POLICIAIS DA DCAV PRENDEM ESTUPRADOR


Agentes da DCAV prenderam na tarde de ontem, Murilo Santos da Silva, 32 anos, na entrada do Morro Camarista, no Engenho de Dentro.

Contra Murilo, havia sido expedido um mandado de prisão preventiva pela 38ª Vara Criminal da Capital pelo cometimento do crime de estupro de vulnerável contra a afilhada de sua esposa, que era Violentada Sexualmente desde os seus nove anos de idade até os onze na própria residência do suspeito, em Lins dos Vasconcelos, quando lá dormia. O acusado aproveitava-se do momento em que a menina se levantava durante à noite para ir ao banheiro e praticava os atos sexuais.

Murilo Santos da Silva 32 anos

 A vítima contou seu sofrimento para uma amiga que a convenceu expor os fatos à sua mãe, que os apresentou à Autoridade Policial. Após a conclusão do inquérito, com a juntada da oitiva especial da vítima, o delegado Marcello Maia pediu a prisão do indiciado, que foi acolhido pelo Ministério Publico e decretada pelo Juízo.

O Delegado da Especializada faz um alerta aos pais e responsáveis por crianças e adolescentes:

Estejam atentos. A supervisão da criança é a melhor proteção, pois na grande maioria dos casos os agressores são pessoas que conhecem bem a criança e a família. Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental.

Dizer às crianças que 'se alguém tentar tocar-lhes o corpo e fazer coisas que a façam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa'.  Mesmo quando o agressor ameaçá-la, ela não deve ter medo de contar e pedir ajuda de um adulto que ela confie; estabeleça um vínculo de confiança com a criança para que ela saiba que poderá procurá-la para perguntar ou contar algo sem tomar bronca ou ser criticada.

Devemos frisar que o pedófilo tem caráter psicopático, de quem premedita, investiga rotinas, desejos, oportunidades e seduz. Esse tipo faz com que a vítima se sinta culpada, ou age com muitas coerções sobre ela. Por isso, os filhos precisam ser orientados e, principalmente, as mães devem estar próximas e atentas ao discurso e comportamentos dessas crianças e adolescentes.

Lembre-se de que o diálogo aberto e a confiança são fundamentais. Por isso, a conversa sincera entre pais e filhos ainda é a melhor arma para se enfrentar a pedofilia.