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Secretaria do Ambiente de Itaperuna inicia programa de monitoramento em unidade de conservação

Leticia Barros

Leticia Barros

Em Itaperuna, a Secretaria Municipal do Ambiente (SEMA) iniciou o programa de monitoramento na Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Monte Alegre.

As atividades de monitoramento da fauna silvestre consistem em visitas bimestrais, com busca ativa por vestígios (pegadas, fezes, penas, carcaças etc) e por visualização direta, além da disposição de armadilhas fotográficas (câmeras trap), disparadas por sensor de movimento.

De acordo com o professor Marcos Paulo M. Thomé, consultor de Biodiversidade da SEMA, os resultados da primeira campanha já estão sendo processados.

“Animais comuns como o gambá e o teiú ocorreram em todos os pontos de instalação das câmeras. Porém nos chamou atenção a presença do inhambú-chororó e da cuica rabo de rato, animais mais raros e furtivos, pouco conhecidos e que não são avistados pelas pessoas que residem ou trabalham na zona rural do entorno do REVIS. Um casal de mutum, que apareceu na região mais alta da mata, nos dá os primeiros sinais da existência de uma população desse animal residente no REVIS”, explica o consultor.

Sérgio Zampiér, secretário da SEMA, explica que o prefeito Alfredo Paulo Marques Rodrigues, Alfredão, vem empenhando todos os esforços na busca por uma cidade que privilegia o ambiente.

“O prefeito Alfredão vem lutando por uma cidade que valoriza e preserva seu ambiente, cuidando da flora e fauna; trabalhando para deixar um legado verde para as futuras gerações. Nós temos uma equipe formada por profissionais competentes, que entenderam essa nova filosofia de trabalho e vem se esforçando para alcançar os objetivos propostos. Vamos trabalhar por uma Itaperuna cada vez mais verde”, reforça o secretário.

Frank Arcanjo, subsecretário da SEMA, observou que as instalações das armadilhas foram em locais estratégicos, contribuindo significativamente com os resultados.

“Nós escolhemos pontos estratégicos para instalar as armadilhas fotográficas, a fim de monitorar as espécies que transitam naquela região; e a escolha desses lugares contribuíram significativamente com os resultados obtidos. Além disso, é importante frisar que esse é um trabalho minucioso e terá outros desdobramentos, como a realização de um inventário da fauna dentro da unidade”, finaliza o subsecretário.

teiú – Salvator merianae

Gambá – Didelphis aurita

Cuica rabo de rato – Metachirus nudicaudatus

Inhambu-chororó – Crypturellus parvirostris

DECOM – Itaperuna