dá, pode deixar a maior torcida do interior do estado na fila e sem festa no seu centenário, que será comemorado no próximo vinte de agosto.
Um resultado que não seja de vitória tira o alvianil campista da briga por uma vaga, principalmente se acontecer uma vitória do Quissamã, em casa, contra o mediano Artsul. Uma vitória do Audax, no Arisão, lhe dá vaga antecipada na Primeira Divisão e a briga pela segunda, que ficará quase matematicamente nas mãos do Quissamã, se confirmar a vitória dentro de seus domínios.
Então a gente em que esquecer que São Paulo x Vasco jogarão no Morumbi ou que algo mais irá acontecer no Brasileirão, que chega a décima rodada desprestigiado pela própria CBF, que permite a convocação dos principais jogadores dos seus filiados para a seleção que vai a Olimpíada, não para a competição e o torcedor, que não é trouxa, freqüenta mais as salas e as mesas de bares do que as arquibancadas dos estádios.
Torcida do Goytacaz prepara manifesto de apoio aos jogadores e faz visita ao Arisão, em dia de treino, para cobrar empenho e motivar o grupo para o jogo desta quarta, contra o Audax, como se raça e determinação não existisse no time de Mário Marques. Os rapazes até que se doam no seu máximo o que falta é mesmo qualidade técnica em muitos e que se superam com vontade e determinação.
A quarta-feira promete e lá por volta das 17 horas a gente já saberá se o Quissamã carimbou a vaga ou ficará, mais uma vez, pelo meio do caminho. 

PITACO DO BRASILEIRÃO


Os deuses da bola parecem que se juntaram e fizeram Joel Santana ouvir o último suspiro de Capistrano Arenare, que na sua derradeira conversa com este que vos fala pedia para que o treinador do Flamengo usasse um pouco mais a ousadia e deixasse de lado o seu jeito retranqueiro de jogar.
No domingo, quando Capistrano era levado por amigos e familiares para ser sepultado no Cemitério Campo da Paz, o Flamengo, de Joel Santana, entrava em campo para enfrentar o Bahia com dois atacantes de ofício, dois volantes e dois meias. Tudo bem que a qualidade não seja nota 10, mas deu para perceber mudanças e sentir um pouco mais confiança no time.
O amigo se foi, mas seus pensamentos sobre o futebol ficam comigo, guardados no caderno da vida e serão usados sempre que houver uma contestação sobre quem joga melhor ou quem arma bem um time dentro das quatro linhas.
Voltando ao Flamengo e Bahia e a ousadia de Joel Santana, que nem mesmo se arrependeu ou teve uma recaída quando se viu sem o lateral Luiz Antonio, injustamente expulso pelo péssimo árbitro Francisco Carlos, lá do Ceará. Joel manteve o esquema e foi agraciado com uma penalidade máxima, lá no meio do segundo tempo, que Renato bateu e fez o gol da vitória por 2x1 em Pituaçu, casa do tricolor baiano.
Não vi todos o jogos, optei por Bahia x Flamengo, no primeiro tempo, vi todo o segundo tempo dos quatro jogos das 16 horas naquele esquema do quadradinho da Sky. Vi o fraco jogo no Beira Rio, 0x0 para os prejudicados pela CBF, Internacional x Santos, e o empate no Engenhão, 1x1, entre Fluminense x Botafogo, e a vitória do Grêmio, que estreou Elano, sobre o Cruzeiro por 3x1.
Os jogos das seis e meia foram duros de encarar, até mesmo o clássico paulista, Palmeiras x São Paulo, que ficaram no empate, foi difícil de ficar atento à telinha da TV. Vasco e Atlético Goianiense deu sono, se tivesse tomado uma taça de vinho a mais certamente dormiria assistindo ao jogo de São Januário. Venceu o menos pior durante os noventa minutos, porém, tem sempre um porém, foi preciso que o goleiro Fernando Prass brilhasse para que os vascaínos cantassem mais uma vitória.

TREINADORES EM DESTAQUE NA QUARTA

SHOW DE OSVALDO - A manchete do caderno de esportes de O Globo, desta quinta-feira, resume tudo o que aconteceu no Pacaembu na noite de ontem: 'Vitória de efeito moral'. Perfeita. A vitória do Botafogo dá a certeza de que o alvinegro carioca terá um futuro brilhante neste Brasileirão. O jogo perfeito, a combinação correta dos homens em campo e o show de talento de seus principais jogadores, dá confiança ao treinador Osvaldo Oliveira e moral aos jogadores para com a torcida.

Grandes atuações do meio campo, justamente o setor que receberá em breve o reforço de Seedorf. Grande atuação do conjunto e, principalmente, uma boa dose de ousadia e criatividade do comandante desta turma, que está com o time nas mãos e o faz jogar da forma mais moderna que temos no momento, ou seja, bem ao estilo espanhol de jogar futebo

E o Corinthians, sucumbiu após a conquista da Libertadores? Não. O Timão simplesmente ainda está comemorando e sentiu falta de Emerson, ausente do jogo, e a zaga parece que terá que sofrer reparos após a venda de Leandro Castan. 

Não creditem a vitória do Botafogo ao marasmo do Corinthians, o que jogou o alvinegro carioca na noite de ontem seria suficiente até para fazer frente aos melhores e mais perfeitos times do mundo. Méritos para o Glorioso, o resultado, 3x1, é o que menos importa, na minha concepção o que de melhor aconteceu foi a atuação dentro das quatro linhas, quase perfeita. 

E DEU FELIPÃO -  E deu Verdão Paulista na final da Copa do Brasil 2012. Merecidamente o Palmeiras fica com o caneco e faz a festa de uma conquista após 14 anos na fila. O Palmeiras soube jogar com o regulamento e contou com o talento de Marcos Assunção nas bolas paradas e definiu o jogo quando, mais uma vez, o Coritiba era melhor e procurava o resultado que lhe interessava.

Em Barueri, no primeiro jogo da final, o Verdão Paranaense poderia ter liquidado o jogo ainda no primeiro tempo, não o fez e deixou o Verdão Paulista gostar do jogo e fazer o placar de 2x0, que lhe deu tranquilidade no jogo de volta, no Couto Pereira.

Em Curitiba, ontem à noite, o Verdão Paranaense saiu na frente, fez 1x0, e não deu tempo nem mesmo para que sua torcida gostasse do jogo e levasse o time a frente. Tomou o gol de empate logo a seguir e aí a situação ficou mais complicada, teriam que fazer três gols em pouco mais de vinte minutos e do jeito que o Palmeiras se portava em campo era quase impossível.

Bola tentando rolar no gramado molhado do Couto Pereira e jogadores tentando controlar os nervos e a esférica ao mesmo tempo. Jogo de paciência para o Palmeiras e de nervos para o Coritiba, que via o tempo passar rapidamente e o título, mais uma vez, sair de suas mãos jogando a final em casa.

Méritos para Luis Felipe Scolari, que mostrou que ninguém é mais copeiro do que ele, méritos para o time, que soube jogar fora de casa em toda a competição e aplausos para a Sociedade Esportiva Palmeiras um grande ganhador de títulos que volta a colocar a mão na taça.

 

PITACOS SOBRE BRASILEIRÃO, COPA DO BRASIL E SEGUNDONA

 

FESTA NO PACAEMBU - Este Brasileirão está tão desmotivado ou desacreditado que somente agora, ao ler o jornal que me chega às mãos, fico sabendo que terá Corinthians x Botafogo, às 22h, no Pacaembu, em jogo adiado para a participação do Timão na final da Libertadores.

Os paulistas ainda estão em êxtase e não falam em outra coisa que não seja a conquista da Libertadores, sonho maior da Fiel e outras torcidas do Corinthians e o jogo contra o Botafogo servirá para festejar o título e cantar abertamente a vitória conquistada sobre o Boca Junior na última quarta-feira neste mesmo Pacaembu.

O 'Todo Poderoso Timão' entra em campo com sua formação principal, o desfalque será Leandro Castan, vendido para o futebol europeu e não faz mais parte do elenco alvinegro. O Glorioso carioca terá desfalques sérios no ataque e pela escalação Osvaldo Oliveira usará um esquema parecido com a seleção espanhola, ou seja, jogará com cinco no meio campo e apenas um atacante, Sassá ou Vitinho, que não são lá grandes referências na área adversária.

O jogo tem transmissão do Premier, a Globo anuncia a decisão da Copa do Brasil, e ainda não terá Seedorf como grande estrela do espetáculo, o holandês só estreará no meio do primeiro turno em jogo festivo no Engenhão.

VAGA NA LIBERTADORES -A Copa do Brasil dá uma vaga para a Libertadores e por isto o jogo desta noite, no Couto Pereira, em Curitiba, ganha aspecto muito mais interessante do que uma simples decisão. Coritiba e Palmeiras sonham em chegar a competição continental através da via mais rápida e mais facilitada, ambos estão muito mal no Brasileiro e não aspiram nada além da Sul Americana como prêmio pela participação honrosa no Nacional.

O primeiro jogo, em Barueri, o Palmeiras venceu por 2x0 e leva para o Paraná uma vantagem considerada. Porém, tem sempre um porém, o Coritiba tem um time mais estruturado e pode reverter o placar ou até mesmo virar a contagem conquistada pelo Verdão Paulista. Não é fácil, a turma Coxa Branca sabe disto, mas pelo retrospecto dos jogos em casa dá para ter confiança.

O blogueiro aqui acha um pouco difícil a conquista do Coritiba, Felipão sabe como armar um sólido bloqueio defensivo e é o mais eficiente 'copeiro' entre os treinadores brasileiros. As ausências de Barcos e Valdívia podem fazer com que o Palmeiras jogue mais fechado e mais focado no já tradicional jogo do regulamento e por isto não acredito que seja um bom jogo de futebol.

SEGUNDONA/RIO - Hoje tem mais um capítulo da novela da maior audiência do esporte campista. Hoje tem mais uma página a ser virada na história do centenário do Goytacaz FC. Hoje tem mais um jogo de bola pela Segunda Divisão do Rio, no Arisão, às oito da noite. Hoje tem mais emoção e mais um pouco de adrenalina nas veias do torcedor alvianil.

Os ingressos estão a venda, se é que ainda sobraram alguns, em diversos pontos da cidade e o adversário, o Ceres, já está na cidade e com vontade de botar uma pedra no caminho do time dirigido por Mário Marques, o time de Bangu ainda tem alguma chance de classificação e para conquistar o seu objetivo é preciso vencer o Goytacaz e torcer por uma combinação de resultados.

Goytacaz, 33pg, é um dos sérios candidatos ao acesso, mas para chegar a Elite, em 2013, terá que fazer pontos suficientes para não ser alcançado pelo Audax, 32pg, que às três da tarde enfrenta o fraco Barra Mansa, lá no Sul Fluminense, ou São João da Barra, 3opg, que joga em casa contra o Rio Branco às oito da noite.

Já contei aqui e volto a repetir, este é o campeonato mais complicado e mais difícil de ser jogado em todo território nacional, foram 22 times, divididos em dois grupos,  no início da competição e sobraram 12 para jogar a fase final, o que deu um total de 44 jogos para quem quer subir e ganhar o direito de ficar entre os grandes.

Hoje se joga a 18a rodada deste grupo decisivo e terá, além dos jogos já citados, outros que apenas completam a sequencia: Serra x Sampaio, em Macaé, e Tigres x Artsul, em Xerém, que entram em campo sem brigar por acesso ou rebaixamento.

 

Erro de bandeira tira vitória do Paduano

O que está acontecendo na Terceira Divisão do Rio? Falamos aqui, sempre, da Série A do Brasileirão, comentamos sobre os jogos na Europa e até mesmo da Segundona Rio, mas a terceirona é esquecida e encostada em um canto, como a própria entidade o faz.

Porém, tem sempre um porém, este ano a Série C, nome oficial do Estadual da Terceira Divisão do Rio de Janeiro, tem o Paduano na briga por uma das três vagas que dá acesso a Série B, conhecida como Segunda Divisão do Rio.

E como anda o Paduano? Vai muito bem embora tenha tropeçado em casa, contra o Vila Rio, no primeiro jogo da semifinal da Série C. O time carioca saiu na frente, fez 1x0 e parecia que voltaria com uma vitória, levou o empate e o panorama do jogo se modificou, o Paduano, apoiado por quase três mil pessoas que lotaram o Estádio Waldo Carneiro Xavier, foi prá cima e aí é que aconteceu o pior.

Aos 30 minutos, aproximadamente, quando era maior a pressão do Paduano, Héctor pegou um rebote, de fora da área, e mandou para as redes do Vila Rio. Festa no estádio, festa no túnel, onde o treinador Peixinho comanda com pulso forte e inteligência o Trovão Azul, e de repente o silêncio.

- O que houve? Pergunta o torcedor que viu o árbitro correr para o meio campo validando o gol da virada do alvianil.

- O bandeira, que hoje é chamado de assistente, achou uma falta na área do Vila Rio e levantou seu instrumento de trabalho erradamente. Diz outro torcedor a seu lado.

Afinal, houve ou não a falta? Pela maioria absoluta, inclusive os neutros que estavam no Waldo Carneiro Xavier, a falta não existiu  e, cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, eu ouvi, na sexta-feira, um recado de um amigo que dizia: 'Cuidado, o Paduano pode ser prejudicado pela arbitragem nesta semifinal'.

Mesmo sem acreditar na previsão do companheiro de imprensa fiquei com a pulga atrás da orelha e no domingo, com o estádio lotado de alvianis nervosos e impacientes, o moço da bandeira conseguiu travar o time de Peixinho.

Tem nada não, o troco pode ser dado lá na capital e a vaga ainda não foi para o brejo, como querem alguns dirigentes da nossa entidade máxima do futebol. Se não der agora, contra o Vila Rio, pode vir na decisão do terceiro/quarto lugar, contra o perdedor do jogo entre São Pedro x América Três Rios,  no jogo de ida o São Pedro vence por 1x0 e joga por um empate.

São três vagas, como disse no primeiro parágrafo deste comentário, e o Paduano ainda está com a mão na vaga para a Série B do Rio, a famosa Segundona, o campeonato mais complicado e mais difícil entre todos aqueles organizados pela Ferj.

 

As Ferinhas do Carlinhos


Já venho comentando, em minhas colunas ou no meu blog, sobre o trabalho do professor Carlinhos Bessa no Ciep Álvaro Lontra, aí em Miracema. Carlinhos me faz lembrar 'seu' Nézio, o professor que elevou o basquete na cidade, e, como ele mesmo falou na matéria publicada em O Globo e no Sportv: 'Quero dar sequencia ao trabalho começado pelo professor Nézio'.
Não é motivo de orgulho? Claro. Eu, como miracemense e amante do esporte, só tenho que agradecer ao Carlinhos Bessa e torcer para que venha apoio forte e firme das empresas da cidade para que novos talentos, como Micaela, Giovana e outras meninas reveladas pelo basquete na cidade, possam surgir e crescerem para o esporte da cesta com sucesso.
Conheço o Carlinhos já a bastante tempo e sei da sua dedicação e de sua paixão pelo esporte e pela carreira que abraçou. Fez sacrifícios pessoais e contou com o apoio da família para realizar seus objetivos e hoje, professor de educação formado e especializado, faz sua parte para que o basquete na cidade continue dando frutos e criando na mente das garotas o gosto pela vida e pelo esporte.
O Ciep Álvaro Lontra, de Miracema, ganhou o Intercolegial na categoria jovem feminino e entra no currículo de Carlinhos Bessa, que já coleciona alguns títulos em sua trajetória vitoriosa no comando do basquete feminino de Miracema.
Acho que agora já temos o substituto ideal para 'seu' Nézio e será que já podemos chamar as meninas de 'Ferinhas do Carlinhos'? 
Valeu, Carlinhos, sua força contagia a todos nós. 

Fla x Flu

Vi o Fla x Flu na íntegra e, ao lado do meu genro Adalberto, senti que Joel é o menos culpado de tudo o que acontece na Gávea neste momento. Tudo bem, Joel poderia ter optado por um time mais ofensivo desde saída, aquela escalação que terminou o jogo poderia ser aquela do começo, mas tudo bem meu caro Joel Santana, os garotos ainda não tem 'jogo' e o Fluminense de hoje tem que ser respeitado.

Meu companheiro Cahê Motta, que está em Londres a serviço do globo.com, diz que o Fluminense foi melhor e mesmo com a posse de bola maior, 60%, do Flamengo, era preciso muito mais. E o que seria este muito mais?  

Não discordo do Cahê, mas cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, Joel joga com o esquema da Espanha e do Barça, ter a posse de bola sempre, mas falta muita coisa para pelo menos chegar a ser uma tênue comparação dos times espanhóis.

Se lá a gente vê Iniesta, Xavi, Messi, Villa e tantos outros, por aqui Joel é obrigado a escalar Amaral, Ibson (que coisa horrível)., Botinelle (que decepção) e outros menos votados no meio, na zaga e no ataque. Coitado do Vagner Love, o rapaz até que tem boa vontade, mas olha para o lado e vê Diego Mauricio e do outro lado, chegando para tentar jogadas de fundo, Magal, e, como todos os caras inteligentes desiste insistindo em mostrar que pelo menos não foge a luta.

O Fluminense não mostrou nada de positivo, tem um time muito melhor, tem melhor elenco e um treinador com fama de acertador de time, porém, tem sempre um porém, o Flamengo mostrou-se bem melhor esquematizado e a vitória tricolor veio em um lance manjado demais, erro da defesa do Flamengo e gol do adversário.

Pelo menos foi isto que vi no Fla x Flu do Centenário e na minha opinião o empate seria mais justo. Confere?

 

Fla x Flu - Cem anos de história


Cem anos de Fla x Flu. Cem anos de um clássico charmoso, igual e com uma rivalidade que nos últimos anos foi aflorada pela mídia. Cem anos de um clássico que nunca teve um favorito destacado. Enfim, são cem anos de Fla x Flu e, como disse um dia Nelson Rodrigues, o criador da mística Fla x Flu: "O Fla x Flu começa noventa minutos antes do nada". 


Eu já vi muitos Fla x Flu, já trabalhei em pelo menos uma dezena de Fla x Flu e compartilhei pelo rádio, através das ondas da Nacional, Globo ou Tupi, com Jorge Curi, Valdir Amaral ou Doalcei Camargo, diversos Fla x Flu. 
Hoje não é diferente de ontem e o primeiro, em 1912, não será diferente deste de 2012, o que será diferente são as pessoas e a indumentária das arquibancadas. O Fla x Flu deste domingo tem um sabor especial para Joel Santana, que se vencer o clássico ganha uma sobrevida maior e é possível até que tenha seu contrato renovado.


O Fla x Flu tem algo especial, tem o charme da elite, na parte tricolor, e o suor do povão, na parte rubro-negra. O Fla x Flu não é uma partida qualquer, envolve políticos, celebridades, empresários conceituados e, podem até não acreditar,  a maioria da torcida é formada por gente simples, por garotos universitários ou desempregados que buscam na vitória do seu time alegria que lhes faltam na vida.


As arquibancadas do Maracanã ficavam muito mais bonitas em dia de Fla x Flu. O colorido do vermelho, preto, branco, verde e grená se misturavam nas curvas do sexagenário estádio, hoje demolido para dar lugar a uma nova arena. 


Não sei ainda como é um Fla x Flu no Engenhão, ainda não tive a chance de ver ao vivo e em cores. Não tenho notícias de que o estádio tenha tido lotação máxima nos Fla x Flu por lá disputados nestes anos de ausência do ex-maior estádio do mundo. Seria o Engenhão o palco ideal para um Fla x Flu?


Eu vi o Fla x Flu de 1963, aquele em que a grande estrela foi o goleiro do Flamengo, Marcial, responsável direto pelo 0x0 no placar e pelo título conquistado pelo time da Gávea. Eu vi o Fla x Flu de 1984, aquele em que Assis, o meia atacante tricolor, detonou o Flamengo no último minuto do segundo tempo e deu o título ao Fluminense.
Eu vi o Fla x Flu em que Armando Marques não viu a mão de Wilton. Eu vi o Fla x Flu em que o goleiro Dominguez atravessou o campo para agredir este mesmo Armando Marques. Eu vi o Fluminense virar um jogo perdido e levar o título com um gol de barriga de Renato Gaúcho. Vi o Flamengo golear e Zico sair de campo como um herói.


As histórias do Fla x Flu são muitas e todos nós, torcedores e amantes do futebol, temos uma na ponta da língua pronta para ser contada quando solicitado. Aquela do gol de pênalti, se não me engano cobrado por Athirson, quando a bola defendida pelo goleiro do Fluminense quicou e voltou para dentro da meta foi incrível, até hoje os tricolores dizem que foi algum sobrenatural, como aquele personagem do Nélson Rodrigues, o "Sobrenatural de Almeida". 


O último que vi, ao vivo no Maracanã, foi em 2004, aquele que deu origem ao hino das arquibancadas: "poeira, vai levantar poeira", e o Flamengo venceu por 4x3 em jogo, como todos os outros Fla x Flu em cem anos, eletrizante e emocionante.


Hoje o Fluminense é o melhor time do Brasil e o Flamengo tem seu pior time dos últimos quarenta anos. Hoje é dia de Fla x Flu, no Engenhão, que segundo os entendidos receberá carga máxima de torcedores. 
Hoje é dia da mística. Hoje é dia das cores preta, vermelha, verde, grená e branco se misturarem nas arquibancadas e levarem um colorido especial para este pobre futebol brasileiro, que vive um dos piores momentos destes cem anos de história de um clássico que pode ser considerado um dos mais espetaculares do mundo.

Palmeiras vence com ajuda do "apito amigo"

Palmeiras e Coritiba fizeram um jogo legal de ser visto, principalmente no primeiro tempo, quando o Coxa jogou futebol e apresentou um ataque rápido e eficiente, só parando na péssima arbitragem do cidadão Wilson Pereira Sampaio, que se diz árbitro de futebol e conseguiu irritar as duas torcidas, principalmente a paranaense, na noite de ontem em Barueri.

O Palmeiras ganhou uma penalidade máxima, no minuto final do primeiro tempo, como presente pela sua má atuação no jogo e daí prá frente o que restava do Coritiba ficou no vestiário durante o intervalo, ou seja, a força para lutar contra onze em campo e um homem com apito na boca.


Gaciba, em seu blog, diz que o árbitro teve uma noite ruim. Eu, cá no meu blog, digo que o árbitro é ruim e a CBF, através do seu departamento de arbitragem, tem culpa no cartório, escalar um desconhecido para um jogo desta proporção é deixar no ar algo estranho e um pensamento de "coisa arrumada", até o fraco assistente baiano, Alessandro Rocha Matos, ficou inibido e atuou de maneira correta, mostrando que não poderia errar mais do que o arbitro principal.


Se foi justa a expulsão de Valdívia? O moço do apito não teve outra saída a não ser mandar para o vestiário mais cedo o chileno, que procurou desde o início a sua expulsão, talvez com saudade de sua esposa, que está no Chile, procurou uma folga no meio da próxima semana para uma viagem.

Se foi justa a vitória do Palmeiras? Pelo que deixou de fazer o Coritiba, nos vinte primeiros minutos, quando poderia ter liquidado o jogo, e pelo que fez a arbitragem, durante os noventa minutos, o placar foi feito e dificilmente será revertido em Curitiba.


Ah! O presidente da CBF é paulista e deixa a pulga na orelha de muita gente com o destino do futebol brasileiro e com o nosso campeonato nacional. Será que vai continuar a farra?

 

A justiça se fez: Timão é campeão


Faz tempo que não vejo um título ser tão justamente conquistado como esta Libertadores, pelo Corinthians. Fez jus não só pela grande vitória de ontem, sobre o Boca Juniors, mas pelo conjunto da obra e pela firmeza que seu grupo teve durante toda a competição.

No jogo decisivo, na noite de ontem, no Pacaembu, o primeiro tempo nos deixou a impressão de que teríamos uma partida chata e sujeita a uma prorrogação arrastada e penalidades para definir o campeão.

O zero a zero e a forma com que os dois times jogaram os quarenta e cinco minutos iniciais me deixou preocupado e pensativo: - Vejo ou não o segundo tempo? O sono me fazia pensar em desistir do jogo e ao sair da sala, onde via a partida, tomei um café e encarei o segundo tempo na boa.

Fiz muito bem. O Corinthians voltou com cara de campeão. Emerson mostrou que, além de uma baita pé quente, é mesmo decisivo e um jogador fora do normal entre os normais jogadores brasileiros da atualidade, chamou a responsabilidade para sí e mostrou como é que se decide um jogo. 

Emerson, o Sheik, não foi só o nome do jogo, foi o nome do título inédito do Corinthians e a cara do torcedor da Fiel ou Camisa 12, raça, entrega e muita vontade de vencer e entrar na história da maior torcida do Brasil. 

Dois gols, um cartão amarelo e, no final, reconhecimento de todos que estavam no Pacaembu e de todos que viram pela tevê o Corinthians conquistar a sua primeira Libertadores com o grito do seu nome em todas as arquibancadas do Pacaembu.

São Paulo viverá dias de paz e o torcedor corintiano terá mais um motivo para sair as ruas envergando o manto sagrado e encarar frente a frente palmeirenses, santistas e, principalmente, são-paulinos, pois agora não é mais virgem na questão título continental. 

Parabéns S.C.Corinthians Paulista, você mereceu.

GOYTA NO G2 - Não fui ao Arisão, uma reunião importante me prendeu no início da noite e, quando eu estava liberado para partir para a Rua do Gás, por volta das 20:30h,  o Goytacaz já vencia por 1x0. Liguei o radinho de pilha e sintonizei no Sérgio Sérgio da Mata Tinoco, que transmitia pela Continental a partida válida pela Segundona Rio.

Mas a conversa pós-reunião me impedia de ouvir atentamente, alguns torcedores alvianis queriam saber detalhes da partida e então troquei a estratégia, passei a "ver" o jogo via Facebook, acompanhando a transmissão da turma do site oficial do Goytacaz, e então pude perceber que o jogo estava equilibrado e seria bem difícil uma vitória do Azul do Povo.

O segundo gol deu tranquilidade e o terceiro "matou" definitivamente as pretensões do São João da Barra na partida e, ao que me parece, também no campeonato. O Goytacaz chega aos trinta pontos ganhos, fica a cinco do Quissamã, que venceu mais uma dentro de casa, e entra na zona de classificação.

Daqui prá frente, segundo o torcedor símbolo do clube, o famoso Pisa, líder da Pisa Show, só depende do Goytacaz e o negócio é não tropeçar dentro do Arisão. O companheiro Amaro Lírio lembra um detalhe importante: "Os cinco pontos perdidos dentro de casa, nesta reta final, são os mesmos que separa o alvianil do Quissamã, portanto, vencer em casa é fundamental". O sonho está se materializando.

 

DECISÃO EM SAMPA E PITACO DA SEGUNDONA


Escrevi ontem, no blog, que a turma já estava de 'saco cheio' com a Corinthians Press e, imediatamente, a corrente corintiana defendeu entrou em campo e uns defendendo a mídia nacional e outros me dando razão pelo desabafo postado à tarde.
Mas hoje é o dia de decisão e Corinthians e Boca Juniors acabam com a pressão, com a tensão e com a angustia de brasileiros e argentinos, estes com a esperança de mais um título, a sétima conquista da Libertadores, e os paulistas ávidos pela primeira conquista e alucinados com os percentuais favoráveis na decisão do Pacaembu.
Não tem empate favorecendo a este ou aquele e apenas a vitória interessa a Corinthians ou Boca Juniors, em caso de igualdade no marcador, seja o empate por quantos gols marcados, a decisão vai para a cobrança de penalidades máximas, e aí, creio eu, que milhares de corintianos, espalhados por este país do futebol, vai a loucura total ou sofrerá um infarto de miocárdio.
Quem tem mais chances? Iguais, meu caro, iguais e completamente iguais. A vantagem do mando de campo a gente já viu que não tem muito a ver neste momento, o Corinthians foi lá na Bombonera e conquistou um empate inesperado por muitos e, aqui no Pacaembu, que será transformado em caldeirão da Fiel, também não podemos creditar favoritismo ao dono da casa, afinal o adversário não respeita muito este negócio de jogar fora com medo de torcida ou dos 'inimigos'.
Globo e Fox Sports Brasil transmitem e você pode ficar por dentro de tudo a partir de sete da noite, na Fox, quando começa o abre o jogo da emissora. Toda mídia está voltada para a decisão e quem oferecer maior qualidade de transmissão terá a minha audiência, mas seria bom se tivesse um canal neutro para oferecer uma opção e nos tirar do ufanismo e da patriotada do pessoal da televisão.
POR AQUI - Hoje, no Arisão, em Campos, o clássico regional mais esperado deste segundo turno da Segunda Divisão do Rio. Goytacaz e São João da Barra entram em campo para colocar em jogo as chances de conquista de uma das vagas para a Elite/2013 e, como no jogo de São Paulo, não há favorito e tudo pode acontecer nos noventa minutos regulamentares.
A rodada ainda oferece dois jogos importantes entre aqueles que estão ali rodeando a chamada zona de classificação e me parece que o Quissamã, jogando em casa contra o Sampaio Correia, é o que tem mais possibilidades de se manter vivo e presente mais uma vez na liderança isolada e absoluta da fase final da Segundona.
O Audax, que anda querendo atrapalhar os times do Norte Fluminense, é o segundo colocado com 28pg, vai até Nilópolis enfrentar o Artsul e chegará como favorito, sua campanha é muito boa e já bota susto na turma de cá do nosso lado.
E por falar em nosso lado o Rio Branco, outro campista na Segundona, vai até Macaé e tentará  deixar a lanterna com o Serra Macaense, a diferença entre ambos é de um ponto e se vencer o Róseo Negro troca de lugar com o rival da tarde.
E a Lusa Carioca, que anda mal das pernas, busca se reencontrar contra o Tigres, em Xerém, e sabendo que mais um tropeço sua chance de voltar a Primeira Divisão desce ladeira abaixo. Vencer é fundamental para a Portuguesa continuar pensando em acesso.
Fechando a rodada um outro pretendente a elite, o Ceres, joga também fora de casa as suas esperanças de classificação. O time de Bangu vai até Barra Mansa enfrentar a grande decepção dos analistas, o Leão do Sul mostrou as garras no início e pintou como campeão, mas aparou as unhas na 'hora H' e hoje é um saco de pancadas.

PAPO DE BOLA COM OS AMIGOS

Dois dias depois da derrota do Goytacaz para o Serra Macaense, que tirou o alvianil da zona de classificação para a elite do Rio, um dia após a bela apresentação da Fúria Espanhola, na Ucrânia, conta a Itália, que lhe deu o título da Euro/2012, e no dia seguinte de mais uma rodada do Brasileirão, onde o futebol brucutu ainda é o mais jogado, trago as conversas que tive com amigos ou os e-mails trocados com eles cujo tema é este aí do título.

Um comentário do Ademir Tadeu, lá de Miracema, que mostro aqui abaixo, foi postado no meu blog ( adilsondutra.blogspot.com ) e por ser tão inteligente, como o autor, merece um destaque aqui na coluna.

'Adilson, ontem o 'senhor futebol', já centenário e cansado de tudo de ruim, que andam praticando em seu nome, teve um suspiro de alegria com a vitória, e, consequentemente, a conquista da Eurocopa pela Espanha, que mostra ao mundo, o mesmo que o Barcelona também o faz, que o 'senhor futebol' ainda sobrevive com toques envolventes, com poucas faltas ou erros de passe.

A essência do referido esporte, nosso tradicional futebol, é o gol e este caminho é muito mais fácil de percorrer com um conjunto de talento do que usar um monte de cabeçudos protegendo sua defesa.

Não é o caso da Itália, adversário da Espanha na final, que até tem bons jogadores, mas que tem sido o norte de muitos treinadores ultrapassados, que usam esquemas ridículos, principalmente aqui no futebol brasileiro, que ainda jogam defensivamente, e aí, meu caro amigo, vem a máxima do Luxemburgo: 'O medo de perder tira a vontade de vencer'.

A gente vê por aí sobressair a individualidade ao invés do coletivo, muitos jogadores pensam apenas no sucesso individual antes do sucesso do grupo. Os nossos jogos, pelo Brasileirão, não tem a mesma qualidade de alguns jogos da Segunda Divisão da Inglaterra, que são mostrados pela Espn.

Nossos gramados, em forma geral, não são mantidos de forma digna, vide os jogos das divisões inferiores, principalmente na Terceira Divisão do Rio, um  horror, excetuando-se apenas o nosso Estádio Plínio Bastos de Barros, que é muito bem cuidado.

Ver a Espanha campeão é sinal que algo pode mudar, pois por aqui já estavam dizendo que era um futebol chato, simples demais e sem objetividade alguma. Tudo isto foi por terra com a goleada sobre a Azurra e o show de bola nos noventa minutos da final da Eurocopa. Viva o futebol.'

Correta a colocação do Ademir Tadeu e para corroborar com isto logo em seguida ao jogo Espanha 4 x Itália 0, citado por ele como redenção do 'senhor futebol', fomos obrigados a engolir o esquema do Mister Joel Santana e sua troupe em jogo pífio de esquema tão ridículo como os comentados por ele no texto acima.

Ontem, logo pela manhã, conversei com o José Luis da Silva, o Categoria, sobre o baixo nível de nosso futebol e sobre a supervalorização dada pela mídia ao time do Corinthians nesta final de Libertadores.

'É um time certinho, mas o que tem o Corinthians que o excetue da mediocridade reinante em nosso alegre futebol?' Pergunta José Luiz. Eu respondo que é um meio campo inteligente e sem os cabeçudos falados por Ademir Tadeu, Ralf, Paulinho e Danilo destoam dos demais meios campo do futebol doméstico e o esquema de Tite é bem aceito pela turma e está rendendo, pois o resto é igual ou inferior ao que temos por aí.

Do nosso futebol doméstico temos muito a falar, daria uma coluna inteira sobre as derrotas do Goytacaz e São João da Barra e a vitória do Quissamã, que assume a liderança da fase final da Segundona e tira a pecha de que é um time 'amarelão'. Tenho a impressão de que este ano será difícil tirar de Quissamã a chance de entrar na Elite pela primeira vez.

 

Domingo de decisão na Europa e definições por aqui


Não vejo um grande jogo para prender a atenção do torcedor neste domingo, exceção se faz a decisão da Eurocopa/2012 e o belo confronto entre Itália x Espanha, que até a Globo previu e por isto antecipou ou mudou horário dos jogos deste domingo pelo Brasileirão. Não há, exceto o jogo do Flamengo, não pela qualidade mas sim pelo que espera o torcedor, a diretoria e a comissão técnica deste encontro contra o Atlético Goianiense.
O adversário é o ideal para que Joel Santana volte a sorrir e acreditar que Zinho não irá demiti-lo esta semana, o rubro-negro de Goiás é o lanterna, tem apenas dois empates e vive crise interna tão intensa quanto ao seu homônimo de cores do Rio de Janeiro. Seria hora de uma goleada para acalmar os nervos ou então de um tropeço para que tudo se transforme na Gávea.
A CBF deu uma trégua ao Corinthians, que não joga esta semana, para que o alvinegro paulista se prepare para o confronto final com os argentinos do Boca Juniors, na quarta-feira, no Pacaembu, em jogo que poderá ser histórico para todos os fieis torcedores corintianos, que aguardam ansiosamente pelo primeiro título continental do S.C Corinthians Paulista.
No Rio Grande do Sul mais um encontro entre a torcida do Grêmio e seu desafeto Ronaldinho Gaúcho. Como será recebido o meia no Olímpico? Uma boa recepção é que não terá o Dentuço, que desde que saiu de lá, nos anos noventa, não teve paz para viver um dia sequer na sua Porto Alegre e, após breve passagem pelo Flamengo, onde saiu pelas portas dos fundos, R-49 agora sentirá o bafo da torcida tricolor no seu pescoço. 
Na bela e tórrida Salvador um encontro mais ameno de um gaúcho e sua torcida. Falcão, ídolo e maior jogador da história do S.C Internacional, enfrenta seu Colorado pela primeira vez comandando uma equipe neste Brasileirão, o Bahia joga no Pituaçu, mas a torcida gaúcha, que veste vermelho, promete homenagear, aqui no bom sentido, o seu grande jogador antes, durante e depois do encontro no Pituaçu.
Quem não tiver ânimo para ver Balotelle, Iniesta, Xavi, Pirlo, Cassano ou outros grandes craques da Europa, que estarão na decisão da Euro/2012, pode optar pelos canais Premiere e acompanhar Neymar, Ganso e seus companheiros do Santos FC contra a Portuguesa, de Dida, goleiro que volta a atividade após anos de aposentadoria. 
Lá no Noroeste Fluminense, mais precisamente em Santo Antonio de Pádua, a cidade está atenta nas transmissão do jogo do Paduano, via Rádio Feliz, contra o São Pedro. O jogo vale uma vaga na semifinal da Terceira Divisão do Rio e um empate coloca o alvianil de lá a um passo da Segundona.
O prefeito José Renato Padilha, através de sua assessoria, informa ao Papo de Bola que apoio não faltará para o PEC e em caso de acesso a Série B os preparativos, no próximo ano, terão jeito e qualidade de quem pretende subir para Elite em 2014. Tem promessas e promessas de políticos e esta é uma que eu vou acreditar, o povo de Pádua quando quer algo para cidade luta até o final para conquistar. 
BODAS - Sobre os jogos de ontem da Segunda Divisão, onde Quissamã, São João da Barra e Goytacaz, os três principais concorrentes as duas vagas na elite, em 2013, não posso comentar com os amigos, afinal o sábado foi reservado para abraçar meu companheiro aqui da página esportiva de O Diário, Raphael Petersen, que se casou ontem com sua amada Aline e assim, daqui deste cantinho esportivo, abraço o amigo e desejo tudo de bom para o novo casal. Felicidades Tijolo.

PADUANO BUSCA VAGA NA SEGUNDONA

O domingo será de briga boa na Terceira Divisão do Rio e, em Santo Antonio de Pádua, a expectativa está em torno do jogo do Paduano EC, que joga por um empate, fora de casa, contra o São Pedro, no "clássico dos santos", que vale uma vaga na semifinal do campeonato e, consequentemente, um degrau apenas para subir e conquistar o acesso.
A situação na terceirona, que dá três vagas na Segunda Divisão do Rio na próxima temporada, é a seguinte: No Grupo I o Paduano lidera com 8pg seguido do São Pedro, 7pg, e de Queimados e Barra da Tijuca, ambos com 6pg e que se enfrentam com mando de campo do primeiro. 
Quem passar desta fase faz duas semifinais contra os classificados do Grupo J, que também será definido neste domingo, só que apenas a segunda vaga, a primeira já foi confirmada pelo Vila Rio, 11pg, enquanto Mangaratibense e América (Três Rios) tentam a segunda vaga. O São Gonçalo (4pg) precisa de uma série de combinações para se classificar.
Em Pádua há um movimento grande em torno da possível classificação do Trovão Azul, já existem planos para a Série B e a prefeitura trabalha com a hipótese de apoiar maciçamente a cúpula do PEC na próxima temporada, segundo o prefeito José Renato Padilha, que falou através de seus assessores para o Papo de Bola, tudo será feito para que em breve o Paduano seja o representante do Noroeste Fluminense na Primeira Divisão do Rio.

PITACOS DA QUINTA-FEIRA


Coisas do Flamengo - Difícil para o torcedor engolir certas decisões da presidente Patrícia Amorim e sua turma. Na semana passada, durante o vôo com destino a Florianópolis, conversei com o Andrade, treinador que levou o rubro-negro ao título Brasileiro de 2009, e foi sumariamente despedido pela nova administração do clube, e o ex-jogador me disse "cobras e lagartos" sobre o que acontece na Gávea e que em breve iriam pipocar várias manchetes nos jornais cariocas dando conta do que se passa por lá.
Já vivenciamos a fritura de Joel Santana, que sem um elenco de nível e com problemas de saúde não explicados por ele ou seus assessores, não consegue dar ao time um padrão mínimo de qualidade. Antes de fechar a coluna fico sabendo que Dunga já está no Rio e conversa com seu amigo Zinho sobre a sua possível contratação.
O comentarista da Espn, José Roberto Malia, conta, em seu blog, que Roberto Assis, o irmão do Ronaldinho, está entrando na justiça contra o Flamengo exigindo uma comissão de quase R$ 1 milhão por sua intermediação na transação Milan x Flamengo envolvendo seu irmão, isto sem contar nos quase R$ 40 milhões que o Dentuço quer como indenização por ter deixado a Gávea.
E segue a crise: Vagner Love não vê a grana do direito de imagem, este merece, há quase seis meses e o Flamengo já lhe deve uma grana preta. O atacante comprou um apartamento novo, para morar com a nova namorada, e está tendo dificuldade para liquidar a dívida devido a falta de caixa, provocada pela ausência de depósitos em sua conta corrente.
Prá fechar o assunto: De Renato Maurício Prado, no "Globo": "A presidenta do Flamengo, Patrícia Amorim, tem uma nova obsessão: quer porque quer a contratação de Dunga como técnico. Seu raciocínio é semelhante ao do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pós-Copa de 2006: "Nosso futebol está uma bagunça. É preciso trazer alguém capaz de moralizá-lo... " O resultado prático de tal raciocínio obtuso, na seleção, foi a eliminação na Copa. Para sorte da apaixonada torcida do Fla, entretanto, Dunga segue reticente sobre a ideia de abraçar de vez a carreira de técnico." Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou...
Segundona Rio - A vitória do trio do Norte Fluminense põe lenha na fogueira da Série B do Rio e agita ainda mais o mais renhido campeonato de acesso dos últimos anos aqui em território fluminense. 
Quissamã, São João da Barra e Goytacaz, pela ordem, seguem na trilha de um caminho que terminará em julho e abrirá as portas da Primeira Divisão para dois dos concorrentes principais. Na quarta-feira, jogando em casa, o Quissamã venceu apertado o fraco Serra Macaense e, pelo que tenho visto, me parece que vai entregar o jogo no segundo tempo como já ocorreu no ano passado.
Por outro lado o São João da Barra vem crescendo e reencontrando o seu bom futebol apresentado na primeira fase da competição. Venceu fora de casa, 3x2 no Barra Mansa, e já está dizendo de peito aberto: "Estou chegando". E o Goytacaz é um capítulo a parte, não pelo seu bom futebol ou por estar em estado de graça com as vitórias. O alvianil tem jogado bem, isto é correto, mas o que se destaca por lá é a força desta incrível torcida, que na quarta-feira deu mais um show no Arisão e provou que quem investiu no clube o fez com maestria e terá frutos colhidos em breve.
Descendo o pano: E o Corinthians pode ir preparando as faixas, o chope e as festas nas principais ruas da capital paulista. 

Sustentabilidade e Educação

                                     A expressão desenvolvimento sustentável está na moda.  Tem tudo a ver com as nossas perspectivas de vida saudável e, por isso mesmo, o papel da educação, nesse processo, é fundamental, quando, numa  aula de Ciências, discute-se a quantidade de animais ameaçados de extinção, como é o caso das ararinhas azuis, que não se encontram mais na natureza (só em cativeiros), na verdade estamos preparando o espírito dos nossos futuros executivos para a necessidade inadiável de respeito aos limites do planeta.

                                   O especialista Israel Klabin, presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FNDS) está preocupado: "Estamos degradando a Terra em alta velocidade."  Reclama da utilização intensiva de combustíveis fósseis, do desmatamento desordenado e da falta de cuidado com os nossos recursos hídricos ("hoje, cerca de 25% dos rios do mundo chegam secos aos oceanos.").

                                    Essas alterações, a que se soma a perda da biodiversidade, sacrificam a sustentabilidade.  "O abate de uma árvore na Amazônia pode ser causa de uma inundação na  India, assim como queimar carvão na China pode causar uma grande onda de frio na Europa."  São intercorrências naturais, quando não se tem o cuidado elementar de respeitar fatores que podem levar a humanidade ao retrocesso em relação ao seu conforto e sobrevida.

                                     Segundo estudos da OCDE, a poluição atmosférica urbana será a principal causa da mortalidade no mundo  em 2050.  Nem as guerras localizadas e a eventual insanidade de  líderes da época serão  capazes de promover maior estrago.  É mais atual do que nunca a discussão em torno da redução da emissão de gás carbônico na atmosfera, para atenuar os efeitos danosos sobre o clima.

                                     Queremos o crescimento sustentável do Brasil, ou seja, aquele que pode ser sustentado ou mantido, trazendo maior conforto ao nosso povo.  Abordando o tema, a presidente Dilma Rousseff tocou fundo no problema: "Temos de ser contemporâneos do momento histórico e apostar em ciência e tecnologia, inovação e educação."

                                     Para discutir o assunto, nada menos de 120 países estarão representados na Rio+20, que se realizará em junho próximo.  Longe da preocupação da Eco92 com a  caça às baleias e o fim do uso da energia nuclear, hoje os temas estão bem mais perto de cada um de nós: o  uso da água, da energia (com suas novas formas), o lixo, o transporte e o consumo.  A preocupação dominante, na sociedade internacional, é a preservação de recursos naturais, matéria até aqui descurada.  Só no Rio de Janeiro, que bate o recorde nacional, consome-se 215 litros de água diariamente por pessoa, naturalmente um gasto despropositado.  Há muito o que  se fazer nesse item, como comprovaram técnicos brasileiros que estiveram recentemente no Estado de Israel, para o qual a água tem tanto valor quanto o petróleo.  Sem exagero.

                                    Nos parâmetros curriculares nacionais prevê-se a existência de matérias transversais, como é o caso da Educação Ambiental.  Dar maior valor a isso é um passo decisivo, para a  criação de uma verdadeira e inadiável consciência ecológica, no espírito dos nossos estudantes. 

 

As Ferinhas do Nézio


Há algum tempo venho prometendo contar por aqui as belas jornadas das "Ferinhas do Nézio", meninas maravilhosas e seu fantástico treinador, que fizeram história no basquete do interior fluminense nas décadas de 70 e 80, conquistando todos os títulos possíveis ou em disputa.


Marquei com Rosa Rizzo um papo, mas as minhas idas e vindas não batiam com a disponibilidade dela. Tentei conversar com a Diva, irmã da craque Fátima Barros, mas também não consegui agendar um tempo para o bate papo.


Parece até que estas meninas são ocupadas demais ou meu tempo em Miracema é muito curto. Nada disto. Quando por aqui chego, diz o Zé Luiz da Silva, o meu repórter de Categoria, me perco nos papos das esquinas e dos butecos e me esqueço de tudo aquilo que programei. Verdade, e nisto aí o José Souto, o Renato Caveari e o Ademir Tadeu têm culpa no cartório, o bom papo do trio sempre me faz perder a agenda do dia.


Já me encontrei com a Sônia, filha do professor Nézio, que também foi craque no esporte da cesta, para me contar um pouco da trajetória do primeiro time feminino que vi jogar, nas quadras do Colégio Miracemense, nos anos 60, mas bom mesmo seria conversar com sua irmã Ângela, que brilhou ao lado de Rosa, Aurinha, Regina (que saudade) e outras "ferinhas" do Nézio na década seguinte.


Minha mana Teresa vivenciou em quadra estes bons momentos e ao lado de craques como a terrível Maria "Angu" fez festa em diversas quadras onde os Jogos Estudantis do Norte Fluminense eram jogados e os títulos conquistados. Tetê conta com entusiasmo cada um deste momento e em alguns destes eu estive junto as vezes torcendo, as vezes apitando jogos interessantes destas meninas maravilhosas.


Fico devendo um espaço maior, porque tudo o que estou contando por aqui neste papo sobre o basquete feminino tem a ver com o falecimento de uma menina talentosa e, pode ser, uma das mais perfeitas jogadoras de basquete da cidade, Maria Lúcia Amim, a Lulu, que ontem despediu desta vida e foi para o andar de cima tentar encontrar com a Regina e por lá bater uma bolinha nas quadras do céu.


Lulu era quase perfeita e, se quisesse, poderia na época jogar em um dos grandes times brasileiros,  naquele tempo a altura não era documento necessário para entrar numa quadra de basquete, principalmente o feminino, carente de grandes jogadoras e de talentos como o de Maria Lucia, Rosa, Fátima, Ângela ou Maria Angu, meninas poderosas e talentosas por demais.


Prometo que contarei muito mais nas próximas semanas, vou combinar com as minhas jogadoras favoritas um papo animado sobre "As Ferinhas do Nézio" e voltarei ao assunto com mais detalhes, afinal são elas que podem narrar toda trajetória que marcou a força do basquete da cidade, que hoje tem talentos reconhecidos no mundo inteiro como Mikaela e Giovana entre outras que brilharam no Bola Laranja e as garotas de hoje, comandadas pelo professor Carlinhos Bessa, que estão aprontando por aí.

 

A primeira vez a gente nunca esquece

Se a memória não me pregou uma peça era uma tarde de algum dia de março, no longínquo ano de 1964, que, ao chegarmos ao Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, eu e toda turma do Time do Bitico, recebíamos a notícia: "Hoje não tem treino, o pessoal da prefeitura está começando a arrumar o lugar para uma tal de Exposição Agropecuária".


Fizemos cara de espanto, encostamos na porta do vestiário para acompanhar a movimentação da turma da Prefeitura de Miracema, que ao lado de técnicos, pedreiros e outros mais, examinavam o local e apontavam onde seriam montados os stands, as baias, as barracas para comidas e bebida para a festa que seria realizada em maio, em comemoração ao vigésimo oitavo aniversário da cidade.


Chegava o Bitico, dono de nosso time e ex-jogador famoso na cidade, as explicações dos funcionários eram poucas para nos convencer e, de repente, chega ao local a comitiva do Prefeito Jamil Cardoso, com o próprio a frente falando e cumprimentando a todos nós com a educação que Deus lhe deu.


Quando "seu " Jamil me olhou triste e fitando sério nos seus olhos, me perguntou: "Zebinho, o que está acontecendo, que se passa por aqui?", este Zebinho foi por conta do meu pai, ele só me chamava assim mesmo lá em sua casa, na Rua Direita, quando encontrava com seus filhos Alexandre, Guilherme e Augusto, e não tive outra saída a não ser explicar o que estava acontecendo.


- O pessoal da Prefeitura disse que nós não podemos treinar e que está arrumando o campo para uma festa. Será que não dava para liberar, seu Jamil?


Tenho a impressão de quem estava com ele, comandando a arrumação, era o seu Marcílio Poly, que depois de consultado deu a resposta, que nós queríamos ouvir, para o prefeito, que sorrindo, como sempre, chamou este que vos fala e disse:


- Podem amarrar as chuteiras, vai ter treino sim, hoje só estamos fazendo uma pesquisa e não vamos atrapalhar os futuros craques da cidade.


E em seguida avisamos ao Bitico e lá fomos nós, todos alegres e sorridentes, correr atrás da bola e sonhar com a festa que seria realizada, pela primeira vez, em nossa cidade.


Os dias passaram e finalmente chegou maio e a festa. Novidade em toda região, a Exposição Agropecuária e Industrial de Miracema foi um sucesso estrondoso, mas para nós, amantes do futebol e praticantes insistentes, a escolha do local foi a pior possível.


O gramado do Estádio Plínio Bastos de Barros foi castigado e o lado direito, de quem ataca para o gol que dá para o Prudente de Moraes, praticamente acabou e o terreno, justamente onde deve ter ficado as baias dos animais, ficou totalmente destruído e só veio a ser recuperado após a reconstrução do velho estádio pelo Prefeito Gutemberg Damasceno já nos anos 2000.


Agora, passados 48 anos desta primeira festa, o estádio está lindo, renovado mas não tem o glamour do futebol dos anos sessenta, não tem Milton Cabeludo, não tem Vadeco, não tem Cleci, não tem Bilu, Cleto, Clóvis ou Zé Augusto; não tem o Rink, o Sereno, o Esportivo, Tupã ou Miracema FC, e, meus caros amigos, principalmente, não tem mais Bitico e nem seu time de moleques, que depois se transformou no vitorioso Vasquinho e deu origem ao melhor time do Esportivo, que me perdoem os mais antigos, de todos os tempos.