Fla x Flu os inesquecíveis e o esquecível

 Hoje é dia e Fla x Flu, sem o glamour dos anos 60/70 ou até mesmo dos anos 80/90, não tem Maracanã e também não será para paulista ver, será na Arena do Corinthians, em São Paulo, mas sem público e com apenas testemunhas nos belos setores da bela Arena Neo Química, no bairro de Itaquera, na capital dos paulistas. 

Nos dias de Fla x Flu eu me vejo nas arquibancadas do Maracanã, sempre lotada e com bandeiras e cânticos nos dois setores do estádio. Nos dias de Fla x Flu eu fico pensando como era bonito ver este espetáculo de futebol, que levava para o gramado craques como o de 1963, a decisão do Campeonato Carioca daquele ano, com um recorde de público, anunciaram 195 mil torcedores, em números arredondados, em um jogo emocionante e decidido não com um gol, mas com uma defesa espetacular do goleiro do Flamengo, Marcial, quando os torcedores tricolores já estavam gritando “gol de Escurinho”. 
O placar em branco deu o título ao Rubro-Negro e a festa, de mais da metade do estádio, foi levada para o entorno do Estádio, que já se chamava Mário Filho, e as emissoras de rádio do Rio de Janeiro fizeram transmissão ao vivo da festa em preto e vermelho nos arredores do Maior Estádio do Mundo. Eu estava lá, com meu pai, o Zebinho Dutra, e foi o meu primeiro Fla x Flu ao vivo e em cores. Inesquecível. 
Um outro Fla x Flu, este esquecível para o torcedor, foi o que vi, também nas arquibancadas do Maracanã, foi a decisão de 1969, aquele que rendeu uma das mais belas crônicas do torcedor símbolo do Fluminense, o dramaturgo e cronista Nélson Rodrigues, que na segunda-feira escreveu “Chega de Humildade”, considerada por todos os tricolores como a grande homenagem aos campeões de 1969.
Uma derrota por 3×2 que pode ser colocada na conta do goleiro Dominguez, que foi expulso, não se sabe como e o que fez o goleiro argentino, que depois foi banido da Gávea, e, no final da partida, após um suado empate em 2×2 e com Félix, o goleiro tricolor, fazendo milagres, Flávio, o Minuano, acerta um chute indefensável para Sidnei, que entrara no gol em lugar de Dominguez, fez o gol da vitória do Fluminense. Eu vi, estava lá, desta vez por conta própria e sozinho. Esquecível. 
E meu último Fla x Flu, que posso chamar de inesquecível e que faz parte desta minha história bonita com o clássico, ocorreu no ano de 1987, no dia 27 de julho, valendo pelo 2o turno do Campeonato Carioca daquele ano e não valia nada para todos, mas para mim foi o maior Fla x Flu de todos os tempos e o que mais me emocionou e até hoje tenho a tristeza de não ter fotos daquele momento inesquecível no Maracanã. 
Ah! Se não valia nada porque da emoção? Foi meu primeiro Fla x Flu como repórter de campo e minha estreia no Maracanã como jornalista esportivo e adentrando ao gramado como repórter e entrevistando craques como Renato Gaúcho e Bebeto, pelo lado rubr0-negro, e Washington e Jandir, no lado tricolor. Foram grandes emoções e vi o Flamengo vencer, com um gol de Marquinhos, aos 28 do primeiro tempo. Este eu vi e participei ativamente. Inesquecível. 

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