Preso jovem acusado de pedofilia


Policiais da DCAV prenderam em flagrante o pedófilo ROBERTO ORTILIEB PINTO, de 21 anos, vulgo 'BETINHO', em sua residência situada na praia de Piratininga, em Niterói. ROBERTO faz faculdade de teatro e pertence à família de classe alta de Niterói.

 Após receberem informação de que um jovem, que se identificava na internet como 'Be Azevedo', teria assediado sexualmente e convencido um casal de irmãos de 9 e 12 anos de idade, respectivamente, a se despirem para ele diante da 'webcam', gravando e armazenando tais filmagens, policiais da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, sob o comando do delegado, Dr. Marcello Braga Maia, iniciaram rápida investigação, através do monitoramento de sites da internet, tais como, facebook, msn, twitter, skype, instagran, no que lograram identificá-lo como ROBERTO ORTILIEB PINTO, de 21 anos, vulgo 'BETINHO'.

ROBERTO ORTILIEB PINTO, de 21 anos, vulgo “BETINHO

ROBERTO, após perceber que os pais das vítimas haviam desconfiado do ocorrido, começou a ameaçá-las com telefonemas durante à noite e madrugada, dizendo que havia gravado as cenas de nudez e iria divulgá-las na internet, que sabia onde eles moravam, estudavam e os locais que freqüentavam, dizendo que iria pegar uma das vítimas e cortar seu 'pinto' e sua orelha, entre outras frases amedrontadoras.

Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela busca e apreensão e pela quebra de sigilo dos dados telemáticos das mídias existentes no apartamento do autor, que fica em frente à Praia de Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Deferida a medida pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Niterói, os policiais foram até o local e encontraram nos computadores de ROBERTO farto material pornográfico infanto-juvenil, sendo certo que o simples armazenamento das imagens configura crime previsto no art. 241- B da Lei 8.069/90 (ECA), que tem uma pena de reclusão de 1 a 4 anos. Além deste crime ROBERTO também responderá pelo crime do art. 241- D, parágrafo único, II, da mesma Lei, que tem pena de 1 a 3 anos, de reclusão, por aliciar, induzir, ou constranger, via internet, criança visando sua exibição de forma pornográfica ou sexualmente explícita.

'Podemos perceber que ROBERTO apresentou-se com uma linguagem infantil, mencionando que era adolescente, e aos poucos foi ganhando a confiança das crianças, buscando valorizá-las, dando asas às imaginações delas. Quando passa a fazer parte do convívio, além de seduzi-las, ao final, também as ameaça, o que culmina na configuração do que se convencionou chamar de 'muro do silêncio', afirmou o delegado Marcello Braga Maia.

O delegado explica que a relação que é travada entre o pedófilo e a sua vítima é caracterizada basicamente pela existência de domínio, medo, sujeição, ameaça, sedução, culpa e cumplicidade.

'Pedimos para que outros pais, ou mesmo outro jovens, principalmente de Niterói, que identifique e reconheça ROBERTO compareça à DCAV para denunciá-lo, visando fortalecer ainda mais o conjunto probatório'.

O Titular da Especializada disponibilizou dicas de como prevenir que um pedófilo faça de seu filho uma vítima, através da internet.

1- Inicialmente, se não possui familiaridade com a internet, procure passar a tê-la. Poderá, inclusive, pedir para que seu filho o ensine. Navegue, veja como a rede funciona e o que ela proporciona às pessoas.

2- Dedique tempo para navegar com seu filho. Divirta-se com ele pela rede, conheça os sites preferidos, os programas que ele usa e as atividades que faz enquanto está online. Quem sabe você mesmo conseguirá, com o tempo, propor sites e atividades interessantes para a criança na rede.

3- Mostre a seu filho como fazer o uso responsável dos recursos online. Afinal, há muito mais na rede do que salas de chat- bate papo. Caso encontre algum material ofensivo, aproveite a oportunidade para explicar os motivos de ele ser inapropriado e mostre como seu filho deve proceder quando se deparar com um desses quando estiver sozinho.

4- Ensine à criança sobre a pedofilia, explique que há homens e mulheres mal-intencionados na Internet. Aproveite para passar a velha idéia do 'não fale com estranhos', que pode ser muito bem aplicada à comunicação virtual: deixe claro para a criança que não deve fornecer informações pessoais como nome, endereço e escola em que estuda em conversas pela Internet, que não deve enviar fotos para pessoas que conheceu pela Internet e que não deve receber dessas pessoas nenhum tipo de arquivo.

5- Conheça os amigos que a criança faz no mundo virtual. Assim como podem surgir boas e duradouras amizades, também podem aparecer pessoas com más intenções. Explique a ela que as coisas vistas e lidas na Internet podem ser verdade, mas também podem não ser.

6- Não permita que seu filho marque encontros com pessoas conhecidas através da internet. Se optar por permitir porque acha que 'conhece a pessoa', que o encontro seja marcado em um local público. E, claro, acompanhe seu filho.

 

7- Evite colocar o computador no quarto do seu filho. Dê preferência à sala ou a algum outro cômodo da casa que proporcione a navegação à vista de toda a família.  Isso dificulta o acesso do pedófilo à criança.

8- Converse e estabeleça regras e limites para o uso da Internet, adequados à idade da criança. Fixe um horário ou tempo limite de acesso, converse sobre os sites e serviços que ela pode ou não pode usar e explique o motivo. Monitore o uso de salas de bate-papo e de comunicadores instantâneos.

9- Use os recursos que seu provedor de acesso dispuser para bloquear o acesso a todo e qualquer site ou conteúdo que considere inapropriado para o seu filho. Você também pode utilizar programas de filtragem de conteúdo que estão disponíveis na Internet.

 

Lembre-se de que o diálogo aberto e a confiança são fundamentais. Mais do que qualquer programa ou filtro, a conversa sincera entre pais e filhos ainda é a melhor arma para se enfrentar a pedofilia.  

 

Marcello Braga Maia- Delegado da DCAV.