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  PM prende suspeito de planejar a  morte de Josias Quintal 

 Por Telmo Filho*
Foi preso na manhã de ontem, na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Carlos José Ambrósio Lessa, o Caizé. Ele é suspeito de ter recebido R$ 300 mil para matar o ex-deputado federal e coronel da Polícia Militar (PM), Josias Quintal. Mas o secretário de Indústria e Comércio de Aperibé, Waldemar Linhares Soares, acabou sendo assassinado a tiros. O crime ocorreu em junho deste ano, em Santo Antonio de Pádua, na Região Noroeste Fluminense. Além dele, mais cinco pessoas foram presas, entre elas, o presidente licenciado da Câmara Municipal de Santo Antonio de Pádua, o vereador Juscelino Cruz de Araújo, apontado pela polícia de ser o mandante do crime. Contra Juscelino já havia sido expedido um mandado de prisão temporária, cumprida pelo suspeito.

 
              Caizé chegou a Campos por volta das 15h30 em um helicóptero da Polícia Civil. Um esquema de segurança foi montado no Aeroporto Bartolomeu Lisandro para escoltar o preso até a 146a Delegacia Legal (DL/Guarus), onde prestou depoimentos. Segundo o delegado titilar, Marcio Caldas Dias Mello, Carlos José poderá ser conduzido até hoje para a Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, na Codin, em Guarus. Em uma breve entrevista à imprensa, ainda no aeroporto, o delegado contou que a prisão do suspeito só foi um sucesso graças a uma união de esforços de policiais civis de Pádua e de delegacias do Rio de Janeiro. “Com a prisão do Caizé, que para nós era a peça principal, agora saberemos como fazer. Se vamos encerrar ou dar continuidade nas investigações”, disse.



Caldas esclareceu, ainda, que a prisão do vereador Juscelino foi importante para dar continuidade às diligencias. “Mas até o final do inquérito estaremos reunindo provas e oferecendo denúncias à Justiça para que a mesma possa estar expedindo mandados de prisão preventiva”, comentou.
Ele voltou a afirmar que o Caizé era o contato do (s) mandante (s), já que há indícios de mais pessoas envolvidas. Em outra entrevista, o delegado revelou que o suspeito levou Maximiliano Rocha da Conceição, 33, e Rock Lanne Barbosa, 31, até a porteira do sítio de Josias Quintal, localizado na Fazenda Pedra Lisa. A dupla, segundo Marcio Caldas, recebeu R$ 20 mil para executar o “serviço”. “Lá, Maximiliano e Rock Lanne foram informados que deveriam matar o dono daquela propriedade. Para infelicidade deles, executaram a pessoa errada”.

                         COORDENADA

    De acordo com o advogado de Carlos José, Vitor Meireles, o cliente é inocente. “Nos altos de um inquérito policial de que muito se falou, se cogitou e pouco se investigou, com prisões noturnas ilegais, com declarações equivocadas na mídia, com um inquérito contando com mais de quarenta nomes, a defesa será simples de uma pessoa inocente”, disse o advogado, ressaltando que é uma história fictícia quando o delegado Márcio Caldas afirma que Caizé foi quem terceirizou o “serviço” para matar Josias Quintal. O advogado frisou, ainda, que em nenhum momento o cliente foi impedido de viajar. “Assim que tomou ciência de estava sendo investigado, ele tomou uma atitude de uma pessoa normal que foi evadir e pensar no que fazer”, comentou Vitor, esclarecendo que Caizé não resistiu à prisão e que estava previsto esta semana o suspeito se entregar. “Mas a polícia antecipou o trabalho dela”.

              O caso – No dia 25 de junho, Waldemar deixava a Fazenda Pedra Lisa, em Santo Antonio de Pádua, de propriedade de Josias Quintal, após se reunir com ele para tratar de negócios. A vítima estava acompanhada de um colega, que desceu do carro para fechar a porteira, momento em que foi assassinado com dois tiros no pescoço. Waldemar, com aparência semelhante à de Josias Quintal, diria um carro da mesma cor, marca e modelo do ex-deputado: Picape Montana prata.

 

 




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