Aperibé na luta contra a dengue


O município de Aperibé se livrou das cheias dos rios no final do ano de 2012 e no início de 2013. Mas não se livrou da tão temida doença do verão a Dengue. O município teve dias terríveis com o hospital municipal Augustinho Gesualdi Blanc ficando superlotado.

Várias ações foram feitas para conter a doença, mas não foi suficiente. Com isso Aperibé teve que pedir ajudar ao estado para acabar com o surto que acometeu boa parte da população. Primeiramente o município recebeu do estado medicamentos e equipamentos, além de ter sido montada uma sala de hidratação.

Ao total dos equipamentos foram: dez poltronas de hidratação, três bebedouros, quinze cadeiras duplas de espera, medicamentos e insumos, quatro aparelhos de pressão adulto e um infantil.

A coordenadora do Centro de Apoio a Gestão/Subsecretaria de Vigilância e Saúde SES-RJ, Rosemary Mendes Rocha, esteve em Aperibé acompanhada de Clarice Furtado do Apoio a Gestão da Atenção Básica (SES) e Patrícia Marques da Humanização da SES. Ela disse que o trabalho tem sido feito de uma forma conjunta com apoio do Estado aos municípios da região noroeste e em especial quatro municípios que já estão com índice de incidência alta da doença que é Santo Antônio de Pádua, Italva, Miracema e Aperibé. 'Estamos com uma ação conjunta discutindo as ações que vão sendo desenvolvidas por parte do estado que são ações de apoio aos municípios, por isso as descentralização da implantação das centrais de hidratação, como foi implantada aqui em Aperibé e nesses outros quatro municípios,' salientou.

Ainda de acordo com a coordenadora o trabalho está sendo desenvolvendo aqui numa parceria com os municípios e prioritariamente uma parceria com a própria população. 'Controle da dengue só se faz com ações conjuntas, não adianta só o poder público se mobilizar se a própria população não se mobilizar é fundamental principalmente o trabalho da comunicação onde que possamos desenvolver ações de mobilização social, numa parceria governo do estado, governo municipal e população que é quem fica mais acometida pelo mosquito,' destacou.

O município teve a utilização de dois carros fumacês que percorreram todas as ruas do município num dedetização para exterminar o vetor Aedes Aegypti que transmite a doença. Para fazer o trabalho veio os Assessores técnicos Olenilde Pinto Ribeiro e Aldemir de Assis Campos; os motoristas técnicos José do Couto Moreira júnior e Marcelo Batista Silvano. Olenilde falou que a equipe utiliza dois carros num trabalho de fora para dentro do município para isolar o vetor. 'O trabalho foi feito na segunda-feira dia 07 de janeiro e também no dia seguinte na parte da manhã e vamos ficar com este trabalho quatro semanas consecutivas para acabar com o surto. O carro só entra em trabalho no último caso, já que o município entrou com uma ação de bloqueio e não conseguiu, porque é a última estância o produto químico,' frisou.

Para o secretário de Saúde Ricardo Daibes tudo que se pode fazer para deter o crescente número de casos de dengue no município está sendo feito. 'Estamos num trabalho conjunto com o governo do Estado para vencer essa luta. Precisamos do apoio da população porque o município entra com apenas 30% e os outros 70% de responsabilidade da própria comunidade,' declarou.

Segundo o prefeito dr. Flávio Gomes de Sousa foi ampliado o atendimento no hospital de uma forma emergencial para poder atender a todos. 'Ampliamos nosso atendimento e colocamos toda a nossa equipe da Saúde de sobre aviso. Desta forma acredito que possamos atender a população acometida por esta doença. Eu peço o apoio de todos para vencermos esta batalha,' argumentou.

A secretaria de Saúde de Aperibé está trabalhando demasiadamente e não está medindo esforços no controle da dengue. Está previsto um mutirão no município, mas por causa da chuva teve que ser adiado. No entanto, ações de prevenção continuam a serem realizadas.

ASCOM Aperibé.