Notificações de casos suspeitos de Dengue, Chikungunya e Zika

 
Arboviroses:
O cenário epidemiológico das arboviroses Dengue, Chikungunya e Zika observado no ano de 2021 traz  dados obtidos em 4 de janeiro de 2022, pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), estando sujeitos à revisão. Considerando o advento da pandemia de COVID-19 pelo SARS-Cov-2, foi possível observar um decréscimo nas notificações de casos suspeitos e prováveis de arboviroses urbanas nos anos de 2020 e 2021.
Deve-se ressaltar que, em tempos de pandemia de Covid-19, a cocirculação dos arbovírus (DENV, CHIKV, ZIKAV) e SARS-CoV-2 torna difícil o diagnóstico diferencial entre as doenças, uma vez que ambas apresentam sintomas iniciais que podem ser semelhantes e nem sempre apresentam uma evolução clínica característica.
Boletim
É fundamental reforçar que para as arboviroses urbanas causadas pelos agentes infecciosos transmitidos pelo Aedes aegypti ainda não há vacina e se não forem tratadas oportunamente, podem levar o paciente ao óbito ou deixar sequelas.
A melhor forma de prevenção é evitar o contato com o mosquito transmissor dos arbovírus, seguindo as orientações recomendadas pelos profissionais de saúde como evitar acúmulo de água nos domicílios e locais de trabalho, atentar para os pratos dos vasos de plantas, piscinas sem tratamento químico, depósitos nas geladeiras, pneus e resíduos sólidos não embalados que podem ser usados pelas fêmeas dos mosquitos para a postura dos ovos. Como medidas de proteção recomenda-se o uso de repelentes, de acordo com recomendação médica e do fabricante e roupas que cubram a maior parte do corpo que esteja descoberta.
DENGUE
No ano de 2021 observou-se uma redução de 35,7% na notificação de casos prováveis (total de casos notificados, menos os descartados) de DENGUE no estado do Rio de Janeiro (RJ), em relação ao ano de 2020, segundo dados obtidos no Sinan.
Em 2021, os casos prováveis de Dengue concentraram-se na região do Médio Paraíba (34,1%) e na Capital (31,5%) do estado. A incidência mais elevada foi registrada na região do Médio Paraíba com 106,5 casos por 100 mil habitantes, não havendo, contudo, nenhuma região com incidência considerada alta nesse ano.
Entre os casos confirmados por Dengue no estado houve detecção do sorotipo circulante em 7,2% das amostras enviadas ao Lacen com este objetivo. Foram detectados os sorotipos DENV-1 e DENV-2, sendo este último o sorotipo predominante, em 2021.
Foram registrados, até o fechamento do boletim, 4 óbitos confirmados por Dengue no ano de 2021, ocorridos em diferentes localidades do estado.
CHIKUNGUNYA
Em relação à CHIKUNGUNYA, no ano de 2021, foram notificados 552 casos prováveis (total de casos notificados, menos os descartados) de Chikungunya no estado, correspondendo a uma baixa incidência acumulada de 3,2 casos por 100 mil habitantes.
Em 2021 os casos prováveis de Chikungunya concentraram-se na Capital (35,1%) e na região Norte (19,9%) do estado. Entretanto, a incidência mais elevada foi registrada na região Noroeste com 26,2 casos por 100 mil habitantes, não havendo, contudo, nenhuma região com incidência considerada alta neste ano.
Houve uma redução de 85% na notificação de casos prováveis no estado, em relação ao ano de 2020. Em números absolutos foram 3669 casos prováveis notificados em 2020 e 552 casos prováveis notificados em 2021.
Não houve registro de óbitos confirmados por Chikungunya no estado em 2021, até o fechamento do boletim.
ZIKA
Quanto à Zika, em 2021, foram notificados 58 casos prováveis (total de casos notificados, menos os descartados) de Zika no estado, correspondendo a uma baixa incidência acumulada de 0,3 casos por 100 mil habitantes. A região da Baixada Litorânea concentrou a maioria dos casos prováveis com 27,6%. A taxa de incidência baixa da Capital (0,2 casos por 100 mil habitantes) acompanha o cenário de grande parte dos municípios, mostrando uma importante redução na transmissão desta arbovirose no RJ.
Em 2021 houve uma redução de 65,1% no número de casos prováveis de Zika notificados em relação ao mesmo período do ano passado.
Observa-se entre os casos confirmados (58) de Zika do estado um predomínio do sexo feminino com 67,2% e 32,8% sendo do sexo masculino; quanto à faixa etária os casos estão distribuídos principalmente entre as faixas etárias de 20 a 29 anos (22,4%) e 30 a 39 anos (24,1%)
Do total de gestantes notificadas (7) em 2021, 5 foram confirmadas para Zika (71,4%). Destas, 20% (1) estava no 1º trimestre de gestação e 80% (4) no 2º trimestre.
Não houve registro de óbitos confirmados por Zika no estado em 2021, até o fechamento do boletim.
 

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